same old same old

BLOG EVERYDAY IN AUGUST 2017

Êta Giovana.

Sim, seguimos usando memes de 2015.

Como vocês estão acompanhando (espero que estejam), uma das minhas metas para fazer antes dos 30 anos é, sim, um BEDA. O que é BEDA, Isadora? É o Blog Everyday In August, uma iniciativa muito bonita para sermos, como diz a querida Nicas, a blogueira que sempre quisermos ser: pelo menos uma vez no ano. Aliás, a descrição da Nicas é muito maravilhosa para não ser reproduzida por inteiro aqui:

Acho o BEDA (uma loucura) um momento importante, um mês em que a gente senta e vira a blogueira que sempre quis ser (quem nunca fez a famigerada promessa de ano novo de ~esse ano eu vou postar mais~?), a gente senta e fala de blogs e visita as migas e se informa da vida delas e se dedica a saber, a ler, a se atualizar de muita coisa que acaba negligenciando nos outros onze meses, quando lida com essa coisa chamada vida.

Rainha da Minha Vida, Nicas (2016)

É isso. Eu, ainda, fico com aquela sensação que devo muito à querida blogosfera e nunca retribuí direito com a minha sabedoria infinita e disciplina de postagens, então essa é a hora (eu acho). Quero deixar claro que todos esses posts foram programados no meu mês de férias, em junho desde ano de nosso senhor Luiz Inácio, então qualquer problema de confusão temporal é culpa do calendário do WordPress ou de dorgas pesadas flashbacks socorr.

VAMO QUE VAMO. Ah, claro que a Nicas – esse post deveria se chamar Ode a Nicas em 1 Ato – fez o quê? Siiiiiim, uma planilha de posts para o BEDA, que você vai preenchendo e ela vai ficando verdinha conforme completa, sabe, uma coisa assim, que só quem ama entende, minha nossa, socorro, a planilha. É assim que eu tô me organizando, e tá sendo ótimo!

E, se eu quiser sobreviver, eu preciso aprender a escrever textos menores, heh.

3 coisas que me emocionaram de maneiras diferentes em momentos parecidos

// 01: Glow

Fazia bastante tempo que eu não via uma série assim, de uma vez só, alucinada pelo próximo episódio e maluca depois que terminou. Glow foi assim pra mim e não tem nenhuma explicação filosófica: uma história interessante, um visual incrível e uma boa dose de grl pwr. Fiquei completamente vendida. Glow são as Gorgeous Ladies of Wrestling, um grupo de atrizes selecionadas para um programa de luta livre na TV. Só de mulheres. Então você imagine aqueles clichês “não sabemos lutar, mas somos mulheres fortes e vamos aprender”, todos eles maravilhosamente colocados no meio de um monte de drama pessoal real oficial eu te entendo miga segura minha mão. E o figurino, gente? Vem comigo no figurino, mim dá uma polaina, vamo ser feliz de maiô cavado. Tudo isso com a estética e a trilha sonora INCRÍVEIS dos anos 80. Pode ser melhor? Não pode não.

// 02: Okja

Já falei aqui um pouco sobre a decisão de me tornar vegetariana, mas nunca fui atrás de assistir os famosos documentários que ajudam as pessoas a tomar essa decisão também (eu acho que vocês deveriam assisti-los! 😉 ). Daí que resolvi ver o tal do Okja que todo mundo estava falando sem muita pretensão e BAM. Eu acho que esse é um dos filmes preferidos da minha vida – não passa um dia sem que eu pense nele. A história parece simples e clichê: a ganância e o dinheiro versus a natureza e a simplicidade. E um bichão fofo e simpático pra deixar a gente mais sensibilizado. POIS É. A questão é que o bichão é a Okja, o vilão é a indústria alimentícia moderna e o capitalismo, e os mocinhos são essa maravilhosa criança coreana e um grupo ativista de libertação dos animais. Tudo isso com a estética alucinada do Bong Joon-Ho (eu não entendo nada de cinema, mas vocês viram Expresso do Amanhã? Vejam!) e a atuação da Tilda Swinton. É lúdico, é sensível, é bonito, e a gente termina do jeito que tem que terminar: se sentindo culpado, se sentindo pequeno, se sentindo assassino. E é bom que seja assim.

// 03: Francisco El Hombre

Chegou o dia niqui eu venho aqui neste sítio recomendar música? Uma banda? Brasileira? Atual.
Sim, senhores. Chegou este dia. Eu conheci Francisco el Hombre durante o alongamento em uma aula de dança (risos) e desde então ouço Triste, Louca ou Má todos os dias. Todos os dias. Já pensamos em tatuagens? Talvez. Já cometemos selfen com legenda filosófica-misteriosa? Certamente. Ouçam comigo e vejam esse clipe – sim, é gravado em Havana. Não, eu nunca tive nenhuma chance.

