BEDA 2017

o que eu aprendi com o BEDA

Eu ouvi 31 + 1?

Eu tô triste e não vou abandonar o BEDA.

Tá, é mentira, é claro que eu vou abandonar essa loucura de dizer que não te quero de postar todo dia. Porque é inviável. Mas eu não queria. Se hoje alguém me perguntar mas então você está dizendo que quer virar blogueirinha mesmo real oficial, Isa? a resposta seria sim com certeza vamo.

Pena que não dá.

Mas como eu ainda tô nessa delícia de chegar toda noite em casa, exausta, e pensar com carinho no post que sairá amanhã, pois tem que sair, resolvi escrever sobre as coisas que aprendi com essa mês insano e do amor. São elas:

// Se organizar direitinho, todo mundo bloga: organização é, sim, a chave do negócio. Nem preciso falar que esse é o mote da minha vida – inclusive, rolou toda uma criação de categoria específica pra isso durante o famigerado BEDA – e eu até já havia tentado fazer algo parecido com uma planilha com o blog, mas nunca levei a sério. Com o BEDA, levei muito a sério. A seriíssimo. A sério a ponto de dar neuvoseur. Pensar numa ordem para os posts, em categorias organizadas por dia da semana, em temas correspondentes e afins me acalmou, me deu ideias, me fez engatar num ritmo bom. Eu só queria ter algo mais automatizado que uma planilha pra me ajudar nos próximos meses. Vocês têm alguma indicação?

// Aposte nas ideias ruins também: aquela coisa de “feito é melhor que perfeito” vale para escrever também – mas, pelo amor da deusa, revisem os textos de vocês, tá? Mas às vezes a gente fica matutando aquela ideia por um tempão pensando “gente, mas isso é muito idiota, ninguém vai querer saber disso”, daí você insiste, escreve, faz ali uma coisa bonitinha e minimamente informativa e, como feedback, não é que uma galerinha leu e curtiu? Vale a pena investir, sim. Nem tudo precisa ser mirabolante e life changing.

// A gente pode roubar em alguns posts, mas a gente também tem que escrever o que sai lá de dentro: as tags estão aí para serem usadas, os temas polêmicos estão aí para causar, mas o que mora lá no coração e sai cuspido, assim, de bate pronto, é o que é mais gostoso de escrever. Mesmo que ninguém comente. O que me leva a…

// A gente tem que se motivar: comentando, comentando, comentando, comentando, comentando. Nos blogs amigos, nos blogs que visitam a gente, procurando blogs por aí, se apoiando. Já é difícil o suficiente sozinha, né, gente?

// A blogosfera vive: e está cada dia mais maravilhosa. Olha quanta gente incrível! Alguns blogs são antigos (o/), outros são novos, alguns a gente já conhecia e tinha esquecido, outros são felizes achados. Tem muita gente no Youtube e sei lá mais em que rede nova e descolada? Tem. Mas estamos por aqui. Firmes e fortes, ingoal esse país maravilhoso RISOS.

Eu vou sentir saudades.

Mas me disseram que Abril começa com A também…

E sobre o último ponto que eu aprendi no BEDA e uma das lições mais importantes que eu tive no último ano, na vida, é que a gente não pode ter vergonha da gente. Tá, pelo menos não das coisas boas, a gente pode ter vergonha de gente cutucar o nariz ou ter votado no Aécio, isso a gente deve. Se nos dedicamos a algo, se colocamos nossa intenção em uma coisa, se nos esforçamos pra conquistar alguma coisa, a gente tem mesmo é que erguer o queixo e falar: sim, eu fiz isso, sim. Eu sou fodona, sim. Eu escrevo, sim. Eu faço coisas maravilhosas, sim. Minha casa é linda, sim, eu escrevo bem, sim, eu tenho um blog, sim, meus gatos são maravilhosos e isso nem é mérito meu, sim. Porque a vida é muita curta pra gente bancar a humildona e se esconder atrás dessa aura de submissão que acham que devemos ter. A gente tem mais é que gritar: olha quanta coisa linda que eu faço, vem ver! Eu te ajudo a fazer também. Vamo <3

As coisas mais legais que eu fiz por aqui nesse mês que passou:

// Eu escrevo: uma reflexão sobre essa coisinha linda que a gente faz que é botar pra fora;

// A decoração da nossa sala: um postzinho só sobre decoração, porque eu também não me aguento;

// Corpo são, mente descaralhada: não conhecemos endorfina, nunca vi, nem comi, eu só ouço falar;

// As 3 situações mais malucas que eu já vivi: morri de rir que vocês deram risada, mas na real eu chorei;

// Meu aspirador de pó de pé: leiam antes de fazer a próxima faxina.

