eita, março

É engraçado como essa coisa de idade mexe mesmo com a gente. Eu tenho plena consciência de que não estou… Velha. Mas a sensação de passar dos 25, puts, rola um medinho. Especialmente porque a gente tem essa mania linda de se comparar com… Todo mundo. Se não é com o boyzinho bem sucedido que criou um aplicativo e tá milionário – com 25 anos -, é com a Rihanna – ela ainda tem 22 anos, gente? Ela sempre tem 22 anos -, ou com os nossos pais, que com a mesma idade já tinham casa, pelo menos um filho, e plena noção do que ia acontecer com a vida deles até… Bom, até os 50 anos.

26, tô achando, é uma idade da reflexão, de pensar o que você fez até aqui e o que vai fazer antes dos trinta.Esse balanço é bom, no final das contas. Por mais que assuste e, talvez, deprima um pouco, o importante é tirar energia disso pra dar aquela mexida na vida. Porque essa é uma das coisas mais valiosas que eu aprendi até agora: ninguém, nunca, vai dar um jeito na sua vida por você. Então ainda que a lista seja longa – aqui, no caso, é – é uma dessas listas pra fixar no teto, em cima da cama, e lembrar todo dia dos objetivos. O que eu quero fazer? O que eu nunca fiz? É hora de mudar?

Acho que sim.

Pra ajudar, os 26 vieram em 2015, que sei lá se é porque é o ano do carneiro, meu novo animal favorito, ou é porque Saturno tá de olho na vida pra começar a dar as caras, ou é a crise, a Dilma, o panelaço, ou sei lá que catzo de alinhamento dos planetas, mas é um ano que tá passando de rolo compressor na vida. Tudo o que é excesso, o que está fora do lugar, o que tá marromeno, meio capenga, sai fora. Definitivamente. E de uma maneira bem bruta.

O que no começo me assustou, mas agora já está sendo extremamente reconfortante: o exercício é entregar pros orixás e não se preocupar tanto, porque uma hora as coisas se encaixam. Pra quem, como eu, precisa ter total controle dos mínimos detalhes da vida, é difícil? Quase impossível. Mas é um exercício válido, necessário e que vem sendo bem útil. Então vamos de mãos dadas com 2015, esse maravilhoso, numa vibe bem Khaleesi dominando os sete reinos. Com dragões. E cabelos platinados.

Março decretou definitivamente que é isso: as coisas vão mudar e você vai ter que se mexer. E no meio de muita insegurança, bastante medo e aquele breve pavor de “meu deus, e agora?”, o mês foi recheado de coisas e gente linda, meio que pra lembrar que, mesmo que tudo passe, tem sempre gente em volta pra ajudar a recolher os guardanapos que saem voando. Março veio grande, longo, com mudanças definitivas: de casa, de emprego, de vida, de postura. Veio com almoços em casa – a maior recompensa! – com comemorações inesperadas, pessoas novas, e gente amada de sempre.

E uma vontade de acompanhar esses tempos novos com mais paixão e força do que nunca. Não adianta nadar contra a maré, né? A gente se agarra na portinha do Titanic, coloca todo mundo que ama em cima – porra, Kate, cabia mais uns 4 nego ali em cima com você – e vai batendo o pezinho até a ilha mais próxima. Lá deve dar pra estender uma toalha de piquenique ou duas.