same old same old

o que eu aprendi com o BEDA

Eu ouvi 31 + 1?

Eu tô triste e não vou abandonar o BEDA.

Tá, é mentira, é claro que eu vou abandonar essa loucura de dizer que não te quero de postar todo dia. Porque é inviável. Mas eu não queria. Se hoje alguém me perguntar mas então você está dizendo que quer virar blogueirinha mesmo real oficial, Isa? a resposta seria sim com certeza vamo.

Pena que não dá.

Mas como eu ainda tô nessa delícia de chegar toda noite em casa, exausta, e pensar com carinho no post que sairá amanhã, pois tem que sair, resolvi escrever sobre as coisas que aprendi com essa mês insano e do amor. São elas:

// Se organizar direitinho, todo mundo bloga: organização é, sim, a chave do negócio. Nem preciso falar que esse é o mote da minha vida – inclusive, rolou toda uma criação de categoria específica pra isso durante o famigerado BEDA – e eu até já havia tentado fazer algo parecido com uma planilha com o blog, mas nunca levei a sério. Com o BEDA, levei muito a sério. A seriíssimo. A sério a ponto de dar neuvoseur. Pensar numa ordem para os posts, em categorias organizadas por dia da semana, em temas correspondentes e afins me acalmou, me deu ideias, me fez engatar num ritmo bom. Eu só queria ter algo mais automatizado que uma planilha pra me ajudar nos próximos meses. Vocês têm alguma indicação?

// Aposte nas ideias ruins também: aquela coisa de “feito é melhor que perfeito” vale para escrever também – mas, pelo amor da deusa, revisem os textos de vocês, tá? Mas às vezes a gente fica matutando aquela ideia por um tempão pensando “gente, mas isso é muito idiota, ninguém vai querer saber disso”, daí você insiste, escreve, faz ali uma coisa bonitinha e minimamente informativa e, como feedback, não é que uma galerinha leu e curtiu? Vale a pena investir, sim. Nem tudo precisa ser mirabolante e life changing.

// A gente pode roubar em alguns posts, mas a gente também tem que escrever o que sai lá de dentro: as tags estão aí para serem usadas, os temas polêmicos estão aí para causar, mas o que mora lá no coração e sai cuspido, assim, de bate pronto, é o que é mais gostoso de escrever. Mesmo que ninguém comente. O que me leva a…

// A gente tem que se motivar: comentando, comentando, comentando, comentando, comentando. Nos blogs amigos, nos blogs que visitam a gente, procurando blogs por aí, se apoiando. Já é difícil o suficiente sozinha, né, gente?

// A blogosfera vive: e está cada dia mais maravilhosa. Olha quanta gente incrível! Alguns blogs são antigos (o/), outros são novos, alguns a gente já conhecia e tinha esquecido, outros são felizes achados. Tem muita gente no Youtube e sei lá mais em que rede nova e descolada? Tem. Mas estamos por aqui. Firmes e fortes, ingoal esse país maravilhoso RISOS.

Eu vou sentir saudades.

Mas me disseram que Abril começa com A também…

E sobre o último ponto que eu aprendi no BEDA e uma das lições mais importantes que eu tive no último ano, na vida, é que a gente não pode ter vergonha da gente. Tá, pelo menos não das coisas boas, a gente pode ter vergonha de gente cutucar o nariz ou ter votado no Aécio, isso a gente deve. Se nos dedicamos a algo, se colocamos nossa intenção em uma coisa, se nos esforçamos pra conquistar alguma coisa, a gente tem mesmo é que erguer o queixo e falar: sim, eu fiz isso, sim. Eu sou fodona, sim. Eu escrevo, sim. Eu faço coisas maravilhosas, sim. Minha casa é linda, sim, eu escrevo bem, sim, eu tenho um blog, sim, meus gatos são maravilhosos e isso nem é mérito meu, sim. Porque a vida é muita curta pra gente bancar a humildona e se esconder atrás dessa aura de submissão que acham que devemos ter. A gente tem mais é que gritar: olha quanta coisa linda que eu faço, vem ver! Eu te ajudo a fazer também. Vamo <3

