conhecendo Curitiba: dias 1 e 2

Faz parte do meu projeto risos de 30 coisas pra fazer antes dos 30 anos conhecer mais do nosso amado país maluco, e a gente aproveitou uma folguinha + a última oportunidade em um longo período próximo que tínhamos uma graninha extra para conhecer mais uma capital do Brasil Varonil. Escolhemos Curitiba pelo fato de não ser tão longe e as passagens de ônibus não tão caras, fizemos uma malinha e, nesse último feriado, fomos.

CURITIBA É MUITO FRIO NOSSA SÓ SE COMPARA COM MOSCOU.

Fazia 29 graus.

VINTE E NOVE GRAUS NAQUELA DESGRAÇA. Ao contrário de quando fui para Belo Horizonte acreditando nas palavras da minha progenitora e carregando apenas itens de indumentária de veludo, dessa vez fui preparada bem verãozinha blogueirinha millenial, respirei fundo, ou o tanto que ESSA SECURA INFERNAL permitiu, e fomos. Que daora.

Cês amam viajar? Porra, eu amo viajar. Pode ser até pra São Bernardo. Mentira.

Dadas algumas horinhas em que São Paulo, sim, ela, atrasou nossa viagem, chegamos em Curitiba na madrugadinha da quarta-para-quinta, dormimos belíssimos e acordamos no dia seguinte para o primeiro passeio.

Curitiba é uma cidade muito planejadinha e com a urbanização muito bem pensada (ou um dia foi tudo isso), e oferece uma linha de ônibus turística que passa nos principais pontos da cidade. Você paga 45 golpitos por pessoa e pode subir no buso 4 vezes, então se você organizar direitinho, todo mundo passeia: 1 “subida inicial” no ônibus + 4 intermediárias + 1 descida final. Acabamos não usando esse ônibus pois dividiríamos os passeios em mais de um dia e, como estávamos em 2 e sou bem turca, resolvemos calcular quanto sairia mais ou menos os trajetos de Cabify. Saia R$ 45 em média por dia, então economizamos metade das doletas. Adivinha, né? Aham.

DIA 1

No primeiro dia nossos passeios escolhidos foram o Jardim Botânico, com a belíssima estufa – aquela, que a gente tira um monte de foto, essa mesmo – e um gramadão bonito e bem cuidado. Tem lago – Curitiba tem muito parque e cada parque tem muito lago – tem patinho, tem quero-quero (aquele pássaro assassino), tem turista. Depois, fomos ao MON, o Museu Oscar Niemeyer, um dos museus mais bacanas e com a arquitetura, claro, mais impressionante que já visitei. Arte moderna é muito lecaaaal! Vale a pena também passar no café que fica dentro do museu – comemos uma quiche de cogumelos surreal de boa! – e na lujinha, claro, com coisas lindas de design e decoração. O parque que fica atrás do museu é uma graça, tranquilo e cheio de catiorríneos correndo soltos <3

Em seguida, fomos para o Bosque do Papa outro, adivinha? Parque, sim senhor. Bem no estilo arrumadinho, pavimentado, gracinha, lá no meio a gente encontra o Memorial Polonês, uma série de casinhas que reproduz o ambiente em que viveram. É uma exposição bem simplesinha, mas que traz alguns utensílios de época e as casas são as originais, construídas pelos imigrantes e transportadas para o Bosque. Saindo de lá, a gente foi almoçar no Kawiarnia Krakowiak, que é praticamente um anexo do parque: restaurante típico polonês, uma casinha de madeira que parece de bonecas, com um mooooonte de comida diferentona e doces incríveis. A gente pediu o clássico pierogi, uma massinha recheada com queijo e batata – sem o molho, que é de bacon (mais pra frente falo sobre Curitiba-vegetariana!) e de sobremesa, banoffee, porque não temos vergonha na cara e não soubemos resistir à doce de leite + banana. Desgurpa, Polônia.

Depois disso, o combo gripe + 29 graus NOSSA COMO É FRIO EM CURITIBA me derrubou e eu faleci. Perdemos o passeio na Torre Panorâmica, mas confesso que como morro de medo de altura, nem fiquei tão chateada assim. Fica pra próxima!

DIA 2

Segundo dia de estripulias turísticas com famílias de paulistas causando e furando fila, chegamos primeiro na famosona Ópera de Arame, aquela que aparece nos cartões postais e tals. Cara, é legal, é uma estrutura realmente bem impressionante e única, mas ela fica quase que completamente fechada para visitação fora dos eventos, então o passeio acaba sendo curtíssimo e, pela quantidade de gente envolvida, meio incômodo. De qualquer maneira, vale conhecer. Depois dela, fomos para o enorme Parque Tanguá, que tem dois “andares”, uma vista privilegiada, e uma cascata e um lago artificiais que formam um lugar bem gostoso pra passar uma manhã. Mais parque? Mais parque, agora o Parque Tingui, que é mais daquele jeito que a gente conhece: matão bonito e plano, bom pra caminhar e correr e, lá no meio, abriga o Memorial Ucraniano, com a igreja, uma construção belíssima de madeira – deve ser assustador demais à noite? Deve. Vale entrar pra conhecer as pêssanka, os ovos tradicionais pintados à mão, cheios de detalhes e cores lindas.

Voltamos para o Centro para comer no Rause Café + Vinho, QUE LUGAR MAIS GOSTOSO. Devorei um lanchão de berinjela e tomate assado, mozão foi no crepe de gorgonzola, vários chope risos artesanais locais, vários vinhos, cafés frescos e fresquinhos risos, uma decoração lindinha e o melhor de tudo: nóis de SP é rico em Curitiba, então money money money, é surreal a diferente de preço, vão, comam, voltem 10 kg maiores, uma vez na vida a gente tem que ter uma vantagem, não é mesmo?

A “parte 1” do dia acabou cedo, mas a “parte 2” foi uma delicinha completa, com amores antigos de internet se tornando reais, abraçaveis e apertáveis: primeiro teve encontrinho com a Tati e a Fer num lugar muito maravilhoso, a Bake It, confeitaria vegana; e depois o encontro que a internet não estava preparada, meu e de Vaneça, amor da minha vida, no Barbarium, pub com o quê? Chope. Artesanal. Roque. Muito paulista, mêo. Curitiba deixou meu coração quentinho, meu estômago cheio e meu fígado pedindo arrego. Eu amei.

 

Vou parar a primeira parte do relato aqui pra vocês não morrerem de tanto ler e voltarem amanhã, combinado? Então combinado <3