projeto de vida

devagar e sempre

Eu ia dizer que era uma resolução de Ano Novo, mas daí que eu vasculhei os confins dos posts de 2015 e percebi que não: eu nunca cheguei a dizer quais foram minhas resoluções de Ano Novo. Ok, você vai dizer: até parece que você documenta tudo por aqui, né, Isadora? Mas todos sabemos que a partir do momento que está escrito aqui aquele bichinho da culpa e da autocobrança começa a funcionar melhor. Eu escrevi? Não escrevi. Talvez em 2014 – o que só torna tudo ainda mais patético. Mas, que seja.

2015 vem sendo assim, já na pegada de ~balanço geral~, retrospectiva, ou seja lá como vocês querem chamar. Tem sido um ano de muitas, muitas ideias, mas poucas realizações. Ou talvez realizações enormes, num plano mais místico assim, mas nada muito concreto. Ok, tem a coisa mais concreta de coisas, tipo uma casa. Mas teve também tudo o que ficou em standby nesse tempo todo – e ainda está – por causa dessa mudança maior.

Tipo, eu posso dizer que já estou bem perto de saber o que eu quero da vida. Lindo, né? Eu fiz algo pra conseguir isso? Nah. Tá, eu fiz em termos teóricos, mas praticamente? Pf. Só lamentação e mágoas. Não significa que eu não vá fazer, claro, até porque existe aquele outro bichinho chamado ansiedade, né? Mas efetivamente? Nada. A analogia da casa funciona bem aqui também: tá tudo arrumado, tudo no seu devido lugar, tudo lindo e pronto pra começar. E começa? Começa não.

Os exames estão aqui, feitos, e nunca devolvidos ao médico. Aliás, o oculista? Rá. Nunca veio. Preciso resolver assuntos em dois bancos. Fui em quantos? Aham. A lista de pendências vai crescendo aqui. Não só a de pendências chatas, tem também a de “objetos de decoração para comprar” e aquela de “renovação do armário”, bem como a “projetos DIY para fazer em casa”. São feitos? Uhum. Eu disse há algum tempo aí que ia me contentar a fazer ao menos um por semana, uma meta factível, nada a ser batido, dobrado, mudado… Nada, nada, nada.

E no meio disso tudo eu – depois de cancelar duas vezes, remarcar e pensar uma terceira desculpa – segurei a mão de uma dessas pessoas que aparecem na vida da gente pra dar um chacoalhão e resolvi resolver (é, é sim) a parte mais importante de todas:

bike

Devagar e sempre 🙂

facilita

não é fácil. já não é nada fácil. a gente já tem 1298 coisas diariamente lembrando a gente que não é fácil. então: não fode. não deixa acumular, não deixa chegar no limite – não deixa pra última hora. não fica remoendo a raiva, não deixa a raiva crescer, não alimenta os animais.

respira fundo.

não diz que não tem tempo, que não tem dinheiro, que é difícil de chegar. tempo a gente arruma, dinheiro a gente consegue, e tem jeito pra ir pra todo lugar. sonha. e peloamordedeus, põe o sonho no papel e vê como faz pra chegar lá. escreve, desenha, pinta, canta, dança, mas não fica parada, vendo o Netflix (mas veja o Netflix também). sai de casa. anda. não diz que não tem tempo, que não tem dinheiro, que é difícil de chegar.

para de reclamar.

reclama um pouquinho com quem sabe ouvir e chega. chega. bota a bunda pra se mexer. escreve num papel, na geladeira, no espelho, anota no celular, põe lembrete, baixa app. mas facilita. não deixa de fazer, de ser, de dizer. não-deixa-de-dizer. facilita, amiga. facilita que a vida já tá aí pra mostrar que não é fácil. a gente tem que nos dar a chance.

[lembrete diário]

piquenique de aniversário – festa em dobro

Cês devem estar me achando maluca – meu aniversário foi há mais de 1 mês e eu AINDA FALANDO DISSO. Chega, né, Isadora? Gente, a verdade é que tá rolando uma mudança maluca aqui na vida (dessas físicas, de casa, mesmo) e todo o meu mini-tempo útil está sendo utilizado para empacotar/enrolar/encaixotar/embalar coisas.

