favoritos #8

Eu não faço ideia do que aconteceu em junho – durou 5 segundos, né? Socorro, minha gente. Bem vindo, segundo semestre. Mãe, alguém para de girar o mundo assim?
Vamos às melhores coisas vistas por aí:

O trabalho da Kim Welling:

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As roupas da Sheila Couture:

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Essa declaração do Sendak, transcrita no blog da Cosac:

“Apesar de eu não escrever para crianças, descobri há muito tempo que elas são a melhor audiência. Elas certamente fazem as melhores críticas. São mais honestas e diretas que críticos profissionais. Claro, qualquer pessoa é. Mas quando crianças gostam do seu livro, dizem: “Eu amo o seu livro, obrigado, eu quero casar com você quando eu crescer”. Ou: “Querido senhor Sendak: eu odeio o seu livro. Espero que você morra logo. Cordialmente”.”

A decoração da Hermano Gato, que é fofa do começo ao fim:

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E bora se preparar para o fim do ano! >.<

as séries que estou assistindo – edição de inverno

Vai ter mais série, sim, e se reclamar… Já sabe.

Chef’s Table: Eu fui MUITO reticente sobre assistir um documentários sobre os chefs dos restaurantes mais fodões do mundo porque, 1- documentáriozzzz; 2-tô de regime; 3-num entendo o conceito de ter um prato com 70% da área útil vazia. Mas o boy comentou que viu o começo de um episódio e era genial, e lá fui eu, desprovida de carboidratos e vontade de viver, assistir Chef’s Table (no Netflix, miga). MANO ASSISTAM. Que coisa mais maravilhosa. Muita gente rasga ceda pra fotografia e direção de arrrrtchi, que são realmente impressionantes, mas a coisa mais especial dessa série são as histórias.

A série foca realmente na história dos profissionais. Claro, existem passagens lindas de pratos minuciosamente montados, aparentemente deliciosos, que eu nunca vou comer na vida. Mas o que você vai acompanhar é a trajetória de cada um dos chefs, sua história profissional e seus principais objetivos. De uma maneira geral, o que dá pra perceber depois de assistir os 6 episódios é: todos eles chegaram num patamar extremamente autoral e são felizes (leia também: cagando dinheiro) dessa forma. Todos eles estudaram com os principais professores, 5 em 6, franceses – menos a Nikki Nakayama, que teve um mestre japonês – se tornaram alunos brilhantes e, depois de um tempo, se viram extremamente infelizes em somente reproduzir (com maestria) os pratos clássicos. Basicamente, é aí que está o melhor da série: descobrir a particularidade de cada um.

Todos os chefs têm uma característica que deixa a gente encantado: seja a preocupação quase insana pela qualidade dos ingredientes, que faz o cara ter sua própria fazenda sustentável; seja a preocupação com a manutenção das tradições, seja o velho malucão Hemingway da Patagônia que cozinha carne de caça em fogueiras no meio da neve. Mas, pra mim, a melhor história é a da linda da Niki Nakayama, que superou com classe todas as questões de gênero – primeiro a da tradição oriental, de sua família japonesa, depois as do ambiente hiper machista que é o da gastronomia. Aqui um gostinho:

(Consegui terminar essa resenha sem usar a expressão “de dar água na boca”. Queria deixar registrado.)
Broad City: fazia tempo que eu não dava risada assim. Depois de descobrir e terminar Unbreakable Kimmy Schmidt em um final de semana, fiquei bem órfã de uma boa série de comédia e… Cara, que coisa maravilhosa. É mais uma série do Comedy Central que, na real, começou como websérie – e por favor, tirem 5 minutinhos da vida de vocês pra ler esse artigo sobre as mulheres comediantes que estão criando suas próprias webséries.
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Basicamente, é a história da Abbi e da Ilana, duas garotas de vinte e poucos anos em Nova York, com empregos deprimentes, pouco dinheiro e muitas drogas. Te lembrou alguma coisa? As autoras mesmo dizem que comparar a série a Girls é bem raso. E é. Broad City é muito mais maluco e muito menos profundo que a série da minha amada Leninha, de uma maneira que eu estava precisando assistir faz tempo. As duas protagonistas subvertem tudo o que a gente está acostumado a ver em qualquer besteirol e já nem percebe: elas carregam todas as cenas de humor, de sexo, e de baixaria-gente-vomitando também. Discutem abertamente sobre temas que a gente tem medinho e dão um show em cima do restante do elenco masculino, bem banana.
É uma dessas séries que a gente quer virar amiga das protagonistas imediatamente. De novo, mais que em Girls, Broad City fala mais abertamente e, me parece, atinge mais profundamente mais meninas por aí – até por ser abertamente uma série de comédia. Por mais que me doa falar isso, Abbi e Ilana ganham mais empatia da nossa parte, já que são personagens mais inteiras – você não precisa de esforço para se conectar com o egoísmo da Hannah, ou com a chatice da Marnie, separadamente, mas vê a coisa como um todo, e quase não dá tempo de odiar ninguém. “But for all of their immature hedonism, they manage to come off as not entirely selfish“. Tá aí.

