todo dia ela faz tudo sempre igual

10 motivos que comprovam que Orange is the new black é a melhor série atual

Esse provavelmente é o post mais gay que você vai encontrar nesse blog – como se eu estivesse ligando. Mas toda a euforia em torno da estreia da 3ª temporada de Orange is the New Black realmente tem um motivo: essa é, sem dúvidas, uma das melhores séries dos últimos tempos. Engraçada, pesadíssima e com um roteiro impecável, OITNB, para os íntimos, trata de questões duríssimas e urgentes, não apenas falando do sistema prisional (americano e, né gente, não só), mas do mundo atual. Ou do que a gente não deveria mais estar discutindo em pleno 2015, né, miga, mas a gente continua aqui falando de aborto, feminismo e liberdade sexual.

Mais uma vez, não é meu objetivo fazer aqui uma análise super política da série, mas ela é, sim, uma das melhores coisas que a gente tem pra assistir por aí no momento. E é uma delícia! Então eu resolvi listar aqui meus principais motivos por amar tanto essas garotas. Pode conter spoilers. Mas se você ainda não assistiu, gata, CORRE.

1. A Vause voltou

E a história de amor e ódio e amor e ódio e mais ódio com a Piper tá cada dia mais maravilhosa – adicionando o tempero da gatona estar completamente paranoica, morrendo de medo da vingança do traficante pra quem trabalhava.

2. Crazy Eyes finalmente tem o papel que merece na série

Muito mais equilibrada – sim, sim – muito mais maravilhosa, e escritora de uma novela pornô que deixa toda a prisão em polvorosa. E claro, envolve ETs. Crazy <3 eyes <3

3. Contaram a história da Big Boo – e ela é bem foda

Uma das personagens mais estereotipadas recebeu finalmente seu espaço para contar a história – e olha, PALMAS.

 

4. Piper jogou a merda toda no ventilador

Tá toda safadinha, se achando o último pacotinho de miojo da prisão. Finalmente a Piper se revela ~no seu íntimo~ dando todos os motivos do mundo pra gente acreditar que sim, tem gente que só é egoísta mesmo, e a gente pode odiar esse povo sem dó. Pois é, Piper. A gente te odeia bastante.

5. A Caipira

Que-dolorido. A tão odiada Caipira se transforma numa das personagens mais profundas, com direito a conversas filosóficas sobre donuts, aborto, estupro e amizade verdadeira. Que puta atriz.

   

6. O episódio nonsense da Chang

Se esse foi o filler da temporada, que coisa mais maravilhosa. A chinesa doidinha também ganhou um pouquinho mais de espaço na série e, cara, que pessoa incrível.

7. O lance da privatização

Beijo, Alckmin, beijo, USP <3

8. A Ruby Rose

Veio pra causar no relacionamento da Piper com a Vause, mas tenho certeza que tá causando muito, mas muito mais do que isso. Essa maravilhosa.

9. A Sophia

Nessa temporada o drama se desloca um pouco do fato de ela ser trans, e foca na tensão com  o filho adolescente – drama, imagino eu, de todas as mães. O que, mais uma vez, é um mérito muito grande de OITNB. E só da gente poder assistir a Laverne Cox sendo lacradora nesse nível por 13 episódios, né gente, não precisa nem falar mais nada.

 

10. Game of Thrones está uma bosta

Não adianta me inventarem invasão zumbi destruidora, gente ¬¬

 

Sério, gente. Vão lá assistir, vai! Shabbat shalom, bitches 😉

5 músicas para o lipsync for ur life

Eu já contei pra vocês que eu não sei ouvir música e também já expliquei que isso não significa que eu não goste de ouvir música. Eu gosto. Eu só parei no tempo. Na real, eu amo música. De verdade mesmo, minha maior frustração (além de não saber desenhar, mas eu tô trabalhando nisso) é não saber cantar. Cantar, cantar mesmo, de verdade, tipo isso aqui. Cantar no chuveiro eu já canto. E me larga num karaokê pra você ver quando que eu saio de lá (nunca).

Então vocês imaginem a minha cara quando eu vi que uma das sugestões de posts do Rotaroots* desse mês era 5 músicas para o lipsync for ur life.

