organiza-isa-isa

Agenda de papel, bujo/planner e google agenda

São inúuuuumeros os posts por essa internet que falam da organização do dia a dia usando as técnicas de Bujo – Bullet Journal – e com os famigerados planners, um mais lindo que o outro. Tem de todo o jeito, pra todos os gostos, tem gente que tem uma agenda (neste blógue usamos o termo AGENDA mermo) para cada área de vida, tem gente que coleciona. É uma coisa linda de se ver pra quem tem um TOC leve como o meu #monicageller.

No fim do ano passado/início desse comprei um planner. Uma coisa linda, de capa de couro, “cadernos” desmontáveis, totalmente personalizável. Não consegui me adaptar. Aquela agenda maravilhosa me perdeu numa linha tênue e desorganizada da minha cabeça entre o pouco espaço para escrever e os muitos espaços para preencher. Então, ao mesmo tempo em que eu não conseguia detalhar as minhas tarefas diárias nos espaços pré-estabelecidos, eu tinha que anotar na agenda a “coisa boa da semana” e os “objetivos do mês” e eu ficava como? Ansiosa e me sentindo pressionada.

Desgraçadinha da cabeça? Nunca disse que não.

Eis que encontrei – e deveria ter procurado antes – um belíssimo exemplar da Cícero em alguma livraria. Essa marca sempre me surpreende pelas coisas lindas, práticas e com um preço relativamente ok (eu disse relativamente), mas que sempre parecem atender exatamente o que eu tava pensando, e não tinha conseguido botar no papel ainda. Tcharam. A agenda é dividida em planner semanal – com bastante espaço! – na página da esquerda, com a semana completa (importantíssimo pra mim), e uma página em branco e pautada (eu preciso de pauta, minha letra não sabe existir sem pauta) na parte da direita. Perfeito!

É assim que eu me organizo semanalmente: de preferência aos domingos anoto todas as tarefas “a serem feitas”, não só as da semana, mas aquelas eternas, que estão sempre pendentes na vida – tento, na medida do possível, me dar o objetivo de resolver uma por semana, num ritmo não de muita cobrança, mas com alguma, pra nada ficar muito parado na vida. As tarefas que têm data definida pra acontecer e os eventos vão para a parte da esquerda, juntamente com os eventos pontuais (encontros, jantares, médicos, aulas), com alguma variação de dia, conforme a vida vai acontecendo.

Tentei organizar um esquema de cores para deixar os compromissos organizamos por temas, mas fui muito mal sucedida nessa tarefa, até porque carrego a agenda comigo pra onde vou, e não é sempre que tenho várias canetas coloridas à disposição. Também vejo que seria mais inteligente escrever à lápis na belezinha, pra evitar essa montoeira de branquinho (cês também falam “branquinho”?), mas não tem jeito, eu sou adepta da boa e velha caneta preta. Paciência, seguimos rabiscando tudo.

Das “técnicas” do Bujo eu tirei a lição de deixar um ícone diferente para tarefas – aquelas que devem ser feitas naquele dia, mas não em um momento definido – e outro para eventos, aqueles que têm horário, local, certinhos. Quando as tarefas são feitas, rabisco tudo com vontade: não tem nada melhor que um item riscado da lista, tem?

Durante as férias, como a lista de tarefas era maior – longuíssima! – e mais “duradoura”, preferi fazer num papel à parte, que fui movendo para cada semana que começava. As tarefas não tinham muita ordem pra serem feitas, e assim consegui ir acompanhando tudo com mais prazer: e ficou bem bonitinho! Coloquei sempre uma marcação colorida nos itens mais urgentes, e pintava, a cada dia, o que seria feito nele, com marca texto. Funcionou: talvez eu adote esse esquema pra vida, a partir de agora!

Além disso tudo, a Google Agenda é minha melhor amiga: é nela que eu anoto todos os compromisso que também estão na agenda de papel, só que com lembretes, afinal de contas, pisciana. Assim eles tocam no computador e no celular e me lembram que eu preciso acordar, viver e ir pros lugares, não apenas ficar olhando pra beleza dos compromissos anotados no papel. Nela eu também coloco os endereços completos de consultas e encontros, além de contar com a mãe Google pra me avisar até o horário certo que eu tenho que sair do trabalho pra chegar a tempo. Mãe Google te amo obrigada <3

E vocês, como se organizam? Usam esses métodos bonitos ou é tudo uma louca bagunça?

Como eu me organizo financeiramente

OLHA ESSE POST.

Minha nossa senhora. Eu. Escrevendo esse post.

