projeto de vida

Os livros que eu pretendo ler em 2018

Correndo vários riscos nesse post: o de esse blog virar um blog de listas, o de me frustrar imensamente com a minha lista de leituras, o de ficar nervosa de não ler algum dos citados abaixo “em troca” de outro mais legal que a vida me ofereceu, mas TAMO OUSADA.

Todo ano eu tento participar do desafio de leitura do Goodreads, cada vez com metas mais humildes e prováveis, e fiquei extremamente feliz de, nos 45 do segundo tempo, ter conseguido completar a de 2017! Então, em 2018, 50% ousada e 50% nervosinha da Estrela, resolvi manter a meta de 15 livros no ano, mais ou menos 1 livro por mês, uma coisa assim, bem possívelzinha.

Resolvi também parar de ser lhouca e ler os livros que eu tenho em casa – ainda nas vibe de terminar as coisas que eu tenho em casa e, baseada nisso, fiz uma belíssima lista dos livros que pretendo ler em 2018. Quem sabe assim eu deixo de fazer como faço no Netflix, de ficar olhando as prateleiras do Kindle por horas, sem efetivamente ler nada.

Nada nessa lista é definitivo e ela está completamente fora de ordem e eu não me responsabilizo por não terminar algum desses livros se ele for extremamente chato e só a deusa pode me julgar mim perdoem:

Os livros que eu pretendo ler em 2018:

  1. A mão esquerda da escuridão, Ursula K. Guin: precisando ler uma ficção científica pra dar uma desconectada da realidade – mas tenho certeza que vou voltar aqui e falar FICÇÃO CIENTÍFICA MEU CU TÁ TUDO ISSO ACONTECENDO SOCORR vibes O conto da aia. Aguardemos. 
  2. Meio sol amarelo, Chimamanda Ngozi Adichie: eu ainda não tinha lido nenhuma ficção da Chimamanda, acreditam? Que erro. Li (sim, já li, mim deixem) o bitelão em uma semana e tô completamente impactada. Que livro! O que me leva ao próximo tópico…
  3. Hibisco roxo, Chimamanda Ngozi Adichie: minha nova Elena Ferrante é essa mulher maravilhosa chamada Chimamanda. Perdi o bonde quando deveria tê-lo pego, mas tamo aí tentando. Não vou colocar o Americanah na lista, por enquanto, mas não tenho a menor dúvida que ele vai acabar entrando na minha vida na hora certa #maktub #namaste #gratidao
  4. Argonautas, Maggie Nelson: vira e mexe me pula uma resenha, uma opinião, uma foto da capa desse livro, e eu ainda não entendi esse sinal, não é mesmo? Vou entender agora, especialmente porque alguma promoção do Kindle me permitiu tê-lo risos.
  5. Malvarrosa, Tati Lopatiuk: eu tenho uma amiga escritora e eu nunca li nada dela e eu não sei porque vocês ainda dizem que gostam de mim porque eu sou uma pessoa horrível mim perdoe Tati eu morro de orgulho de você;
  6. Os homens explicam tudo pra mim, Rebecca Solnit: só mais um passo da formação acadêmica do exército terrorista femininja né mores.
  7. Mulheres, raça e classe, Angela Davis: idem.
  8. Dentro de ti ver o mar, Inês Pedrosa: em todos os momentos que eu me questiono ~profissionalmente, quando entro naquelas de “eu escrevo pra quê?”, algum trecho de algo da Inês Pedrosa praticamente me soca na cara e me lembra. Mas eu nunca li nada inteiro, completamente absurdo.
  9. Má feminista, Roxane Gay: fiquei completamente vidrada nessa mulher.
  10. As águas-vivas não sabem de si, Aline Valek: eu amo as newsletter da Aline, acho ela uma pessoa super divertida e uma escritora ótima. Tenho comprado há tempos, precisava dar uma chance logo a ele – com esse título incrível!
  11. Preparing my daughter for rain, Key Ballah: a poesia contemporânea do ano, recomendadíssima. 
  12. Eu sei porque o pássaro canta na gaiola, Maya Angelou: ganhei do mozão e também vou acabar com o absurdo que é nunca ter lido nada dessa mulher absolutamente absurda.
  13. Kindred, Octavia E. Butler: mais ficção científica, mais ficção científica escrita por uma mulher, e dessa vez uma mulher negra. Curiosíssima, estão falando muito bem!
  14. As virgens suicidas, Jeffrey Eugenides: falhei miseravelmente na missão no ano passado, mas não vou abandonar não. Vamos dar uma segunda chance agora.

