BEDA 2017

Decoração de casa: nossa sala

O queeeeeeeeeeeeeeeê? Eu ouvi post sobre a decoração da casinha?

SIM É REAL.

Eu poderia ficar aqui elocubrando sobre as mil e uma razões de eu não ter postado nada sobre a minha casa até agor ano blog, mas pra que fazer isso se eu posso somente encher vocês de fotos? Pois é. Se for pra pedir-vos-lhes desgurpas, que seja por ter colocado filtro nas fotos sóadeusasabeporquê, o que vai tornar a identificação das cores um pouco mais complexa, mas as foto muito mais bonita porque eu não sei balancear os contraste, os branco, as luminosidade no meu celular. Desgurpem. O dia que o Histórias de Casa vier fotografar minha humilde residência cês descobrem que as paredes estão todas encardidas, ok?

Bom, tenho a dizer algumas coisas que eu tenho certeza que vocês vão pular mesmo, então vo falar mermu. A primeira delas é que a nossa casinha está sempre em construção-renovação-reforma-vamos arrastar os móveis às 22h30 amor vamos sim. Primeiro porque, convenhamos, não há dinheiro suficiente nesse mundo para ser gasto em decoração e reformas. Quando nos mudamos, há dois anos recém feitos (<3), a gente tinha exatos 3 reais pra tirar as paredes roxa-marrom-verde água-laranja, uma em cada cômodo: tinha que rolar toda uma mudança (dinheiro), toda uma compra de móveis (dinheiro), todo um acerto de aluguéis passados e próximos (dinheiro) e todo um pagamento do apartamento (dinheiro). Então, tivemos que fazer choices, além da famigerada mão na massa – que nunca foi nada além de MUITO LEGAL pra mim. Pintamos as paredes todas de branco – afinal, depois elas poderiam mudar de cor! – reformamos o mínimo necessário pra se tornar uma casa habitável e nenhum gato desaparecer por buracos de encanamento surpresa.

O que dá pra dizer, de maneira geral, é que tudo que tem a nossa carinha foi feito pela gente. O que também quer dizer que muita coisa precisa ser feita – reformar cozinha, reformar banheiro, reformar armários embutidos. O que também também quer dizer que eu não ligo a mínima pra isso. Eu gostaria de ter uma cozinha nova com subway tyles e móveis planejados que caibam todas as minhas (2) panelas? Muito. Mas eu prefiro gastar (0,3% de) esse dinheiro comprando uma lata de tinta verde menta e descobrindo como pintar o gabinete da pia sozinha. A gente sequer cogitou contratar um arquiteto porque simplesmente não entrava na minha cabeça ter algo “pronto”, finalizado, 100% “agora é só você entrar e morar”.

Construir nossa casinha a cada final de semana, a cada noite mal dormida mergulhada no Pinterest é uma das coisas que mais me dá satisfação e, acho, é uma das maneiras em que eu me expresso melhor. Nada, nada, nada me deixa mais feliz do que receber gente aqui em casa e ouvir “é a sua cara”. Porque é mesmo, e minha cara tá aí sempre mudando um pouco, uma franja, uma maquilagi, mas nunca menos maravilhosa, não é mesmo? Então, por muito tempo eu pensei que não postaria nada por aqui até que as coisas estivessem finalmente prontas, feitas, finalizadas. A real é que elas nunca estarão, e que eu amo ter paredes em branco pra encher de coisa nova, quadros, pôsteres, artesanato, memórias, um milhão de quinquilharias pros gatos derrubarem. Não tem nada melhor.

Mensagens motivacionais #foratemer, uns gato querendo saber quem você é, é isso que você encontra quando entra aqui. E flores, que são um trocinho caro que só, mas que eu faço questão de ter sempre – dá uma alegria tremenda dar de cara com elas, assim, sem querer. A parede de pratos foi uma das primeiras coisas que implementamos aqui em casa, antes mesmo da configuração dos móveis ser essa: e ela ainda falta crescer um monte! Já sabem com o que me presentear, né? 🙂

Benjamin é um gato leonino.

Essa parede de cimento queimado vocês já conhecem de outros carnavais, né? Bom, eu poderia fazer um textão sobre como o estilo escandinavo-minimalista-ninguémmoraaqui me incomoda, mas eu não vou. Só vou falar brevemente que eu acho que a casa da gente tem que ter vida, tem que ter coisas, tem que ter presentes bregas ganhados das pessoas, tem que ter pelo de gato em tudo. Mas, como ninguém é de ferro e sobrevive ao Pinterest nos dias de hoje, algumas boas ideias, como essa parede marabijosa, podem ser aproveitadas, não é mesmo? A mesma coisa fica com a bandejinha de pedra sabão e cobre (compra em Porto Ferreira/SP, nada de lojinha de instagram 😉 ) e uma ou outra cadeira grifada – fake, é claro, né mores. Cadeiras e mesa são da Mobly (sim!), o buffet que eu tanto cobicei é da Tok Stok e o gato é o amor da minha vida.

Obviamente eu não vou lembrar exatamente de onde é cada coisa ¬¬

O osso (fake né gente) de cobra-peixe-seiláoque é da Zara Home, o vaso que todo apartamento famoso tem, com os bambus, é da Tok Stok de novo, assim como a bandeja. A garrafa âmbar e o suporte de planta quadradinho são da Pomelo Atelier e as outras coisinhas da bandeja são coisas que a vida vai trazendo pra gente.

