meus lugares favoritos de SP

E cá estamos, acompanhando o resultado dessas eleições que meudeusdocéu, que medo. Apreensiva de verdade sobre como as coisas se configuram e torcendo pra que essas também sejam de mentira, como a que tivemos em 2014 pra presidente, né? ¬¬ Isso me fez pensar bastante no quanto eu gosto dessa cidade. Porra, eu gosto muito dessa cidade. Ela não é fácil, ela não é justa, ela é imensa e cheia, cheia, cheia de problemas, mas cara, como eu tenho carinho por ela ter me acolhido, por ela deixar a gente ser quem a gente quer ser (mesmo que a gente não saiba).

Passando um final de semana lá no canto de onde eu vim – que nem é tanto interior assim! – fiquei com saudade. Cheguei em casa e o Minhocão, dessa vez, não estava fechado: vi aqui da janela uma porção de carros pra lá e pra cá, no lugar das bicicletas e catiorríneos que costumo ver aos domingos. Da janela de casa, sabe? Tem muita gente que torce o nariz: como assim, você mora do lado do Minhocão? Como assim, você acha bonito ver o Centrão da janela? Essa cidade é mesmo muito doida e faz a gente aprender a ver beleza em tudo, no cinza, no concreto, no asfalto, em pequenas vitórias cotidianas. Quem falou bonito sobre isso foi a linda da Nicas, vocês já leram?

E como eu sei que muita gente tem curiosidade sobre os lugares que eu acabo visitando na minha rotina aqui pela região do Centro/Santa Cecília, resolvi fazer uma listinha rápida dos preferidos, aqueles que fazem parte quase que todo final de semana – porque a gente também pode ter comunidade mesmo no meio dos prédios, viu?

// Jardin Plantas e Flores + Jardin Cafeteria: assim que eu pisei nessa lojinha pela primeira vez sabia que não tinha mais volta. Era amor eterno, amor verdadeiro. A Jardin é uma lojita de plantas e flores (jura?) que fica na frente da pracinha da Biblioteca Monteiro Lobato, então, cesvejem, já começou difícil. E nessa onda de ser a louca das plantas, eu posso dizer com propriedade: são as bichinhas mais highlanders e bonitas que eu tenho – vencem, inclusive, as investidas do gato-vaca Raposo aqui de casa. Daí que além das plantinhas em si, além do gosto incrível pra itens de decoração e outras coisinhas que tem na loja, veio a ideia sensacional de expandir e criar o quê? Um café. é um dos ambientes mais aconchegantes que eu já conheci. E não posso terminar esse post sem dizer: comam o brownie (como também as empadinhas deliciosas, o pão de queijo, o cafezinho coado, os sucos, os bolos absurdos). Sério: comam o brownie.

// Parque Minhocão: chamem pelo nome social. É engraçado pensar como pode ter tanta vida num troço gigantesco de concreto e asfalto – e tem. Tem todo sábado e todo domingo e toda as noites. E deveria ter mais. É triste pensar na carência que a gente tem de espaços mais “adequados”, que fazem com que a gente precise amar tanto uma avenida ou um viaduto. Mas a gente ama. O Minhocão, que vira parque cheio de bicicleta, skate, patinete. Cheio de cachorro e criança. Com peça de teatro, com exposição, com todo tipo de esporte, com piquenique. Com uma luz que só tem lá. Com todo tipo de gente – com todo tipo de gente, do jeito que tem que ser uma cidade. Convivendo.

Parque Minhocão

meu coração é mudérno <3

// Parque da Água Branca: esse tá mais lá pra Pompéia/Perdizes que pro Centrão, mas considerando que eu chego com 5 minutos de busão, tá dentro. O Parque da Água Branca é o tipo de parque que eu gosto: que faz a gente esquecer da cidade. A começar que tem um monte de bichinho solto: galinhas, pintinhos, patos, tartarugas, gatos e até um ou outro macaquinho ocasional. É uma graça! (Mesmo pra quem morre de medo, não que eu seja uma pessoa dessas). É um parque bem cuidado, com um monte de espaços e atividades pra galera, e com uma feira de produtos orgânicos incríveis que acontece terças, sábados e domingos, das 7h às 12h. E ainda dá pra tomar um café delicioso por lá, também.

Parque da Água Branca

macaquíneo!

 
Se tiverem a oportunidade, visitem esses lugares – e me chamem pra comer um brownie!