1/15, com resenha no insta @

Gostaram da minha lista? Já leram algum desses livros e querem me contar o que acharam (sem spoilers!)? Têm alguma outra sugestão? Vamos ler! 🙂

coisas que eu aprendi (e que preciso lembrar)

Eu poderia chamar esse post de “Coisas que eu vou passar para a minha filha” – porque zero chances de eu ter um menino, se isso acontecer, vocês vão ver realmente o poder da ditura gayzista – mas já basta estar todo mundo aqui achando que eu terminei o relacionamento risos, vocês também vão achar que eu estou grávida. Apenas de olho em vocês.

Mas, do alto da minha sabedoria adquirida aos vinte-e-oito-quase-vinte-e-nove, posso dizer que aprendi alguns truquezinhos básicos pra sobrevivência nesse mundão de minha deusa e queria deixar registrado para a pequena futura mini-Isadora, para vocês, para mim, para quem quer que seja.

  1. Aprenda a nadar: vai ter uma época que vai ser bem chato, a coisa do cabelo molhado, a coisa do maiô – nunca deixe ninguém dizer que você não deveria estar usando maiô, ok? Mas aprenda a nadar, pelo menos a boiar, com certeza a dar umas braçadas pra não morrer afogada. O mar cura a gente.
  2. Alongue-se diariamente: se você tem flexibilidade, não a perca. Se você não tem, conquiste-a. Sério. É muito bom ser alongada e flexível, e muito difícil de conseguir ser depois de um certo tempo.
  3. Descubra quantas línguas você puder: não precisa ser fluente em todas elas – mas seja e inglês e na sua. Valorize a sua língua materna. Procure saber o básico de alguma língua que te emocione, cante em outro idioma, tente ler um livro. A gente conhece o mundo através das palavras.
  4. Aprenda e aplique tudo o que você puder sobre dinheiro para que dinheiro não seja um problema fundamental pra você: infelizmente, sempre vai ser um problema. Não deixe ele ser maior que os outros, maior que você, maior que as pessoas.
  5. Faça as coisas porque você sabe que elas são certas: muitas vezes as pessoas vão responder com o que elas têm, com o que elas podem, e vai te machucar. Vai dar vontade de desistir. De nunca mais tentar. Mas faça as coisas que você sabe que são certas, e boas, e que não vão machucar ninguém intencionalmente, por você.

Sabedoria é isso aí, né mores. Quanto mais a gente apanha, mais maravilhoso a gente fica, heh.

as 3 coisas mais legais que eu já fiz

Namastê gratidão, a vida é boa, bem boa, a gente faz umas coisas daora:

// 01: Adotar os gatos

Uma das 3 coisas mais legais, mais importantes e mais life changing da minha vida, sem sombra de dúvidas. A taxa de perrengue não chega nem sequer perto da alegria que é ter esses bichos maravilhosos que transformam os meus dias – todos-os-dias – em momentos especiais e cheio de amor incondicional.

// 02: Conhecer Cuba

Já fizemos várias viagens bacanas, mas nenhuma se compara com essa. Quando a gente para e pensa como tudo foi organizado – sem saber se as coisas estavam realmente reservadas, na confiança, com um mochilão nas costas e muita adrenalina de estar fazendo aquilo – sempre chegamos no “será que a gente faria isso de novo?”. Sim. Todos os perrengues, das baratas ao piriri de 2 meses e meio, das distâncias à língua, nem fizeram cócegas na gente, de tão encantados, felizes e realizados que estávamos ao conhecermos cada pedacinho daquele lugar maravilhoso.

// 03: Fazer um casamento do zero

A mais legal e certamente a mais insana, mas nosso casamento foi feito from scratch com muitas mãos e muito coração, e tudo foi exatamente do jeito que a gente quis e, claro, ninguém se endividou, ninguém surtou, ninguém foi embora, ninguém desistiu. Foi incrível saber que um sonho foi possível de ser realizado de uma maneira tão pé no chão e divertida, sem pirações e sem ostentação, em que todo mundo se divertiu muito e sentiu que era um lugar para comemorar o amor. Foi lindo!E vocês? Conseguem listar as 3 coisas mais legais que já fizeram na vida?

um balanço das férias

Cabô. Eu não vou me ater muito a esse fato – ao fato das férias terem acabado – porque a deprê, ela bate forte. Bate forte especialmente porque, depois de férias produtivas, gostosas e tranquilas em casa, a gente repensa muita coisa. Fazia muito tempo que eu não me dava esse tempo realmente de descanso, e vou dizer que recomendo fortemente pra todo mundo, viu. Viajar é, sim, uma delícia, mas que importante “colocar a vida em ordem” também. E repensar as coisas. E voltar.

