as 10 coisas mais legais do meu mundo

Vi esse meme lá no So Contagious e resolvi fazer também enquanto a criatividade anda meio empacada por aqui. Sempre acho legal conhecer mais das pessoas que a gente já sente que conhece através dessas listas, então espero que vocês gostem também 🙂

As 10 coisas mais legais do meu mundo

1. Decoração – Clean com vida

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Legal essa categoria que eu inventei, né? Revistas de decoração, por favor, me contratem. A real é que eu adoro essa coisa clean e branca que as pessoas chamam de “estilo escandinavo“, mas eu tenho plena certeza de que é impossível efetivamente morar num lugar desses. Pensa nos meus gatos e nesse chão branco-brilhante. Uhum. A alternativa é trazer um pouco e cor e objetos afetivos – que além da questão da praticidade, trazem um pouco mais de história pra casa também, né?

Essa sala aí em cima é minha mais recente paixão, e como atualmente eu estou na fase de mobiliar/decorar o apartamento novo, é bem capaz que vocês encontrem por aqui mais um monte de posts sobre esse assunto. Aguardem!

2. Livro – Alguém me indica algo, por favor?

Confesso que ando uma péssima leitora, sem conseguir me concentrar em nada ultimamente. Minha lista de “currently reading” no Goodreads só cresce, e eu ando naquela vibe do “ainda não larguei, mas tô quase”, lendo meia dúzia de páginas de livros que vão de literatura cabeçuda a livro de autoajuda/organização. Socorro. Nessa onda, segui um dos meus próprios conselhos e fiz a louca numa promoção de livraria: comprei O apanhador no campo de centeio (que eu li em inglês, mas achei que merecia) e O sol é para todos – sim, confesso, pela capa, mas também porque fiquei curiosa depois te ter lido Claros sinais de loucura. Espero que isso melhore no próximo mês – mas aguardo as sugestões de leitura de vocês!

3. Viagem – Cuba

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Sem muito sucesso, já tentei descrever aqui o que foi viajar pra terra do Fidel. Continuo na mesma. Essa viagem me faz ter saudades todo dia de andar pela cidade mais caótica e acolhedora que já conheci, mergulhar na água turquesa do Caribe e hablar mucho español. Quero-voltar.

4. Música – Banana Pancakes

Esse tem sido o clima por aqui ultimamente e eu, adolescente que sou, redescobri Jack Johnson e não paro de ouvir. Tem como? <3

5. Sapato – Chinelas

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As blogayras de moda devem ter um nome mais gourmet pra esse modelo de calçado, mas pra mim sempre serão: chinelas. AINDA BEM. Fico extremamente feliz que essas coisas lindas tenham voltado à moda e eu posso sair, além de pijama, usando chinelinhas na rua. Agradeço a todos os envolvidos.

6. Maquiagem – Batom colorido

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Justo quando eu tô completamente falida, as amiga blogayra (elas de novo) resolvem descobrir 1092192812 batons mate coloridos, tudo de novo. Gente, eu já sabia que isso é maravilhoso, e agora que não tenho dinheiro pra comprar?

7. Ídolo – Amy Poehler

Já falei da minha girl crush por ela aqui, mas não canso de repetir o quanto essa mulher é maravilhosa. O final de Parks & Recreation foi bem água com açúcar, do jeito que meu coração saudoso precisava. Tô maluca pra ler o livro dela, o Yes, Please!, mas ainda não consegui pegar.

8. Doce – Sorvete

Vamos considerar que eu tô de dieta, das brabas, e vou falar brevemente que eu amo sorvete before it was cool e before Bacio di Latte. Se tem sorvete, é sempre minha opção – especialmente no frio, antes que me perguntem. Não, não vai ter foto, senão eu mordo o computador.

9. Foto – <3

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Num tinha como terminar esse post sem ter gatinho, né? Então toma dois gatinho curtindo um friozin.

10. Blog – Das amiga

Tem uma coisa que me deixa chateada da vida de gente grande que é não ter o mesmo tempo de antes pra ~ficar na internet~. Eu realmente amo ficar lendo as pessoas, encontrando links legais, conhecendo gente nova, e me faz muita falta esse relacionamento digital (ai que geração Y que eu sou!). Tô tentando dar um jeito nessa falta de tempo e necessidade de fazer tudo ao mesmo tempo (assunto pra muito post, ainda!) e pegando mais firme nessa vidinha internética de meu deus – cês viram que tem layout novo, que bonitão? 🙂

Por isso, indico os blogs das amigas que nunca, nunca me decepcionam, e têm até cheirinho próprio, de tão à vontade que me sinto por lá. Conheçam: Não Me Mande FloresMaionese | Supernova

E se alguém mais se empolgar pra participar do meme, me avisa! Quero conhecer vocês também 😉

10 motivos que comprovam que Orange is the new black é a melhor série atual

Esse provavelmente é o post mais gay que você vai encontrar nesse blog – como se eu estivesse ligando. Mas toda a euforia em torno da estreia da 3ª temporada de Orange is the New Black realmente tem um motivo: essa é, sem dúvidas, uma das melhores séries dos últimos tempos. Engraçada, pesadíssima e com um roteiro impecável, OITNB, para os íntimos, trata de questões duríssimas e urgentes, não apenas falando do sistema prisional (americano e, né gente, não só), mas do mundo atual. Ou do que a gente não deveria mais estar discutindo em pleno 2015, né, miga, mas a gente continua aqui falando de aborto, feminismo e liberdade sexual.