Também não sei se já deixei clara a minha obsessão por Ru Paul’s Drag Race. Caso eu não tenha deixado, é assim: eu amo Ru Paul’s Drag Race. Eu nem gosto de reality show mas eu absolutamente amo essa merda dessa série. É a coisa mais engraçada, bonita, gender fuck, emocionante, maravilhosa do mundo. Sério, assistam, depois a gente conversa. Mas a questão é que a prova “final”, a que decide mesmo quem vai e quem fica, é um lipsync – também conhecido como dublagem.

Música absurda, drag queens montadíssimas, competição da melhor qualidade, e você tem coisas tipo essa:

Maravilhoso, não é?

Pensando nisso, vou dizer a vocês que não foi nada, nada, absolutamente nada difícil escolher quais seriam as 5 músicas para o lipsync for my life: 

 Cryin’ – Aerosmith

Música favorita da banda favorita, gosto especialmente dessa versão bem bêbada-sensual do Steven Tyler. E teria lipsync inclusive da gaita, é claro.

It’s my life – Bon Jovi

Eu não sei o que aconteceu com o cabelo do Bonja nesse show, mas a minha performance teria direito a calça de couro justíssima e peruca de poodle.

Total eclipse of the heart – Bonnie Tyler

Definitivamente, não existe nada melhor que esse clipe no mundo todo. Lipsync com direito a bailarinos ninjas e toda essa parafernália apocalíptica.

Rolling in the deep – Adele

Começa devagar, vai culminando em deeeeeeeeep agudíssimos, com uma vibe diva negra do jazz, com uma vibe moderna e pop. Perfeita.

I’ll survive – Gloria Gaynor

Apenas serving carão e técnica no lipsync dessa que é a maior música de toda a história da música.

Certamente eu não ganharia a coroa, mas o objetivo aqui sempre foi levar o Miss Congeniality 😉

* Esse post faz parte da blogagem coletiva do grupo ROTAROOTS.

meus hábitos de leitura

Desde que eu comecei a compartilhar mais minhas leituras aqui, todo mundo me pergunta: Isa, como você faz pra ler tanto? Gente: eu não leio tanto assim. Acompanho toda essa galera que faz isso pra valer e, bom, outra escala de contagem. Mas eu leio bastante, sim. Primeiro porque sou apaixonada por livros e depois, bom… Porque trabalho com eles – isso é assunto pra outros post, ou pra uma mesa de bar.

Ler, pra mim, além de necessário, é uma maneira de me inspirar: pra escrever, pra desenhar (logo mais conto essa!), pra sair de casa e ver a vida diferente. É um respiro muito importante no meu dia a dia: a hora que eu desligo o computador, o celular, me desconecto e, finalmente, relaxo.

Só que, né, minha gente, em eras de Netflix, Jout Jout e Twitter, quem é que consegue arrumar tempo pra ler? Eu também sofria com isso, amigos. Até a hora que eu percebi que não estava mais lendo. Nada. Nada além do obrigatório. E isso começou a me consumir. Eu parei pra analisar a minha rotina que, basicamente, era: acordar – ir pro trabalho – voltar – trabalhar mais – ver séries – dormir. E com “trabalhar mais” entendam: arrumar a casa, frilar (êta vida!), escrever no blog, pesquisar assuntos de interesse, ficar no computador. E, em seguida, ver séries. Várias. Só depois dormir.

Tudo errado. Vocês sabem que eu amo séries e assisto muita coisa, mas comecei a entender que rolava uma necessidade louca de assistir tudo e logo. Segredinho: isso não existe. A gente fica viciado, mesmo, é uma outra maneira de “desligar” e “relaxar” e, afinal, como vamos interagir no Twitter se não tivermos uma sacada genial sobre o Frank Underwood? IMPERDOÁVEL, né? É… Tá vendo como tudo isso é uma necessidade falsa que a gente alimenta? Eu parei de ver séries? JAMÉ. Mas eu aprendi a dividir o tempo pra que nenhuma “etapa” do meu divertimento seja deixada de lado. A ver…

Eu já li muito mais: até o começo de 2014 eu morava em outra cidade, o que significava 5 horas diárias no trânsito, entre ir e voltar. 5 HORAS. Como eu não dirijo, as primeiras 2h30 eram dedicadas ao meu sono de beleza, já que eu dormia efetivamente umas 4 horas por noite. Mas as outras 2h30… Ah, era o paraíso! Eu falava no telefone (os outros passageiros me amavam muito), eu fazia ~lição de casa~, eu pensava muita, muita besteira e bom… Eu lia. Eu lia pra cacete. Eu lia um livro por semana, mesmo meu estômago se revirando no trajeto.

