luquinhos

15 marcas de roupas independentes para fugir das fast fashion

Depois de eu ter feito o desafio da Guid e criado vários luquinhos bacanas com minhas próprias roupas, lá no instagram bastante gente começou a me perguntar de onde eram as minhas roupas (claro. risos). Fiz lá, então um #followfriday especial (lembra quando a gente fazia isso?) com algumas marcas de roupas para fugir das fast fashion, que têm uma produção pequena, que são mais abertos em relações a seus custos e lucros, mais atentos à matéria-prima e também à sua produção.

Eu não posso ser hipócrita aqui e dizer que eu só tenho roupas de pequenas confecções, pois seria uma grande mentira. Elas são, obviamente, mais caras que as grandes marcas, simplesmente por uma questão de tamanho da produção e, entrando de maneira muito light no assunto, esquemas péssimos de trabalho e produção. Porém, há duas reflexões bem simplonas que eu trago aqui e que têm me guiado bastante nas coisas que consumo:

1) consigo encontrar essa peça feita por uma marca menor e com um preço similar? Na maioria das vezes, sim. As grandes marcas estão ficando mais caras a cada dia, as pequenas estão se especializando e, ainda bem, se organizando com o aumento de demanda, e os preços começam a se equiparar. É lindo! Então, se eu botei na cabeça que preciso de uma saia xadrez, primeiro dou uma olhada em todas as marcas bacanas que conheço, sigo e admiro. Só depois, aquela passadinha no shopping. Dá pra equilibrar!

2) quantas vezes eu vou usar a peça que estou comprando? Isso vai de encontro a toda a onda de menos consumo e mais criatividade que eu já falei tanto por aqui, mas também tem essa reflexão da Cristal Muniz, do Um ano sem lixo, me fez pensar bastante: quantas vezes eu uso determinada peça de roupa?

O produto em si não tem a origem mais adequada, mas o uso dela sim. E o acabamento também. […] Hoje eu dia eu prefiro comprar roupas usadas e, quando preciso de roupas novas, compro de marcas pequenas que de preferência tenham algum cuidado com a sustentabilidade. Mas não é só o produto que faz do nosso consumo ou guarda-roupas um lugar mais sustentável. É também o uso que a gente faz. Não significa que fabricar roupas sob as condições sabe-se-lá quais que as fast-fashions praticam seja liberado se a gente usar muitas vezes uma peça, mas muita gente não consegue comprar roupas mais sustentáveis e se culpa por isso. Não tem um só caminho a seguir, tem vários e o importante é se questionar. Até porque consumir consciente na maioria das vezes é não consumir.

Se você já parou pra pensar nesses dois pontos e, ainda assim, tá precisando ou simplesmente está a fim de comprar uma brusinha nova, então, dá uma olhada nessas marcas pequenas e alternativas que eu adoro e sempre encontro coisas lindas e diferentonas:

Libe Store: minimalismo e comércio justo, eu usaria absolutamente tudão | Stampo: que me conquista a cada nova coleção com estampas lindonas e as melhores capas de chuva | Uso Assim: marca recifense cheia de bossa e materiais gostosinhos | Loja Três: é tendência que você quer, @? Tome tendência, tome coisa linda! | Loja Prosa: arrasadíssima até hoje que não consegui comprar um vestido da última coleção que a Carol fez pra mim apesar de não me conhecer (ainda)

Georgia Halal: as roupas mais lindas, elegantes, com o melhor acabamento e feitas pelas mãozinhas mais amor que me ensinaram a costurar | Dona Frida: me ganhou pelos botões de madeira, me tem pra sempre pelos macacões surreais de lindos | Ateliê Luiza Pannunzio: se vocês me vêem com uma roupa bonita, não precisa perguntar: é da Luiza! | Ateliê Jezebel: se algum dia você quiser saber como eu me vestiria todos os dias se tivesse dinheiros, a resposta é: assim | A Fine Mess: delícias da modinha, o short mais legal do mundo, as melhores fotos

787 Shirts: sem dúvidas, as melhores camisetas, modelagens incríveis para todos os tamanhos e stories maravilhosos | Je Suis Amelie: pequenininha e cheia de estampas maravilhosas, das feirinhas de São Paulo para meu armário com carinho Não Vivo Sem: a. melhor. calça. jeans. de. todo. o. universo. (eu odeio calça jeans) | Santa Costura: nunca achei que seria possível me vestir assim de verdade, porém é eu tenho um look todo me aguardando para ser maravilhosa na rua | Ziovara: paaaaah lacre estampas rebites brilhos e tudo o de mais lindo que há nesse mundo millenial sim senhora.

E aí, quais sãos as outras marcas pequenas que vocês curtem e compram? Me contem! 🙂

9 Comments

    • Isadora

      hahahaha seguuuuura! é muito legal comprar nessas marcas menores, sim, mas a gente não pode substituir um tipo de consumo exagerado por outro, né? é mais bacana pensarmos exatamente no que precisamos e comprar aquela peça bem útil!

  • Carol

    isa, adorei o post 🙂
    eu to namorando umas roupas da carol burgo há uns tempos, na próxima ida ao rio vou aproveitar e experimentar!
    desde que fiz a consultoria de estilo, fiquei bem mais insegura de comprar online. a parte de experimentar é chata, mas pra mim tem sido bem necessária. freia os impulsos, além de evitar erros!
    agora, as roupinhas da luiza são lindinhas demais! quando minha amiga me levou para conhecer, para procurar uma roupinha para o casamento, fiquei apaixonada. o processo todo foi muito legal, inclusive poder usar minha roupa de casamento em outras ocasiões depois. <3

    • Isadora

      aaaaah essa dica, né amiga: provar as roupas. a gente compra tudo pela internet e a quantidade coisa que não dá lá muito certo? esse freio nos impulsos é bem necessário. e a Luiza, ah <3

  • manie

    ai, muito obrigada por esse post, isa ♥ tô atrás de marcas menores, mas é mais difícil encontrar sozinha.
    mês passado eu comecei a mudar meu armário. separei váriassss peças pra doação, outras eu vendi num bazar organizado online e agora tô pensando como refazer meu luquinhos ahahha
    com a bolsa ridícula – e bota ridícula nisso – que o governo federal me dá, não tenho muita opção, mas minha decisão foi: ao invés de gastar x dinheiros em várias peças de fast fashion, compro uma por mês de uma loja menor. ou seilá, peço de niver, de dia do namôs, de natal ahahah junto dinheiro pra comprar depois, parcelo em 2x, enfim, não tem porque se afobar pra ter o armário dos sonhos em menos de um mês.
    confesso que ainda consumo de lojas grandes, mas mesmo dentro dessa lógica tenho comprado muiiiito menos do que antes. ontem, depois de meses, comprei um body baratinho que sei que vou combinar com várias peças que já tenho. mesmo assim, o ideal é parar de vez de consumir nessas lojas, mas aos poucos a gente consegue 🙂

    abracinhooooo

    • Isadora

      eba! que bom que te ajudou!!!!
      eu também uso a mesma estratégia que você, de fugir de fast fashion e comprar menos e melhor – e em ocasiões especiais. hahaha! aos poucos a gente consegue sim ♥

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