3 coisas que eu quer muito fazer

Além de uma lista absurda de coisas pra fazer antes dos 30 anos que certamente eu não vou conseguir cumprir e vai me fazer passar os dias pré-festa chorando em posição fetal, segue em anexo coisas que eu quero muito fazer e ainda não sei como:

// 01: Uma consultoria de estilo

Eu sei que vocês vão dizer “mas Isa, você é super estilosa!” – e obrigada por isso <3 – mas a real é que eu amo pensar no que vou vestir, amo comprar roupas, amo buscar referências fashion e 92% do meu tempo uso a mesma roupa sem graça simplesmente porque tenho preguiça de pensar no que usar. Claro que se eu tivesse um pouco mais de atenção e cuidado com as coisas que eu visto isso mudaria, e tenho certeza que uma consultoria de estilo ia ser muito importante nesse processo. A Pri contou um pouco como foi no caso dela e eu achei o máximo! Tô louca para experimentar também, só me falta o tempo $$$.

// 02: Voltar a estudar

O que, eu nem sei. Eu acho que pode ser qualquer coisa. A verdade é que eu me sinto extremamente competente e também muito que fodona quando estou estudando algo, porque eu realmente me dedico à parada, sabem como é? Passei um tempo pensando “por que raios eu me meto em tanto curso se nunca uso nada que aprendo?”, mas talvez a coisa esteja justamente é só aprender, sem pensar em necessariamente por em prática, monetizar, fazer lojinha, sair vendendo e tudo o mais. Não saberia nem dizer se é uma língua, uma ~arte, um conteúdo específico, não sei mesmo. Mas quem sabe em breve?

// 03: Melhorar meu alongamento

Talvez eu devesse escrever aqui “ter algum alongamento”, mas chega de passar vergonha nesse blog. Chega não: se você ousar dizer “meu alongamento também é ruim”, eu vou te responder “amiga, eu não consigo sentar de pernas cruzadas”. Eu não consigo mesmo, é um parto pra mim me abaixar, eu frequentemente fico bem travada. Eu nunca fui atrás de ver medicamente o que eu tenho porque já basta os problemas nos joelhos e nas costas, né, mas uma professora de ioga (eu tentei ¬¬) disse que eu tenho os tendões encurtados. Todos. Sei lá se isso procede, mas eu preciso muito dar um jeito de melhorar esse bendito desse alongamento pois já não somos mais crianças e eu quero colocar o pé na cabeça no pole dance, quero sim. Dicas?

Eu poderia ter dito “ficar milionária”, “conhecer o mundo”, “salvar a humanidade”, mas quando a pessoa nasceu pra ser só isso não tem jeito mesmo, não é?

resumo da semana #4

Cara.

esse gif foi usado mais vezes que uma quantidade saudável neste blog

Agosto, né. Então.

Por que a gente não faz BEDA em Abril, que começa com A também? Por que a gente não resolve escrever um post por dia em um momento da vida em que as coisas não estejam todas descaralhadas, os planetas retrógrados, os trabalhos malucos? Por que a gente aceita pegar não um, não dois, MAS SETE frilas no meio do BEDA no meio do trabalho descaralhado no meio da vida maluca dos planetas retrógrados (resposta: pra viajar).

Como estamos sobrevivendo? Não sei. Envolve café e outras dorgas ilícitas. Mas seguimos.

Eu comentei no blog das amigas essa semana? Jamais. Eu respondi os comentários de vocês (gente, eu amo vocês, eu já disse isso? EU AMO VOCÊS!) aqui no blog? Nunca. Eu vou fazer isso hoje? Também não pois SETE FUCKING TRABALHOS (jamais direi jobs). Mas eu prometo que eu farei isso em breve. Ainda em agosto? Jamais.

