do coração

tudo aqui até agora em um episódio aleatório de gilmore girls café e um broken wooden goat

Vocês já devem ter percebido que eu ando monotemática, e não estamos nem falando daquele acontecimento passado do qual eu já falei bastante por aqui e vou voltar a falar bastante ainda. Estou falando do novo amor da minha vida, a razão do meu viver, o motivo do meu caminhar: Gilmore Girls.

Antes de qualquer coisa, eu queria esclarecer que eu não assisti Girlmore Girls na minha adolescência. Pois é. Meus early years não foram recheados de bons itens da cultura pop que me renderiam referências engraçadas na vida adulta – essas eu tive que pesquisar sozinha depois, digamos, ano passado, quando eu finalmente descobri que Meninas Malvadas é o filme da minha vida. Nossa você era muito hippie alternativa e só assistia TV Cultura, Isa? Não, caros amigos, eu só via SBT e Globo mesmo. MTV não pegava, não tinha tv à cabo – por pão durice alheia, nada de história sofrida aqui – e na rádio só tocava 88,1 então cês imaginem como foi difícil caminhar para toda essa hipsterização tardia.

Bem, eu não vi Gilmore Gils na adolescência, eu não conhecia Rory e Lorelai ou Stars Hollow, eu não sabia o que a vida poderia me oferecer de bom. Mas, graças a essa maravilha moderna chamada Netflix, eu posso dizer-lhes (vou usar mesóclise mais a frente, aguardem) que minha vida mudou.

Não vou fazer aqui uma lista de 10 motivos pelo quais vocês deveriam (re)assistir Gilmore Girls porque, olhando em retrocesso, eu sou bem ruim nisso de listas. Mas assistam e caminhem comigo nesse mundo inocente e tão adulto e tão fantasioso e tão real, em que todo mundo é meio cagado mesmo antes de Girls e Broad City, e tudo bem, em que todos os relacionamentos são bem complicados, tipo na vida real, e em que o café resolve todos os problemas do mundo.

Eu tomo, mais ou menos, uns três chacoalhões por episódio – você sabia que cada episódio de Gilmore Girls tinha de 70 a 80 páginas de roteiro, quando a média das outras séries do mesmo tamanho é de 60? VIRGE – mas dia desses, vendo o 8º episódio da 2ª temporada, eu me deparei com um diálogo desses que fazem a gente ficar encolhidinha em posição fetal embaixo do edredom abraçando os gatos. Segue em anexo att,

[Luke holds up a broken wooden goat]
LUKE: How about chuppah goat figure repairman?
LORELAI: Gilbert.
LUKE: What?
LORELAI: The goat. We named him Gilbert, he’s headless. Can you fix him?
LUKE: Yeah, I got some glue here. I can fix him.
LORELAI: Good. I’ll make some tea.
LUKE: So, Sookie stopped at the diner this morning.
LORELAI: Oh.
LUKE: I asked her how your plans were going with the new inn, and she very awkwardly changed the subject to women’s basketball.
LORELAI: Huh.
LUKE: She’s never shown much interest in sports before.
LORELAI: No?
LUKE: What’s going on with that?
LORELAI: Oh well, you know, women’s basketball is getting super popular. That’s good, I think. The tall girls need an outlet. We had a fight. A big, humongous fight. She’s never going to speak to me again.
LUKE: What happened?
LORELAI: I just flat out panicked about the enormity of what we were getting into and it clobbered me, and I clobbered Sookie, and was such a jerk. Hey, if I cry, will it freak you out?
LUKE: Totally.
LORELAI: What if I whimper?
LUKE: How about you suck it up?
LORELAI: Hmm, I’ll try.
LUKE: I don’t get it. You’re as ready as you’ve ever been.
LORELAI: Oh Luke, do not underestimate the complete and total lack of confidence I have in my abilities.
LUKE: What? You’re the most confident person I know. Obnoxiously so.
LORELAI: Thank you.
LUKE: I mean in a good way. You’re good at what you do and you know it.
LORELAI: Oh, no, no, no. I’m good at doing what I have to do. When I had to get a job, I got it. When I had to find a house for us and a life for us, I got it. When I had to get Rory into Chilton, I did it. But I don’t have to leave the Independence Inn. I don’t have to go into business for myself, I don’t have to walk out on that limb and risk everything I’ve worked for.
LUKE: Then do it.
LORELAI: What?
LUKE: Just say where you are.
LORELAI: What is this, reverse psychology?
LUKE: No, just stay at the inn. You’re happy there.
LORELAI: Oh, so you think I can’t hack it.
LUKE: Of course you can hack it.
LORELAI: Great, lip service, that’s what I need.
LUKE: Hey, if I start to cry, will it freak you out?
LORELAI: Ugh. I couldn’t stay where I am if I wanted. Mia is selling the inn. And that hit me hard too, maybe harder than the other thing. I’m gonna be without a home.
LUKE: What do you mean? This is your home.
LORELAI: No, I mean a home home. A memory home. The inn is where Rory took her first step. It’s where I took my first step. It’s more of a home to me more than my parents’ house ever was.
LUKE: You’re just scared. Just like everybody else when they’re taking on something big.
LORELAI: Well, then what does everybody else do to get through this feeling?
LUKE: They run in the back, throw up, pass out and then smack their head on the floor.
LORELAI: What?
LUKE: That’s what I did on the first morning I opened the diner. Look, there is no button to push to get you through this. You just gotta jump in and be scared and stick with it until it gets fun.
LORELAI: How long ‘til the diner got fun?
LUKE: About a year.
LORELAI: Wow. And there’s no button?
LUKE: Nope.
LORELAI: How about a lever, can I pull a lever?
LUKE: Nope.
LORELAI: Turn a knob?
LUKE: Nope.
LORELAI: You just jump?
LUKE: You just jump.
LORELAI: I wanna do it.
LUKE: You should do it. Check it out. [holds up the fixed wooden goat]
LORELAI: Gilbert. You’re not worse for the wear.
LUKE: I’ll go reattach him. How’d this happen anyway?
LORELAI: Oh, something must’ve smacked into him with a hedger.
LUKE: Uh huh, well, no one’ll ever know. Oh, and uh, women’s basketball is in season. You might wanna run that news past Sookie, and maybe you can go to a game or something.
LORELAI: Yeah. Or something. Thanks.

