conhecendo Curitiba: dias 3 e 4

Vortemo. Você ainda está por aqui? A primeira parte da nossa viagenzinha pra Curitiba está aqui

DIA 3

Aflitíssima com a falta de pessoas andando nas ruas dessa cidade, nos aventuramos pelo Centro com a ajuda do Free Walking Tour, um passeio independente e muito, mas muito massa mesmo, que algumas cidades ao redor do mundo oferecem. Um grupo pequeno, 2 horas de caminhada pelos principais pontos e marcos da cidade, da fundação até hoje, umas bizarrices de prefeitos malucos, umas histórias engraçadas – Curitiba, a Rússia brasileira, cadê esse link? é real. Foi realmente muito bacana conhecer os locais, as igrejas e a história da cidade, e terminar tomando um café delicinha no Café do Paço, um prédio histórico construído para ser a primeira prefeitura da cidade.

À tarde foi mais um momento de quentinho no coração promovido pelo combo Analu e Botanique Café Bar e Plantas. Bom, quando eu disse publicamente que iria pra Curitiba, recebi uma enxurrada de VOCÊ TEM QUE CONHECER O BOTANIQUE. Eu tinha que conhecer o Botanique. Tanto que fui inúmeras vezes no Botanique nessa visita, muito embora eu não vá expor aqui para não passar vergonha. Vocês sabem o quanto eu amo plantinhas, vocês sabem o quanto eu aprecio plantinhas na decoração, vocês me conhecem. Então imaginem a minha alegria de poder passar uma tarde nesse lugar, com essas plantas, essas prints, esses papeis de parede, essa decoração, essas comidinhas (veganas e veggies!), esses drinks, esses cafés e, claro, companhias que estavam me matando de saudade há tempos. Vocês já terminaram o dia com aquela sensação de “quero gravar esse momento pra sempre”? Então <3 E, pros amigos paulistanos, fica a dica que passamos quase 5 horas por lá, o que envolveu cervejas, águas, sucos, comidinhas, sobremesinhas, mais cerveja, e a conta pra duas pessoas deu R$ 70. Adeus.

Eu fiquei tão nervoseur que nem fotografei direito o lugar. Cês podem entrar aqui, faz favor?

DIA 4

Dia de feirinhaaaaaaa. Ser de humanas que sou, amo uma feirinha, piro numa feirinha, adoro uma aglomeração de gente e produtos inúteis para gastar dinheiro. A Feirinha do Largo da Ordem junta tudo isso numa rua história, e aí meu coração bate bem, bem forte. Lá fomos, EMBAIXO DE UM SOL DE 29 GRAUS CURITIBA TEM MAIS DIAS NUBLADOS QUE LONDRES, batendo sacolas, brigando com senhorinhas, chorando de desespero, admirando a arte local. Deveria ter trazido um descascador de pinhão pra casa? Deveria. Não trouxe. Arrependimentos. Lá, semi falecidos, encontramos novamente a miga Vaneça na frente da Mesquita Imam Ali – niqui cujo boy descalçou-se e entrou-se, eu preferi evitar a fadiga e me entregar a Alá deitada no piso frio do lado de fora mermu – e seguimos para o Passeio Público, outro O QUEEEEE parque, o primeiro da cidade, esse bem urbano e até com uma espécie de zoológico com várias espécies de aves e alguns outros bichinhos. Não sou fã de zoológicos e afins, mas ainda não tomei uma posição definitiva sobre eles, então a visita foi bacana, a companhia mais ainda <3

Por fim, terminamos o dia com um almoço bem delicioso no Tiki Liki, especializado em comida de rua asiática: tailandesa, coreana, chinesa e japonesa. Mais uma vez, arraso no sabor – estou com saudade de pakora, quero pakora, pakora agora Isadora HAHAHAHAA MEU DEUS ME PAREM -, no preço, e no ambiente super agradável e despojado. Que delícia comer em Curitiba.

Acho que vocês notaram que a minha empolgação com Curitiba não foi tanta quanto com Belo Horizonte, não é mesmo? A verdade é que cada vez mais eu vou descobrindo que o meu estilo de viagem é o de cidade, o de ficar perambulando pelas ruas, descobrindo coisas pra além dos roteiros, parar num cafecito, sentar num degrauzinho de casa, conversar com as pessoas. Nesses quesitos, Curitiba não atendeu muito às nossas expectativas: é uma cidade muito arrumada, limpa, organizada, pensada, em que tudo funciona e é bonitinho mas… Um pouco árida. Sem vida? Definitivamente, sem gente. As pessoas pareciam estar nos lugares – no parque, no sábado, na feirinha (muitas!) no domingo – mas nunca indo ou chegando de algum lugar, ou só passeando na rua, sabem? Pra quem vem dessa muvuca maluca e deliciosa de São Paulo, pode ser estranho.

Por conta disso, nossos passeios acabaram sendo mais curtos do que a gente imaginava, então se vocês pretendem ir pra Curitiba num esquema mais ou menos parecido – e sem amigos maravilhosos para passar tardes jogando papo fora – dá pra ir, de boíssima, em 3 dias. Arrisco a dizer até que dois. Se você curte muito conhecer cafés e restaurantes diferentes e, pros padrões de São Paulo, bem mais em conta, estique um pouquinho e aproveite! Também dá pra ficar mais tranquilo em um dos parques, lendo um livro, fazendo um piquenique, rolando na grama cos doguinho, dá sim.

Um adento importantíssimo e surpreendente: Curitiba é ó-t-e-m-a para vegetarianos e veganos. Agora eu tenho essa preocupação antes de qualquer viagem (na real, antes de qualquer rolê), e fiz uma lista bem extensa de restaurantes estritamente vegetarianos antes de ir. A real? Não “precisei” ir a nenhum deles, encontrei sempre opções claramente preocupada com os veganos. Bem, bem incrível!

 

Valeu a pena, xóvem Isa? Mas é claro que valeu! Viajar é uma delícia, sempre traz experiências novas e interessantes e, de quebra, ainda encontrei um monte de gente querida! Além de cumprir um pouquinho mais do plano de conhecer esse Brasilzão deminhadeusa. Quantas capitais mais vocês acham que dá pra conhecer até os 30 anos? E quais são as mais bacanas? Me chama que eu vou – alooooor patrocínio!