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diarin #14 – cadê férias

Minha gente. Nossa. Tá passando rápido, né? Cês lembram que foi ontem que eu tava na piscina com a boia sendo belíssima e dançando Anira? Eu praticamente não lembro. Parece que tudo isso aconteceu num passado distantíssimo e ao mesmo tempo estamos em maio e meu deus do céu segura Berenice. Em breve a Simone vai entrar cantando, né? Eu tô sentindo.

TÔ ASSISTINI

Aparentemente This is Us e Grey’s Anatomy serão assistidos indefinidamente para todo o sempre em episódios desconexos e tristes e seguiremos chorando. Tá ruim mas tá bão. RuPaul’s Drag Race DÉCIMA TEMPORADA VOLTOU AH DEUSA QUE MARAVILHOSA A TEMPORADA tô com raiva tô feliz tô triste tá muito bom. Quem é a favorita de vocês? Seguimos também assistindo Irmãos à Obra e suas reformas maravilhosamente bregas e cozinhas open concept e pessoas que compram casas com um dinheiro que eu não compraria uma carrocinha aqui. Aquele sentimento maluco de tô gostando porém tô triste porém tô gostando. Socorro. Tivemos maravilhosas segundas-terceiras temporadas de The Good Place, cada vez mais insana e engraçada, Santa Clarita Diet, eu deu uma guinada maravilhosa e tá surreal de boa, Crazy Ex-Girlfriend, que ficou sombria e profunda e engraçada e maluca como é a vida, eita, e The Handmaid’s Tale, que aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.

Os destaques ficam pra uma série de séries kkkk novas e muito bacanas:

Nailed It!, mesmo eu não vendo absolutamente nenhuma graça em shows de culinária, esse é uma competição em que cozinheiros amadores tentam reproduzir doces finos e elaborados. Chato, né? Então fiquem com isso.

The Marvelous Mrs. Maisel, uma surpresa tão maravilhosa que eu ainda nem sei como elaborar, que mistura a criação da Amy Sherman-Palladino – e sim, os diálogos são tão incríveis quanto em Gilmore Girls -, a perfeita Rachel Brosnahan, a ainda mais perfeita Alex Borstein, um humor impagável, uma história sobre uma mulher imparável e engraçada, Nova York nos anos 50 e aimeucoração.

Wild Wild Country, essa doidera de série documental que traz a história do Osho – sim, aquele Osho, que o povo compartilha até hoje? Esse – e de como o culto hippie tilelê era uma doidera capitalista cheia das ilegalidade, mas mais importante de tudo: administrado por uma mulher completamente maluca E porreta, que era quem cuidava de tudo. Sheela rainha, Osho nadinha. Eu não sou a pessoa mais investida em documentários que existe, mas esse realmente é muito interessante e os episódios muito bem feitos, não dá pra parar de assistir – claro, principalmente por causa da maluquice dessa galera.

O Alienista, boa série de serial killer que se passa na Nova York de 1895 e é cheia de personagens exagerados, misteriosos e que a gente ama odiar.

TÔ LENI

Eu disse que não leria tão cedo, mas ainda bem que resolvi ler Americanah, da Chimamanda Ngozi Adichie. Ainda bem. Fiquei tão alucinada por essa história de amor quanto pelos personagens dos outros livros dela, dessa vez, um pouco menos dilacerada com a história, mas ainda mais besta de receber tantos e tantos safanões nos meus privilégios de uma maneira tão sutil e delicada. Que maravilha de livro.

O tema – as porradas nos nossos privilégios e preconceitos – também engatou na minha leitura de Kindred, que em termos de estilo não se compara, mas tem uma das ideias mais geniais de ficção científica que eu já vi. Pra ler em 3 dias assim, alucinadamente. Conhecida como a Grande Dama da Ficção Científica, a autora Octavia Butler precisou lutar contra a pobreza, a dislexia e o racismo para receber um diploma universitário e foi a primeira mulher negra norte-americana a conquistar o sucesso em uma área da literatura dominada por homens: a ficção científica. Leiam.

TÔ FAZENI

Foi tanta coisa que eu nem sei mais por onde começar. Vamos assim mesmo. Teve toda o nervosismo e a ansiedade que permeiam um aniversário. Meu aniversário. Teve o “não vou fazer nada não é uma data especial” e de repente eu estava reservando um lugar só pra mim e meus mais de 60 convidados. E foi mó galera. Aliás, um lugar não: o lugar. O melhor lugar que podia ser. Teve um final de semana gostoso com direito a rodízio japonês vegano, visita da melhor amiga que não via há mais de ano, brunch delícia, feira de coisas bonitas e amor e pessoas do amor. Depois teve o aniversário do mozão com cerveja boa e poucos e bons. E nossos finais de semana com passeios perto e passeios longe e lugares novos que estão na lista. Tiveram mais bons encontros e pessoas novas que parecem que sempre estiveram por aqui.