Agora a estante. Essa estante, senhoras e senhores, é de um antiquário mequetrefe na Av. São João. Pra quem não sabe, a Av. São João – que basicamente é do lado de casa – é famosa por ter vários antiquários que vendem móveis antigos a um preço…. Absurdo. Tipo, 1500 reais uma mesinha de centro anos 30 rococó usada pelo Mário de Andrade só que não. Eis que a gente descobriu que, saindo da muvuca hipster dos móveis antigos, há um antiquário também conhecido como loja de móvel velho mesmo que, vez ou outra, tem umas pérolas. Essa estante é a pérola das pérolas. OLHA COMO ELA É LINDA GENTE. E se eu disser que ela custou 300 golpinhos, cês acreditam?

Essa estante foi a responsável por muitas mudanças decorativas nessa casa, principalmente a de adotar uma ~paleta affff mais escura, mais de madeira, menos branca-e-pinus. Mais casa de tia dos gatos hoarder que acumula potinho de vidro e menos instagram, vamos ser honestos? Vamos.

A máquina de escrever é meu xodó e herança do meu pai <3 O letreiro luminoso bonitinho é do tio coreano Aliexpress, desgurpa criancinhas, desgurpa comunismo.

Seguindo em frente como se essa sala tivesse 180m2, mas não tem, temos mais móveis comprados no tiozinho dos móveis podreira que de vez em quando são lindos: uma duplinha de criados-mudos antigos. Um veio parar aqui, como apoio da vitrola mais amada desse Brasil, também vindo direto da xuventude dos senhores meus pais, e o outro virou meu criado-mudo – mais pra frente vocês descobrem! A maioria das coisas dessa parede é das nossas viagens, tipo o pôster mais bonito da cidade, que é real oficial cubano, e a cabeça de tigre colombiana. O hanger de macramê é de uma amiga, os vasinhos suspensos também da Tok Stok (oi mim patrocina!) e as fotos, do nosso casamento. O boneco de cera fofo fofo e estranho é da Toco Oco.

Nosso marabijoso e extenso sofá é da Mobly também, acreditem se quiserem. A Mobly é tipo um poço sem fundo de coisas que brilham de maneiras não muito agradáveis ao olhar e pseudo-madeiras de cores estranhas mas, com um bom garimpo, dá pra achar coisas incríveis e baratas. Recomendo muito perder um tempinho na loja, caso você esteja decorando sua casa! O que não recomendo? Comprar um sofá de linho se você tem 3 gatos, definitivamente não recomendo. Logo logo o bichinho vai precisar de uma reforma….

Se tem uma coisa que eu acumulo mais que velas, essa coisa são plantas. E tem também os potinhos de vidro. Minha avó ficaria orgulhosa <3

A estante em cima do sofá é o item mais recente do projeto Selva da Cracolândia, e custou cerca de R$ 100 com todos os itens – 2 tábuas de pinus, 4 mãos francesas e muita paciência. Porque quando acaba o espaço pra ter planta em casa a gente faz o quê? Arranja mais espaço pra ter mais planta em casa. Talvez de uma maneira não-saudável, porém tão belos os rosto, olha.

Eu sei que vocês só chegaram até aqui por causa dele, O CARRINHO DE PLANTAS, e aqui está. Realmente é a atração da casa, afinal de contas ele é azulzinho, lindinho, gracinha, e está cheio de plantas. O carrinho é da Tok Stok, e as plantas são da vida, e sempre cabe mais uma. O orgulho principal é a hortinha ali de cima, cheia de alecrim, hortelã e manjericão roxo. Quaaaaaaaase uma sensação de fazendinha no meio da cidade grande, quase.

Muito provavelmente, enquanto eu escrevia esse post imenso meu deus do céu eu nunca vou conseguir escrever 30 posts em 1 mês, muita coisa nessa sala já mudou. E a graça é essa! Encontrar coisas novas, se encantar por uma cor, e depois trocar, ficar enlouquecida atrás de uma almofada ou descobrir que dá pra reproduzir aquele mood de casinha de vila com uma simples cortina diferente. Já já tem mais!

BLOG EVERYDAY IN AUGUST 2017

Êta Giovana.

Sim, seguimos usando memes de 2015.

Como vocês estão acompanhando (espero que estejam), uma das minhas metas para fazer antes dos 30 anos é, sim, um BEDA. O que é BEDA, Isadora? É o Blog Everyday In August, uma iniciativa muito bonita para sermos, como diz a querida Nicas, a blogueira que sempre quisermos ser: pelo menos uma vez no ano. Aliás, a descrição da Nicas é muito maravilhosa para não ser reproduzida por inteiro aqui:

Acho o BEDA (uma loucura) um momento importante, um mês em que a gente senta e vira a blogueira que sempre quis ser (quem nunca fez a famigerada promessa de ano novo de ~esse ano eu vou postar mais~?), a gente senta e fala de blogs e visita as migas e se informa da vida delas e se dedica a saber, a ler, a se atualizar de muita coisa que acaba negligenciando nos outros onze meses, quando lida com essa coisa chamada vida.

Rainha da Minha Vida, Nicas (2016)

É isso. Eu, ainda, fico com aquela sensação que devo muito à querida blogosfera e nunca retribuí direito com a minha sabedoria infinita e disciplina de postagens, então essa é a hora (eu acho). Quero deixar claro que todos esses posts foram programados no meu mês de férias, em junho desde ano de nosso senhor Luiz Inácio, então qualquer problema de confusão temporal é culpa do calendário do WordPress ou de dorgas pesadas flashbacks socorr.

VAMO QUE VAMO. Ah, claro que a Nicas – esse post deveria se chamar Ode a Nicas em 1 Ato – fez o quê? Siiiiiim, uma planilha de posts para o BEDA, que você vai preenchendo e ela vai ficando verdinha conforme completa, sabe, uma coisa assim, que só quem ama entende, minha nossa, socorro, a planilha. É assim que eu tô me organizando, e tá sendo ótimo!

E, se eu quiser sobreviver, eu preciso aprender a escrever textos menores, heh.