dança comigo, remexe bem

Eu nunca fui magra. E também nunca quis tentar ser. Sempre tive muita consciência de que eu nunca seria conhecida como “aquela magrinha”, e nem poderia ser uma dessas abençoadas mulheres que andam por ai sem sutiã, mesmo após eu ter comprado meus próprios peitos.

Eu até tinha a esperança que um dia se referissem a mim como “aquela pequenininha ali”, porque, afinal de contas, eu passei bem longe da fila de altura, mas o que não me deram em pernas, me deram em “onas” distribuídas em meu metro e meio. Tranquilo. Nada de mignon, nada de pernas finas. Sempre soube que teria que conviver com as gorduras que ralam as coxas.

Digamos que meu modelo de mulher nunca foi Gisele, nem Jennifer Aniston, quiçá uma Juliana Paes. Quando eu era criança, me diziam que eu era a cara da Mili, de Chiquititas. E hoje, bom, hoje eu sou a Hannah, de Girls.

Até ai, tudo bem. Nunca gostei de ficar parada e no combo meio-metro + coxas enormes, ganhei um par de joelhos usados que nunca me deixou dar ao luxo de descansar. Exceto quando a coisa tá tão preta que seu dia a dia se resume a ônibus e sopa. E, caros amigos, essa sopa – quando não é canja – tem creme de leite pra caralho. Creme de leite indo straigh to my fat coxas, criando barriga, acumulando nos braços de fazer pão, deixando até um papinho discreto.

E, convenhamos: eu nunca liguei muito. Por mais que eu sempre declame que “não posso, estou de dieta”, basta o primeiro episódio de Grey’s Anatomy sair que eu tô lá, devorando um tablete de Kit Kat e chorando como se TPM fosse um fator constante na minha vida. Eu nunca liguei muito, mesmo.

Até ver essa foto da Mili:

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Barriga sarada, perna fina, shortinho que não entra na dobra da coxa e a cara de “onde está sua Mili agora?” – E a foto é do instagram, minha gente. Nada de photoshop aqui.

Então é isso, crianças. Se a Mili conseguiu, eu também consigo. Preparem suas hashtags, projeto maromba is coming.