todo dia ela faz tudo sempre igual

meme escrito

ou Um dos posts que eu faria se conseguisse fazer o BEDA direitinho mas não consigo

Estamos aqui interrompendo o último dia de Olimpíadas – e agora, gent? – com o olho vermelho de tanto chorar pelo vôlei masculino – SERGINHO EU TE AMO – para responder esse meme fofo – a gente ainda fala “meme” pra esse tipo de coisa? – que a linda da Adri me indicou.

Ele consiste basicamente em uma dessas tags com perguntas de blogagem coletiva que eu acho demais, mas nunca tenho muita criatividade para responder, só que escrito. Daí vem o desafio: a minha letra. Sabe, eu gosto bastante da minha letra, acho que ela tem uma certa personalidade só que… Bom, vocês vão ver. Ela é meio difícil de entender. Os M, N e U são basicamente o mesmo emaranhado de traços pra cima e pra baixo, o que deixa palavras como comumente completamente incompreensíveis, e eu escrevo rápido suficiente pra quase nada fazer muito sentido. Adoro como, em ao menos uma coisa da vida, eu posso pagar de gênio indomável diferentão incompreensível, rebelde sem causa atormentado. Tenho certeza que, no futuro, quando lerem minhas listas de tarefas pra casa, certamente vão me colocar na lista dos gênios da beat generation. Aguardemos.

Jpeg

Eu respondi essas perguntinhas aqui:

01. Qual é o seu nome?
02. URL do seu blog
03. Escreva: ‘The quick brown fox jumps over the lazy dog’
04. Citação
05. Música favorita (no momento)
06. Cantor/Banda favorita (no momento)
07. Diga o que quiser
08. Indique 3 blogs

Queria que brincassem comigo a Vaneça, a e a Raqs – e quem mais quiser, claro! Me marquem pra eu ver 😉

textão de natal

(é pra ler o título no ritmo da propaganda do “peruuuuu de natal”)

2015. Eita! Eu tô naquela fase emotiva de final de ano que olho pra trás, penso em tudo o que fiz, me arrependo de um tanto de coisa, fico feliz com outro tanto. E daí que eu decidi voltar lá no comecinho do blog esse ano, lá nos idos de 2013, e percebi que a decisão mais acertada que tomei nos últimos tempos anos foi mudar pra cá. O e agora, Isadora? é finalmente uma casa mais com a minha cara, do mesmo jeito que tem sido a vida. Um pouco mais confortável e Isadora friendly. É bom, viu?

Não que a coisa da vida adulta seja fácil. Longe disso. Era legal achar, numa era pré-2010, que quando as aulas acabassem teríamos tempo pra tudo: é mentira. Funciona nos primeiros meses de desemprego pós faculdade, mas aí você tá deprimida e procurando emprego. Depois, o trabalho te consome (em maior ou menor nível, depende do quanto você deixar), a faxina, a janta, a casa, o trânsito, a falta daquela juventude e energia pra fazer 45 coisas por dia – agora você só faz 35.

Também tem aquela fase – linda – de aceitação: você não vai fazer tudo o que quer. As coisas se tornam melhores quando você passa por ela mesmo que, pra isso, você tenha que abandonar muita coisa, muitos projetos, muitas vontades. E também aquela pitadinha de inveja da vida dos amigos que parece realmente muito incrível, ao menos, nas redes sociais. Esse ano eu li um texto legal da Liz Gilbert, traduzido pela Juliana Amato, que se resume a essa frase aqui: “Você precisa aprender a dizer não para as coisas que você QUER fazer, sabendo que a sua vida é uma só, e você não tem tempo e energia suficientes para dar conta de tudo”. É. Então por mais que você ache incrível bordar, fazer ponto cruz, projetos DIY, trabalhar, escrever, fazer pós, ter gatos, assistir séries, ler livros, aprender tricô, cantar, andar de bicicleta, dar rolê no Minhocão, passear na loja nova do shopping, passear na loja antiga do shopping, ir pra Paulista Aberta, conhecer restaurantes novos… Não dá. Aceitar isso é uma parada muito importante que ajuda muito a gente a, também, se aceitar mais desse jeito falho e bonito que a gente é.

