projeto de vida

o ano do macaco louco de fogo da piña colada

OIÊ GENT.

Como cês foram de ~entrada? Heh.

Essa sou eu versão 2016. Zoeirona. Divertida. Levíssima tipo bata de algodão no Mediterrâneo. Uhum. Veremos. Mas cês já notaram que o clima tá diferente? Tá, num tá? Não tá uma coisa assim mais leve e feliz, esse 2016 de Nosso Senhor? Eu acho. Claro que a gente tá achando porque 2015 foi caos e confusão, né, mas vamos focar niqui merecemos um ano mais felizinho e mentalizar que isso venha. Vamos. Dá a mão.

Eu comecei nessa vibe do ano do macaco de fogo babadeiro, como bem disse meu amigo Thiago, que só prevê alegrias cármicas pra gente nesses 366 dias que estão por vir (o post tá nos rascunhos há tempos). Tá, alegrias, eu posso estar exagerando, mas pelo menos uma energia mais produtiva, menos estagnada e mais proveitosa, eu diria. É disso que vamos falar aqui e agora. De aproveitar.

Eu acho que ninguém aproveitou o ano passado. Já fiz a retrospectiva aqui pra mostrar que foi-sim-legal esse ano que passou, apesar dos pesares, mas a sensação de tê-lo curtido? Não, não houve. Daí que eu passei uns humildes dias na praia pensando na vida e tomando piña colada, curtindo meu biquíni retrô e meus ombros torrados e pensando: gent, 27 anos quase, cadê aproveitar a vida?

Tá aí, decidir aproveitar.

Nesse meio tempo eu também tirei uma carta do tarô mentalizando uma pergunta profissional-acadêmica e a desgramenta me deu o que? Aproveite, minha filha. Bonanças materiais, empíricas, lúdicas, carnais, amô, riqueza, poder e luxo – com parcimônia e cautela, né, bebê, porque rica eu ainda não tou. Mas eu achei um sinal.

A Rainha de Ouros é muito sensorial e prática ao mesmo tempo. Ela lida muito bem com os valores da terra, como dinheiro, sexo, bens materiais, e usufrui deles! Ama o seu corpo e aprecia os prazeres da vida mundana. Preserva o que é seu. Possui uma ligação muito forte com as formas e com todas as coisas que se expressem através dessas formas ou do corpo. As artes plásticas, ou artesanato caseiro, a culinária, e toda a forma de nutrição, tanto física quanto empírica. Tudo o que se refere ao bem estar, e que modernamente chamamos de “qualidade vida”, é do seu mundo. Sua falta de ar a faz pouco afeita aos exercícios cerebrais. Sua falta de fogo a torna pouco impulsiva e mais prudente ao lidar com seus valores. daqui.

Cês viram, não viram? Cês leram, não leram? Então o que eu decidi? Aproveitar, meu bem. Porque eu sou a nóia da produtividade, do “eu vou fazer esse curso para ser uma profissional reconhecida em 1 ano e daqui 2 anos estar rica e bem sucedida e chefe e rica”, porque eu sou cheia de querer me meter na vida acadêmica sem nem saber por onde começar, porque eu amo estudar, mas eu preciso ver aplicação prática e profissional em tudo senão acho que tô gastando dinheiro à toa (Viram quantas vezes “rica” e “dinheiro” foi escrito nesse parágrafo? Isso não é signo não, isso é pq eu sou turca).

Agora, não é pra esperar também que eu vá investir em bronzeamento artificial e day spa com a Pugliesi, tá migas? Eu quero aproveitar mas eu sou pobre e continuo turca.

Falando sério em um único parágrafo desconstrutor de zoeiras: porque a gente foca tanto – quase que exclusivamente – na parte do trabalho, e esquece que a vida vai além disso? Hein, gente? Porque quando a amiga fala que tá fazendo curso de tricô a gente responde com risada? E quando a outra diz que quer comprar um ukulelê a gente faz um “ai que bonitiiiiiiiinho, mas quanto custa, você vai gastar dinheiro com isso?”. Gente. Vamos nos divertir. Pelo amor dos deuses. Tenho certeza que isso vai deixar o mundo mais bonito.

Tenho certeza absoluta que disso vai brotar muito mais criatividade daí do que do método que eu venho utilizando ultimamente que é: ficar olhando para a folha em branco até chorar, gritar, ficar emputecida e achar que nunca vai dar certo. Não é? Quem sabe não vira também um plano B? Ou C? Ou uma aventura pras noites de quarta-feira? Ou nada? Que importa?

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ilustração da Naomi Wilkinson, por sugestão da linda da Camis <3

Vamos tentar ser mais leves e mais coloridos e aproveitar as coisas que fazemos e fazer as coisas que gostamos. Vamos?

devagar e sempre

Eu ia dizer que era uma resolução de Ano Novo, mas daí que eu vasculhei os confins dos posts de 2015 e percebi que não: eu nunca cheguei a dizer quais foram minhas resoluções de Ano Novo. Ok, você vai dizer: até parece que você documenta tudo por aqui, né, Isadora? Mas todos sabemos que a partir do momento que está escrito aqui aquele bichinho da culpa e da autocobrança começa a funcionar melhor. Eu escrevi? Não escrevi. Talvez em 2014 – o que só torna tudo ainda mais patético. Mas, que seja.

