hello can you hear me

Eu não posso falar.

Esse não é um texto metafórico metafísico metonímico em que eu relaciono os acontecimentos do mundo com a minha rouquidão nem nada. Poderia? Poderia, ô se poderia. Mas não é. Essa não é uma grande divagação sobre eu, como mulher, me sinto completamente impotente e insignificante diante dos últimos acontecimentos. Deveria? Uhum. Mas não é também.

Isso é uma recomendação médica.

Sexta-feira à noite, aquele stress gostoso, aquela sensação de “só eu me preocupo com essa porra de verdade” e o quê? Gripe. Aquele começo de gripe gostoso, maroto, moleque, que te deixa toda meio entupida e toda meio quente, de um jeito nada nada nada sensual. Como boa filha da minha mãe que sou, botei pra dentro o combo de remédios mais do que conhecido e capotei às 20h30.

Acordei “nova”: 80% menos entupida (20% eu sempre sou), 90% menos quente (HEH) e sem gripe. Vida que segue. Claro que, pra comemorar, eu resolvi fazer tudo o que não faço em absolutamente nenhum final de semana da minha vida: arrumei a casa inteira – que, na minha língua, significa “desmontar móveis e espalhá-los por outros cômodos” – fui a um aniversário/boteco à tarde e emendei com uma balada num rooftop no Centro de São Paulo de madrugada.

Não, não vou explicar como fui parar em uma balada num rooftop no Centro de São Paulo de madrugada. (Não foi bom)

Ah, Isa, que divertido, que bom que no dia seguinte você conseguiu acordar às 11h30, comer resto de pizza e passar o dia todo reassistindo os melhores episódios de Gilmore Girls de pijama sem tomar banho! Não, amigos. No dia seguinte eu fiz tudo menos acordar às 11h30, comer resto de pizza e passar o dia todo reassistindo os melhores episódios de Gilmore Girls de pijama sem tomar banho. Eu recebi meus pais num horário aceitável, porém não suficiente (com comida, pfv, muita comida, pelo menos isso), eu conversei como uma filha que não via os pais há mais de 1 mês, eu falei falei falei falei falei e depois? Eu saí, na chuva, para encontrar amigos e falar falar falar falar falar mais. E até cantar.

Deu certo? Já sabemos.

Segunda-feira lá estava eu completamente rouca. Não é assim, sexy rouca, Phoebe cantando jazz rouca. Não é engraçadinho rouca, tipo “ai que voz engraçada, Isa, você curtiu muito no final de semana, hein?”. É rouca nível: MENINA VOCÊ TEM CERTEZA QUE VOCÊ TÁ BEM no cafézinho do trabalho rouca. Então, eu tenho. Dói? Muito pouco, já tive piores, já arranquei as amígdalas no susto de dor. Tô comendo? Miga, vai ser necessário mais uns 2 Trumps e umas 3 gargantas pra eu parar de comer. Tô com febre? Num tô. Tô participando do surto de Caxumba de SP (sempre quis participar de um surto de doença contagiosa de SP)? Num tô. Tô funcional? Quem está, não é mesmo?

Daí ontem eu fui no médico e, depois de ele ter me perguntando exatamente 4 vezes se eu não sou alérgica a nenhum remédio – Sono? Alzheimer? Pouco caso? Plantão? Queria ter certeza? Nunca saberemos, mas em uma delas eu recebi “melhor testar, né?” – rolou um terrorismozinho básico que consistiu na frase: você não pode mais falar em hipótese alguma de jeito nenhum porque sua garganta-esôfago-celébro já está lesionado e se você forçar pode criar um calo definitivo e ficar com a voz prejudicada pra sempre ou ter até que operar.

Cês leram direito? A parte do DEFINITIVO FICAR COM A VOZ PREJUDICADA PRA SEMPRE.

