diarin #1 – hey março, venimim

Duas coisas me fazem escrever esse post: a vida, que anda mutcho doida, e esse post, que fala sobre newsletters, e minha atual paixão por newsletter e vontades de escrever newsletter e zero condições de me comprometer com isso agora. Entonces, já que eu não consigo escrever mais sobre as séries que eu estou assistindo nem sobre os livros que eu estou lendo ultimamente, resolvi fazer um outro formato de post que englobe (amo essa palavra) uma coisa meio diarinho, meio indicações, meio confissões, meio dia a dia. Mas, Isa, você já não faz isso em absolutamente todos os posts do blog? Eu poderia responder com MIM DEIXA QUE EU NÃO TO BEM MIM DEIXA à essa pergunta, mas vou apenas dizer que sim, porém it’s my party and I cry if I want to.

Obviamente essa ~série~ não vai ser semanal. Esse vai ser gigantão porque faz anos que eu não venho aqui contar oquiquitárolani, mas os próximos serão mais humildes. Eu acho. Ou não.

Tô assistini
// As séries: Making a Murderer me deixou maluca nos primeiros episódios e depois eu pensei seriamente em largar, pois não havia estômago pra continuar. Se vocês gostam de passar mal perante os absurdos da vida, assistam, é ótima. Mozart In The Jungle é toda inha: bonitinha, engraçadinha, fofinha, o Gael é aquela delicinha, mas não passa muito disso. Vou assistir a 2ª temporada? Claro. Love eu ainda não entendi se gostei ou não. Os personagens principais são detestáveis e têm aquela coisa tão insuportável que, vejam bem, parecem até muito reais – o que eu amo, por exemplo, em Girlsmas alguma coisa ali não me convenceu**. 
Ainda tem Girls e Broad City pra começar e eu tô neuvosa.
// O Oscar: na minha cabeça, O Regresso é um filme em que o urso mata o DiCaprio nos primeiros 10 minutos e as outras 2h50 é sobre ele voltando pro Vale Encantado com sua cria. Próximo. Garota Dinamarquesa é um filme lindíssimo e super delicado sobre… a esposa de uma transexual. É uma pena, porque o Redmayne poderia MUITO ~quebrar uns tabus~ se o foco do filme fosse esse, mas não é. Spotlight é foda, a história é incrível, mas né, filme de jornalista, não gente, não. Dos filmes do Oscar, achei A Grande Aposta o mais ousado, que conseguiu me prender apesar do tema insuportavelmente chato – e nem foi pelas explicações machistas com mina bonita, não. Perdido em Marte é absolutamente divertido e caxias como tem que ser. E Creed. CREED. Meu coração é eternamente do Stallone, mais do que eu gostaria de admitir. Mad Max tinha que ter levado tudo, sorry. As menções honrosas do prêmio do meu coração vão para O quarto de Jack, uma ótima adaptação de um livro ótimo e que tem esse garoto que eu não tô conseguindo lidar; a Gloria Pires e o Tom Hardy.

Tô leni
Cara, tá difícil. Vou te dizer que até pra academia (HAHAHAHA) levei o Kindle, mas obviamente não deu certo. O que não faz o menor sentido, já que o A Poderosa Chefona, o livro da Tina Fey que tem esse nome tenebroso, é absolutamente hilário e incrível. Assim que eu terminar, conto aqui pra vocês. E só. No final do ano passado/janeiro (janeiro não conta como 2016) eu terminei várias leituras importantes, tipo O Sol é Para Todos, finalmente – que realmente merece estar em todas as listas de “livros pra ler antes de morrer” – e o livro da Amanda Palmer. Eu ainda vou falar sobre o livro da Amanda Palmer. Muito. Mudou minha vida. Aguardem. Eu estou me guardando pra ler o Yes, Please! e o livro novo da Patti Smith. Prevejo uma síncope.