Depois de um tempo, claro, as coisas mudaram. Eu me mudei pra São Paulo, o que diminuiu o trajeto pra cerca de 1 hora – em que eu lia em pezinha no metrô com meu Kindle nas mãos <3 – e, mais recentemente… Eu estou morando na rua do meu trabalho (não me odeiem, eu continuo sendo legal, eu juro!). E a parte de todas as maravilhosidades que isso acarreta, é claro, tem um downside que é: meu deus, e agora, quando eu vou ler? Quando eu percebi que isso poderia ser prejudicado, comecei a me policiar com algumas coisas e estabelecer uma rotina de leitura, que compartilho aqui com você porque eu sou demais, vejam só:

Estabelecer um horário: parece chatinho, mas é muito, muito necessário. Eu chego cedo em casa, por volta das 19h, e determinei que, até às 22h é meu tempo de “fazer as coisas”. Sejam elas da casa ou pessoais, as TAREFAS vão até às 22h. Das 22h em diante é: tempo da leitura. Normalmente eu durmo à meia-noite (e também me obrigo a largar tudo no máximo a essa hora), às vezes antes. Não importa: ainda que sejam 15 minutos de leitura, é a hora dela. Só dela. Eu gosto de ler à noite porque me desacelera – tem uns estudos que dizem que TV, celular, computador à noite, tudo isso prejudica o sono, porque têm muitos estímulos. Tem que prefira ler de manhã, pra já começar o dia “funcionando”. Fica a seu critério, mas a questão é: separe um tempo de leitura e obedeça-o. Faz bem 🙂

Desligar todo o resto: não adiaaaaaaaaanta abrir o livro e o computador e o celular e o tablet e a televisão e o pager tudo ao mesmo tempo. A gente se distrai, tem-que compartilhar aquela informação maravilhosa com os amigue do Twitter, tem-que falar com a amiga que também tá lendo o livro, tem-que… Pare. Senão a gente não concentra. Pega o celular, tira a foto, põe no Instagram e JOGA O TROÇO LONGE.

O Kindle: acho que muita gente ainda tem a dúvida se os leitores digitais valem a pena. Pra mim: muito. Eu comprei o Kindle no finalzinho do ano passado. Demorou. “Eu amo cheiro de livro”, “Eu quero ter na minha estante”, “Eu não vou conseguir me adaptar”. Não fica tão bonito na foto, mesmo, mas olha: é mágico. A princípio, eu comprei o bichinho pra ser mais fácil de carregar pra lá e pra cá e, vejam: me mudei pra mesma rua do trabalho ¬¬ Ainda assim, a compra fez parte de uma nova postura de menos acúmulo de coisas, sejam elas materiais ou ~espirituais~ #isamística. E cara, como isso faz bem. Primeiro porque: eu compro mais livros, e essa parte se divide em duas: 1) não ocupam espaço MEUDEUSNÃOOCUPAMESPAÇO é tão lindo; 2) são mais baratos. Muito. Depois que eu efetivamente leio mais: não sei se é uma quebra no ~paradigma da leitura~ #isaacadêmica, mas a gente acaba perdendo a dimensão do objeto livro – o que liberta a gente dos momentinhos de preguiça “vou pegar meu celular aqui porque um livro agora vai me cansar…”. Eu tô sempre com o Kindle na bolsa. Sempre. Eu também gosto da ~interatividade~ #isasocialmedia que o bichinho proporciona: dar nota, compartilha leitura, GRIFAR E SALVAR PASSAGENS meu bom sem or, que maravilhosidade. Ler em inglês se tornou um novo hobby: eu, que preciso muito melhorar a língua, venho aprendendo muito. Fora que você compra o livro e BAM, ele está nas suas mãos. AGORA. Nesse momento. É mágico, recomendo – não tô ganhando nada pra falar do Kindle, mas amigues social media da marca, aceito pagamento em livros. 

