vai com calma

Olar meu povo, feliz ano novo!

O que dizer de um ano que já começa na loucura loucura loucura de modos que a gente só consegue chegar por aqui em pleno dia 15? Não sei. Tá sendo bom? Não sei. Tá sendo ruim? Não sei. Tá sendo cheio de coisa? Tá, ô se tá.

A vida de vocês também costuma ter uns ciclos assim, cheios de coisas, e outros em que parece que nada acontece? A minha sim. Especialmente dividida em meses, ou em fases. Do tipo: dez-mar é UMA LOUCURA. Começa no final do ano, em que todo mundo está louquinho pra se ver e matar a saudades/tirar do sistema o fato de que não conseguiu ver os amigos durante o ano inteiro, emenda com natal e ano novo, sempre aquela tensão relacionada às festas, vai pra janeiro e a gente tentando desesperadamente aproveitar o verão – e o verão é maravilhoso, saidaquisevocênãogostaeuquerosolequeimaduradeterceirograu – daí já vem a melhor época do ano, também conhecida como CARNAVAL, dois finais de semana e mais uns diazinhos regados à catuaba, bloquinho na rua e chuvarada tóxica de São Paulo e termina como? Com o meu aniversário.

É mágico.

É aquela fase em que a gente pensa “porra, talvez a vida seja boa mesmo, olha quanta coisa legal acontecendo, olha esses dias ensolarados, olha essa gente feliz!”, em que a gente questiona a necessidade da existência de blogs, newsletters e afins, já que a famigerada ~vida real parece muito mais legal, em que a gente faz declarações de amor à cidade, aos migos, e que tudo parece bom e próspero.

Daí começa a degringolar.

Esse ano eu resolvi não deixar a peteca cair e tentar – digo tentar porque MEUDEUSDOCÉU eu nunca vi tanta enrolação pra programar férias nessa vida socorro burocracia #nãoreclamedacrisetrabalhe #oimickjagger – emendar as minhas férias quaseque nesse período: digamos, em maio, já que tem o aniversário do boy em abril, o que garante uma boa thread de amor e amigos. Conseguiremos? Vamos acompanhar. Temos dinheiro pra viajar esse ano? Nenhum. Ficaremos em São Paulo e faremos listas daquelas coisas que nunca fizemos mas que “faremos nas próximas férias em casa”? Ô SE FAREMOS. Terminaremos as férias com aquele sentimento maravilhoso de frustração? Wait and see.

Lá pra maio/junho, e o segundo semestre de uma maneira geral nunca me agradaram muito – ano passado, ok, tivemos um certo casamento aí e uma certa viagem aí, então não conta. Mas, basicamente, já começa a bater aquela bad de “poxa já passou mais um ano e aí o que você fez?” e a voz da Simone começa a aparecer discretamente no fundo do seu cérebro. E, cacete, parece que esse ano vai ser mucho louco, desses de muito trabalho e pouco tempo pra descanso – e só o que eu queria era descansar um pouco. Estamos cansadas por antecipação? Estamos.

Claro que eu me meti, além do trabalho real oficial, em mais um ou dois projetos paralelos que demandam muito, muito tempo e dedicação e finais de semana de movimentação. Como lidaremos com isso? Não faço a menor ideia (com “crises de ansiedade”, eu digitei e apaguei, mas vou tentar lidar de uma maneira melhor com isso esse ano também). Isso porque, desses dois projetos, nenhum entra no quesito “realização de sonhos”. Ainda tem isso pra gente pensar. Sem contar meus cursos de miçangas que, me parece, terão que entrar num profundo standby esse ano.

Então é isso. Eu prometi que não faria grandes resoluções de ano novo – a única que fiz até agora entrou na agenda-bonitinha como cuidar mais de mim, mas na real, quer dizer “mexer essa bunda gorda” e “parar de ser mão de vaca com comida”, mas eu nunca, em hipótese alguma, assumiria isso pra vocês – e também (ainda) não passei perto das previsões de tia Susaninha, cês acreditam? Juro que (ainda) não, e que tá tudo bem assim, desse jeito meio “manda aí que nóis resolve daqui”. Quem é essa pessoa que vos escreve e o que ela fez com a sua amiga Isadora? Eu não sei. Gosto dela? Também não sei. Quanto tempo ela ficará por aqui? São questões.

2017eita

Essa sou eu depois de ter aceitado fazer um bate e volta que demorou 9h na ida e 6h na volta até o litoral norte na casa de pessoas completamente desconhecidas sem nenhum planejamento prévio num final de semana que marcou 38 graus com um colchão inflável sem saber se havia mais de um banheiro e postando essa foto no instagram sem poder conferir se meu mamilo estava efetivamente aparecendo porque o sol não permitia e postando mesmo assim (não estava aparecendo). eita.

 

Vamos aguardar.

Meanwhile eu entrei na onda, claro, do gracioso e hipster bullet journal planner agendinha incrementada e vou te dizer que está sendo bem legal me organizar por ali. Na real, sem muitos códigos e adesivos personalizados: só uma organização semanal pareada com uma lista de tarefas em que, yes you can, eu anoto tudo o que preciso fazer e não me cobro absurdamente se não consigo cumprir mais do que 1 ou 2 tarefas daquela lista – mas sempre me esforço muito bonitinhamente para cumprir ao menos 1 ou 2 tarefas da lista. Mesmo. Vem funcionando.

Novamente, vamos aguardar. Vem de boas, tá, 2017? Vamos tentar seguir assim até o final, sem dramas. Te amo. Beijos.