Mais uma vez, não é meu objetivo fazer aqui uma análise super política da série, mas ela é, sim, uma das melhores coisas que a gente tem pra assistir por aí no momento. E é uma delícia! Então eu resolvi listar aqui meus principais motivos por amar tanto essas garotas. Pode conter spoilers. Mas se você ainda não assistiu, gata, CORRE.

1. A Vause voltou

E a história de amor e ódio e amor e ódio e mais ódio com a Piper tá cada dia mais maravilhosa – adicionando o tempero da gatona estar completamente paranoica, morrendo de medo da vingança do traficante pra quem trabalhava.

2. Crazy Eyes finalmente tem o papel que merece na série

Muito mais equilibrada – sim, sim – muito mais maravilhosa, e escritora de uma novela pornô que deixa toda a prisão em polvorosa. E claro, envolve ETs. Crazy <3 eyes <3

3. Contaram a história da Big Boo – e ela é bem foda

Uma das personagens mais estereotipadas recebeu finalmente seu espaço para contar a história – e olha, PALMAS.

 

4. Piper jogou a merda toda no ventilador

Tá toda safadinha, se achando o último pacotinho de miojo da prisão. Finalmente a Piper se revela ~no seu íntimo~ dando todos os motivos do mundo pra gente acreditar que sim, tem gente que só é egoísta mesmo, e a gente pode odiar esse povo sem dó. Pois é, Piper. A gente te odeia bastante.

5. A Caipira

Que-dolorido. A tão odiada Caipira se transforma numa das personagens mais profundas, com direito a conversas filosóficas sobre donuts, aborto, estupro e amizade verdadeira. Que puta atriz.

   

6. O episódio nonsense da Chang

Se esse foi o filler da temporada, que coisa mais maravilhosa. A chinesa doidinha também ganhou um pouquinho mais de espaço na série e, cara, que pessoa incrível.

7. O lance da privatização

Beijo, Alckmin, beijo, USP <3

8. A Ruby Rose

Veio pra causar no relacionamento da Piper com a Vause, mas tenho certeza que tá causando muito, mas muito mais do que isso. Essa maravilhosa.

9. A Sophia

Nessa temporada o drama se desloca um pouco do fato de ela ser trans, e foca na tensão com  o filho adolescente – drama, imagino eu, de todas as mães. O que, mais uma vez, é um mérito muito grande de OITNB. E só da gente poder assistir a Laverne Cox sendo lacradora nesse nível por 13 episódios, né gente, não precisa nem falar mais nada.

 

10. Game of Thrones está uma bosta

Não adianta me inventarem invasão zumbi destruidora, gente ¬¬

 

Sério, gente. Vão lá assistir, vai! Shabbat shalom, bitches 😉

favoritos #7

Maio durou uns 3 anos, né, migas? Vou falar baixinho pra esse dia 31 não durar pra sempre…

Esse texto da Contente sobre disponibilidade 

A Contente tem as iniciativas mais bacanas relacionadas à internet que eu conheço, incluindo um projeto que me agrada muito, de reviver a newsletter e dar a devida importância aos textos escritos fazendo eles chegarem diretamente no seu email – uma coisa que eu venho tentando fazer ultimamente é transformar meu email numa caixa de entrada de coisas importantes de verdade, e não só num reservatório de spam. Esses dias eu recebi esse texto, sobre disponibilidade, que me serviu bastante como um alerta sobre a vida em geral.

O blog Um ano sem lixo e essa iniciativa bacanérrima

A gente produz muito lixo desnecessário, né gente. O blog da Cristal traz jeitos simples pra gente prestar mais atenção no dia a dia e ser mais consciente em relação ao que consumimos. As dicas são ótimas!

O texto da Anna Vitória sobre Como pegar mulher na balada

É autoexplicativo, né, gente. Porfa, leiam, divulguem, imprimam, distribuam na Augusta.

