projeto de vida

projeto #tiadadecoração: a parede de cimento queimado

Cês lembram da penteadeira? Ela continua aqui, claro: firme e forte. Já a minha capacidade de fazer projetos DIY – ou seje, faça você mesma – nem tanto. Essa anda escondida nas milhares de caixas ainda não organizadas e em uma linda mesa de madeira, dessas bem hipster, com cavalete e tudo e, claro: abandonadíssima. Eis que mesmo nesse momento tenebroso da vida, onde tudo parece fora de lugar, eu sei lá de onde tirei forças para ir atrás de um sonho de vida Pinterística: a parede de cimento queimado.

Que catzo? Por que eu vou querer uma parede de cimento, ainda mais queimado, na minha casa? Porque gente é lindo, é rústico, é industrial, é a cara daquele restaurante fancy que você não tem dinheiro pra ir. TIJURO. Vem ver:

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(todas essas imagens são do Pinterest, hein?)

Quer se inspirar mais? Vou recomendar aqui uma demoraaaada passeada pelo Homify, que é uma plataforma específica pra decoração. Nela você pode montar pastas com seus projetos preferidos, e as fotos são absolutamente incríveis, de projetos de design de interiores de verdade. Ah, e tem uma área de discussão bem legal, com profissionais à disposição pra conversa. Bacana, né? Além disso, dá pra pesquisar mais especificamente sobre cada área da casa que precisa. Por exemplo, tem uma sessão inteira sobre salas de jantar, e lá tem um monte de referência bacana de… Cimento queimado, oras! Tá vendo como sou trendsetter?

Referências em mãos, o que eu fiz? Eu fui atrás de um tutorial. Craru. O mais bacana que eu encontrei e com o resultado mais parecido do que eu gostaria foi esse daqui, da revista Minha Casa. Usei exatamente esse passo a passo, e também o mesmo material – que está um tico mais caro do que na matéria, mas ainda assim, bem em conta.

Então, basicamente: tire tudo do alcance da parede que será pintada, incluindo gatos, seres humanos e pode contar mais uns 5 metros de raio de ação caso você seja tão habilidosa quanto eu. Cubra todos os furos, buracos, cabinho da internet, rodapés, e outras possíveis reentrâncias com fita-crepe – não adianta ser a fininha, porque o pincel/rolinho/desempenadeira vai ultrapassar, então ou você compra aquelas largonas, ou você faz várias e várias camadas dela (compre a larga, pfv) -; cubra o chão e as paredes laterais com lona (jornal pode sujar as paredes brancas ACREDITE EM MIM); tire os gatos da sala. E use uma roupa suja né, fi.

Daí você pega a massa e coloca nessa coisa linda que chama desempenadeira (fico me perguntando pra que serve a empenadeira…) e taca na parede. Tenho certeza que você já viu um colega pedreiro passando massa corrida na parede, num já? Cimento? Concreto? Qualquer um desses troços mais grossos que vão antes da amada tinta colorida e do graffiato chiquérrimo? É ingualzinho. Taca-lhe massa na parede, difícil deveras de se espalhar, mas força no muque que você consegue, eu garanto.

Daí você espalha, fazendo movimentos verticais e paralelos, que nem a tia de Artes ensinou lá atrás. Pelo menos, na primeira demão: assim a cobertura fica bem feitinha e sem defeitos, ou o tanto quanto isso é possível. E você deixa secar. DEIXA SECAR GATA. Confia em mim. Ah, é nessa parte que você senta e chora e fala: caguei. Tá tudo manchado. SOCORRO ISA TÁ MANCHADO E AGORA? Agora seca. Segura na minha mão e vai dormir (toma banho antes, sai tudo com água, até do cabelo) e no dia seguinte acorde e vá olhar sua linda parede de cimento queimado.

Viu?

Depois tem a segunda demão – antes da segunda demão tem aquela parte que você lixa todas as imperfeições pra ficar bonito e pra te dar um ataque de asma, quase esqueci. Nesse momento você pode liberar todo aquele espírito artístico que eu sei que mora aí dentro, segura a desempenadeira e vai: vai com fé. Vai espalhando, fazendo textura, fazendo desenho (vai ficar perpetuado na sua sala, sessegura e não faz nada pornográfico por favor), vai batendo a desempê, vai deixando mais grosso, mais espalhado. E quando secar, tijuro, fica assim:

cimento03Lindão, né? Mudérno.

Isadoradocéuminina, porque você fez tudo isso sozinha se existem profissionais gabaritados que podem fazer o mesmo serviço em um dia e sem toda essa movimentação? Porque: 1) eu gastei R$ 150 pra pintar uma parede inteira que parece ter feito parte de um projeto de arquitetura riquíssimo meobeim; 2) é divertido pacas, mesmo quando você senta e chora e acha que deu errado; 3) é terapêutico; 4) eu sempre vou olhar pra essa parede e ter carinho por cada cantinho cagado que eu fiz.

Gente, façam. É mara.