Um breve resumo da minha vida financeira: eu não tinha responsabilidade alguma até perceber que ter controle da sua vida financeira – leia: ter seu dinheiro para você fazer o que bem entender sem faltar nunca – é um dos maiores poderes que a gente pode ter. Não depender de ninguém, seja uma pessoa, um banco, uma instituição, é de uma liberdade incrível. É óbvio que 1) falo de uma posição extremamente privilegiada, empregada, CLT #sdds, em que me pagam mal porém direito, que não tenho filhos, que não tenho despesas com parentes doentes, ousseje, tatu dobem; 2) eu não tenho dinheiro para fazer tudo o que eu quero. Mas eu faço bastante coisa com o meu dinheiro.

Eu gosto de ter minha vida financeira planejada, em ordem e, de preferência, com uma previsão para dali 1 ano ou um pouco mais, porque isso guia meus planos, e me dá metas reais do que eu poderei estar fazendo nesse período. Mas, obviamente, esse meu planejamento vem da minha experiência turquíssima de vida, e eu continuo sendo de Humanas e nunca, nunquinha, vou entender porque a gente não pode simplesmente imprimir mais dinheiro quando algum estiver faltando. Nunca.

Partindo desse conhecimento hiper complexo de economia heh, vamos às minhas dicas para se organizar financeiramente.

  1. Eu anoto tudo o que ganho e tudo o que eu gasto: tá, eu não anoto absolutamente tudo – eu deveria, é importante, mas eu nunca lembraria de fazer isso. Mas eu anoto, sempre, todo mês, os gastos “fixos” e as compras “a compensar” (o famigerado cartão de crédito, mais sobre ele a seguir). Aluguel, contas (uma estimativa, pras que variam), gastos com gatos gatos com gastos, academia, pole dance, whey vegano risos, tudo vai pra planilha. Visualizar ali exatamente o dinheiro que você vai ter naquele mês te dá muito mais noção do quanto você tem para gastar.
  2. Eu uso praticamente só o cartão de débito: digo praticamente porque, infelizmente, a vida adulta me proibiu de continuar só no débito, às vezes a gente tem que passar no carnê das Casas Bahia, néam. Mas usar 99% o cartão de débito me ajuda a ter o controle real oficial de quanto dinheiro eu ainda tenho no mês. Sim, eu checo o app do banco quase todo dia, pra acompanhar. É importante. As compras de cartão de crédito entram na planilha ali de cima, sim, e vão sendo abatidas conforme as parcelas acabam. Esse jeito funciona muito bem pra mim porque eu nunca “deixo pro próximo mês” a não ser que seja uma compra grande (no cc), então, pra falar o português mais claro, se eu tenho 500 reais na conta, eu gasto 499 e FIM, nada de ficar no vermelho, nada de entrar nos juros, nunca.
  3. Eu guardo dinheiro todo mês: eu não guardo UM BAÚ de dinheiro todo mês, porque né mores, quem consegue hoje em dia? Mas eu guardo um tanto de dinheiro, sim, todo mês, nem que nos momentos mais apertados esse dinheiro tenha que ser menor que no mês anterior. Mas ter essa rotina cria o hábito mesmo, a gente se acostuma. Hoje, eu deixo essa transferência pra poupança programada – e anotada na planilha lá de cima! – assim isso se torna um “gasto mensal”, entra no planejamento. Sei que a poupança é um jeito bem tosco de investir seu dinheiro, mas enquanto eu não aprendo outros, pelo menos tá lá, guardadinho, o menino dinheiro. Recomendo fortemente: se tudo o que você puder guardar por mês é 50 golpinhos, guarde. Vai fazer diferença lá na frente.
  4. Extras são extras e essa é a parte mais difícil: cursos aaaaah meus cursos, viagens aaaah minhas viagens, reformas pra fazer sua parede cinza concreto queimado, esses “eventos” que demandam um bom dinheiro em situações específicas, isso são extras. E extras exigem medidas extraordinárias como: trabalhar mais #mandafrilas, vender coisas, trocar serviços, dar uns pulos, rodar umas bolsas. Por regra, essas coisas “grandes” eu sempre tento pagar antes do momento de uso, ou seja: se eu vou viajar, eu junto o dinheiro da viagem antes dela acontecer. O cartão de crédito fica “livre” pra surpresas, problemas e promoções no freeshop que.
  5. Cozinhem em casa cozinhem em casa cozinhem em casa cozinhem em casa: não de um jeito “economizem seu VR de 25 reais e vão conhecer o mundo”, porque né, minha gente, mas quem consegue cozinhar em casa sabe a diferença ABSURDA que isso faz, em termos de grana. Óbvio que não precisa ser sempre, óbvio que a gente vai pro bar comer uns queijo quente, óbvio. Mas, de verdade, a diferença é absurda. Ah, e não tenham carro 😉

Olha que adulta? Obrigada.