30 antes dos 30 – Cantar no karaokê até ficar sem voz

Aquele dos 28

Tem algo de mágico em cantar, pra mim. Eu até canto direitinho – e, ouso dizer, que se me dedicasse a isso, eu ia é arrasar – mas tem alguma coisa de só berrar loucamente imitando a Marília Mendonça. No falsete do Steve Tyler. Tem algo de libertador e ousado e em grande parte fomentado pela minha magnífica lua em Leão em subir num palquinho e performar para desconhecidos e amigos. E com os amigos.

No meu aniversário – que já passou há tanto tempo que parece até outra dimensão – eu finalmente consegui ir a um karaokê. Tradicionalzão, da Liberdade, com a galera cantando Whitney Houston em japonês. E foi o quê? Foi, sim, foi maravilhoso! Marcando aqui pra me lembrar de sempre inventar uma desculpa para marcar um get togheter ao som de Ragatanga na minha bela voz.

Top 10 Hits da Isadora no Karaokê

  1. Someone Like You – Adele
  2. Cryin’ – Aerosmith
  3. Livin’ on a prayer – Bon Jovi
  4. Toxic – Britney Spears
  5. 50 Reais – Naiara Azevedo Ft. Maiara e Maraisa
  6. Infiel – Marília Mendonça
  7. Wannabe – Spice Girls
  8. I Want it That Way – Backstreet Boys
  9. Zombie – The Cranberries
  10. Total Eclipse of the Heart – Bonnie Tyler

Obviamente não teremos vídeos nesse post 🙂

 


esse post faz parte da série ~30 antes dos 30~, lista ambiciosa de coisas que eu separei pra fazer antes da fatídica idade chegar. você pode acompanhar meu fracasso por aqui – mas eu torceria por mim. estou torcendo. vamos lá. 

30 antes dos 30 – Participar de um projeto voluntário

Começamos bem essa história de 30 antes dos 30 <3

Há bastante tempo eu estava querendo participar de um projeto voluntário – até, dica migas, como uma maneira de dar algum sentido mais prático ao meu tempo e diminuir aquela velha loucura de “não estou fazendo nada de bom” – e, claramente, seria alguma coisa voltada para animais. Pessoas, elas são complicadas, bichinhos não. Ainda que tenhamos que nos envolver com pessoas para ajudá-los ¯\_(ツ)_/¯

Ainda bem que a vida tem me dado pessoas incríveis pelo caminho. De um dia pro outro, retomei uma amizade querida com a Ana  – sim, a mãe do Café e do Django, meliores catiorros dessa internet <3 – que me apresentou gente muito do bem como a e a Luli, todas engajadíssimas na causa dos bichíneos. E a Luli, essa pessoa de outro mundo que dedica a vida a isso, é a idealizadora da empresa social Celebridade Vira-Lata que, nos seus 8 anos de existência, já castrou mais de 9 mil bichos. 9 MIL BICHÍNEOS GENTE. Sabe?

Eu não vou entrar aqui nos detalhes de importância da castração e adoção de bichinhos – e cada vez menos eu estou tolerante pra ter discussões como “mas eu queria tanto um cachorro que não late!” ou “mas eu preciiiiiso ter um corgi”, então vamos evitá-las – mas vamos pelo princípio básico de: não se precifica a vida, não se compra um animalzinho, não se deixa um bichinho solto, especialmente, sem castrar, reproduzindo loucamente e espalhando ainda mais bichinhos precisando de lares por aí. Ok? Então ok. Castração + adoção = todo mundo feliz, animaizinhos e pessoinhas. Simples, né?

Bom, eis que pensando nisso, a Celebridade Vira-Lata organiza a festa do Dia Mundial do Animal, comemorando o mês dos animais. O evento aconteceu esse ano lá na Casa das Caldeias – que lugar lindo, gente! – e teve uma programação incrível com palestras, workshops, shows, exposições, bazar de ONGs e pequenos empreendedores animais com a renda revertida para a causa e comida vegana delícia.

Foi um domingo inteiro, de de manhãzinha até à noite, carregando caixa, caminhas de catiorros maiores que eu, empurrando mesa, anotando inventário, vendendo, explicando, contando dinheiro socorr cicarelli num sei e aprendendo muito, muito, mas muito mesmo, sobre como a vida da gente pode ser, sim, mais meaningful. As barrinhas do coração e da energia voltaram pra casa batendo no teto de tão recarregadas <3

E como eu sou um gênio e não vim aqui escrever antes do rolê, pra vocês poderem ir (!), venho aqui escrever depois do rolê pra vocês saberem como ajudar: comprem o calendário de 2017 do Celebridade Vira-Lata. Primeiro porque ajuda esse projeto lindo de castração, ajuda os bichinhos, ajuda a gente a ser mais consciente. Segundo porque OLHA ESSA MARAVILHOSIDADE:

calendario-mesa-2017

Tem catiorro de carnaval, tem catiorro reflexivo, tem catiorro Iemanjá. SÉRIO GENTE. Não tem como resistir a isso, né, minha gente? E claro, você também pode doar diretamente no página do projeto.