Como eu jamais deixaria vocês sem os links da semana do BEDA, faço aqui uma ronda rápida nos meus blogs favoritos:

// A Nicas fez uma wishlist de rolês e eu quero participar de absolutamente todos eles;

// Um dos blogs que eu mais gostei de conhecer nesse BEDA é o Um blog (ainda) sem nome, da Rayana, e esse post sobre as bizarrices do primeiro mundo está bem, bom, bizarro;

// Dois posts que amei no Beyond Cloud Nine: As piores modas dos anos 2000 (socorro!) e Manual do self-care da pessoa introvertida;

// Aqui neste blog da família brasileira, tivemos: as 3 situações mais malucas que já vivi, com direito a sair perambulando de madrugada com toda a bagagem por Havana; cronicazinha do coração que ninguém lê, mas vem aqui de dentro; compartilhei as minhas principais referências de decoração com vocês e falei um pouco sobre como me organizo (e desconecto) para segurar a ansiedade; fiz uma tag fofura e divertida sobre ter sido uma criança dos anos 90; e escrevi um texto que adorei ter escrito sobre minha paixão com o aspirador de pó de pé.

Posso falar que já estou ficando com saudades?

i’ve fallen in love I’ve fallen in love for the first time and this time I know it’s for real I’ve fallen in love, God knows, God knows I’ve fallen in love

Esse post se chamaria “Um ode ao aspirador de pó de pé”,
caso “ode” não fosse um substantivo feminino e criasse
essa impressão horrenda de erro no meu título.
cantem comigo, eu não ligo para SEO.

 

Quando eu fui morar sozinha pela primeira vez, perguntei para minha mãe quais seriam as coisas primordiais que toda boa dona de casa deveria ter. Primeiramente risos, para poder me orgulhar de ter “somente o necessário”, tal qual Balu, segundamente porque não há dinheiro no mundo suficiente para se ter todas as coisas legais que uma pessoa pode ter em casa, no quesito coisas de casa. Mamãe respondeu, entre coisas de nomes que eu nunca havia ouvido falar e pareciam saídas de um capítulo élfico de O Senhor dos Aneis, que: uma máquina de lavar roupas e uma cama.

(Claro que ela também falou da geladeira e do fogão e eu respondi, como vocês devem estar pensando: AFE MÃE É CLARO QUE EU PENSEI NA GELADEIRA E NO FOGÃO NÉ MÃE EU SOU ADULTA NÉ MÃE AFE MÃE. O fogão só chegou em casa 2 meses depois e eu engordei 8 kg.)

Desobedeci mamãe, do alto da minha rebeldia, pois jamais gastaria dinheiro com uma cama, sendo que o Pinterest me dizia que eu poderia dormir em um confortável colchão no chão, como em um loft novaiorquino. Durou 2 meses. Fui correndo comprar uma cama box. A máquina de lavar roupas – conforme indicado e repetido insistentemente pela progenitora – foi, sim, uma Brastemp, e me acompanha até hoje, firme, forte, barulhenta, e salvadora de vidas a cada nova semana. A cama também.

O que mamãe nunca me contou, talvez por aquele sentimento que mães têm de que a Nova Tecnologia Moderna não está do lado certo da humanidade, e Só Era Bom o Que Era Feito Antigamente, é que existe um terceiro item indispensável, utilíssimo, essencial, topster tiro pisão viado, que é o aspirador de pé.

 

O aspirador de pé não é um utensílio que serve para aspirar a sujeira que fica em seus dedos, não. O aspirador de pé é um aspirador de pó que fica em pé, o que resultou nesse nome maravilhoso que poderia ser um belíssimo trocadalho, na minha cabeça de quem fica imaginando o estagiário que falou “vou cadastrar aqui como aspirador de pé JHUAHUAHUEHUHE” no site do Submarino pela primeira vez. O aspirador de pó que fica em pé foi, é, e sempre será o seu melhor amigo na manutenção diária do lar, e vou explicar-lhes os motivos.

O aspirador de pó de pé fica em pé. 