As coisas mais legais que eu fiz por aqui nesse mês que passou:

// Eu escrevo: uma reflexão sobre essa coisinha linda que a gente faz que é botar pra fora;

// A decoração da nossa sala: um postzinho só sobre decoração, porque eu também não me aguento;

// Corpo são, mente descaralhada: não conhecemos endorfina, nunca vi, nem comi, eu só ouço falar;

// As 3 situações mais malucas que eu já vivi: morri de rir que vocês deram risada, mas na real eu chorei;

// Meu aspirador de pó de pé: leiam antes de fazer a próxima faxina.

E, por último, queria aproveitar esse momento de carinho e nostalgia pra perguntar pra vocês do fundo do meu coração: o que vocês querem ler por aqui? Sério, você que lê, mas não comenta; você que passa esporadicamente; você que vem todo dia; você, que acabou de conhecer, respondam pra mim nos comentários:

Sobre o que você quer que eu escreva?

Agradeço imensamente desde já. Eta que vai ser difícil desapegar <3

3 coisas que eu quer muito fazer

Além de uma lista absurda de coisas pra fazer antes dos 30 anos que certamente eu não vou conseguir cumprir e vai me fazer passar os dias pré-festa chorando em posição fetal, segue em anexo coisas que eu quero muito fazer e ainda não sei como:

// 01: Uma consultoria de estilo

Eu sei que vocês vão dizer “mas Isa, você é super estilosa!” – e obrigada por isso <3 – mas a real é que eu amo pensar no que vou vestir, amo comprar roupas, amo buscar referências fashion e 92% do meu tempo uso a mesma roupa sem graça simplesmente porque tenho preguiça de pensar no que usar. Claro que se eu tivesse um pouco mais de atenção e cuidado com as coisas que eu visto isso mudaria, e tenho certeza que uma consultoria de estilo ia ser muito importante nesse processo. A Pri contou um pouco como foi no caso dela e eu achei o máximo! Tô louca para experimentar também, só me falta o tempo $$$.

// 02: Voltar a estudar

O que, eu nem sei. Eu acho que pode ser qualquer coisa. A verdade é que eu me sinto extremamente competente e também muito que fodona quando estou estudando algo, porque eu realmente me dedico à parada, sabem como é? Passei um tempo pensando “por que raios eu me meto em tanto curso se nunca uso nada que aprendo?”, mas talvez a coisa esteja justamente é só aprender, sem pensar em necessariamente por em prática, monetizar, fazer lojinha, sair vendendo e tudo o mais. Não saberia nem dizer se é uma língua, uma ~arte, um conteúdo específico, não sei mesmo. Mas quem sabe em breve?

// 03: Melhorar meu alongamento

Talvez eu devesse escrever aqui “ter algum alongamento”, mas chega de passar vergonha nesse blog. Chega não: se você ousar dizer “meu alongamento também é ruim”, eu vou te responder “amiga, eu não consigo sentar de pernas cruzadas”. Eu não consigo mesmo, é um parto pra mim me abaixar, eu frequentemente fico bem travada. Eu nunca fui atrás de ver medicamente o que eu tenho porque já basta os problemas nos joelhos e nas costas, né, mas uma professora de ioga (eu tentei ¬¬) disse que eu tenho os tendões encurtados. Todos. Sei lá se isso procede, mas eu preciso muito dar um jeito de melhorar esse bendito desse alongamento pois já não somos mais crianças e eu quero colocar o pé na cabeça no pole dance, quero sim. Dicas?

Eu poderia ter dito “ficar milionária”, “conhecer o mundo”, “salvar a humanidade”, mas quando a pessoa nasceu pra ser só isso não tem jeito mesmo, não é?

resumo da semana #4

Cara.

esse gif foi usado mais vezes que uma quantidade saudável neste blog

Agosto, né. Então.