Tô fazeni
Eu ainda vou contar pra vocês direitin (ou não), mas é o seguinte: eu vou casar. Yey! Sim! E por uma série de fatores, mas que eu vou resumir aqui como pavor a casamentos tradicionais & falta absoluta de dinheiro, vamos fazer uma coisa ~alternativa. O que significa: vai ser pobrinha, mas vai ter amor, e vai ser do bem, e eu vou fazer cada um dos 1500 infelizes arranjos de suculentas que os convidados vão estragar quando estiverem bêbados. Vou. Fazer. Tudo. Sozinha. Então o que eu tô fazeni se resume a olhar o Pinterest como o DiCaprio olhava a estatueta do Oscar e chorar copiosamente com as festas de 100 mil dilmas que vocês dão. Mas vai passar.

Os tombo que eu tô levani
Tem fases na vida da gente que parece que você não acerta uma fucking frase com uma fucking pessoa, né? Tô nessas. De mandar beijo pro porteiro quando ele liga pra falar que a pizza chegou à jurar de pé junto pra chefe que você conferiu o arquivo antes de enviar e, claro, ter mandado um email sem nada anexado. Invejosos dirão que eu tô com a cabeça na lua, mas eu prefiro acreditar em inferno astral. Susaninha já disse que eu vou ficar rica-famosa-magra esse mês. Aguardemos.

Os pulo que eu tô dani
Eu prometi que eu ia ser uma pessoa mais ativa (não vou olhar o post de resoluções de ano novo, não, porque vou ficar deprimida, então comentem aqui se eu prometi isso publicamente ou não, por favor) e sair com os amigos, pessoas novas, pessoas-da-internet, fazer coisas, cursos, dar a cara à tapa. Tô fazeni. Tô completamente pobre, exausta e minha casa criou 3 gatos novos com os pêlos dos gatos antigos, mas tô feliz, cês são lindos, chega de me chamar pra sair que eu tenho arranjo de suculenta pra fazer. E eu fiz um workshop de bordado <3 E eu também comprei um tênis novo maravilhoso de presente-pra-mim-mesma de aniversário. E, enquanto eu escrevo esse post, tomei a decisão de voltar para a yoga. Aguardemos.

diarin01

o que deu pra decorar nesses dias

E vocês, o que cês tão fazeni? 🙂

*****

Agradecimentos especiais desse post:
Obrigada Nicas, de quem roubei descaradamente o formato de um dos seus últimos posts, DESGURPA; Vaneça, que segue enriquecendo meu vocabulário; e obrigada migas das newsletters, por me fazerem ver que a vida é diariamente muito daora, mesmo quando não é – agora a tem newsletter, run run run!

Pedido de desculpas especial desse post:
A todo mundo que tá comentando aqui e eu não consigo responder nunca/rapidamente: DESGURPA. Eu pretendo melhorar.

** Escrevi bosta sobre a série antes, na ansiedade de “ter que escrever algo sobre a série”. Antes eu tinha decidido deixar a asneira aí, pública, e fazer um mea culpa, mas achei melhor que a retratação tivesse um pouco mais de destaque. Não sei dizer se é porque been there, done that, se foi porque eu simplesmente caí no discursinho pré-fabricado que tentaram nos enfiar goela abaixo, ou apenas porque eu preciso ainda de muito, muito chão pra aprender, mas tinha apenas lidado com Love como “personagens chatos”. E não é isso. Por favor, leiam esse texto ótimo aqui e percebam os vários níveis em que essa série é errada. Errei, viu gente? Eu também já peguei esse boy. E não dá pra gente continuar agindo naturalmente e como se esse boy fosse cool. “E esse relacionamento todo errado onde um manipulador sem qualidade aparente seduz uma mulher fragilizada (que “só quer amar”) pra cagar na vida dela não é inédito, claro. Muitas de nós já passamos por isso. E isso também abre espaço para questionarmos como o amor se insere no nosso imaginário de mulheres. Mas não vi isso na série e, sinceramente, espero mais das minhas ficções. E não porque espero personagens perfeitas nem perfeitos, só espero não ver esse tipo de bosta sendo mostrada como algo bom. Algo cool.”