E cara, adivinha quem é uma das produtoras executivas? Vou te dar uma chance: éamulherdaminhavida.

E aí gente, o que vocês andam assistindo?

as 10 coisas mais legais do meu mundo

Vi esse meme lá no So Contagious e resolvi fazer também enquanto a criatividade anda meio empacada por aqui. Sempre acho legal conhecer mais das pessoas que a gente já sente que conhece através dessas listas, então espero que vocês gostem também 🙂

As 10 coisas mais legais do meu mundo

1. Decoração – Clean com vida

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Legal essa categoria que eu inventei, né? Revistas de decoração, por favor, me contratem. A real é que eu adoro essa coisa clean e branca que as pessoas chamam de “estilo escandinavo“, mas eu tenho plena certeza de que é impossível efetivamente morar num lugar desses. Pensa nos meus gatos e nesse chão branco-brilhante. Uhum. A alternativa é trazer um pouco e cor e objetos afetivos – que além da questão da praticidade, trazem um pouco mais de história pra casa também, né?

Essa sala aí em cima é minha mais recente paixão, e como atualmente eu estou na fase de mobiliar/decorar o apartamento novo, é bem capaz que vocês encontrem por aqui mais um monte de posts sobre esse assunto. Aguardem!

2. Livro – Alguém me indica algo, por favor?

Confesso que ando uma péssima leitora, sem conseguir me concentrar em nada ultimamente. Minha lista de “currently reading” no Goodreads só cresce, e eu ando naquela vibe do “ainda não larguei, mas tô quase”, lendo meia dúzia de páginas de livros que vão de literatura cabeçuda a livro de autoajuda/organização. Socorro. Nessa onda, segui um dos meus próprios conselhos e fiz a louca numa promoção de livraria: comprei O apanhador no campo de centeio (que eu li em inglês, mas achei que merecia) e O sol é para todos – sim, confesso, pela capa, mas também porque fiquei curiosa depois te ter lido Claros sinais de loucura. Espero que isso melhore no próximo mês – mas aguardo as sugestões de leitura de vocês!

3. Viagem – Cuba

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Sem muito sucesso, já tentei descrever aqui o que foi viajar pra terra do Fidel. Continuo na mesma. Essa viagem me faz ter saudades todo dia de andar pela cidade mais caótica e acolhedora que já conheci, mergulhar na água turquesa do Caribe e hablar mucho español. Quero-voltar.

4. Música – Banana Pancakes

Esse tem sido o clima por aqui ultimamente e eu, adolescente que sou, redescobri Jack Johnson e não paro de ouvir. Tem como? <3

5. Sapato – Chinelas

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As blogayras de moda devem ter um nome mais gourmet pra esse modelo de calçado, mas pra mim sempre serão: chinelas. AINDA BEM. Fico extremamente feliz que essas coisas lindas tenham voltado à moda e eu posso sair, além de pijama, usando chinelinhas na rua. Agradeço a todos os envolvidos.

6. Maquiagem – Batom colorido

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Justo quando eu tô completamente falida, as amiga blogayra (elas de novo) resolvem descobrir 1092192812 batons mate coloridos, tudo de novo. Gente, eu já sabia que isso é maravilhoso, e agora que não tenho dinheiro pra comprar?

7. Ídolo – Amy Poehler

Já falei da minha girl crush por ela aqui, mas não canso de repetir o quanto essa mulher é maravilhosa. O final de Parks & Recreation foi bem água com açúcar, do jeito que meu coração saudoso precisava. Tô maluca pra ler o livro dela, o Yes, Please!, mas ainda não consegui pegar.

8. Doce – Sorvete

Vamos considerar que eu tô de dieta, das brabas, e vou falar brevemente que eu amo sorvete before it was cool e before Bacio di Latte. Se tem sorvete, é sempre minha opção – especialmente no frio, antes que me perguntem. Não, não vai ter foto, senão eu mordo o computador.

9. Foto – <3

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Num tinha como terminar esse post sem ter gatinho, né? Então toma dois gatinho curtindo um friozin.

10. Blog – Das amiga

Tem uma coisa que me deixa chateada da vida de gente grande que é não ter o mesmo tempo de antes pra ~ficar na internet~. Eu realmente amo ficar lendo as pessoas, encontrando links legais, conhecendo gente nova, e me faz muita falta esse relacionamento digital (ai que geração Y que eu sou!). Tô tentando dar um jeito nessa falta de tempo e necessidade de fazer tudo ao mesmo tempo (assunto pra muito post, ainda!) e pegando mais firme nessa vidinha internética de meu deus – cês viram que tem layout novo, que bonitão? 🙂

Por isso, indico os blogs das amigas que nunca, nunca me decepcionam, e têm até cheirinho próprio, de tão à vontade que me sinto por lá. Conheçam: Não Me Mande FloresMaionese | Supernova

E se alguém mais se empolgar pra participar do meme, me avisa! Quero conhecer vocês também 😉

10 motivos que comprovam que Orange is the new black é a melhor série atual

Esse provavelmente é o post mais gay que você vai encontrar nesse blog – como se eu estivesse ligando. Mas toda a euforia em torno da estreia da 3ª temporada de Orange is the New Black realmente tem um motivo: essa é, sem dúvidas, uma das melhores séries dos últimos tempos. Engraçada, pesadíssima e com um roteiro impecável, OITNB, para os íntimos, trata de questões duríssimas e urgentes, não apenas falando do sistema prisional (americano e, né gente, não só), mas do mundo atual. Ou do que a gente não deveria mais estar discutindo em pleno 2015, né, miga, mas a gente continua aqui falando de aborto, feminismo e liberdade sexual.