[Fica aqui um agradecimento para essa crazy internet people que disponibiliza roteiros inteiros online pra gente poder viver as neuras tranquilamente sem o trabalho extra de transcrever passagens de séries adolescentes obrigada.]

Cês leram? Se vocês num leram, cês podem assistir o ep. inteiro na linda Netflix ou então nesse link aqui (não que eu financie esse tipo de pirataria) a partir do minuto 36:10. Cês assistiram, agora?

Então, é isso.

Desde que eu criei esse blog lá em 2013, todos os posts, todas as fases, todas as fotos, tudo o que foi feito de lá até aqui poderia ter sido resumido maravilhosamente bem com essa cena. Essa cena de uma mãe solteira gerente de um hotel em Stars Hollow, essa cena com um diálogo entre pessoas imaginárias completamente diferentes de mim, essa cena de uma conversa entre dois personagens de uma série adolescente. Tá aí. A vida. A vida adulta. As aflições, os medos, as reflexões, a ansiedade, o café, os bodes de madeira feitos pelos amigos que, mesmos feios pra cacete, a gente ama e guarda com carinho.

Tá aí, gente.

Assistam Gilmore Girls.

(A mesóclise fica pro próximo post.)

12 Comments

  • Thay

    Também não pude assistir Gilmore Girls na minha adolescência, mas por pura preguiça e memória fraca. Quando o seriado passava na Warner eu SEMPRE esquecia do horário, aí peguei birra e larguei. Só fui assistir a série inteirinha ano passado, usando aquele plugin mágico que me permitia acessar o catálogo do Netflix estrangeiro! Pois é. Mas uma coisa é certa, todo mundo tem que assistir Gilmore Girls, é amor pra vida toda. <3

  • Maryangela Souza

    AAAi me abraça aqui e vamos amar Gilmore Girls juntas hahahhaha
    Eu tive a sorte de assistir Gilmore Girls quando mais novinha (bem novinha mesmo) e desde então é a minha série favorita! Pode entrar qualquer modernosa no páreo, maiores sucessos do momento, e apesar de eu gostar de muitas outras, nenhuma se compara ao meu amor eterno por GG <3 Eu simplesmente enlouqueci quando finalmente a Netflix decidiu exibir e fazer aquele especial que ainda tá pra sair, e óbivio que tô assistindo de novo. Quando eu assisto GG eu me sinto em casa,sabe? Stars Hollow é tão aconchegante e a série toda é tão não clichê! E os diálogos! E os tapas na cara! E as girls power! E o tanto que que a gente se identifica com algumas coisas, como aconteceu com você! É uma pena que a criadora original tenham se afastado antes do fim e a ultima temporada não tenha mantido a qualidade e o ritmo das outras (na minha opinião), por isso particularmente estou muito muito ansiosa por esse especial da Netflix, que vai trazer os criadores originais e (espero) dar o desfecho que eles sempre quiseram pra história. Lá no meu blog eu fiz um post ha alguns dias sobre algumas das coisas que aprendi com essa série, no campo da beleza e estilo. Espero que vc continue gostando de GG e postando sobre ela aqui, amei seu post <3
    Beijos!

  • iana lua

    ainda bem que não sou só eu que acordo e durmo pensando em Gilmore Girls! hahaha.
    sabe que eu assisti lá na época, mas nem se compara com assistir agora. acho que um pouco de maturidade é essencial pra enxergar a beleza dos diálogos e das relações tão simples e complexas dos queridos habitantes de Stars Hollow. <3
    pode fazer vários posts de casamento e de Gilmore Girls. tá super liberado!!!

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