Mas como eu não quero deixar vocês sem atualizações aqui, resolvi relembrar esse dia lindo que foi mais um aniversário em dobro: aniversário pisciano meu e de uma das amigas mais importantes da minha vidinha, de quem, além de tudo, eu serei madrinha de casamento <3 Amor enorme, amor maior que tem.

E como a gente simplesmente AMA por a mão na massa e deixar as coisas com a nossa cara, bom… Enfrentamos a chuva de São Paulo, uma ida ~de leve~ à 25 de março e horas no mormaço que renderam uma magnífica insolação nas duas pra fazer esse piquenique pros amigos no Parque Villa Lobos. Resultado: comemoração do jeito que a gente queria, com gente muito querida e nem a chuva conseguiu atrapalhar!

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ganhamos esse naked cake INCRÍVEL da Bolo 22, que faz coisas deliciosas e lindas!

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O bolo de banana também é de lá 😉 As outras coisas nós fizemos em casa!

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Gostaram? 🙂

Desafios literários

(eu disse que ia escrever 1 post por semana esse ano, né? comecei arrasando ¬¬)

Ano passado eu enrolei tanto que acabei deixando passar o Desafio Literário do Tigre, um desafio literário (duh!) da linda da @tadsh que sempre ajuda a gente a desempacar leituras e compartilhar opiniões. Nesse começo de ano, acabei encontrando por aí um milhão de outros projetos/desafios/metas de leituras que me pareceram super bacanas pra 1- acabar com pilhas de livros não lidos; 2- ajudar na ideia de movimentar o blog nesse novo ano.

Recebi um aviso do Goodreads que todos meus amigos estavam se colocando metas de leitura esse ano e uma vontade maluca de me livrar das minhas coisas (isso ainda vai render post). A minha é de 30 livros, o que, considerando que meu trabalho exige que eu leia muito, é bem humilde. Vi também essa lista do Buzzfeed Books que tem várias resoluções de leituras interessantes e bem possíveis, que se adequam ao que eu quero/preciso/consigo fazer em 2015, do tipo ler os livros que você já comprou, mas nunca leu, e ler sua lista “to read”; além dos objetivos mais concretos de “tempo”, tipo ler um livro por mês e ler por uma hora todo dia. Sussa, né?

Também achei outras propostas bacanas por aí: o Clube do Livro do GWS, que sugeriu Não sou uma dessas, da Lena Dunham, que eu já li e comentei por aqui, além de Fundação, do Asimov, que é uma das minhas pendências literárias que eu pretendo liquidar esse ano; um reading challenge mais elaborado que a Ana Carô compartilhou no blog; o projeto Reading Women que a Camis postou no Não me mande flores. Além de um clube do livro desses ao vivo e a cores – sim, isso existe, gente! – que eu vou participar.

Muita coisa, né? E daí no meio disso tudo comecei a ficar aflita com a possibilidade de decepcionar ou não cumprir uma dessas metas. Olha o tamanho da bobagem! Já tem tanta coisa nessa vida que a gente tem que fazer, com prazo, a tempo, pra que fazer isso com a parte boa da vida? Bah. Faz parte das minhas metas desse ano pegar mais leve com essa coisa do temque: temqueir na exposição, temquecomer o prato novo, temquevestir tal peça, temquepostar no instagram.

Eu resolvi pegar mais leve. Todos esses desafios literários vão me ajudar bastante na hora de escolher a próxima leitura e, se tudo der certo, pra postar minhas opiniões sobre os livros por aqui. Mas acho que é só isso. Sem muita pressão ou obrigatoriedade. Acho lindo quem consegue se organizar a ponto de cumprir direitinho as metas, viu? Não me levem a mal. Por aqui, eu vou mais de boa até que isso se torne uma dessas rotinas suaves e tranquilas que 2015 precisa ter.