Gente. Cês sabem a angústia que é pra uma pessoa com ascendente em Sagitário e lua em Leão não poder falar cas pessoa? [insira o meme do MIMIMI SIGNI DI NIVI aqui] Cês imaginam o meu desespero de não conseguir responder as, em média, 18 interações sem graça-reaça-sobre doenças dos velhos do meu prédio no elevador todas as manhãs? Cês têm ideia do que é não conseguir puxar assuntos imbecis olha-o-tempo-tá-chovendo-tá-calor no elevador da firma? Vocês conseguem entender o que é não poder sair correndo pra sala da coleguinha de trabalho berrando NÃO NÃO ERA ISSO PLMDDS CÊ FEZ ERRADO FOI O ARQUIVO ERRADO LIGA PRA CHINA ANTES DE IMPRIMIR MINHA FILHA SOCORR JESUSA e ter que mandar um email e esperar que ela visualize o mesmo?

Cês têm ideia do que é não poder responder toda vez que meu gato me chama MAMAI?

como estou por dentro

 

Pois é, amigos. E que dia é hoje? Sexta-feira. E desde quando eu tô assim? Desde sábado. E o que aconteceu desde então que eu não pude comentar em voz alta pra ninguém chorar gritar me esgoelar falar que eu vou embora pra sempre? Pois é. Então cês me desgurpe, mas enquanto não houver voz eu vou vir aqui fazer textão do desabafo e me esgoelar virtualmente com vocês enquanto tento ferozmente não procurar no Google “ficar rouca pra sempre é possível”.

30 antes dos 30 – Participar de um projeto voluntário

Começamos bem essa história de 30 antes dos 30 <3

Há bastante tempo eu estava querendo participar de um projeto voluntário – até, dica migas, como uma maneira de dar algum sentido mais prático ao meu tempo e diminuir aquela velha loucura de “não estou fazendo nada de bom” – e, claramente, seria alguma coisa voltada para animais. Pessoas, elas são complicadas, bichinhos não. Ainda que tenhamos que nos envolver com pessoas para ajudá-los ¯\_(ツ)_/¯

Ainda bem que a vida tem me dado pessoas incríveis pelo caminho. De um dia pro outro, retomei uma amizade querida com a Ana  – sim, a mãe do Café e do Django, meliores catiorros dessa internet <3 – que me apresentou gente muito do bem como a e a Lully, todas engajadíssimas na causa dos bichíneos. E a Lully, essa pessoa de outro mundo que dedica a vida a isso, é a idealizadora da empresa social Celebridade Vira-Lata que, nos seus 8 anos de existência, já castrou mais de 9 mil bichos. 9 MIL BICHÍNEOS GENTE. Sabe?

Eu não vou entrar aqui nos detalhes de importância da castração e adoção de bichinhos – e cada vez menos eu estou tolerante pra ter discussões como “mas eu queria tanto um cachorro que não late!” ou “mas eu preciiiiiso ter um corgi”, então vamos evitá-las – mas vamos pelo princípio básico de: não se precifica a vida, não se compra um animalzinho, não se deixa um bichinho solto, especialmente, sem castrar, reproduzindo loucamente e espalhando ainda mais bichinhos precisando de lares por aí. Ok? Então ok. Castração + adoção = todo mundo feliz, animaizinhos e pessoinhas. Simples, né?

Bom, eis que pensando nisso, a Celebridade Vira-Lata organiza a festa do Dia Mundial do Animal, comemorando o mês dos animais. O evento aconteceu esse ano lá na Casa das Caldeias – que lugar lindo, gente! – e teve uma programação incrível com palestras, workshops, shows, exposições, bazar de ONGs e pequenos empreendedores animais com a renda revertida para a causa e comida vegana delícia.