Ele fica em pé e ele é fino e comprido (ui) e ele cabe realmente em qualquer cantinho da sua casa. Ele fica ali, em pé, paradinho, esperando ansiosamente o momento para ser usado, e você só tem que esticar o braço e pegá-lo. Nada de subir na privada pra pegar o aspirador de pó (não de pé) monstruoso que fica guardado naquela caixa velha e carcomida na prateleira do banheirinho do fundo, descobrir onde foi parar aquela mangueira monstrenga, achar o bico no bagulho, demorar muitos tempos para juntar um ao outro, carregar o aspirador de pó (não de pé) até o local desejado e ficar naquele estica e puxa da mangueira do aspirador do fio da tomada e não puxa pela mangueira que estraga a mangueira e meu deus do céu atropelei o gato.

O aspirador de pó de pé é silencioso.

Infinitamente mais silencioso que o aspirador de pó (não de pé), dá pra ouvir música num limite aprovado pelos vizinhos enquanto faz faxina.

O aspirador de pó de pé alcança os cantinhos.

Sem precisar trocar o bico a mangueira as tomadas os fios o mapa astral. Você dá uma viradinha, ele alcança o cantinho. Você nem precisa abaixar.

O aspirador de pó de pé tem o fio comprido.

Dá pra aspirar o corredor, a cozinha, a sala e o outro corredor e a portinha do banheiro de uma tomadada só. Juro.

O aspirador de pó de pé custa menos de R$ 150 temers. 

Antes de eu ser convertida na seita d’O Aspirador de Pó de Pé eu achei que essa seria uma maravilha tecnológica daquelas inalcançáveis, tal qual o robô que limpa vidros e os higienizadores sônicos de pele. Um dia, durante uma Black Friday, pensei “será que o sonho do aspirador de pó de pé é realmente tão distante assim pra mim?”, mentalizando o bilhete dourado do Willy Wonka e tal foi minha surpresa quando descobri que existem modelos de menos de R$ 150 temers. O meu custou mais exatamente R$ 129,90 em uma promoção e entregou no dia seguinte.

Ou seja: o aspirador de o pó de pé é como varrer a casa, só que com um aspirador de pó. 

Que fica em pé.

Esse não é um publipost. Mas poderia ser.

TAG: criança dos anos 90

Essa TAG saiu do blog da Nicas? Saiu sim senhor. Todo o meu BEDA foi baseado no blog da Nicas? Também.

Obviamente eu fui uma criança dos anos 90, e vocês sabem disso pela quantidade de referências a Harry Potter que encontram nesse blog. Coisas que vocês talvez não saibam sobre a minha infância:

// 01: Fotos da infância

sim, será um desperdício se eu não tiver filhos, eu era insuportavelmente fofa

 

// 02: Uma memória boa da infância

Todas as festonas imensas e bagunçadas e cheias de brigas na casa das minhas avós (minha bisa e minha avó, que moravam juntas); todos os milhões de bichos que minha tia teve e como eu era completamente apaixonada por eles; a vez em que andei de cavalo a 4 km/h e tinha certeza que estava disputando uma corrida no deserto; passar a tarde na escola, pulando de uma atividade pra outra, sem nem sequer pensar na existência de boletos.

// 03: Um cheiro da infância

Sou rebelde e vou falar dois: o cheiros de sundown, que a minha mãe BESUNTAVA A GENTE quando íamos pra praia (Praia Grande, tá gent), todo verão. Era um saco, significava que a gente teria que esperar mais 2 horas para entrar na água, mas significava também que estávamos na praia! O cheiro do meu avô paterno, que foi o único que conheci. Eu tenho poucas lembranças dele, mas lembro exatamente como era sentar no seu colo e ouvir ele ler As Mil e Uma Noites pra mim (RISOS), consigo sentir o cheiro que ele tinha – e não faço ideia de como descrever – perfeitamente até hoje.

// 04: Brincadeira preferida na infância

Queimada. Eu era ótima em jogar a bola com muita força na cabeça das pessoas e ainda mais ótima em desviar do arremesso alheio. Heh.