Tiveram despedidas de gente que a gente via todo dia e tiveram chegadas – e ainda estão tendo! – dos bebês mais aguardados dos últimos tempos. Teve a Marielle, e vai continuar tendo todo dia. Teve karaokê. Teve a decisão de parar de ser mão de vaca e ir atrás de uma aula de inglês. Teve o pole porque sempre tem, que bom que tem, ainda bem.

OS TOMBO QUE EU TÔ LEVANI

Ando com medo que a gente tenha entrado nesse modus operandi em que a vida vai indo e, quando você menos percebe, faz 2 anos – e não 2 meses! – que você não faz uma atividade física, que você não vai no médico, que você não encontra aquela amiga querida, que a vida passou. É assim mesmo? Faz 2 meses que eu não faço essas coisas e faço tantas coisas que não sei o que acontece.

OS PULO QUE EU TÔ DANI

Achei que, mais uma vez, não ia dar em nada, mas eu até que estou gostando bem dessa coisa de bordar, desde que (re)aprendi alguns pontos com a minha amiga Andréa, do Primavera de 83 – assim mesmo, pra não dar em nada, mas pra deixar as noites de séries bestas um pouquinho mais completas de significado, ainda que decorativo.

E teve essa coisa lhouca do instagram em que me disseram que existem 10 mil seresumaninhos de olho nas palhaçadas que eu falo e nas fotos que eu posto, e assim seguimos, meio chocadas, meio assustas, enormemente felizes e com uma responsabilidade monstruosa, não necessariamente nessa ordem, mas completamente sem saber o que fazer com tudo isso.

Eu vou falar aqui baixinho que eu estou gostando bastante de como eu ando me posicionando para os outros. Parece que uma miniparcelinha da Isadora cansou mesmo de aturar tanta coisa, de aceitar tanto, de pegar tanto pra si. Que essa mesma miniparcelinha – ou até uma ao lado dessa primeira, quem sabe – está mais segura de dizer não, de se convencer a não ligar tanto, de até ligar, mas não dar mais do que pode. Que ela tem aprendido a separar as coisas, aos pouquinho, pasito a pasito, suave suavecito. Sdds despacito.

AS COISA QUE EU TÔ QUERENI

Entender melhor como é que funciona essa coisa do tempo passar tão rápido tá tudo bem é assim mesmo. E minhas férias. Já já.

não precisamos de motivo pra enaltecer essa foto

12 Comments

  • Camis

    Amiga, o tempo tá passando loucamente sim, to com esse mesmo sentimento. Por exemplo: faz uma vida que não comento aqui, pode isso? Não pode não. E passa semana após semana e aqui também não tá rolada atividade física, nem visitar pessoas queridas nem nada, porque só tá rolando TCC e trabalho mesmo. Mas seguimos, amiga <3 Vai dar tudo certo, uma hora a gente recupera o ritmo.

  • Carolina

    Esse modus operandi de “deixar a vida me levar” e perceber que ela passou é assustador, mas sabe que é bem isso que eu tô buscando por um tempo? Cansada de responder às minhas próprias expectativas.

    Fora isso, Grey’s Anatomy forever, deveria ser proibido pela ONU de acabar, e seguimos te acompanhando, cá e lá.

    Graaaande beijo 😉

    • Isadora

      aaaah esse é o outro lado da moeda né: quando a gente se coloca 8219829012 metas e fica doida tentando cumpri-las. eu passei um tempo no “vamos ver o que vai acontecer” e agora resolvi me esforçar um pouco no sentido de mexer umas energias aí e fazer umas paradas, mas já tô nervosa com “será que vou dar conta?” VEREMOS.

      Greys é uma instituição!

  • Claudia Hi

    ahhhh que post mais amor Isa! Parabéns pelos 10k no insta. Adoro acompanhar seus stories, principalmente quando você reforma o banheiro. haha

    Eu conheci This Is Us na tv e quando vi, já estava no 5° episódio. Quando percebi o que estava fazendo com a minha vida (desidratando rapidamente), decidi que não mais assistiria essa série.

  • Ana Palombo

    Ai Isa, você e seu jeitinho encantam até quando contam o que andam aprontando, viu?

    E concordo com a Nane, faça um encontrinho! Quem sabe assim não rola uma oficina de bordado? hehehe <3

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