Mais uma vez, não é meu objetivo fazer aqui uma análise super política da série, mas ela é, sim, uma das melhores coisas que a gente tem pra assistir por aí no momento. E é uma delícia! Então eu resolvi listar aqui meus principais motivos por amar tanto essas garotas. Pode conter spoilers. Mas se você ainda não assistiu, gata, CORRE.

1. A Vause voltou

E a história de amor e ódio e amor e ódio e mais ódio com a Piper tá cada dia mais maravilhosa – adicionando o tempero da gatona estar completamente paranoica, morrendo de medo da vingança do traficante pra quem trabalhava.

2. Crazy Eyes finalmente tem o papel que merece na série

Muito mais equilibrada – sim, sim – muito mais maravilhosa, e escritora de uma novela pornô que deixa toda a prisão em polvorosa. E claro, envolve ETs. Crazy <3 eyes <3

3. Contaram a história da Big Boo – e ela é bem foda

Uma das personagens mais estereotipadas recebeu finalmente seu espaço para contar a história – e olha, PALMAS.

 

4. Piper jogou a merda toda no ventilador

Tá toda safadinha, se achando o último pacotinho de miojo da prisão. Finalmente a Piper se revela ~no seu íntimo~ dando todos os motivos do mundo pra gente acreditar que sim, tem gente que só é egoísta mesmo, e a gente pode odiar esse povo sem dó. Pois é, Piper. A gente te odeia bastante.

5. A Caipira

Que-dolorido. A tão odiada Caipira se transforma numa das personagens mais profundas, com direito a conversas filosóficas sobre donuts, aborto, estupro e amizade verdadeira. Que puta atriz.

   

6. O episódio nonsense da Chang

Se esse foi o filler da temporada, que coisa mais maravilhosa. A chinesa doidinha também ganhou um pouquinho mais de espaço na série e, cara, que pessoa incrível.

7. O lance da privatização

Beijo, Alckmin, beijo, USP <3

8. A Ruby Rose

Veio pra causar no relacionamento da Piper com a Vause, mas tenho certeza que tá causando muito, mas muito mais do que isso. Essa maravilhosa.

9. A Sophia

Nessa temporada o drama se desloca um pouco do fato de ela ser trans, e foca na tensão com  o filho adolescente – drama, imagino eu, de todas as mães. O que, mais uma vez, é um mérito muito grande de OITNB. E só da gente poder assistir a Laverne Cox sendo lacradora nesse nível por 13 episódios, né gente, não precisa nem falar mais nada.

 

10. Game of Thrones está uma bosta

Não adianta me inventarem invasão zumbi destruidora, gente ¬¬

 

Sério, gente. Vão lá assistir, vai! Shabbat shalom, bitches 😉

favoritos #7

Maio durou uns 3 anos, né, migas? Vou falar baixinho pra esse dia 31 não durar pra sempre…

Esse texto da Contente sobre disponibilidade 

A Contente tem as iniciativas mais bacanas relacionadas à internet que eu conheço, incluindo um projeto que me agrada muito, de reviver a newsletter e dar a devida importância aos textos escritos fazendo eles chegarem diretamente no seu email – uma coisa que eu venho tentando fazer ultimamente é transformar meu email numa caixa de entrada de coisas importantes de verdade, e não só num reservatório de spam. Esses dias eu recebi esse texto, sobre disponibilidade, que me serviu bastante como um alerta sobre a vida em geral.

O blog Um ano sem lixo e essa iniciativa bacanérrima

A gente produz muito lixo desnecessário, né gente. O blog da Cristal traz jeitos simples pra gente prestar mais atenção no dia a dia e ser mais consciente em relação ao que consumimos. As dicas são ótimas!

O texto da Anna Vitória sobre Como pegar mulher na balada

É autoexplicativo, né, gente. Porfa, leiam, divulguem, imprimam, distribuam na Augusta.

“Sempre digo que feminismo pra mim é uma questão de reconstrução diária. Vejo minhas ideias de hoje em dia e fico me perguntando como podia ser tão equivocada há apenas dois anos. […] Tenho algumas questões bem mais consolidadas na minha mente, alguns posicionamentos bem mais fincados no meu idealismo e tenho me importado bem menos com questões pessoais e bem mais com questões de classe. Porque nós mulheres somos uma classe, não se engane. Não existe pra mim individualidade numa sociedade que nos enxerga como massa. Dito isso, gostaria de dizer como tem sido pra mim assustador ver o movimento feminista lutar contra si mesmo e ver muito mais ódio que luta.”

Isso:

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