slow fashion normcore alguém me faz parar de comprar roupa

Faz bastante tempo que li um post em um dos meus blogs favoritos – sim, é claro que eu leio blogs, é claro que eu tenho meus favoritos – sobre um armário mais minimalista. Quer dizer, totalmente minimalista, muito antes do hype com o minimalismo, a tipografia e as suculentas. O post do Ricota não derrete era curtinho, mais falando do design do “closet flutuante” do que do conceito, em si, mas mexeu um pouco comigo.

Explico: eu sou um monstro consumista. Really. Desde que comecei a ganhar dinheiro, lá no auge dos meus 17 anos, eu fiz apenas uma coisa: comprei. Roupas. Sapatos. Livros. E olha, longe de mim fazer uma crítica no esquema “namore uma mulher que compre livros e não sapatos aqui”, porque todos eles, os livros, os sapatos, as milhares de roupas, e todas as outras tranqueiras, fizeram parte de todo um amadurecimento pessoal que fez com que eu me conhecesse muito melhor. Muito. Eu demorei pra chegar num “estilo pessoal”? Demais. Eu passei por fases constrangedoras, da modinha, que nada tinham a ver comigo? Porra. Eu gastei mais dinheiro que deveria e poderia estar dando entrada no meu condo em Seattle agora se tivesse economizado? Provavelmente não, mas quase.

Tudo isso me fez perceber duas coisas 1) eu preciso dar um fim das minhas roupas; 2) eu preciso aprender a comprar. Já comecei a fazer as duas coisas, claro, porque aqui não tem brincadeira não, mermão. Tenho 4 ou 5 caixas de roupas para doação separadas, aguardando a minha boa vontade de descer com elas até a igrejinha mais próxima, e bom, quanto à segunda parte… Estamos caminhando. Eis que no meio disso tudo, desse processo que começou no início de 2014 quando eu me mudei de casa e percebi que não são todos os apartamentos do mundo que têm armários que comportam o meu volume de compras absurdo, surgiu uma coisa que aparentemente se chama Slow Fashion.

Amo essas tendências Slow Something. Ah, amo. Tem gente chamado de Normcore também. Eu tenho uma palavra muito complicada e conceitual que vou tentar explicar pra vocês da maneira mais didática que conseguir… Assim… Chama BÁSICO. Lembra? Quando a gente falava “básico”? É tipo um básico cool. Camiseta cinza mescla. Aliás, um ode ao cinza, aos 50 tons de cinza, a todos eles. Preto. Branco. Jeans é o máximo que a gente vai abusar. O simples do simples, de um jeito “só tenho 2 camisetas em casa”. E dai, quando você colocar aquela camiseta pink escondida no armário, BOOM. Ousada.

Ah: listrado. CLARO. Modelagens amplas, quase sem pregas, estilo sou-magra-e-posso-usar-sacos (eu não posso, mas eu uso). Saias longas. Comprimentos até a canela. Duvidosos.

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casual

Tô achando bonito. Na verdade, um meio termo entre todas essas coisas. Menos peças. Peças melhores. Menos promoções, mais investimentos. MENOS ROUPA, mais Omo, né minha gente. Estou desesperadamente procurando vestidos-longos-de-uma-cor-só. Preto. Cinza. Cadê a Hering que antes servia pra isso, comprar roupas básicas? Não tem mais. Alguém tem uma costureira amiga? Agora as peças básicasslownomcoregatadopinterest custam 200 reais também. O que acaba levando todo o meu plano por água abaixo.

Mas tá legal. Tô na escala de cinza. Tô nas modelagens amplas. Tô nas saias longas. Com um toque hippie. Com chinelos. Ahhhhh, os chinelos…

PS: ah, eu achei um blog (claro) absolutamente maravilhoso que fala sobre tudo isso de uma maneira muito incrível, o Into Mind. É uma consultoria de estilo ali, linda, gratuita, cheia de imagem do Pinterest. Ele te dá vários passo a passo explicadinhos e inspiradores sobre como “refazer” seu armário/estilo; dá dicas práticas (e bonitas, ah a beleza!) para exercer todas as propostas; e propõe algumas reflexões sobre o que realmente é levar uma vida melhor com menos. E aqui tem TUDO. Muito bacana!