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Esse é, vejam só!, um publipost

devagar e sempre

Eu ia dizer que era uma resolução de Ano Novo, mas daí que eu vasculhei os confins dos posts de 2015 e percebi que não: eu nunca cheguei a dizer quais foram minhas resoluções de Ano Novo. Ok, você vai dizer: até parece que você documenta tudo por aqui, né, Isadora? Mas todos sabemos que a partir do momento que está escrito aqui aquele bichinho da culpa e da autocobrança começa a funcionar melhor. Eu escrevi? Não escrevi. Talvez em 2014 – o que só torna tudo ainda mais patético. Mas, que seja.

2015 vem sendo assim, já na pegada de ~balanço geral~, retrospectiva, ou seja lá como vocês querem chamar. Tem sido um ano de muitas, muitas ideias, mas poucas realizações. Ou talvez realizações enormes, num plano mais místico assim, mas nada muito concreto. Ok, tem a coisa mais concreta de coisas, tipo uma casa. Mas teve também tudo o que ficou em standby nesse tempo todo – e ainda está – por causa dessa mudança maior.

Tipo, eu posso dizer que já estou bem perto de saber o que eu quero da vida. Lindo, né? Eu fiz algo pra conseguir isso? Nah. Tá, eu fiz em termos teóricos, mas praticamente? Pf. Só lamentação e mágoas. Não significa que eu não vá fazer, claro, até porque existe aquele outro bichinho chamado ansiedade, né? Mas efetivamente? Nada. A analogia da casa funciona bem aqui também: tá tudo arrumado, tudo no seu devido lugar, tudo lindo e pronto pra começar. E começa? Começa não.

Os exames estão aqui, feitos, e nunca devolvidos ao médico. Aliás, o oculista? Rá. Nunca veio. Preciso resolver assuntos em dois bancos. Fui em quantos? Aham. A lista de pendências vai crescendo aqui. Não só a de pendências chatas, tem também a de “objetos de decoração para comprar” e aquela de “renovação do armário”, bem como a “projetos DIY para fazer em casa”. São feitos? Uhum. Eu disse há algum tempo aí que ia me contentar a fazer ao menos um por semana, uma meta factível, nada a ser batido, dobrado, mudado… Nada, nada, nada.

E no meio disso tudo eu – depois de cancelar duas vezes, remarcar e pensar uma terceira desculpa – segurei a mão de uma dessas pessoas que aparecem na vida da gente pra dar um chacoalhão e resolvi resolver (é, é sim) a parte mais importante de todas:

bike

Devagar e sempre 🙂

facilita

não é fácil. já não é nada fácil. a gente já tem 1298 coisas diariamente lembrando a gente que não é fácil. então: não fode. não deixa acumular, não deixa chegar no limite – não deixa pra última hora. não fica remoendo a raiva, não deixa a raiva crescer, não alimenta os animais.

respira fundo.

não diz que não tem tempo, que não tem dinheiro, que é difícil de chegar. tempo a gente arruma, dinheiro a gente consegue, e tem jeito pra ir pra todo lugar. sonha. e peloamordedeus, põe o sonho no papel e vê como faz pra chegar lá. escreve, desenha, pinta, canta, dança, mas não fica parada, vendo o Netflix (mas veja o Netflix também). sai de casa. anda. não diz que não tem tempo, que não tem dinheiro, que é difícil de chegar.

para de reclamar.

reclama um pouquinho com quem sabe ouvir e chega. chega. bota a bunda pra se mexer. escreve num papel, na geladeira, no espelho, anota no celular, põe lembrete, baixa app. mas facilita. não deixa de fazer, de ser, de dizer. não-deixa-de-dizer. facilita, amiga. facilita que a vida já tá aí pra mostrar que não é fácil. a gente tem que nos dar a chance.

[lembrete diário]

piquenique de aniversário – festa em dobro

Cês devem estar me achando maluca – meu aniversário foi há mais de 1 mês e eu AINDA FALANDO DISSO. Chega, né, Isadora? Gente, a verdade é que tá rolando uma mudança maluca aqui na vida (dessas físicas, de casa, mesmo) e todo o meu mini-tempo útil está sendo utilizado para empacotar/enrolar/encaixotar/embalar coisas.

Mas como eu não quero deixar vocês sem atualizações aqui, resolvi relembrar esse dia lindo que foi mais um aniversário em dobro: aniversário pisciano meu e de uma das amigas mais importantes da minha vidinha, de quem, além de tudo, eu serei madrinha de casamento <3 Amor enorme, amor maior que tem.

E como a gente simplesmente AMA por a mão na massa e deixar as coisas com a nossa cara, bom… Enfrentamos a chuva de São Paulo, uma ida ~de leve~ à 25 de março e horas no mormaço que renderam uma magnífica insolação nas duas pra fazer esse piquenique pros amigos no Parque Villa Lobos. Resultado: comemoração do jeito que a gente queria, com gente muito querida e nem a chuva conseguiu atrapalhar!

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ganhamos esse naked cake INCRÍVEL da Bolo 22, que faz coisas deliciosas e lindas!

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O bolo de banana também é de lá 😉 As outras coisas nós fizemos em casa!

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Gostaram? 🙂