Foi um domingo inteiro, de de manhãzinha até à noite, carregando caixa, caminhas de catiorros maiores que eu, empurrando mesa, anotando inventário, vendendo, explicando, contando dinheiro socorr cicarelli num sei e aprendendo muito, muito, mas muito mesmo, sobre como a vida da gente pode ser, sim, mais meaningful. As barrinhas do coração e da energia voltaram pra casa batendo no teto de tão recarregadas <3

E como eu sou um gênio e não vim aqui escrever antes do rolê, pra vocês poderem ir (!), venho aqui escrever depois do rolê pra vocês saberem como ajudar: comprem o calendário de 2017 do Celebridade Vira-Lata. Primeiro porque ajuda esse projeto lindo de castração, ajuda os bichinhos, ajuda a gente a ser mais consciente. Segundo porque OLHA ESSA MARAVILHOSIDADE:

calendario-mesa-2017

Tem catiorro de carnaval, tem catiorro reflexivo, tem catiorro Iemanjá. SÉRIO GENTE. Não tem como resistir a isso, né, minha gente? E claro, você também pode doar diretamente no página do projeto.

Dizem que a gente faz esses atos de bondade, de voluntariado, na verdade, apenas pra gente – uma coisa bem egoísta assim. Pra nos sentirmos bem, pra compensarmos algo, pra nos exibirmos. Meio cético, né? Mas, se for pra ser por esse lado, por mim, bom também, e fica a dica: participar disso fez com que eu me sentisse, sim, bem comigo mesma, bem com o mundo, e tivesse uma pontinha de restauração de fé na humanidade. Me motivou pra mudar mais. E me ajudou com questões aqui de dentro. Se por egoísmo ou altruísmo, tanto faz: ajudem. Vocês vão ver como faz bem!


Esse post faz parte da série ~30 antes dos 30~, lista ambiciosa de coisas que eu separei pra fazer antes da fatídica idade chegar. Você pode acompanhar meu fracasso por aqui – mas eu torceria por mim. Estou torcendo. Vamos lá. 

 

favoritos #21

favoritos21

Essa livraria na Inglaterra, chamada Button & Bear, que meudeusdocéu | Eu sou muito apaixonada pela Rookie Mag e tudo o que ela produz, mas os kits de colagens ultimamente, olha… | Essas ideias para decorar a casa com fotos, simples e lindinhas, do Muy Molón | Não tenho palavras pra descrever esse móvel, apenas não tenho.

// Esse texto no Fake Doll sobre 8 mulheres que alcançaram o sucesso depois dos 30.

// A Ovelha Mag com dois artigos maravilhosos: A vida não é um miojo e Respira fundo, é ansiedade.

// Drufs, da Eva Furnari, é pra mim um dos exemplos mais incríveis de como a gente pode se reinventar sempre, ainda mais falando de literatura. A matéria é do Esconderijos do Tempo.

// 20 vozes femininas para 2017, do podcast Pop Don’t Preach, uma playlist especialíssima para se preparar para o ano que já já vem.

// Um texto lindo sobre um trabalho lindo: a Milena falando da Lora Mathis na Pólen, sobre softness como uma escolha, também, de revolução – uma das coisas que mais me tocam nos últimos tempos.

// Chimamanda Adichie, Gloria Steinem, Jon Meacham e Rashida Jones escreveram cartas de agradecimento e despedida à Michele Obama e nóis tá como? Isso mesmo chorando. Vi na newsletter maravilhosa da Anna.

diarin #5 – é isso aí

É isso aí, né gent? Tá tudo de cabeça pra baixo nesse mundo, só tem notícia ruim, mas se é isso aí que a gente vive, vamo fazer o quê? Vamo tentar aproveitar e tirar o melhor que dá, num é? É sim. Vamos repetir esse mantra até o final? Ô se vamos. Vamos evitar treta? Vamos também. Vamos consolidar o plano de nunca botar mais quianssa nesse mundo horrível? Uhum.

~De resto~ tá tudo bem, até. Talvez seja isso aí, num é? Umas crises dos 30 anos, umas deprês, uns finais de semana em pânico olhando pro teto, e outros que a gente produz-sai-darisada-bebe-dança e se sente muito, mas muito jovem, e um orgulho da própria casa e, no fundo, um olhar pra si discreto pensando que, talvez, o copo esteja bem perto ali do meio cheio, afinal. Ao menos, vamos tentar nos convencer disso diariamente.