2015 vem sendo assim, já na pegada de ~balanço geral~, retrospectiva, ou seja lá como vocês querem chamar. Tem sido um ano de muitas, muitas ideias, mas poucas realizações. Ou talvez realizações enormes, num plano mais místico assim, mas nada muito concreto. Ok, tem a coisa mais concreta de coisas, tipo uma casa. Mas teve também tudo o que ficou em standby nesse tempo todo – e ainda está – por causa dessa mudança maior.

Tipo, eu posso dizer que já estou bem perto de saber o que eu quero da vida. Lindo, né? Eu fiz algo pra conseguir isso? Nah. Tá, eu fiz em termos teóricos, mas praticamente? Pf. Só lamentação e mágoas. Não significa que eu não vá fazer, claro, até porque existe aquele outro bichinho chamado ansiedade, né? Mas efetivamente? Nada. A analogia da casa funciona bem aqui também: tá tudo arrumado, tudo no seu devido lugar, tudo lindo e pronto pra começar. E começa? Começa não.

Os exames estão aqui, feitos, e nunca devolvidos ao médico. Aliás, o oculista? Rá. Nunca veio. Preciso resolver assuntos em dois bancos. Fui em quantos? Aham. A lista de pendências vai crescendo aqui. Não só a de pendências chatas, tem também a de “objetos de decoração para comprar” e aquela de “renovação do armário”, bem como a “projetos DIY para fazer em casa”. São feitos? Uhum. Eu disse há algum tempo aí que ia me contentar a fazer ao menos um por semana, uma meta factível, nada a ser batido, dobrado, mudado… Nada, nada, nada.

E no meio disso tudo eu – depois de cancelar duas vezes, remarcar e pensar uma terceira desculpa – segurei a mão de uma dessas pessoas que aparecem na vida da gente pra dar um chacoalhão e resolvi resolver (é, é sim) a parte mais importante de todas:

bike

Devagar e sempre 🙂

facilita

não é fácil. já não é nada fácil. a gente já tem 1298 coisas diariamente lembrando a gente que não é fácil. então: não fode. não deixa acumular, não deixa chegar no limite – não deixa pra última hora. não fica remoendo a raiva, não deixa a raiva crescer, não alimenta os animais.

respira fundo.

não diz que não tem tempo, que não tem dinheiro, que é difícil de chegar. tempo a gente arruma, dinheiro a gente consegue, e tem jeito pra ir pra todo lugar. sonha. e peloamordedeus, põe o sonho no papel e vê como faz pra chegar lá. escreve, desenha, pinta, canta, dança, mas não fica parada, vendo o Netflix (mas veja o Netflix também). sai de casa. anda. não diz que não tem tempo, que não tem dinheiro, que é difícil de chegar.

para de reclamar.

reclama um pouquinho com quem sabe ouvir e chega. chega. bota a bunda pra se mexer. escreve num papel, na geladeira, no espelho, anota no celular, põe lembrete, baixa app. mas facilita. não deixa de fazer, de ser, de dizer. não-deixa-de-dizer. facilita, amiga. facilita que a vida já tá aí pra mostrar que não é fácil. a gente tem que nos dar a chance.

[lembrete diário]

piquenique de aniversário – festa em dobro

Cês devem estar me achando maluca – meu aniversário foi há mais de 1 mês e eu AINDA FALANDO DISSO. Chega, né, Isadora? Gente, a verdade é que tá rolando uma mudança maluca aqui na vida (dessas físicas, de casa, mesmo) e todo o meu mini-tempo útil está sendo utilizado para empacotar/enrolar/encaixotar/embalar coisas.

Mas como eu não quero deixar vocês sem atualizações aqui, resolvi relembrar esse dia lindo que foi mais um aniversário em dobro: aniversário pisciano meu e de uma das amigas mais importantes da minha vidinha, de quem, além de tudo, eu serei madrinha de casamento <3 Amor enorme, amor maior que tem.

E como a gente simplesmente AMA por a mão na massa e deixar as coisas com a nossa cara, bom… Enfrentamos a chuva de São Paulo, uma ida ~de leve~ à 25 de março e horas no mormaço que renderam uma magnífica insolação nas duas pra fazer esse piquenique pros amigos no Parque Villa Lobos. Resultado: comemoração do jeito que a gente queria, com gente muito querida e nem a chuva conseguiu atrapalhar!

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ganhamos esse naked cake INCRÍVEL da Bolo 22, que faz coisas deliciosas e lindas!

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O bolo de banana também é de lá 😉 As outras coisas nós fizemos em casa!

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Gostaram? 🙂