Por que a gente não faz BEDA em Abril, que começa com A também? Por que a gente não resolve escrever um post por dia em um momento da vida em que as coisas não estejam todas descaralhadas, os planetas retrógrados, os trabalhos malucos? Por que a gente aceita pegar não um, não dois, MAS SETE frilas no meio do BEDA no meio do trabalho descaralhado no meio da vida maluca dos planetas retrógrados (resposta: pra viajar).

Como estamos sobrevivendo? Não sei. Envolve café e outras dorgas ilícitas. Mas seguimos.

Eu comentei no blog das amigas essa semana? Jamais. Eu respondi os comentários de vocês (gente, eu amo vocês, eu já disse isso? EU AMO VOCÊS!) aqui no blog? Nunca. Eu vou fazer isso hoje? Também não pois SETE FUCKING TRABALHOS (jamais direi jobs). Mas eu prometo que eu farei isso em breve. Ainda em agosto? Jamais.

Como eu jamais deixaria vocês sem os links da semana do BEDA, faço aqui uma ronda rápida nos meus blogs favoritos:

// A Nicas fez uma wishlist de rolês e eu quero participar de absolutamente todos eles;

// Um dos blogs que eu mais gostei de conhecer nesse BEDA é o Um blog (ainda) sem nome, da Rayana, e esse post sobre as bizarrices do primeiro mundo está bem, bom, bizarro;

// Dois posts que amei no Beyond Cloud Nine: As piores modas dos anos 2000 (socorro!) e Manual do self-care da pessoa introvertida;

// Aqui neste blog da família brasileira, tivemos: as 3 situações mais malucas que já vivi, com direito a sair perambulando de madrugada com toda a bagagem por Havana; cronicazinha do coração que ninguém lê, mas vem aqui de dentro; compartilhei as minhas principais referências de decoração com vocês e falei um pouco sobre como me organizo (e desconecto) para segurar a ansiedade; fiz uma tag fofura e divertida sobre ter sido uma criança dos anos 90; e escrevi um texto que adorei ter escrito sobre minha paixão com o aspirador de pó de pé.

Posso falar que já estou ficando com saudades?

TAG: criança dos anos 90

Essa TAG saiu do blog da Nicas? Saiu sim senhor. Todo o meu BEDA foi baseado no blog da Nicas? Também.

Obviamente eu fui uma criança dos anos 90, e vocês sabem disso pela quantidade de referências a Harry Potter que encontram nesse blog. Coisas que vocês talvez não saibam sobre a minha infância:

// 01: Fotos da infância

sim, será um desperdício se eu não tiver filhos, eu era insuportavelmente fofa

 

// 02: Uma memória boa da infância

Todas as festonas imensas e bagunçadas e cheias de brigas na casa das minhas avós (minha bisa e minha avó, que moravam juntas); todos os milhões de bichos que minha tia teve e como eu era completamente apaixonada por eles; a vez em que andei de cavalo a 4 km/h e tinha certeza que estava disputando uma corrida no deserto; passar a tarde na escola, pulando de uma atividade pra outra, sem nem sequer pensar na existência de boletos.

// 03: Um cheiro da infância

Sou rebelde e vou falar dois: o cheiros de sundown, que a minha mãe BESUNTAVA A GENTE quando íamos pra praia (Praia Grande, tá gent), todo verão. Era um saco, significava que a gente teria que esperar mais 2 horas para entrar na água, mas significava também que estávamos na praia! O cheiro do meu avô paterno, que foi o único que conheci. Eu tenho poucas lembranças dele, mas lembro exatamente como era sentar no seu colo e ouvir ele ler As Mil e Uma Noites pra mim (RISOS), consigo sentir o cheiro que ele tinha – e não faço ideia de como descrever – perfeitamente até hoje.

// 04: Brincadeira preferida na infância

Queimada. Eu era ótima em jogar a bola com muita força na cabeça das pessoas e ainda mais ótima em desviar do arremesso alheio. Heh.

// 05: Desenho preferido na infância

Foram fases. A primeira delas composta por Família Dinossauro, Ursinhos Gummy, O Fantástico Mundo de Bobby e Tintim; depois veio aquela loucura por Doug e, por último, o combo horroroso que me serviam de X-Men (e eu já era apaixonada no Wolverine, mesmo com o collant amarelo) e, claro, Pokemón.

// 06: História engraçada da infância

Teve o dia que meu cabelo estava cheirando catchup e teve também o dia que eu quebrei o nariz do meu coleguinha pentelho que ficou insistindo por horas pra gente descer de trenzinho no toboágua do clube, eu não queria, ele insistia mais e dizia que eu era arregona, daí eu desci atrás dele e ele virou a carona pra ver se eu estava realmente descendo atrás dele e o meu calcanhar foi diretamente no nariz dele em cheio e de repente a piscina teve que ser interditada pois estava cheia de sangue como em um episódio de Dexter.

// 07: O que você queria ser na infância?

Bruxa – bruxa do Harry Potter assim, amiga dele. Teve também a fase que eu queria ser ~pilota de aviões do exército e alguém deveria definitivamente ter me impedido de assistir Pearl Harbor tantas vezes.

// 08: Como você era na escola?

Eu também era ótima nos esportes e muito engraçadinha os professores me adoravam. Ou seja: você me odiaria com todas as forças que tem.

// 09: Qual era seu medo na infância?

O lobisomem macabro de Mundo da Lua, o Jumanji inteiro, as matérias do Gugu sobre o E.T. de Varginha e depois aquela novela inteira que tinha o Cadeirudo.

Foi daora.

resumo da semana #3

GENTE.

desgurpem pelo desprazer de ter que olhar pra casa deste omi

O QUE ESTÁ ACONTECENDO?
Por que vocês não me avisaram que BEDA não é pros fracos? O que é essa conjunção dos planetas todos retrógrados tentando nos foder? Essa zica eterna de uma mente sem lembranças e espíritos mau iluminados para cima de moizinha? Esse bando de coisa acontecendo que faz a vida passar na velocidade 2 quando a gente não tem a menor condição de quicar quando o grave bate? Esse frio desgraçado? Esses episódios mal feitos de Game of Thrones?

Definitivamente não está sendo fácil.

Claro que acabaram todos os posts programados e eu tô aqui olhando para a tela do computador em desespero. Claro que também eu não tive sequer 15 minutos essa semana para ler os posts das amigas (estou lendo enquanto escrevo que desgraça vai sair tudo errado). Mas eu respondi todos os comentários do BEDA inteirinho e estou me sentindo 1/3 de uma grande vitoriosa. Pode? Eu digo que sim.

// Se vocês gostaram dos posts de decoração que eu fiz por aqui, vão lá ver a sala da Cacá, por favor. Olhem essa estante! Olhem essa placa de sorveteria!!!!!

// A Maki tem uma escrita sensível e certeira ao mesmo tempo, e essa listinha de coisas que ela faz quando está se sentindo estranha é puro amor e self care <3;

// A Michas deu ótimos pitacos sobre o processo de escrita em blogs e eu achei bem honesto e eficaz se você está enfrentando o famoso bloqueio criativo ou não sabe nem por onde começar a blogar;

// Na editoria de tags que eu quero fazer: Nicas sendo uma criança dos anos 90; Cacá de novo fazendo várias 3 coisas várias vezes; Mia falando sobre séries boas e ruins e que amamos e que odiamos; Sté e 15 fatos estranho sobre essa mulher maravilhosa; e Emi sendo muito rica como todas nós gostaríamos de ser;

// E, finalmente, neste blog que vos fala, tivemos pequena Isadora passando por inúmeros momentos de profunda vergonha alheia só que minha; reflexão sobre as dificuldades enormes que a gente tem em se amar; uma wishlist de decoração com coisas que ainda faltam aqui na casinha; post sobre como eu me organizo com agenda de papel e google agenda; tag divertida sobre lugares onde eu gostaria de ir/estar; crônicazinha sobre morar (muito) perto do trabalho.

Não faço a menor ideia de como vai ser essa semana que está chegando. RISOS.