Ler sobre ler: vocês acompanham blogs de leitores? Canais no youtube? Usam o Skoob ou o Goodreads? Olha, eu recomendo que passem a fazer algumas ou todas dessas coisas. A experiência da leitura, o ler “em conjunto”, motiva muito a gente, seja a escolher o novo livro que vai começar, seja a insistir em uma leitura que não está rolando, ou mesmo a escrever – lindeza! – sobre o que achou da trama.

Ler o que você gosta: parece bobo isso, mas a gente não percebe que, com tooooodas essas coisas que eu citei aqui em cima de compartilhamento, redes sociais, interatchividadjes e amor, a gente acaba lendo muito na vibe da galera. E, talvez, você não goste dos livros que a galera tá lendo. Então, quando a coisa tiver meio enguiçada, tenta lembrar daquele seu autor preferido ou do último livro que você devorou. Tem outro da série? Tem algum lançamento do cara? Nem em outra língua? Com as zoeiras do começo de abril, até agora eu não peguei nada pra ler, e tô sentindo falta. Recorri então à minha amadinha Rainbow Rowell, porque ela nunca me decepciona, e já sei que o final de semana vai ter companhia 🙂

Não se cobrar tanto: perceberam que eu tô com birrinha das redes sociais? Vejam bem, eu AMO as redes sociais, mas a gente se cobra demais por causa delas. COMO ASSIM você não postou uma foto de um local incrível/desconhecido/onde todo mundo estava no final de semana? COMO ASSIM você não está lendo o que todo mundo está? Relaxa. Tira dali as inspirações pro teu dia, mas vai ler o que você curte. Pegou uma sugestão e odiou o livro? Que pena. Você não tem que gostar porque todo mundo gostou. Eu não vejo problema nenhum em abandonar leituras que não me empolgam, ou não ler o que a galera está lendo. Vai do tempo de cada um, né?

Eu ainda divido meu tempo de leituras com as “teóricas”, já que tô sempre fazendo um curso novo ou tentando aprender alguma coisa diferente. Tento separar por dias, pra não misturar muito as coisas: então num dia que tenho curso, que as coisas estão frescas, leio aquele livro cabeçudo que me ajuda a ter ideias. Nos outros dias, leio algo mais divertido, menos pretensioso.

O que interessa é que a gente leia. Porque o mundo é mais bonito com livros, sejam eles o que forem – se alguém aqui vier com a discussão que livro juvenil não é literatura eu vou sentar a mão na cara, ok? ok. A gente se inspira, se diverte, chora, tem assunto pro bar, e escreve coisas bonitas como esse texto (uhum ¬¬) e coisas que ficam guardadas na gaveta até alguém dar um peteleco na nossa orelha e termos coragem de mostrar. Hmmmm vem coisa aí!?

Vocês leem como?

leituras de março

Cadê o Leituras de Fevereiro, né gente? Não tá sendo fácil, galera, vamos ter paciência com esse pequeno ser de 1,5m pelamordedeus, porque de cobranças já chega a vida, né?

A verdade é que eu não consegui terminar nenhum livro em fevereiro – todos os que comecei ainda estão pendentes. Quando março começou, ao invés de terminá-los, como eu devia, comecei outros, acho que pra tentar fugir da obrigação. Deu meio certo, já que eu li beeeem menos do que em janeiro mas, ainda assim, livros bacanas. Vamos a eles:

Sejamos todos feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie: 

sejamosfeministaso ensaio é a adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que tem mais de 1 milhão de visualizações e…. foi musicado por tia Beyoncé. Fim. Vou fazer a piadinha do flawless aqui por sim, eu posso, e é muita maravilhosidade pra uma coisa só. Eis que a Companhia das Letras sabiamente resolveu transformar a fala da Chimamanda em um livrinho curtinho e fantástico.

“O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres?” Ela usa a própria experiência – sua criação na Nigéria, a diferença de tratamento entre homens e mulheres, mesmo quando já era uma escritora famosa – para pensarmos em quanto estamos distantes do ideal na questão de gênero.