E, por último, queria aproveitar esse momento de carinho e nostalgia pra perguntar pra vocês do fundo do meu coração: o que vocês querem ler por aqui? Sério, você que lê, mas não comenta; você que passa esporadicamente; você que vem todo dia; você, que acabou de conhecer, respondam pra mim nos comentários:

Sobre o que você quer que eu escreva?

Agradeço imensamente desde já. Eta que vai ser difícil desapegar <3

30 antes dos 30 – Fazer um BEDA

ou Blog day; a internet; eu sobrevivi; mamãe, quero ser blogueira

Acabou. É tetra.

Sem empolgação aqui porque eu tô meio triste mesmo, com um sentimento parecido com aquele de quando a gente termina a faculdade: graças a deusa essa loucura terminou, mas eu vou sentir saudades. Tá, não a faculdade, a faculdade foi um inferno. Um prato gostoso. Que você come desesperadamente, ao mesmo tempo tenta saborear lentamente cada mordida e, quando terminar, tá naquele mix de pela deusa que momento e nossa vou sentir falta disso.

Essa é uma metáfora melhor.

Posso estar sendo levemente dramática e exagerada aqui, mas eu ouso dizer nesse espaço seguro HAHA que participar do BEDA foi uma das decisões mais legais que eu tomei nesse ano. Foi uma decisão tomada no meio das minhas férias – e que só funcionou tão bem por causa disso, também -, que foi um momento de reflexão intensa sobre trabalho, a vida, e tudo mais. Foi um desafio pessoal que eu cumpri com louvor, e isso sempre é bem incrível. E foi um lembrete.

Um lembrete de que eu escrevo. Que eu gosto de escrever, que eu sei escrever, e que tá tudo bem eu me dedicar a isso com compromissos nada grandiosos, do tipo: escrever para mim. Escrever para vocês. Que eu não preciso ficar noiada com ser um blog daqueles, mas eu também não preciso ser radical e falar adeus, blog, você não serve pra nada. Um lembrete de que eu consigo me organizar, sentar para escrever, pensar em ideias de posts, me programar. Fazer disso um pedaço da minha rotina.

Também foi uma bronquinha, pra mim, e pro restante da ~blogosfera, que cabe à gente não deixar o BEDA morrer, não deixar o BEDA acabar, nem tanto no sentido de publicar loucamente – até porque essa história de ficar caçando tema não é 100% legal -, mas com a intenção de motivar os amigos. Como? Comentando nos posts. Aliás, lendo e comentando os posts, divulgando os blogs amigos, fazendo aquele bom, sempre bom, e velho social. Afinal de contas, isso aqui depende da gente. Exclusivamente da gente. E a gente é foda e consegue escrever 31 posts em 31 dias. Lembrando que a gente decidiu fazer isso em agosto, esse mês horroroso e infinito. Eu não sei que merda nós temos na cabeça.

Então ficam aqui os destaques desse BEDA 2017, beda do amor, beda do que que tacontesenu, beda do desespero, beda do vamos todos morrer mesmo:

BLOG DAY 2017

Categoria Fiquem pra sempre na minha vida

Apto 401: A Nicas é a Rainha da Minha Vida, quero fazer tudo que ela propõe, quero ela pra sempre do meu lado, Nicas, casa comigo?; A Life Less Ordinary: Eu amo o jeito que a Cacá escreve, eu amo as fotos que a Cacá posta, eu quero conhecer a Cacá, beijos Cacá; Desancorando: Tudo o que a Maki escreve é sensível e importante. Todos os textos dela estão cheios de reflexões lindas e alento. Vão lá <3; Blog da Camis: Essa graça de pessoa que a internet me apresentou, que tem tudo a ver comigo e que poderia morar em São Paulo, sim; Coffee and Flowers: Na minha cabeça, o mundo é um grande compilado de fotografias da Ká; Beyond Cloud Nine: Estoy enamoradaaaaaaa! Conheci, apaixonei, estou completamente envolvida, repara em mim, crush.

Categoria Voltem a blogar pelo amor da deusa

Nambarices, porque eu ainda estou esperando as dicas de Namby Gil; Evaporar, porque eu preciso rir na minha vida; Prateleira de cima, porque eu amo suas reflexões; Salateando, porque você é um mulherão inspirador da porra e seu blog é lindo; e Lomogracinha, porque o mundo precisa de vocês.

