projeto de vida

sozinha

Hoje eu cheguei sozinha em casa.

Tipo, eu faço isso todo dia. Eu saio do trabalho, venho pra casa, chego sozinha. Nem sempre tem alguém aqui, mas sempre tem gente. Tem uma ligação, um toque “olha, cheguei, fica tranquila”, um abraço até, às vezes – com sorte, um franguinho do limão, de vez em quando.

Hoje eu saí sozinha e cheguei sozinha. Fui, encontrei uma amiga, me despedi e dei uma volta. Já não era mais hora de metrô, todo mundo já estava na rua. Eu andei uns dois quarteirões e percebi que não fazia a menor ideia de como voltar dali. Minha cabeça, já acostumada a cronometrar as paradas dos ônibus, os milímetros dos trajetos, apenas desligou o GPS involuntário e eu demorei uns bons 10 minutos pra entender que, pra sair dali, eu teria que andar. E aí eu andei. E peguei um ônibus. Subi e vim – cheguei, sim.

E daí que eu cheguei sozinha em casa. Não liguei pra ninguém, não sei onde as pessoas estão. Percebi agora – mais ou menos 1 hora depois – que eu fiz tudo isso, e tô aqui, vivona.

Eu já cozinhei, eu já comi atum da lata, eu já pintei um móvel, eu já desentupi banheiro, eu já limpei geladeira e já quebrei umas 3 garrafas. Mas nunca tinha chegado sozinha assim.

Foi bom, viu.

8 Comments

  • Nina Vieira

    Eu sou do time “é impossível ser feliz sozinho”, mas confesso que a solidão, em determinadas ocasiões, também pode ser sinônimo de liberdade. É bom chegar em casa e sentir que você está mais contente por estar na própria companhia. Conheço essa sensação.
    Beijos.

  • Lorena

    Tive a oportunidade de viver com quem amava, viver com quem não queria e viver sozinha. Dos três é melhor viver com quem se ama. Mas entre estar só e com quem não se quer, prefiro mil vezes estar só! Até porque, me divirto comigo mesma (mesmo nesses momentos de perrengue)! rsrs

    Abraço!

  • Mari Mari

    Sou bem individualista, então já estou acostumada com ficar sozinha. Adoro.
    No seu caso… Bem, pra tudo tem uma primeira vez. Pelo menos você gostou da experiência. rsrs

  • Gabriela

    Li esse e o post anterior e coincidiu um pouco com a minha semana que passei pesquisando possibilidades de emprego na área que não é a minha, coincidentemente o jornalismo, e me dando conta de que um hora ou outro vou ter que me mudar daqui, e provavelmente pra SP. Ta longe, mas que medo de não dar conta! Ler que é bom sair e chegar sozinha me conforta um tantão.
    Um beijo!

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