um balanço das férias

Cabô. Eu não vou me ater muito a esse fato – ao fato das férias terem acabado – porque a deprê, ela bate forte. Bate forte especialmente porque, depois de férias produtivas, gostosas e tranquilas em casa, a gente repensa muita coisa. Fazia muito tempo que eu não me dava esse tempo realmente de descanso, e vou dizer que recomendo fortemente pra todo mundo, viu. Viajar é, sim, uma delícia, mas que importante “colocar a vida em ordem” também. E repensar as coisas. E voltar.

(Ou não? Ou não. Será?).

Ainda na vibe namastê gratidão, venho aqui listar o saldo final desse mês lindo e produtivo, e me perdoar publicamente e individualmente pelo o que também não foi feito. Veremos, a segunda parte:

// Acordar cedo: entendo muito que ama acordar tarde – e eu sou mesmo apaixonada por dormir – mas acordar cedo me dá a sensação que o dia rende mais e que, de certa maneira, eu não apenas procrastinei. Obviamente que eu também acordei tarde em vários momentos, mas consegui, na maioria, manter uma rotina de sono boa – o que também significa que eu não virei mais a noite fazendo basicamente nada na internet, sdds juventude.

// Manter uma rotina de exercícios: muito fritness. O objetivo era “ir todo dia”, mas claro que isso não aconteceu. De qualquer maneira, consegui ir, pelo menos, 3 vezes na semana na academia per se, além de manter a frequência no pole dance e na dança. Ponto pra mim!

// Organizar uma lista de tarefas possível – e cumpri-la: ainda pretendo falar mais disso aqui (cês acham bacana ter uma categoria sobre “organização”?), mas eu funciono muito na base das listas de tarefas, e aprendi que ter uma lista possível é o primeiro passo para efetivamente realizar as atividades listadas. Criar coisas mirabolantes e irrealizáveis deixa a gente apenas frustrado, e impede que façamos mais. Ainda sobraram uns pontos, umas tarefas, umas coisas mais pradiante, mas quem não tem coisa pra resolver na vida, né?

// Fazer grandes nadas: grandessíssimos nadas. Acordar e matar a academia, ignorar a lista de tarefas, desligar o celular, reaparecer só de noite. Que importante que é isso, gente.

// Encontrar os amigos: eu queria demais cumprir esse tópico, e fico muito, muito, muito feliz em dizer que consegui cumprir com louvor. Claro que faltou muita gente, claro que eu deixei alguns amigos na mão (alour amigos de BH, me desgurpem, eu volto!), mas a sensação de ter tempo e disponibilidade pra um almoço, pra um café, uma conversa, é muito maravilhosa – e desencadeadora da bad ali de cima da gente não ter tempo de encontrar ninguém. Obrigada por não desistirem de mim, migos!

Claro que, no meio de tudo isso, eu também não fiz um monte de coisa. Coisas essas que também serão anotadas aqui para que elas entrem na lista mental de coisas a serem feitas mesmo que você não esteja de férias Isadora porque dá pra arrumar tempo é só você se organizar se vira mulher:

// Conhecer lugares novos: a desculpa “a rotina do trabalho” não cola mais, né? Eu ainda quero conhecer muito lugar diferente e novo aqui em São Paulo antes de desistir totalmente dessa cidade, e todo o tempo livre das férias não foi o suficiente pra me fazer levantar do sofá e ir, apenas. Vai entender. Quem sabe eu me animo pra me mexer mais nos próximos finais de semana?

// Fazer projetinhos DIY: esse me entristece bastante. Queria tanto, tinha tantos planos, tantas ideias pra por em prática. Nem sei dizer como não mexi em absolutamente nada, não encostei em nenhuma linha. Talvez a minha vontade pela ideia de fazer os projetos seja maior do que realmente a capacidade, a paciência, o start de fazê-los. A se pensar.

// Ler livros: eu li um livro absolutamente maravilhoso, uma das melhores leituras que já fiz talvez na minha vida – o último volume da tetralogia Amiga genial, da Elena Ferrante – e terminei um outro livro beeeeeem bom e difícil e porrada – A guerra não tem rosto de mulher, da Svetlana Alexijevich -, o que já é um saldo bem positivo, mas eu, ambiciosa que sou, achei que poderia ter aproveitado melhor meus momentos com mais livros.

No fim, considero o saldo positivo, positivíssimo – tanto que deixou com aquele gostinho que a vida, ah a vida, ela deveria ser assim sempre, né? Por que é tão difícil?