Tô assistini

Rolou uma deprê depois do combo maravilhoso de séries de agosto-setembro? MININA. Que desespero. Daí começamos a atirar para todos os lados e baixamos (sim, isso ainda existe) 3 episódios de The Good Place, que tem tudo para ser uma das minhas séries favoritas pois Michael Schur – APENAS Parks and Rec, SNL e Brooklin 99, saidaqui – , se não fosse o fator eu tenho que baixá-la. Nesse meio tempo, teve também The Get Down, que é incrível, mas a essa altura vocês todos já sabem disso (assistam) e Luke Cage, que é bem boa, que glorifica a maravilhosa expressão qui homão da porra a cada frame, e afe, qui mulherão da porra também Rosario Dawson casa comigo.
Claro que eu não poderia deixar de brevemente falar aqui sobre a série que move a minha vida, que é Ru Paul’s Drag Race, na sua melhor versão: All Stars – basicamente, um novo reality com as melhores drags (que não venceram) das últimas temporadas. Eu só tenho uma coisa a dizer sobre isso:

Yekaterina Petrovna Zamolodchikova rainha da minha vida

Tô leni

ESTOU LENDO MEU DEUS ESTOU LENDO! Vocês ouviram isso? EU. ESTOU. LENDO.
Depois de um hiato de tanto tempo que não quero nem parar pra procurar, eu li um livro inteirinho, desses de gente grande, desses complexos e tudo, desses que deixam a cabeça da gente toda desgraçada. Tô orgulhosa de mim, mim deixem! A motivação pra isso foi, claro, a maravilhosa Elena Ferrante, que tanto faz quem é de verdade, contanto que a moça continue escrevendo assim. Porfa. Eu li, finalmente, História do Novo Sobrenome, que é a continuação da bendita da tetralogia napolitana. É maravilhoso? É. Vou fazer resenha? Cês têm toda uma magnífica internet beletrista que já fez isso por mim, procurem aí. A coisa é que o terceiro livro acabou de chegar da gráfica E NÃO CHEGA NA AMAZON e eu tou o quê? Isso mesmo, desesperada. Enquanto isso, resolvi ler o A Filha Perdida, que não tem nada a ver com a história, mas tem o mesmo estilo ferrante de ser. Vou desgraçar tudo? Vou. Mas pelo menos eu tô lendo, né gente. Vamos acompanhar.


Tô fazeni

Fiz os cursos todos que era pra ter feito, fiquei cheia de ideias, botei alguma em prática? Não botei. Mas tá tudo anotadinho aqui bonitinho, numa dessas listas infinitas que, meu deus do céu, que ansiedade 😀 Mas, falando em anotar, comprei um planner, desses bem do pinterest assim e, obviamente, estou apaixonada, anotando tudo, gastando meu salário em washi tape e adesivos sem propósito algum – em breve faço um post sobre ele aqui, meniiiiinas.
E bom, eu vou falar aqui que eu… Casei. Casei agora no civil, e pra não me prolongar muito: sim, gente, eu casei só agora no civil, meses depois da festa, e tá tudo bem, ninguém morreu. E foi ótimo! Teve decoração, teve brunch, teve look do dia, teve amor, teve uma viagem bem gostosa (e caótica!) pro Rio, que sim, continua lindo, continua sendo, fevereiro março.
E não deu muito pra efetivamente fazer coisas, foi mais um mês de resolver tretas e coisas boas, de dar corres, de receber, de sair. Não que eu esteja reclamando – mas já que estamos falando disso, adivinha quem está matriculada em uma assinatura mensal de cursos infinitos de artesanato e com alarmes de preços apitando cada vez que o preço de uma máquina de costura cai? Uhum.

