coisas da vida

e agora?

Vida adulta batendo desesperadamente na porta da gente e a gente não sabe se casa ou se compra uma bicicleta. Na dúvida, eu criei um blog.

Assim, não que eu nunca tenha tido um blog. Ou uma bicicleta – apesar de, e quero deixar isso claro, nunca ter casado antes. Mas, aproveitando o ensejo da vida nova, independente, madura, donadesi, resolvi deixar o passado para trás e mudar. Mentira. Na verdade, não tinha mais dinheiro pra pagar o blog antigo.

Acabou o dinheiro, assim, PUF! A gente vai lá, faz domínio, faz layout, faz hospedagem e o caramba e uma hora não tem tempo, na outra não tem dinheiro, na outra odeia tudo o que você já escreveu. E a gente usa tudo isso de desculpa pra ficar horas pensando em um layout novo, em um novo nome, em maneiras novas de maldizer a nossa vida e a dos outros. Tudo isso prum troço que, provavelmente, vai durar uns 2 meses, até aparecer algum outro troço da vida adulta que vai te lembrar que você já está velha demais pra escrever besteiras na internet.

Ainda que tenha gente demais por ai ganhando dinheiro com isso.

Então a vida adulta tá esmurrando a porta do lado de lá, e a gente aqui, presa nesse limbo da transição. Coisa de discurso de formatura e tal. Seria bonito dizer que agora vamos descobrir os caminhos que queremos seguir, nos descobrir, nos permitir, abrir as asas e soltar as feras, mas a real é que como caralhos a gente faz pra saber o que a gente quer fazer da vida, né?

Por enquanto, a gente vai se agarrando em músicas hipsters e possibilidades de momentos felizes adiante. Adiante. Pois vejam bem quanto amadurecimento da minha parte: dessa vez não me escondi atrás de algum pseudônimo irônico da internet. Taí meu nomezão, bem grande, em cima de tudo. Se bem que ainda não consegui me livrar do “block from search engines”. Vai que me acham.

Porque, na real, vida adulta deve se resumir a isso ai: pagar as contas, comprar uma bicicleta e ser encontrada no Google. Eu acho.

6 Comments

  • nathsardelli

    Tô contigo.
    Não dá vontade de chamar cada diretor de filme dos anos 90, assim de canto, pra ter uma conversinha. E aquele papo de os 20 e poucos serem os melhores anos, de pura ascensão profissional e sem celulite?

    Tamo aí. Pagando as contas, procurando uma bicicleta, e deixar o nome ser encontrado no Google (essa parte ainda estou relutando, mas sei que será inevitável).

  • Letícia

    Êba! Adorei ver você de volta e adorei o nome do blog. Espero que você se surpreenda e acabe escrevendo por bem mais do que os dois meses que você imaginou.
    Também sou do time que bloqueia o search. Não sei lidar com a “vida real” perigando trombar com meu cantinho de bobagens da internet. Pra isso, já basta o facebook.

  • Lidyanne Aquino

    Você pode fazer 50 blogs, Isa. Nunca deixarei de ler. Já aprecio a ideia de acompanhar seus agouros da vida adulta. Bora compartilhar essa fase meio nebulosa pós-faculdade!

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