Categoria Que bom que te conheci

Caneca meio cheia, e a gente descobriu que se conhece desde pirralha! <3; Suspirare, que não conheci exatamente agora mas minha memória de peixe me faz incluir aqui também; Nome provisório, vontade de abraçar essa pessoinha; Sabbia7, me entende no quesito de passar vergonha nessa vida; Bruna Morgan, quero fazer todos os posts que ela fazLunatic Pisces, esse nome, esse layout, esses textos, acho que a gente podia ser migaUm blog ainda sem nome, o tanto que eu dou risada com os posts; e Limonada, companheira de gifs de Leslie Knope; e mais tanta gente linda do grupo mais amor dessa internet, grupo de apoio pra quem segue firme e forte nessa arte maravilhosa do blogar.

Olha quanta gente! Olha essa mulherada incrível! Tá vendo como a gente é maravilhosa? Vamos continuar.

Obviamente o ritmo do BEDA não vai continuar por aqui, mas eu quero demais levar as lições que aprendi com ele adiante na minha vida de blogueira – inclusive, vou prometer aqui um post sobre essas lições, vejam só, que blogayrinha que sou. E vou deixar também um pedido aqui: não deixem essa motivação morrer. Comentem, comentem, comentem, divulguem, incentivem as amigas, batam palmas. Sugiram temas – o que vocês querem ver por aqui? Interajam. Demonstrem interesse. Que a gente segue, e segue feliz!

Continuem por aqui. Voltem sempre. Eu amo vocês <3


esse post faz parte da série ~30 antes dos 30~, lista ambiciosa de coisas que eu separei pra fazer antes da fatídica idade chegar. você pode acompanhar meu fracasso por aqui – mas eu torceria por mim. estou torcendo. vamos lá. 

 

favoritos #30

Essas fotos maravilhosas e sensíveis foram feitas pela Jacqui Kenny, que sofre de agorafobia e encontrou no Google Street View uma maneira de conhecer e se conectar com o mundo <3 | Estou morrendo de vontade de encher a casa de pedras e cristais e drusas e bruxaria | Descobri esse ano a maravilha que é usar capas de chuva e quero uma exatamente assim | Fazia tempo que não postava aqui uma das lindezas que descobri através do Não Me Mande Flores, então fica esse espelho maravilhoso que tem um vasinho e esse design e ai meu coração

// Lendo Ferrante no mundo dos homens, na newsletter No Recreio, da Anna Vitória Rocha, que é uma das melhores “resenhas” sobre os livros da Elena Ferrante que já li;

// Gender beyond the binary-video, cinco pessoas não-binárias falam sobre a sua experiência e as pressões que sofrem nesse mundo heteronormativo que vivemos, no The Guardian

// Mascaradas do Guerrilla Girls atacam machismo dos museus e vêm ao Brasil;

// No Dont’ Touch My Moleskine: I needed color, o vídeo do Jim Carrey que viralizou, sobre sua trajetória com a pintura e como isso curou seu coração; e essa entrevista com a Jemima Kirke bem real e dolorida e linda;

// Plantas para usar no banheiro, da Selvvva com o Histórias de Casa, ou sempre-cabe-mais-planta-acredita;

// Da série textos que me destruíram e me montaram melhor: Ser grande e querer ser pequena, do A Dupla Face, e Querida amiga magra, a gente precisa conversar, no A Fala.

eu escrevo

Amanhã eu vou fazer uma grande reflexão sobre blogar, sobre como se organizar direitinho, todo mundo bloga, sobre como é legal estar na internet e ser da internet, sobre como esse mundo online é meu mundo, mesmo, ele todinho. Mas hoje eu vou escrever sobre escrever.

Vou escrever sobre escrever porque finalmente eu começo a entender, na minha vida ~adulta, que a minha arte é essa. Que eu sempre passei os dias procurando algo ou algum lugar bonito e visual pra ser, quando, na verdade, eu já era escrevendo. Que a minha frustração me impedia de produzir de criar de publicar de dizer que eu escrevo e, sim, é só isso, e não preciso de mais. Até porque eu sou bem boa nessa história.

Escrever você não publica no Instagram, escrever você não compartilha no Pinterest. Escrever você recebe 3 ou 4 comentários tímidos – que são o suficiente pra você escrever mais. Escrever você não vê o quê ou como fazer, especialmente trabalhando com coisas de escrita, você não vê futuro, você cria impedimentos. Escrever é difícil de mostrar, de estruturar, é difícil de explicar sim, eu escrevo, e só isso, e tudo isso, e eu escrevo sempre.

