do coração

te desejo

nenhum post nesse blog vai começar com uma música do Frejat. nunca.

Eu acho que todo ano começo o ano com um sentimento de “agora vai”. Os planos, as vontades, a dieta, o exercício, os cursos, o novo emprego… E vai até o dia 15 de janeiro normalmente. Acho que todo mundo aqui já passou por isso, né? A gente se enche de listas, de to-do, de calendários e de agendas lindas e hipsters pra preencher todos aqueles compromissos inadiáveis que já adiamos por mais ou menos uns 25 anos. E em março, quando mundo, tá lá a bonita da agenda, esquecida, tadinha, cheia de folha em branco.

Acho que 2014 foi tão parado, tão atravancado, que só me deixou com vontade de fazer coisas. (Tá parecendo pé na bunda isso aqui, não consigo parar de falar do ex). E eu não estou falando de coisas incríveis não, de metas maravilhosas, de abdômens trincados. Cês bem lembram das minhas resoluções de ano novo. Eu tô falando de fazer coisas mesmo. Do tipo: resolver uma pendência da vida por semana. Uma por semana: bem ok, né? Pode ser desde continuar a limpa no armário a passar no banco pra falar com o gerente sobre um investimento. Essas tarefas sacais que a gente nunca faz porque, bom, porque são sacais.

Tem a ver com ir limpando espacinhos da vida que acabam sugando uma energiazinha da gente e, às vezes, nem percebemos. Do tipo: eu não fico acordada à noite pensando “porra, meu email tá uma zona, tem email da Magazine Luiza não lido ocupando espaço”. Mas, toda vez que eu abro o email, eu perco um nanossegundo me martirizando com um breve “eita, Isadora, você já foi melhor”. Então bora parar com a autopiedade e com mini rugas precoces. Bora botar a vida pra frente. Um tiquinho por vez.

Quando eu decidi isso, percebi também que essa postura tá me fazendo ficar muito mais positiva em relação ao ano. Positiva e ativa, assim. E eu saquei isso quando notei que tô dando “feliz 2015” pras pessoas até… Bom, até 18 de janeiro, ao menos. Tem aqueles “feliz ano novo” pra quem a gente não viu, claro, mas eu ainda tô me apresentando/despedindo em emails assim, mandando mensagens, dizendo pras pessoas queridas: hey, vai ser bom! Ao menos, a sensação é que vai ser.

a mais linda surpresa do réveillon, que parecia furado, foi a presença de uma amiga muito, muito querida. que, depois de uns dias, completou o clima com um email que me fez chorar e esse vídeo, que é pra ver e rever e rever. compartilho o desejo da Nata pra todo mundo: que sejamos mais vulneráveis. fica mais fácil pra aceitar tudo o que a vida oferece. 

Ao menos, que a gente se permita que seja. Ao invés de reclamar – do calor pode, jesusamado – que a gente consiga sair do lugar e fazer alguma coisa pra ser mais doce: pra ser mais bonito, pra deixar uma pessoa nova chegar, pra aconchegar as pessoas de sempre. Pra aceitar as mudanças com o coração um pouco mais aberto. Que a gente se permita mais sem os medos e as vergonhas do ah, tô gorda, ah, não sei fazer, ah, não tem a ver comigo. Que a gente arrisque a fazer as coisas sem a certeza de dar certo.

Vamo fazer com que seja, né, meu povo. E como eu não disse isso aqui até agora, assim, explicitamente – muito embora já tenha dito outras coisas -, fica um desejo atrasado de um feliz 2015 pra todo mundo, gente. Que seja um ano cheio de coisas 🙂

7 Comments

  • BA MORETTI

    olha, eu tinha feito um comments imenso sim mas o bloguito tava de mal e não rolou né. cê tá ligada. mas assim ó, post maravilhoso com videozin maravilhoso. ai quero te desejarrrr um 2015 bom pra caralho tá :* bejo

  • Alessandra Rocha

    Poxa Isa, eu gosto do Frejat!

    E é sempre bom tentar manter a vibe positiva porque isso acaba refletindo literalmente em tudo ao nosso redor, mesmo com uns deslizes aqui e ali né? Queria fazer um comentário bonitinho/decente sobre o vídeo – maravilhoso, btw – mas ainda to com o Frejat na cabeça, desculpa aí! hahaha

    beijos!

  • Re Vitrola

    É difícil, mas arriscar é muito bom! É um sensação maravilhosa (principalmente se dá certo, hehe).
    O novo assusta, mas é só por isso: ser novo! Que nesse ano a gente seja bem corajosão!

    Um beijo,
    Re

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