viaja isa

o sol e o céu de Montevidéu e o mar que é rio e o frio que não dói

Chegamos em Montevidéu com um vento indescritível e o tempo completamente aberto e um silêncio que nunca tínhamos ouvido por aí. Por algum motivo complexo ou muito simples o frio não incomodava tanto. Andamos e andamos e andamos e andamos mais, e encontramos (finalmente!) a comida de que precisávamos, as pessoas que tanto esperamos, os lugares sem ninguém dos quais, meio desanimados, nos falaram. Que bom. Pra onde olhamos, havia o mar, que não é mar, é rio, havia o frio, que não incomodava.

O grande do truque do Uruguai me parece esse: de alguma maneira esquisita, o céu é sempre de uma mistura sutil entre azul e rosa pastel que, no outono gelado, fica cheio de luz dourada. O rio que é mais mar que rio é sempre imenso e calmo – exceto na enorme tempestade que pegamos na nossa despedida (nós voltamos, não se exalte!) – e silencioso. Tem sempre um cachorro enorme passeando na orla e uma criança pequena demais pra estar sentada na beirada do muro. Tem sempre um casal, uma galera, um senhorzinho, um empresário, uma mãe de família e um turista olhando pro horizonte no final do domingo pensando que a vida é boa assim mesmo, com calma. Não há frio que resista. Não há coração que não derreta.

 

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Decidi fazer posts mais “sensoriais”, mais subjetivos, mais hippie tilelê diario de viagem, eu diria, já que lá no instagram, onde tenho aparecido bastante, postei mais o dia a dia, lugar a lugar – a maioria dos pontos turísticos, restaurantes, bares e museus -, da viagem. Se quiser alguma dica específica, algum lugar, alguma informação: pergunta, que eu respondo!

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