O mais legal: a linguagem de palestra é a mais próxima possível do leitor, então é um bom jeito de mergulhar na literatura da Chimamanda que é absolutamente incrível e dolorida.

Podia passar sem: nada, é lindão, necessário e apaixonante. Só é uma porrada, claro, mas aí é esse mundo maravilhoso em que a gente vive, né.

Amy & Matthew, de Cammie McGovern:

ammymatthewuma decepção. Ai que tristeza. Fui toda empolgada pegar esse livro por motivos de: capa linda + título propositadamente trocado para ficar parecido com Eleanor & Park e, puuuuuts, galera, que tristeza. Achei a história mal construída e os personagens extremamente forçado. Amy & Matthew é um romance adolescente com um toque de sicklit, já que a personagem principal, a Amy, tem uma espécie de paralisia cerebral que deixa metade de seu corpo bem ruinzinha: com dificuldade de movimentos (ela caminha com ajuda de um andador), quase não fala – e se comunica através de um computador, tipo Stephen Hawkings, apesar de ser uma garota comum, engraçada e extremamente inteligente. Tá aí o problema: ela não convence. A ideia de construir uma Amy bacanérrima, inteligentíssima, engraçadona, cheia de características adolescentes – das brigas com a mãe ao desejo sexual por Matthew – é muito, muito forçada, e não convence. Na tentativa de mostrar que, apesar da condição dela, Amy é uma garota comum, ela vira só uma mistura de várias personalidades que oscilam muito e a deixam… Chata.

Basicamente, a história é a respeito da amizade entre ela e o Matthew, um fofo de garoto que tem um TOC brabo, desses de atrapalhar a vida. Ele se inscreve para ser uma espécie de “cuidador” dela – a mãe MALUCA oferece essa vaga pra galera – e aí vão se conhecendo, se envolvendo, passando pelos perrengues do último ano do colégio juntos, até a Amy entrar na faculdade. E aí tudo degringola bastante, num enredo muito mal elaborado desses que a gente sai achando que foi inspirado num dramalhão mexicano, sabe?

O mais legal: o Matthew é realmente um querido. As dificuldades que ele enfrenta com o TOC e com o “não saber o que fazer com a Amy” são muito mais reais e despertam muito mais a empatia do leitor. É mais fácil se apaixonar e ficar do lado dele – mesmo que ele também seja um enorme cestinho de clichês adolescentes, com direito a “cachos que caem sobre os olhos”.

Podia passar sem: a autora deveria ter abaixado um tom de tudo o que ela escreveu pra deixar a história mais verossímil e a personagem principal mais simpática. Na tentativa de passar a mensagem “todo mundo pode ter uma vida normal”, só criou uma Amy nem um pouco gostável.

Por lugares incríveis, de Jennifer Niven:

porlugaresincriveisque livro pesado. Já aviso que se você tiver problemas com depressão e suicídio, não leia. Se você tiver e quiser um livrinho bobinho que te acalente e mostre que “outras pessoas também passam por isso”, então leia. Mas é pesado. Bem pesado.

Ele conta a história do Theodore Finch e da Violet Markey que se encontram… No topo da torre do colégio, dispostos a pular. E bom, como a ideia não era um suicídio coletivo, eles desconversam e, a partir daí, começa a história. O Theodore pira na da Violet: ela não entende muito. Ele é conhecido como um garoto problema que só faz besteira. A vida dela era perfeita até o acidente de carro que sofreu junto com a irmã, que morreu na ocasião, e claro que a Violet se culpa um monte. E aí, numa aula de geografia, ele ~gentilmente~ faz dupla com ela num trabalho em que os dois têm que descobrir lugares bacanas no Estado em que moram.