2015 foi um ano disso tudo aí. De descobrir tudo o que a gente quer e aprender que a gente não tem tempo de fazer tudo. De ficar frustrada. De correr atrás. De deixar planos mirabolantes pra trás e pisar com o pé mais no chão. De abandonar o que não vale a pena, em todos os sentidos. De seguir em frente com o que vale, por mais difícil que seja.

Numa análise cósmica (minha) de 2015, eu diria que foi um ano de muitas realizações e conquistas. De coisas boas, bem boas. Importantes, ainda, eu diria. Porém – praticamente todas elas – poderiam ter acontecido de uma maneira, mais suave, calma, aos poucos, sem surpresas. Não: elas vieram da maneira mais maluca, confusa, difícil, dolorida e aos tropeços que poderia. Vocês sentiram isso também? O que fica é uma liberdade maior, um peso menor, a sensação de que, daqui pra frente, tudo o que doeu, tudo o que foi duro, tudo o que foi árduo, vai ser recompensado aos pouquinhos. AOS POUQUINHOS, gente, num adianta tia Susan dizer que a gente vai ficar rica, já sabemos que isso não vai acontecer.

Como eu comentei no blog da Ana Luíza, a melhor interpretação de 2015 pra mim foi a galera dizendo no tuínter que o ano foi escrito e dirigido por Nossa Senhora Shonda Rhimes. E, se me permitem mais uma analogia pobrecita de minha parte, 2015 foi tipo umas das milhares de séries que fizemos binge-watching esse ano: louco, rápido, intenso, maluco, nem lembro direito o que aconteceu, parece que foi ontem/ não foi há 6 meses, meu deus aconteceu isso mesmo? Foi assim. 2015 foi um ano de muitas séries vistas e poucos livros lidos, o que já determina bem o nível de concentração-calma-paciência deste ano.

O que esperar de 2016? Que venha mais em ritmo de novela ou de dramalhão do cinema, pode ser. Pode até ter final feliz do Maneco no episódio de natal-casamento com todos os núcleos reunidos, que eu não ligo. Mas que seja mais calmo e mais tranquilo, mais plácido, eu diria, pra gente não ter que viver no atropelo.

Resumão de 2015 pra lembrarmos que foi um ano daora

Vocês lembram como a gente reclamou que 2014 foi parado? Tá aí: 2015 não foi parado. Não podemos reclamar, migas. Além da tradicional zona de final/começo de ano, 2015 de Nosso Senhor começou com coisas bacanas como férias. Faz tanto tempo que eu sequer lembrava que tirei férias sim, esse ano, e aproveitei São Paulo 40º como ninguém, emendando com formatura dos migos e uma viagem inesperada e incrível e rápida ao Pará, a descoberta do bairro mais legal de São Paulo (o meu) e um Carnaval divertidíssimo que está me deixando profundamente incomodada de não estar sendo novamente. E uma mudança de emprego providencial, desejada e acertadíssima. E também aquelas passadas de pernas marotas que a ~vida profissional~ te proporciona, e o aprendizado de levantar e let it go. Março foi o mês do meu aniversário (costuma ser todo ano) e eu entrei naquela vibe paranoica-depressiva dos quase-trinta, mas que veio também com uma boa dose de autoconhecimento e análise. Foi produtivo. E teve um piquenique maravilhoso com a melhor companhia de festas, que ainda me deu um dos dias mais incríveis do ano, me chamando pra ser madrinha de casamento <3 E falando em casamento, eu não casei uma, mas DUAS amigas nesse ano cheio de amor.

E depois, rolou um longo e cinza hiato, em que as coisas pareceram realmente entrar em um stand-by estranho e incômodo: rolaram 2 mudanças de apartamento, muitas dúvidas, muitas dívidas, muitas tretas, muita angústia. Muita. E muito silêncio e introspecção. Que resultou na coisa mais importante de 2015 que foi a nossa casinha, linda, com parede de cimento queimado, gatinhos e amor diário em forma de café e plantas. Nhóin. Ah, sabe o que rolou esse ano também? Eu me formei, gente. Me formei depois de 9 longos e tenebrosos anos, assinei esse papelzinho aí e PUF, sou historiadora, ói que chique e inútil.

Teve tatuagem nova, teve o cabelo que eu mais gostei de ter na vida, sim (e ainda tá tendo). Teve muita drag queen e a descoberta da noite mais incrível de São Paulo. Teve uma coisa linda da qual eu ainda não falei, que consegui reduzir muito o consumo de carne aqui de casa! E também começou a rolar uma preocupação maior com consumo responsável, produtos feitos por gente do bem, sem testes em animais, sem exploração.

E os amigos, né gente? O que seria da vida sem essas pessoas lindas? Eu entendi muito sobre amizade esse ano, de várias maneiras diferentes: aceitando melhor as pessoas que entram na nossa vida de sopetão; deixando algumas outras irem embora como deve ser; entendendo melhor o limite das relações e até onde a gente deve se abrir; valorizando as que permanecem e entendendo até onde se entregar.

E o mundo foi um lugar bacana também, com a primavera das mulheres rolando em peso – e vai ter mais, the future is female -; com as escolas ocupadas, com o Minhocão e a Paulista recebendo gente. E teve o chorume também, mas o chorume tá aí todo dia lembrando a gente que ele existe, não precisamos lembrar dele.

Tá bom, né?

No ano passado fiz um balanço geral e fui batendo as resoluções de 2014 que realmente resolvi, mas vi que as minhas expectativas para 2015 continuam sendo, em grande parte, as de 2016 também. Então, ao invés de ficar me lamentando, vou considerar que esse ano que passou serviu realmente de base pra construir muita coisa importante, mesmo que com mais dificuldade, e que o próximo vai ser mais leve, mais de colheita e realizações. Mas gente, eu aprendi a andar de bicicleta. SÉRIO. Melhor momento de 2015.

Resoluções PARA 2016:

// Tirar projetos do papel: já passou da hora. Já falei que já sei muito do caminho, mas tá na hora de parar de ter medo e ficar só no plano das ideias, meter as caras (e parar de se meter em furadas!) e ver no que dá. Mesmo.

// Aprender/fazer mais trabalhos manuais: porque é incrível e tem a ver com outra resolução aí embaixo, porque eu preciso de uma terapia, porque eu preciso controlar a ansiedade, porque as coisas tão aí pra gente aprender e tudo vai dar certo. Próximo natal vai ter sabonete pra todo mundo!

// Fazer alguma coisa pra me mexer: vocês viram que evoluiu de “emagrecer” pra isso? Eu não consigo me conformar que não seja possível gostar de absolutamente NENHUMA atividade física, e vou fazer o teste definitivo em 2016, até achar algo que me faça levantar minimamente feliz às 7h pra mexer o corpinho flácido. #projeto30anos (olha que humilde e pé no chão).

// Viajar: depois de um ano falida, agora me organizei e voilá! As férias já estão marcadas pro meio do ano e agora é só preparar o roteiro. Não vejo a hora! Sugestões?

// Tirar o dente do siso: esse item está nessa lista única e exclusivamente pra que vocês fiquem me enchendo o saco pra eu fazer isso logo. Eu preciso fazer isso desde os 18 anos e morro de medo. Mas eu vou fazer. São 4. Eu vou vencer.

// Consumir com mais consciência: Uma coisa que já veio muito forte em 2015, com essa onda maravilhosa de consumir mesmo, ser mais minimalista e preocupada com a procedência das coisas, que eu pretendo levar não só pra 2016, como pra vida. Investir mais nos produtores locais, amigas que metem a mão na massa e coisinhas com mais alma e menos marca.

// Usar mais batom: Porque eu tenho muitos e porque eu fico linda com eles e tenho que me lembrar disso.

Que 2016 seja generoso com a gente <3

eu também quero falar sobre star wars

[nível de spoiler: grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrw]

Eu pertenço orgulhosamente a alguns fandoms e nunca escondi isso de ninguém, mas Star Wars nunca foi um deles. Nunca me senti completamente incluída no mundo nerd que tende a ser bem machistinha e só permitir as pessoas 110% comprometidas a ele participem – o que nunca foi meu caso. O que não quer dizer, em momento algum, que eu não amasse os filmes.

Eu já comecei a assistir a saga em formato de maratona, com meu irmão, quando eu tinha bem uns 12 anos. Vejam, nem a história de como eu me encantei é assim, tão emocionante. O primeiro filme do prequel já existia, e eu lembro de que a única experiência life changing que tivemos foi descobrir que as pessoas poderiam fazer filmes fora de ordem e tudo bem. Assistimos, piramos com a trilogia inicial, brincamos de Luke Skywalker e Han Solo (eu nunca, nunca, nunca fui a Leia!) por muito tempo, e assim se passaram os anos até os próximos lançamentos.

Star Wars sempre foi uma dessas trilogias afetivas, sim, porém nada que fizesse meu coração bater mais forte, talvez menos que O Senhor dos Anéis, até – eu tô preparada pra porrada. Acho que em grande parte, isso ocorreu pela falta de timing. A loucura pelos filmes não aconteceu em momentos em que eu estava ligada nisso e, especialmente: eu nunca tive livros pra ler, o que foi crucial para que ficasse alucinada pelo Aragorn e, recentemente, pela Katniss (eu não vou nem citar Harry Potter aqui porque vocês já sabem). E acreditem: eu sou uma grande entusiasta de fanfics e universos expandidos, mas por uma reunião desses motivos que os fãs vão me execrar instantaneamente, nunca mexeu muito comigo.

Sempre fiquei no meu cantinho, relegada àquele limbo dos fãs-que-não-são-tão-fãs-assim. Sempre conheci os personagens, carreguei um forte carinho por eles por muito tempo. Sempre fui a pessoa que explicava a história pros amigos que não conheciam, já fiz até festa temática com direito a bolo de Chewie pro boy (foi mara, gente!). Até agora estava feliz com a minha ideia de criar um cooler de cervejas no formato do R2D2. E eu gosto dos Ewoks. Muito.

Daí que eu entrei na onda do capítulo VII.

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É gente, a internet faz isso com a gente: é uma coisa louca essa que a gente embarca na vibe dos amiguinhos e, quando vê, está desesperado pela estreia de Star Wars VII: O Despertar da força. Como fã-que-não-é-tão-fã-assim, comprei o ingresso pro sábado, o que foi um erro gigantesco já que passei dias na pura. ansiedade. da. vida. O bichinho me mordeu e posso dizer com certeza que foi a melhor coisa que aconteceu, porque a empolgação, a ansiedade, e o amor coletivo por essa franquia linda tornaram a experiência ainda mais incrível.

Mais do que qualquer coisa, O Despertar da força é uma resposta atual, respeitosa e muito, muito legal para a saga. E o que eu mais gostei?

// Fazia muito tempo que eu não me divertia tanto no cinema. Talvez desde Mad Max ou Divertidamente. Fazia muito tempo que eu não saía da sala querendo falar única e exclusivamente sobre algo, escrever sobre algo, discutir sobre algo, me vestir como aquelas pessoas. De acordo com essa análise muito acertada: The Force Awakens passes the “grin test”—that is, there were at least half a dozen moments while watching this film that I found myself grinning like a maniac. Como filme, como entretenimento, é apenas maravilhoso.

// Gostei demais da atuação do Adam Driver como Kylo Ren. Demais. Nessa história de “atualizar” a série, trazer um personagem perturbado, desequilibrado psicologicamente e muito, muito vulnerável, foi um acerto tremendo, ainda mais personificado pelo Adam, que será sempre nosso querido Adam perturbado, desequilibrado e vulnerável. E a homenagem à um avô que também teve seus momentos de vulnerabilidade – os mais importantes, né? – e que não sabe direito o que fazer com os poderes e as possibilidades que tem. Enxergo drama moderno? Enxergo. Tô feliz, brigada, Adamzinho. E obrigada por emprestar uns tiques muito Girls pro Kylo, sério, você é foda. Se você gostou tanto do Kylo quanto eu, faça um favor a você mesmo e leia essa teoria aqui. Sério.

// A participação dos personagens clássicos, que é exatamente na medida: não roubam a cena, não são protagonistas, os diálogos são super bem construídos e fazem o papel até a hora exata que precisam, if you know what I mean. Eu diria que o equilíbrio entre os personagens antigos e os novos é ótimo, tanto pelo “tempo” que aparecem, quanto pela importância que eles têm. Não é um filme que você fica loucamente esperando o Spock aparecer SABE? Ok, parei.

// O BB-8 <3 E o R2D2 e o C3PO, é claro, mas o BB-8, gente.

// Nada está bem, tá tudo esquisito, o que ta com teseno. Acho que uma coisa que incomoda muito à galera da ~nova geração~ é que a carga fantasiosa de Star Wars não está necessariamente na coisa do espaço, milhares de planetas e constelações e Wookies, mas na questão que tudo acaba bem, feliz e sorridente, reunidos na fogueira, se abraçando, cantando com Ewoks fofinhos. Os filmes antigos terminam assim e de repente, só que… Em algum momento tudo isso deu errado. Nesse hiato, o que aconteceu? A vida, né, gente. Os casais “felizes para sempre” se separaram, a revolução foi meio nhé, os vilões voltaram a existir. Alguma semelhança com a realidade?

// A Rey. Deixei pro final porque não sei descrever a maravilhosidade que é Rey – ao lado da Imperatriz Furiosa e de Jessica Jones, uma das melhores personagens do ano. Sem dúvidas. Eu quero ser a Rey. Eu quero ser amiga da Rey. Eu quero pegar a Rey. Aliás, palmas pra Daisy Ridley que é uma ótima Rey, instantaneamente adorável e cativante. Ela é foda, ela não precisa ser salva, ela acha um saco os hómi tentando ajudá-la, ela mete as caras – fake untill you make it – ela não tem medo de falar com os hómi, a roupa dela não é sexualizada, ela não precisa ser salva, nunca, e eu já falei que ela é foda? Ela é foda. […] her femininity isn’t a weakness. It isn’t a strength, either. In fact, it isn’t a thing. Acho que eu não preciso falar muito mais além do que: chupa Luke, eu quero ser Jedi pra ser ela.

Vão ver esse filme, gente. É sério.

Mas, claro, cês podem ler coisas melhores que essas que eu escrevi aqui:

as séries que eu estou assistindo – edição de natal

series

// JESSICA JONES: Meu super-herói favorito sempre foi o Wolverine (antes mesmo do Hugh Jackman, mas que benção esse homem existir) e nunca fui muito ligada em mais nada do universo Marvel, mas não poderia deixar o bafafá passar batido e lá fui eu, em um feriado chuvoso, assistir Jessica Jones. Claro que eu me apaixonei instantaneamente, o que foi bem surpreendente, já que eu também nunca fui muito fã da Krysten Ritter, a atriz que faz a personagem principal. A série, na real, é cheia de falhazinhas de roteiro, tem alguns personagens meio batidos, maaaaaaaaaaaassss… Jessica Jones. Que mulher fantástica. Netflix lendo nossos pensamentos e as vibes ~sociais~ do momento e transformando algo que poderia ser da mesma trupe nerd-machistinha de sempre em uma série sobre mulheres. Sobre ser mulher do jeito que der, sobre ser uma super-heroína, sobre relacionamentos abusivos, sobre ser amiga, sobre a vida. Ai que coisa maravilhosa.

Leia coisas melhores do que essa sobre a série aqui e aqui e aqui, no mínimo.

E tem o David Tennant. Eu não era da turma do David Tennant. Eu não assisto Dr. Who. Mas tem o David Tennant. Ele me obrigou.

// MASTER OF NONE: Conheci o Aziz Ansari em Parks & Recreation (amor eterno, amor verdadeiro), mas nunca achei muita graça no personagem escrachadão que ele fazia na série – exceto todas as cenas envolvendo treat yourself, que são as melhores do mundo. Já tinha ouvido falar bastante coisa boa do livro dele, o Modern Love, que ainda não li, mas está na lista, e mais ou menos ao mesmo tempo o Netflix anunciou a série do comediante… Fiquei meio reticente, mas nos primeiros quinze minutos eu já estava completamente ganha. Que. Série. Incrível.

Conta basicamente a história de um ator wannabe vivendo em Nova York e acompanha sua vida como filho de imigrante, vinte e poucos-trinta anos, empreguinho marromeno, vida amorosa marromeno, relação com os pais, com os amigos… Reconheceu? É uma série sobre uma geração. É tudo aquilo que Girls quer ser pra uma geração e se perde na falta de empatia com os personagens. (E eu amo Girls). Ah, e como deveria, Master of None toca nos pontos principais das relações modernas também no que diz respeito a gênero, feminismo, racismo, e mostra que dá pra ser muito engraçado e sagaz sem ser um completo imbecil.

Obrigada, Aziz, te amo <3

// BROADCHURCH: Já falei pra vocês que amo séries e filmes sobre serial killers? E sobre investigações policiais envolvendo assassinatos? Se isso não envolvesse de fato ser um policial, vocês podem ter certeza que eu ia dar um jeito de fazer isso da vida. Dessa vez, não foi essa paixão, mas outra, a que me motivou a assistir uma série da qual nunca tinha ouvido falar: a paixão sobre o David Tennant, que aqui é um investigador desses bem damaged, amargo e do jeito que a gente gosta que é chamado pra resolver um crime, a morte de um garotinho, numa cidade no litoral da Inglaterra chamada… Broadchurch.

Pausa pra lembrar daquele cenário MARAVILHOSO.

Daí que é isso. Mais pra vibe de The Killing do que pra um CSI, é um dramão sobre a vida das pessoas afetadas pelo assassinato: os pais, a família, os habitantes da cidade minúscula, a especulação, a traição, os dramas, já falei dos dramas? Tudo bem devagar e maravilhosamente bem construído. O ritmo é bem lento mesmo, mas te prende a cada minuto e tem o David Tennant. Já falei que tem o David Tennant? Ah tá.

Também assisti de novo Unbreakable Kimmy Schmidt, que é uma das séries mais incríveis que eu já vi na vida e merece ser vista uma vez por ano, mais ou menos <3

as séries que eu estou assistindo – a compilação

the good wife

Fazia tempo que meu coraçãozinho não batia tão forte por episódios e mais episódios de uma dessas séries longas que só, com uma história central de um personagem tão cativante (com certeza tem um termo técnico pra isso, não é possível que todo mundo precise de 3 linhas pra descrever esse estilo). Meu. The Good Wife é a história da advogada Alicia Florrick. Muita gente começa a descrever a série do começo, quando Alicia era só uma esposa, esposa do promotor da cidade que foi pego num esquema de corrupção e usou dinheiro público paraaaaa… prostitutas, claro. Ele vai pra cadeia, ela fica do lado dele – COMO ASSIM ELA FICA DO LADO DELE!!!? calma. – e percebe que vai ter que voltar a trabalhar, depois de 13-14 anos sendo só uma desperate housewife, pra dar conta da vida e dos filhos. Daí que a história fala sobre a Alicia: sobre ela voltar à profissão, sobre ela se adequar aos tempos modernos, sobre a competição com os colegas mais novos, sobre ela ser uma puta advogada, sobre os casos, sobre os casos dela (os affairs mesmo), sobre ela ser mãe, sobre ela ser esposa, sobre as suas ambições.

É mágico. É mágico porque a gente consegue se identificar com a Alicia num nível muito íntimo basicamente porque: somos todas mulheres cheias de forças incríveis e fraquezas avassaladoras, e ela não esconde nenhuma das duas partes. É lindo. É sarcástico. É engraçado. VOCÊ SE MATA DE CHORAR. Que coisa mais linda essa série.

Como toda série dessas extensas – é muito parecido com House, por exemplo, em que o personagem central vai conduzindo também as histórias dos personagens secundários, e os episódios são quase que independentes, mostrando cada um, um caso – The Good Wife tem altos e baixos, temporadas mais ou menos incríveis, mas certamente regulares o suficiente pra você seguir até o final da sexta temporada aguardando ansiosamente, tipo MUITO, pela sétima. É lindo.

E sim, a Alicia é sim a Carol, de E.R.. Cada vez mais poderosa. Cada vez mais linda. Ai, ai, Alicia… E também temos Allan Cumming, Mr. Big e Michael J. Fox no elenco. Amor.

E por favor, leiam esse texto da Capitolina sobre a série, que é infinitamente melhor que o meu.

narcos

Jesus cristinho, né mores. Que coisa mais incrível. Fico muito feliz que a gente viva num mundo em que o Netflix analise todos os nossos desejos mais íntimos e transforme isso em uma série com direito a close nos pelos pubianos do Pedro Pascal e Wagner Moura falando espanhol – não critiquem o espanhol do moço, amiguinhos. Cês todos sabem que ninguém fala melhor que ele, nem depois de 3 tequilas. Não critiquem!

Bom, Narcos é a história do Pablo Escobar, um dos maiores traficantes que o mundo já viu, um dos homens mais ricos que o mundo já viu, uma dessas figuras controversas e meio apaixonantes, porém completamente malignas, que deixam a gente meio aicomoédifícilnãogostardevocêpablito. E a série faz a gente se enamorar instantaneamente, a começar por colocar Wagnercito com aquele ganho de peso que a gente adoooooram num ator para ganhar Oscar. Palmas. A produção é absolutamente impecável, o ritmo que a série tem é, sem sombra de dúvidas, empolgante e viciante (oi, Netflix, oi, Obama!), e as passagens pra Colômbia devem estar bombani nesse exato momento, porque eu quero ir pra lá ahora.

Que puta série. Que erro de conceito a gente estar apaixonado por um cara desses. Por que catzo teremos duas temporadas de uma história que a Wikipédia nos conta o final? Não sei. Quer dizer, eu sei, mas eu finjo que eu não sei como estamos sendo lindamente manipulados por mais uma empresa de comunicação gigantesca que faz a gente ter vontade de se afiliar a guerrilhas terroristas. Mas ah, ele é tão bonitinho hablando español!

tooooodos los lllllllllladosssssssh

wet hot american summer

Doente. Totalmente doente. Acho que essa é a resenha que eu faço da maioria das séries que eu assisto por motivos de: se você adivinhar o que eu curto numa série, te dou um gif doente. Heh. É claro que eu comecei a assistir isso por causa do elenco, que tem a deusa maior da minha vida, o Jason Schwartzman, o Christopher Meloni, o Paul Rudd, e mais um monte de gente da comédia doente que eu amo e que não sei o nome pois não importa – eu me refiro a eles como “aaaaah, é eleee!” e tá tudo bem. A premissa também é incrível, né, minha gente: é o primeiro dia no acampamento americano Camp Firewood, um desses tradicionaizões dos EUA, e a molecada está tentando se adaptar. Aquela apresentação, o reencontro entre as turmas dos anos anteriores, o menino tímido que não se enturma, a menina bonitinha por quem todo mundo se apaixona, no final do dia, vai rolar um musical de interação entre monitores e adolescentes… Aquela coisa que, quem já teve uma “turma de férias” alguma vez na vida, conhece bem. Só o que o elenco é uma mistura dessas pessoas citadas acima interpretando adolescentes e, bom, atores crianças/adolescentes. DOENTE.
Claro que tem muito mais no roteiro: tipo a jornalista que vai fazer uma matéria ~infiltrada~, fingindo ser uma das adolescentes do acampamento, tipo os romances, tipo as disputas e gincanas, tipo o estudante ~estrangeiro e diferente~… Tipo uma enorme piada sobre o cinema americano que a gente bem conhece. É hilário, eu juro. Especialmente quando tudo descamba pra uma viagem maluca sobre perseguição do governo, melecas de lixo radioativo e conspiração. SIM.
Não falei que era doente?
Existe um filme de 2001 com o mesmo nome que conta, adivinhem? O último dia no acampamento. E o elenco? É QUASE O MESMO MEU POVO. Corrão e assistão e me contem porque eu ainda não vi.

Doente. Totalmente doente.

transparent

Que porrada. Essa série é totalmente necessária. Pode parecer só a história de um pai de família que se assume transgênero – sempre foi Maura, mas tinha que ser Mort -, o que já seria uma narrativa bem interessante por si só, mas é também a história de uma família com tudo o que ela tem de ruim, de egoísta, de “disfuncional”, de maluca. A maneira com que cada um dos três filhos reage à descoberta sobre o pai mostra bastante sobre a personalidade de cada um e a relação entre eles.
É uma dessas séries que força a barra pra você terminar pensando “porra, será que não tem ninguém decente?”, mas que também faz a gente refletir sobre o quanto a gente é escroto, mesmo quando esconde o quanto. Deu pra entender? É o que eu sinto assistindo Girls. “Porra, que mina mais egoísta, não é possível que ela ache mesmo que tudo gira em torno dela!”. Será que não? Acho que lá no fundo, a gente acha, a gente se identifica: mas também tentamos nos controlar, esconder, ser menos, não demonstrar. Faz sentido? Não sei. Mas vamos continuar essa resenha…
… Dai que, claro, tem a questão dos transgêneros e dos travestis – inclusive, de “rixas” entre grupos que a gente acha que “ah mas é tudo a mesma coisa” – cenas belíssimas sobre a descoberta do próprio corpo, da identidade, a atuação do Jeffrey Tambor, que é, sem dúvidas, o cara perfeito pra interpretar esse papel, e uma fotografia maravilhosa de deixar a gente meio sem ar.
É belíssimo e extremamente dolorido. Assistam.

veep

Confesso que não conhecia a série até o Emmy deste ano, apesar de ter 5 temporadas, e pra mim a Julia Louis-Dreyfus era a eterna Christine – não, eu não vi Seinfeld (podem me xingar), mas Veep é a comédia que estava faltando na minha vida nos últimos tempos. Absolutamente sarcástica e boca suja, a vice-presidente americana é, finalmente, uma mulher e, finalmente, a Christine, digo, a incrível Julia Louis-Dreyfus maravilhosa. Que coisa linda. Além de uma super série sobre a política norteamericana e seu bando de pataquada ridícula, é sobre as mulheres no poder, o poder das mulheres, a falta de poder das mulheres e ah…. Ah meu coraçãozinho dá pulinhos de alegrias irônicas com cada escolha de vestido presidencial.

E tem o Buster, gente. Vocês lembram do Buster? Sim, tem o Buster.

(E a menina do Meu Primeiro Amor e eu identifiquei ela de primeira, sim).

download

Em tempo: eu não sei porque eu ainda não falei de Grace & Frankie, que é uma delícia de série, engraçada na medida, dura na medida, um amorzinho desses de aquecer o coração. Eu também me perdi sobre um monte de comédia que assisti, tipo Louis, tipo Inside Amy Schumer, tipo Mindy’s Project – mas ainda quero escrever sobre as mulheres comediantes da minha vida. Porque eu fiz isso? Não sei. Acho que teve um período nublado e misterioso aí na minha vida que tudo foi meio confuso, né gent, mas quem nunca? O bom é que estamos voltando para a programação normal 🙂

Eu não acho nenhuma série ruim, né? Meu deus, que previsível.