“Sempre digo que feminismo pra mim é uma questão de reconstrução diária. Vejo minhas ideias de hoje em dia e fico me perguntando como podia ser tão equivocada há apenas dois anos. […] Tenho algumas questões bem mais consolidadas na minha mente, alguns posicionamentos bem mais fincados no meu idealismo e tenho me importado bem menos com questões pessoais e bem mais com questões de classe. Porque nós mulheres somos uma classe, não se engane. Não existe pra mim individualidade numa sociedade que nos enxerga como massa. Dito isso, gostaria de dizer como tem sido pra mim assustador ver o movimento feminista lutar contra si mesmo e ver muito mais ódio que luta.”

Isso:

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5 músicas para o lipsync for ur life

Eu já contei pra vocês que eu não sei ouvir música e também já expliquei que isso não significa que eu não goste de ouvir música. Eu gosto. Eu só parei no tempo. Na real, eu amo música. De verdade mesmo, minha maior frustração (além de não saber desenhar, mas eu tô trabalhando nisso) é não saber cantar. Cantar, cantar mesmo, de verdade, tipo isso aqui. Cantar no chuveiro eu já canto. E me larga num karaokê pra você ver quando que eu saio de lá (nunca).

Então vocês imaginem a minha cara quando eu vi que uma das sugestões de posts do Rotaroots* desse mês era 5 músicas para o lipsync for ur life.

Também não sei se já deixei clara a minha obsessão por Ru Paul’s Drag Race. Caso eu não tenha deixado, é assim: eu amo Ru Paul’s Drag Race. Eu nem gosto de reality show mas eu absolutamente amo essa merda dessa série. É a coisa mais engraçada, bonita, gender fuck, emocionante, maravilhosa do mundo. Sério, assistam, depois a gente conversa. Mas a questão é que a prova “final”, a que decide mesmo quem vai e quem fica, é um lipsync – também conhecido como dublagem.

Música absurda, drag queens montadíssimas, competição da melhor qualidade, e você tem coisas tipo essa:

Maravilhoso, não é?

Pensando nisso, vou dizer a vocês que não foi nada, nada, absolutamente nada difícil escolher quais seriam as 5 músicas para o lipsync for my life: 

 Cryin’ – Aerosmith

Música favorita da banda favorita, gosto especialmente dessa versão bem bêbada-sensual do Steven Tyler. E teria lipsync inclusive da gaita, é claro.

It’s my life – Bon Jovi

Eu não sei o que aconteceu com o cabelo do Bonja nesse show, mas a minha performance teria direito a calça de couro justíssima e peruca de poodle.

Total eclipse of the heart – Bonnie Tyler

Definitivamente, não existe nada melhor que esse clipe no mundo todo. Lipsync com direito a bailarinos ninjas e toda essa parafernália apocalíptica.

Rolling in the deep – Adele

Começa devagar, vai culminando em deeeeeeeeep agudíssimos, com uma vibe diva negra do jazz, com uma vibe moderna e pop. Perfeita.

I’ll survive – Gloria Gaynor

Apenas serving carão e técnica no lipsync dessa que é a maior música de toda a história da música.

Certamente eu não ganharia a coroa, mas o objetivo aqui sempre foi levar o Miss Congeniality 😉

* Esse post faz parte da blogagem coletiva do grupo ROTAROOTS.

fucking frenetic Furiosa

Eu não sei – e nem pretendo descobrir como – fazer resenhas de filmes e eu também ainda acho que falta muito pra eu conseguir falar de feminismo do jeito que eu quero aqui. Mas neste sábado eu assisti a Max Max: Estrada da Fúria no cinema e eu não consigo pensar em mais nada. Eu tentei bastante pensar direitinho no que o filme me fez sentir, mas basicamente tudo o que entendia era na esfera realmente das ~sensações~, muito mais do que apoiado em qualquer questão técnica, cinematográfica, ou mesmo de princípio/questões da luta pelos direitos iguais.

Basicamente:

  • Eu não me lembro do Tom Hardy no filme. E é o fucking Tom Hardy;
  • Eu nunca pensei que fosse gostar tanto de um filme que tem tipo, 3 diálogos;
  • Minha lente esquerda começou a dar ruim no começo do filme, e eu entrei no cinema completamente caolha. E eu saí com a absoluta certeza de ser a reencarnação moderna (ou pré-histórica?) da Furiosa caolha que termina o filme (se alguém me fala de spoiler aqui eu chuto o saco) pronta pra reinar absoluta;

Há muito, muito tempo, uma personagem feminina não conseguia me causar um sentimento tão forte de empatia, de identificação, e de putaquepariu quero ser igual a ela quando crescer. Nesse momento estou caçando uma festa à fantasia para ir de Furiosa. Se vocês souberem de alguma, por favor, me avisem – senão eu vou ser obrigada a ir no cinema novamente enfrentar os cosplays do Naruto vestida de mãe de todas as mães, Khaleesi do deserto, rainha absoluta dos menininhos desnutridos.

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E por favor, se vocês não entenderam nada do que eu disse aqui, ASSISTAM O FILME, e leiam depois essas coisas maravilhosas sobre ele: