do coração

would you be my valentine?

Eu tinha bastante dificuldade de entender o conceito do Valentine’s Day. Aprendi na escola que era uma espécie de Dia dos Namorados, mas que dava pra você escrever cartões também pros seus amiguinhos, pras suas BFFs. E a gente fazia isso, cada ano comemorando com um presentinho mais brega que o outro – e só podia escrever “eu gosto muito de você”, ou “eu te adoro”. Amar era só pra pai e mãe, e olhe lá.

Acabei me perdendo nas explicações bastante confusas que me deram ali, por volta dos 12 anos, quando tudo o que eu queria era perguntar para o menino do topete descolorido se ele would be my valentine? mas me privaram desses sonhos, e eu desencanei.

Na real, essa explicação meio confusa acabou sendo a que eu mais aceitei ao longo da vida. A diferença é que, se aos 12 anos eu ficava brava, aos 16 eu achava mentira, bom… Aos 24 eu só tenho a agradecer.

Um amor-amigo, companheiro, leve e brincalhão, que aceita explicações meio tortas, presentes bem bregas e pergunta minha opinião antes de decidir descolorir o moicano. Um amor desses que não serve pro príncipe encantado no cavalo branco, mas que se encaixa perfeitamente no frango-com-limão-que-você-pode-comer-na-sua-dieta, em brincadeiras estúpidas antes de dormir cedo, porque amanhã você tem que trabalhar, e em sorrisos bobos de quem encontra, todo dia, um novo pedido simples e bobo. Uma escolha. Você seria… ? Seria. Todos os dias.

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