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Rosana Paulino: a costura da memória na Pinacoteca

A Pinacoteca é um dos meus lugares favoritos nessa cidade. O espaço, a arquitetura, os arredores e a curadoria sempre me deixam de coração aquecido, e um passeio de uma tarde por lá é capaz de me fazer suspirar por uma semana inteira. Quando eu soube que a exposição Rosana Paulino: a costura da memória ocuparia três salas do museu fui correndo visitar, e dei de cara com um dos trabalhos que mais me emocionou na vida, até agora.

Rosana é uma artista paulista que retrata as questões sociais que envolvem seu cotidiano de mulher negra na sociedade contemporânea. São mais de 140 obras produzidas entre 1993 e 2018, entre elas Bastidores (1997) e Parede da memória (1994-2015), Tecelãs (2003) – que me inspirou de um jeito que ainda não consegui extravasar –, A Geometria à brasileira chega ao paraíso tropical (2018), Paraiso tropical (2017) e a arrebatadora Assentamento (2013). Vejam algumas delas aqui:

Se eu ainda não te convenci, vê comigo esse vídeo do site da própria Rosana contando sobre seu processo criativo e montagem da exposição. É de chorar, eu te juro! ❤️

Visitem essa exposição e esse lugar maravilhoso!

Rosana Paulino: A Costura da Memória. Até 4 de março, de quarta a segunda, das 10h às 17h30 – com permanência até as 18h. R$ 10. Aos sábados, a entrada da Pina é gratuita para todos.

One Comment

  • Marina Menezes

    Eu citei o trabalho dela (Bastidores) no meu TCC. Escrevi sobre como a arte pode ser usada para refletir sobre violência, aí usei ela e mais algumas artistas como exemplo. Arte linda demais <3

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