diarin #6 – continuamos por aqui por enquanto

Oi gent. Cês tão boa?

Venho cá eu depois de um sumiço programado e dolorido por meio deste vos questionar: devo eu ter uma newsletter? Eu devo ter uma newsletter e manter o blog? O que vocês pensam a respeito disso, meu povo? E sobre a vida? E o Universo e tudo o mais?

Pois bem, esses pensamentos têm assolado meus últimos dias. Rolou até uma conversa no tuínter em que digníssimas arrobas queridas da minha vida insistiram para que isso acontecesse, mas meu coração-flogão ainda me prende por aqui. Ou não? O que eu faria numa newsletter diferente daqui? Onde vocês estão?

São questões.

TÔ ASSISTINI
Categoria Assisti e foi gostosinho:
BlackishHow to Live With Your Parents (For The Rest of Your Life)How to Get Away With Murder, Black Mirror (defina “gostosinho”); Categoria Comecei e já abandonei: The Good Place (merece segunda chance), The Fosters, Paranoid, The ExpanseCategoria Assisti até o final por pura raiva e vontade de morrer: 3% – meu deus do céu que coisa ruim; Comecei detestando e terminei adorando: Westworld; Categoria Tamo assistindo: Designated Survivor sdds Jack Bauer, Brooklin Nine, This Is Us;

Fora isso, teve Gilmore Girls – Um Ano Para Recordar. Mas eu não sei falar sobre isso.

E, no quesito cinema, foi um mês animadinho e cheio de coração quentinho, com Animais Fantásticos e Onde Habitam, o ótimo Doutor Estranho #cumberbitch e, em breve vai ter mais Star Wars pra deixar todo mundo feliz. #gratidão eu diria.

TÔ LENI
Elena Ferrante Elena Ferrante Elena Ferrante. Estou lendo Elena Ferrante. Quer dizer, acabou. Acabou o pesadíssimo A Filha Perdida, que desgraçou tudo da cabeça mesmo, e depois acabou História de Quem Foge e Quem Fica – terceiro livro aguardadíssimo da tetralogia, achei um pouco menos cativante que os dois primeiros, mas a história TÁ CADA VEZ MAIS TRETA SOCORR. Acabou e a gente ficou como? Desgraçada da cabeça. Daí resolvi ler O Ano Em Que Disse Sim, da marabijosa Shonda Rhimes que mulher – aproveitando a deixa de bichar (pesquisem) com a miga Analu, e descobrindo o inevitável, que eu sou horrível nisso. Mas tamo seguindo, e é engraçado e levinho e auto-ajuda, tudo o que precisávamos depois de desgraçar a cabeça com Elena Ferrante.

TÔ FAZENI
Basicamente, esse foi um mês dedicado a esse serzinho pretinho bonitinho pequenininho destruidorzinho de plantíneas aqui. Conheçam a Baunilha, nova integrante da República Comunista Bolivariana do Minhocão, vulgo casínea. Há algum tempo que pensávamos em adotar um gatíneo filhote e, bom… A gente viu a foto de uma bebê pretinha chama VANUSA na ong e no dia seguinte estávamos agarrados na bichinha. Claro que rolou uma adaptação treta por aqui, mas dessa vez, bem mais rápida: alguns uivados, alguma vingança contra os humanos, alguns dias me ignorando mais do que o normal, e agora voltamos à programação normal de amor e ronrons.

E um filhote. Gente, vocês já tiveram um filhote de gato em casa? JÁ? Vocês sabem o que é ter um bichinho do tamanho da sua mão dormindo em cima da sua cara porque não tem a menor noção de espaço? Caçando o próprio rabo por aproximadamente 15 minutos? Tentando pular em cima da cama e caindo no chão porque não alcança? Eu recomendo.

Esse foi um mês mais caseiro, com menos grana e menos motivação. Mas ainda deu pra ir assistir o ótimo Rocky Horror Show numa adaptação beeeem divertida, pertinho de casa e com uma amiga querida. Também, recomendo. Menos que filhote de gatinho, mas ainda assim, vale a pena!

Comprei um computador novo, que tá deixando minha vida internética mais interessante. Pra vocês terem uma ideia, meu computador antigo, além de uma mancha de 4 dedos no lado esquerdo da tela muito black mirror isso gent, não me permitia abrir um navegador + outro programa randômico como, por exemplo, o Word. Ou o Spotify. O Photoshop? Puf. Explodia. Então eu peguei todo o dinheiro que não recebi com o 13º e investi num bichinho novo prateado rapidinho cheio dos balangandã tecnológico com a assistente pessoal robô Cortana. Tô adorando.

OS TOMBO QUE EU TÔ LEVANI
Vai chegando o final do ano e a gente tá como? Cansada, exausta e tentando resolver as tretas da vida que não resolveu nos outros 11 meses e 12 dias. Uhum. E quanto mais treta a gente tenta resolver o que acontece? Aham, mais treta surge. A progressão é mais ou menos assim: tenta fechar uma das 3 contas no banco pra parar de pagar taxa desnecessária > Descobre mais 2 contas abertas > Pede pra fechar as 4 contas > Perde o RG na tentativa > Precisa do RG pra justificar o voto que não votou no 2º turno > Acha o RG > Perde a guia do exame > Pede o encerramento da conta empresa > Precisa do título de eleitor regularizado… E assim segue a vida.

E tem o país né, gent. E tem o mundo. Que a gente finge que não tem pra não sofrer mais.

OS PULO QUE EU TÔ DANI
Minha gent, eu parei de comer carne. Tá, talvez seja muito cedo pra falar isso, “parei” assim, mas eu tô nesse processo. E olha, tá sendo bem sussa. Muito fácil de adaptar, muito gostoso de cozinhar, muito tranquilo de passar sem. Até agora, os problemas figuram em dois pontos bem específicos: salsicha (sim socorr) e shopping. Shopping é muito deprê se você não come carne, gente, só sobra aquele brócolis velho do Viena. Mas ok, fica como mais uma dica de detox, né. Se me tornarei uma pessoinha absolutamente vegetariana? Acompanharemos.

essa edição num tem foto bonitínea

 

E sobre a newsletter: esse não seria tipicamente um post de newsletter? Seria, não seria? Então, qual seria o post que deveria entrar aqui, no lugar dele? Nenhum? E morrer aos poucos? E a dificuldade de abandonar meu posto na internet que ocupo com tanto carinho desde… 2007? São mais questões.

Aguardo ansiosamente a enxurrada de respostas de vocês com a hashtag #ficaisa.