Dizem que a gente faz esses atos de bondade, de voluntariado, na verdade, apenas pra gente – uma coisa bem egoísta assim. Pra nos sentirmos bem, pra compensarmos algo, pra nos exibirmos. Meio cético, né? Mas, se for pra ser por esse lado, por mim, bom também, e fica a dica: participar disso fez com que eu me sentisse, sim, bem comigo mesma, bem com o mundo, e tivesse uma pontinha de restauração de fé na humanidade. Me motivou pra mudar mais. E me ajudou com questões aqui de dentro. Se por egoísmo ou altruísmo, tanto faz: ajudem. Vocês vão ver como faz bem!


Esse post faz parte da série ~30 antes dos 30~, lista ambiciosa de coisas que eu separei pra fazer antes da fatídica idade chegar. Você pode acompanhar meu fracasso por aqui – mas eu torceria por mim. Estou torcendo. Vamos lá. 

 

meus lugares favoritos de SP

E cá estamos, acompanhando o resultado dessas eleições que meudeusdocéu, que medo. Apreensiva de verdade sobre como as coisas se configuram e torcendo pra que essas também sejam de mentira, como a que tivemos em 2014 pra presidente, né? ¬¬ Isso me fez pensar bastante no quanto eu gosto dessa cidade. Porra, eu gosto muito dessa cidade. Ela não é fácil, ela não é justa, ela é imensa e cheia, cheia, cheia de problemas, mas cara, como eu tenho carinho por ela ter me acolhido, por ela deixar a gente ser quem a gente quer ser (mesmo que a gente não saiba).

Passando um final de semana lá no canto de onde eu vim – que nem é tanto interior assim! – fiquei com saudade. Cheguei em casa e o Minhocão, dessa vez, não estava fechado: vi aqui da janela uma porção de carros pra lá e pra cá, no lugar das bicicletas e catiorríneos que costumo ver aos domingos. Da janela de casa, sabe? Tem muita gente que torce o nariz: como assim, você mora do lado do Minhocão? Como assim, você acha bonito ver o Centrão da janela? Essa cidade é mesmo muito doida e faz a gente aprender a ver beleza em tudo, no cinza, no concreto, no asfalto, em pequenas vitórias cotidianas. Quem falou bonito sobre isso foi a linda da Nicas, vocês já leram?

E como eu sei que muita gente tem curiosidade sobre os lugares que eu acabo visitando na minha rotina aqui pela região do Centro/Santa Cecília, resolvi fazer uma listinha rápida dos preferidos, aqueles que fazem parte quase que todo final de semana – porque a gente também pode ter comunidade mesmo no meio dos prédios, viu?

// Jardin Plantas e Flores + Jardin Cafeteria: assim que eu pisei nessa lojinha pela primeira vez sabia que não tinha mais volta. Era amor eterno, amor verdadeiro. A Jardin é uma lojita de plantas e flores (jura?) que fica na frente da pracinha da Biblioteca Monteiro Lobato, então, cesvejem, já começou difícil. E nessa onda de ser a louca das plantas, eu posso dizer com propriedade: são as bichinhas mais highlanders e bonitas que eu tenho – vencem, inclusive, as investidas do gato-vaca Raposo aqui de casa. Daí que além das plantinhas em si, além do gosto incrível pra itens de decoração e outras coisinhas que tem na loja, veio a ideia sensacional de expandir e criar o quê? Um café. é um dos ambientes mais aconchegantes que eu já conheci. E não posso terminar esse post sem dizer: comam o brownie (como também as empadinhas deliciosas, o pão de queijo, o cafezinho coado, os sucos, os bolos absurdos). Sério: comam o brownie.

// Parque Minhocão: chamem pelo nome social. É engraçado pensar como pode ter tanta vida num troço gigantesco de concreto e asfalto – e tem. Tem todo sábado e todo domingo e toda as noites. E deveria ter mais. É triste pensar na carência que a gente tem de espaços mais “adequados”, que fazem com que a gente precise amar tanto uma avenida ou um viaduto. Mas a gente ama. O Minhocão, que vira parque cheio de bicicleta, skate, patinete. Cheio de cachorro e criança. Com peça de teatro, com exposição, com todo tipo de esporte, com piquenique. Com uma luz que só tem lá. Com todo tipo de gente – com todo tipo de gente, do jeito que tem que ser uma cidade. Convivendo.

Parque Minhocão

meu coração é mudérno <3

// Parque da Água Branca: esse tá mais lá pra Pompéia/Perdizes que pro Centrão, mas considerando que eu chego com 5 minutos de busão, tá dentro. O Parque da Água Branca é o tipo de parque que eu gosto: que faz a gente esquecer da cidade. A começar que tem um monte de bichinho solto: galinhas, pintinhos, patos, tartarugas, gatos e até um ou outro macaquinho ocasional. É uma graça! (Mesmo pra quem morre de medo, não que eu seja uma pessoa dessas). É um parque bem cuidado, com um monte de espaços e atividades pra galera, e com uma feira de produtos orgânicos incríveis que acontece terças, sábados e domingos, das 7h às 12h. E ainda dá pra tomar um café delicioso por lá, também.

Parque da Água Branca

macaquíneo!

 
Se tiverem a oportunidade, visitem esses lugares – e me chamem pra comer um brownie!