Ai, gente, que coisa mais linda. O amo-mas-não-assumo dos dois é tão delicado e permeado de momentos sinceros e sentimentos tão reais que é quase palpável. Os problemas de cada um também. Mesmo que você não tenha passado por nada parecido – a perda de alguém querido, uma depressão forte – é de sentir na pele as aflições, as dúvidas, os medos de cada um. E a coisa da viagem para os lugares incríveis, cada um mais estranho e doidinho que o outro, é de encher o coração de alegria e amor <3

O mais legal: Theodore Finch é um desses personagens que a gente se apaixona, quer conhecer um igual, pensa no ator que vai interpretá-lo no cinema, fica reconhecendo na rua. Eta menino apaixonante – o que deixa tudo mais triste e difícil de engolir. A autora tem um texto bem bacana, desses que faz a história parecer real e fica ecoando na nossa cabeça quando a gente fecha o livro – quero que venham mais livros delas por aí!

Podia passar sem: já falei que o livro é pesado? Tenho medo que adolescentes desavisados peguem achando que é mais um romance YA, até pela capa – lindíssima e alegre, mas alegre até demais – e acabem tomando uma porrada mais forte do que possam aguentar em momentos de fraqueza. Talvez o posfácio, em que a autora explica a “inspiração” dos personagens e da narrativa, pudesse vir antes, ou na orelha/quarta capa, quase como um aviso.

E vocês, estão lendo o quê? Me sigam la no Goodreads pra compartilhar!

as séries que estou assistindo – a volta dos que não foram

Tá aí uma constante nessa vidinha de meu deus: assisto compulsivamente a séries. Todo dia. Maratonas no final de semana. Séries sem fim. Assisto séries para matar tempo enquanto minha série não volta ou eu não descubro uma nova série favorita. E as da vez são:

Sons of anarchy: cabô. Eu comecei a assistir e já tinha acabado, na real. Acabou esse ano. É uma série sobre uma gangue de motoqueiros no fim do mundo dos EUA, com problemas de motoqueiros e vida de motoqueiros… Não sentiu uma empatia? MANO É MUITO BOM. É viciante. Você sempre quer mais. E tem a bundinha do Jax. E tem o Opie, meu marido:

Na real fica bem ruim nas últimas 2 temporadas, mas qual série não fica? Breaking Bad é a resposta.

Better all Saul: nhé. Nunca vai ser Breaking Bad. Beijos.

How to get away with murder: ai, gente. Tinha tudo pra ser maravilhoso, né? Tem a diva-mór-surpresa da Viola Davis sendo apenas a advogada fodona do Universo que livra todo mundo da prisão. Tem a Shonda Rhimes, essa coisa abençoada que fez Greys Anatomy (xiu, o pau vai comer se reclamarem). Tem assassinato. Tem investigação. Tem mistério. E tem as atuações mais bestas e os personagens mais rasos e MEU DEUS antipáticos da história da televisão desde a Paolla de Oliveira. Nada cola. Nada. Vontade de continuar assistindo? Zero.

House of cards: não vai ser a minha resenha que vai convencer vocês que essa é uma das melhores séries já feitas, então eu vou me deter em apenas um pequeno, minúsculo, quase ínfimo detalhe que me faz estar chorando nesse momento por ter terminado mais uma temporada: Claire Underwood. QUE MULHER, amigos, que mulher. Gostei muito de como ela cresceu ainda mais esse ano, como o papel dela se consolida como um dos centrais da série.

Unbreakable Kimmy Schmidt: ainda bem que eu não li muita coisa antes de começar a ver, porque eu só sabia o necessário – uma série da Tina Fey. Ainda bem mesmo, porque eu provavelmente nunca me interessaria por nada que a sinopse é “mulher resgatada de um culto religioso tenta se adaptar ao mundo real”. GENTE. Gentê. Vocês não estão entendendo o quanto essa série é genial. Primeiro porque é uma das coisas mais engraçadas que eu já vi nos últimos tempos – e eu meço o nível de engraçadisse de uma série contando o número de vezes que eu tenho que pausar pra continuar rindo. Muitas. É o tipo de humor sarcástico e doentio que faz com que eu me dobre de tanto rir. Depois que tem a pegada feminista cínica que só a Tina Fey, aaaaah a Tina Fey, consegue dar, sem parecer piegas ou panfletário. Lindo. E ainda tem os personagens mais incríveis e queridos e identificáveis do mundo todo. É muito amor só pra tão poucos episódios, viu?

Ah sim, e tem essa entrada. Não sei o que dizer, só sentir:

E aí, que cês tão vendo?