// 05: Desenho preferido na infância

Foram fases. A primeira delas composta por Família Dinossauro, Ursinhos Gummy, O Fantástico Mundo de Bobby e Tintim; depois veio aquela loucura por Doug e, por último, o combo horroroso que me serviam de X-Men (e eu já era apaixonada no Wolverine, mesmo com o collant amarelo) e, claro, Pokemón.

// 06: História engraçada da infância

Teve o dia que meu cabelo estava cheirando catchup e teve também o dia que eu quebrei o nariz do meu coleguinha pentelho que ficou insistindo por horas pra gente descer de trenzinho no toboágua do clube, eu não queria, ele insistia mais e dizia que eu era arregona, daí eu desci atrás dele e ele virou a carona pra ver se eu estava realmente descendo atrás dele e o meu calcanhar foi diretamente no nariz dele em cheio e de repente a piscina teve que ser interditada pois estava cheia de sangue como em um episódio de Dexter.

// 07: O que você queria ser na infância?

Bruxa – bruxa do Harry Potter assim, amiga dele. Teve também a fase que eu queria ser ~pilota de aviões do exército e alguém deveria definitivamente ter me impedido de assistir Pearl Harbor tantas vezes.

// 08: Como você era na escola?

Eu também era ótima nos esportes e muito engraçadinha os professores me adoravam. Ou seja: você me odiaria com todas as forças que tem.

// 09: Qual era seu medo na infância?

O lobisomem macabro de Mundo da Lua, o Jumanji inteiro, as matérias do Gugu sobre o E.T. de Varginha e depois aquela novela inteira que tinha o Cadeirudo.

Foi daora.

organizando pra segurar a ansiedade

Não sei se é uma regra mas, pelo menos pra mim, ter o máximo de controle possível dos aspectos “fixos” da minha vida me ajuda bastante a dar aquela segurada na ansiedade. Isso porque todo o resto fica aquela bagunça, é? Então, eu tento deixar a parte adulta da vida certinha, para deixar o resto fluir com mais tranquilidade.

Já contei pra vocês alguns dos meus outros “métodos” de organização, mas acredito que o mais importante de todos eles seja, na verdade, e ideia de me organizar a ponto de poder me desconectar. Não tem truque aqui, mas, como a gente vive nessas condições malucas que vivemos, sobra o tempo de ~desconectar no final de semana, somente. E vamos ficar satisfeitos com eles, por enquanto. Basicamente, o que eu faço é:

  1. Descadastro o meu email do “spam legal”: spam moleque, spam do amor, ou seja, os emails das lojas que a gente costuma comprar coisas, de promoção, que deixam a gente tentado a consumir ainda mais, gastando nosso precioso dinheiro com coisas que não precisamos. De tempos em tempos, rola uma faxina do spam. Eu perco muita promoção legal? Perco. “Perco”.
  2. Limpo a caixa de entrada: eu uso a caixa de entrada do email da maneira mais primitiva possível, com “itens não lidos” como to-do list. Claro, que tá tudo cheio de categorias e tags e coisas, mas para deixar mais simples, o que está marcado como não lido é o que precisa ser resolvido-respondido. Tudo feito durante a semana pra nada ficar me atormentando nos momentos de netflix.
  3. Desativo as notificações do celular: ou a maioria delas, Facebook, Twitter, email. Infelizmente eu ainda não cheguei no ponto de desabilitar as notificações do Whatsapp, porque aparentemente essa é a única maneira de humanos se comunicarem hoje em dia, apesar do meu horror. Mas eu silencio, pra não ficar ali, me lembrando de sua existência o tempo todo.

O meu sonho é conseguir deixar o celular completamente de lado nos finais de semana e tempos livres, mas infelizmente ainda sou uma viciada nas coisas bonitas do Instagram – que, na maioria das vezes, me deixam MALUCAS também – e é com ele que fotografo e registro as coisas boas do dia. Que pena. Quem sabe um dia a gente entenda todo o mal que essa relação ansiosíssima e banhada em FOMO fez pra gente, né? Quem sabe.