Os tombo que eu tô levani

Estamos malhando, meu povo? E o verão? Ouié.
E vamos combinar que não tá fácil pra ninguém essa vida de instabilidade profissional, né, amigos. Se não é por nós – ousseje, se ainda estamos empregados – é por 80% dos coleguinhas que estão te pedindo ajuda/frila/arrego, é pelo standby assustador em que tudo está, é pela situação degradante que os amigos de profissão se encontram. Tá dureza. Não sou dessas catastróficas que acham que tudo está perdido (se for pra comentar “é a crise”, por favor, nem abre a caixinha), mas que tá dureza, está. E a gente segue se agarrando onde dá, né?

Os pulo que eu tô dani

Eu tô me esforçando bastante pra driblar aquele monte de coisa ruim e dar mais espaço pras coisas boas. O primeiro passo pra isso foi enfrentar um pouco toda a bichodomatice que me pertence e criar coragem pra (re)encontrar pessoas ótimas que cruzaram meu caminho e que eu tava perdendo a chance de abraçar, e também lugares ótimos que existem por aqui e que eu tava perdendo a chance de comer neles conhecer. Eu abracei muito catiorríneos e servi de colo pro melhor nenei do mundo. E meu cabelo continua gorgeous.

diarin05

a cidade. o rildi. as comida. os marido.

 

Então eu acho que é isso aí. Tá tudo bem, né?

 

domingo é um dia bunda #5

Eu ainda surto quando não tenho um plano. Seja o plano, detalhado, pra esse domingo ensolarado, seja um plano de vida que me coloque nessa ou naquela cidade definitivamente, nesse ou naquele país. Se eu paro pra pensar, é aquele vórtice infinito de medo paralisante misturado com a necessidade de me levantar agora e fazer algo – na maioria das vezes, algo equivocadíssimo.

A gente segue tentando encher os buracos, e os buracos são cada vez mais nítidos. Talvez a gente até tenha se acostumado com eles. Já não são tão escuros e gelados, vez ou outra, eu diria, são até um pouco aconchegantes. Buracos que dão aquela abraçada de leve, meio safada, mas também meio paternal, dizendo: vem cá, senta aqui, curte esse pedaço de tempo de fazer nada, curte esse dia que pedaço de dia que você vai nunca mais vai lembrar. E você vai jogando o jogo: esse eu não lembro, esse passa em branco, o próximo eu guardo, amanhã eu escrevo, eu fotografo, eu registro.

Tudo ainda te assusta, te enerva, te deixa o quê? É, ansiosa. Chegar antes – mas não antes o suficiente. Não saber quantas noites você vai ter que ficar fora. A lista interminável de coisas para comprar pra casa. Os quilos que não vão embora, por mais que você se esforce. A pele que não fica boa nunca. Não ter absolutamente nenhum controle sobre quem vai ficar na minha frente naquele show, o show, meu show. Ter a certeza, toda vez que sai de casa, que a gente perdeu uma briga importante e que estamos em minoria.

Tudo o que te acalma é cada vez mais nítido, também. Chacoalhar a cabeça e mandar fisicamente embora os pensamentos. Saber que vai acabar. Estar cada vez mais em paz com a pessoa que você escolheu ser. Se incomodar cada vez menos quando tentam te convencer que você está errada sobre essa pessoa. Os gatos. As escolhas. O sol que bate na janela no fim da tarde – mesmo de domingo. Escrever. Cantar sozinha pela casa. Qualquer coisa que eu faça com as minhas mãos. Terminá-las.

Falta muito, ainda. Falta mais calma, falta mais espontaneidade, faltam mais chacoalhões. Falta aquela casa pequena de dois andares cheia de plantas, dois ou três gatos, falta acordar cedo todo dia, incluir frutas na rotina. Falta entender, de uma vez por todas, que a vida é isso aí, e que tá tudo bem, e que a comanda individual dessa conta fecha – ainda que a do mundo esteja longe de fechar. E não é você que vai arrumar isso. E que, quem importa, fica. E que o que importa já está aí.

Eu ainda surto, mas cada vez menos.