Escrever num mundo onde Há Cada Vez Menos Leitores, escrever em um lugar que conta meus caracteres e critica minha legibilidade e minhas tags de SEO. Escrever de dentro pra fora, escrever como quem conversa com o leitor, encontrar o seu estilo, ficar preso ao seu estilo, odiar o seu estilo, revolucionar o seu estilo, ter fases estilísticas nomeadas por cor, escrever para que um dia escrevam sobre você, escrever morrendo de medo que leiam, tomara que não leiam, Impedir Que Seu Site Apareça Nos Mecanismos de Busca.

Escrever quando todo mundo diz que você tem que escrever.

Eu escrevo mais do que gosto de ler.

Escrever vem com aquela competição de egos, vem com aquele melindre de quem cozinha, vem com o medo da crítica, vem com a diminuição imagina, eu só escrevo umas bobagens pra mim, mesmo. Escrever é solitário e demorado demorado demorado, começa às 7 a.m. e termina agora, e não tem whisky ou luzes neon ou o glamour dos infográficos sobre escritores que escrevem bêbados e de madrugada. Escrever é feio.

 

Escrever pode ter mil e um métodos e técnicas e formas e formatos e dicas, e você pode ler mil e um outros textos sobre pessoas que escrevem e nunca vai ser igual, nunca vai ser igual. Escrever pode ser uma obrigação às 7 a.m. para uma brincadeira da internet e ainda assim te lembrar que você escreve, escreve sim, escreve no meio de um monte de gente que mal lê e só quer seguir de volta, e mais um tanto outro de gente que escreve junto e não admite que apenas escreve.

E a gente escreve. E eu escrevo. Sempre.

 

3 coisas que eu quer muito fazer

Além de uma lista absurda de coisas pra fazer antes dos 30 anos que certamente eu não vou conseguir cumprir e vai me fazer passar os dias pré-festa chorando em posição fetal, segue em anexo coisas que eu quero muito fazer e ainda não sei como:

// 01: Uma consultoria de estilo

Eu sei que vocês vão dizer “mas Isa, você é super estilosa!” – e obrigada por isso <3 – mas a real é que eu amo pensar no que vou vestir, amo comprar roupas, amo buscar referências fashion e 92% do meu tempo uso a mesma roupa sem graça simplesmente porque tenho preguiça de pensar no que usar. Claro que se eu tivesse um pouco mais de atenção e cuidado com as coisas que eu visto isso mudaria, e tenho certeza que uma consultoria de estilo ia ser muito importante nesse processo. A Pri contou um pouco como foi no caso dela e eu achei o máximo! Tô louca para experimentar também, só me falta o tempo $$$.

// 02: Voltar a estudar

O que, eu nem sei. Eu acho que pode ser qualquer coisa. A verdade é que eu me sinto extremamente competente e também muito que fodona quando estou estudando algo, porque eu realmente me dedico à parada, sabem como é? Passei um tempo pensando “por que raios eu me meto em tanto curso se nunca uso nada que aprendo?”, mas talvez a coisa esteja justamente é só aprender, sem pensar em necessariamente por em prática, monetizar, fazer lojinha, sair vendendo e tudo o mais. Não saberia nem dizer se é uma língua, uma ~arte, um conteúdo específico, não sei mesmo. Mas quem sabe em breve?

// 03: Melhorar meu alongamento

Talvez eu devesse escrever aqui “ter algum alongamento”, mas chega de passar vergonha nesse blog. Chega não: se você ousar dizer “meu alongamento também é ruim”, eu vou te responder “amiga, eu não consigo sentar de pernas cruzadas”. Eu não consigo mesmo, é um parto pra mim me abaixar, eu frequentemente fico bem travada. Eu nunca fui atrás de ver medicamente o que eu tenho porque já basta os problemas nos joelhos e nas costas, né, mas uma professora de ioga (eu tentei ¬¬) disse que eu tenho os tendões encurtados. Todos. Sei lá se isso procede, mas eu preciso muito dar um jeito de melhorar esse bendito desse alongamento pois já não somos mais crianças e eu quero colocar o pé na cabeça no pole dance, quero sim. Dicas?

Eu poderia ter dito “ficar milionária”, “conhecer o mundo”, “salvar a humanidade”, mas quando a pessoa nasceu pra ser só isso não tem jeito mesmo, não é?