(Ou não? Ou não. Será?).

Ainda na vibe namastê gratidão, venho aqui listar o saldo final desse mês lindo e produtivo, e me perdoar publicamente e individualmente pelo o que também não foi feito. Veremos, a segunda parte:

// Acordar cedo: entendo muito que ama acordar tarde – e eu sou mesmo apaixonada por dormir – mas acordar cedo me dá a sensação que o dia rende mais e que, de certa maneira, eu não apenas procrastinei. Obviamente que eu também acordei tarde em vários momentos, mas consegui, na maioria, manter uma rotina de sono boa – o que também significa que eu não virei mais a noite fazendo basicamente nada na internet, sdds juventude.

// Manter uma rotina de exercícios: muito fritness. O objetivo era “ir todo dia”, mas claro que isso não aconteceu. De qualquer maneira, consegui ir, pelo menos, 3 vezes na semana na academia per se, além de manter a frequência no pole dance e na dança. Ponto pra mim!

// Organizar uma lista de tarefas possível – e cumpri-la: ainda pretendo falar mais disso aqui (cês acham bacana ter uma categoria sobre “organização”?), mas eu funciono muito na base das listas de tarefas, e aprendi que ter uma lista possível é o primeiro passo para efetivamente realizar as atividades listadas. Criar coisas mirabolantes e irrealizáveis deixa a gente apenas frustrado, e impede que façamos mais. Ainda sobraram uns pontos, umas tarefas, umas coisas mais pradiante, mas quem não tem coisa pra resolver na vida, né?

// Fazer grandes nadas: grandessíssimos nadas. Acordar e matar a academia, ignorar a lista de tarefas, desligar o celular, reaparecer só de noite. Que importante que é isso, gente.

// Encontrar os amigos: eu queria demais cumprir esse tópico, e fico muito, muito, muito feliz em dizer que consegui cumprir com louvor. Claro que faltou muita gente, claro que eu deixei alguns amigos na mão (alour amigos de BH, me desgurpem, eu volto!), mas a sensação de ter tempo e disponibilidade pra um almoço, pra um café, uma conversa, é muito maravilhosa – e desencadeadora da bad ali de cima da gente não ter tempo de encontrar ninguém. Obrigada por não desistirem de mim, migos!

Claro que, no meio de tudo isso, eu também não fiz um monte de coisa. Coisas essas que também serão anotadas aqui para que elas entrem na lista mental de coisas a serem feitas mesmo que você não esteja de férias Isadora porque dá pra arrumar tempo é só você se organizar se vira mulher:

// Conhecer lugares novos: a desculpa “a rotina do trabalho” não cola mais, né? Eu ainda quero conhecer muito lugar diferente e novo aqui em São Paulo antes de desistir totalmente dessa cidade, e todo o tempo livre das férias não foi o suficiente pra me fazer levantar do sofá e ir, apenas. Vai entender. Quem sabe eu me animo pra me mexer mais nos próximos finais de semana?

// Fazer projetinhos DIY: esse me entristece bastante. Queria tanto, tinha tantos planos, tantas ideias pra por em prática. Nem sei dizer como não mexi em absolutamente nada, não encostei em nenhuma linha. Talvez a minha vontade pela ideia de fazer os projetos seja maior do que realmente a capacidade, a paciência, o start de fazê-los. A se pensar.

// Ler livros: eu li um livro absolutamente maravilhoso, uma das melhores leituras que já fiz talvez na minha vida – o último volume da tetralogia Amiga genial, da Elena Ferrante – e terminei um outro livro beeeeeem bom e difícil e porrada – A guerra não tem rosto de mulher, da Svetlana Alexijevich -, o que já é um saldo bem positivo, mas eu, ambiciosa que sou, achei que poderia ter aproveitado melhor meus momentos com mais livros.

No fim, considero o saldo positivo, positivíssimo – tanto que deixou com aquele gostinho que a vida, ah a vida, ela deveria ser assim sempre, né? Por que é tão difícil?

não volto mais

2017-04-22 12.50.05 1

Mentira, já voltei. Mas descobri que quero morar nas montanhas e colher pinhão e comer pinhão e falar sobre pinhão. E respirar esse ar que dói o peito até acostumar e acostumar com o frio e comer pinhão.

Não volto mais, não.