Eu não sou nenhuma especialista MESMO no assunto, mas conversando com os colhega, percebo que acabei criando um método que funciona bonitinho pra mim e, mesmo nos momentos de perrengue, dá pra aproveitar a vida bonitinho, comprando umas brusinha, pintando umas parede da cor da moda. Vou pensar até em criar uma consultoria “Como juntar 3 reais todo mês sendo jornalista em São Paulo”. Aguardem.

No mais, deletem esse meu post e foquem na coisa mais importante:

Beijos rycos de luz e desespero.

Acompanhando blogs e outras leituras internéticas

Tenho uma amiga muito querida que tem um projeto super legal chamado Organiza, Dee! Ela é muito mais organizada que eu, e eu sou muito mais cara de pau que ela HEH, então venho por meio desde roubar esse nome divertido e criar a categoria Organiza-isa-isa, como se estivéssemos em 2010 mesmo. DESGURPA AMIGA.

Eu não sou um primor na organização, não. Na real, a minha essência é bem bagunceira. Só que eu sou noiada, completamente noiada, né, e preciso ter controle de cada partezinha da minha vida, senão eu surto. O resultado disso é que eu fui adquirindo e desenvolvendo #empreendedora #belpescemepatrocina algumas técnicazinhas para facilitar o meu dia a dia e deixar minha cabeça livre para comer assistir série ruim pensar no que mais eu vou comer ser feliz.

Resolvi começar do básico e contar pra vocês como eu organizo a minha vidinha internética na era de D.Gr.: Depois do Google Reader. Para quem não lembra, o Google Reader, rest in peace, foi o melhor leitor de feeds já inventado na face da Terra. Foi. Depois dele, nosso feeds foram para o espaço sideral e nossas vidas viraram uma bagunça. Eu estava nesse limbo completo quando, em um encontro com amigas blogayrinhas, fui apresentada ao Inoreader. E minha vida voltou a mudar.

Como vocês podem ver, a interface não é assim um primor do design internacional – e eu bem gosto disso, me lembra o #sddsgr Google Reader. Ele é bem simplão e, basicamente, você insere a url do site no campo “pesquisar ou assinar”, ele busca o feed, e aí é só alegria: você passa a receber os posts novos nessa plataforma. Claro, eu divido o conteúdo recebido em categorias, porque sou eu e Isadora não é bagunça, mas tento deixar o mínimo de categorias possível para não criar nada muito complexo (dica pra vida). Você também pode favoritar os posts preferidos, que ficam salvos em “Destaques”, e a vida segue linda.

Eu gosto especialmente desse jeito de ver o conteúdo porque acaba criando um fluxo bom, constante, e diversificado: um post de DIY, outro sobre casamento, outro sobre beleza, outro de feminismo. Acho bacana pra ter um apanhado geral do que as pessoas andam criando por aí e um jeito bom de “matar o tempo livre” que não seja abrir o famigerado Facebook e ficar sabendo sobre absolutamente nada, só passando raiva. Daí a minha organização funciona mais ou menos como no meu email: vou “marcando como não lido” os posts que acho que vão ser mais interessantes e podem render uma conversa, um post aqui no blog, ou precisam de mais atenção na leitura, e volto a eles depois.

Como ele é um agregador de feeds, você acaba perdendo o layout marabrilhoso de cada bloguinho, esse é um lado um pouco ruim. Massss como você, como eu, como o Serra, como todo mundo, é uma pessoa muito do bem e enaltecedora e fortalecedora da comunidadji blogueira e vai COMENTAR no post da coleguinha, então vai ter mesmo que abrir (clica no título!) o post, full package, tudo resolvido. O Ino (<3) ainda tem um recurso de criar canais, em que você compartilha o conteúdo que achou mais interessante, mas esse eu acabo não usando muito, já que compartilho aqui com meus amados leitores.

Toda vez que me perguntam “nossa, como você tem todas essas referências?”, “nossa, de onde você tirou isso?”, pois bem, estou aqui entregandoles o segredo do sucesso: do Inoreader. Basicamente, eu faço uma leitura semanal de tooooodos esses blogs e sites maravilhosos, e crio aqui meu portfólio mental de lindezas. Quando eu gosto muito de uma coisa e quero salvá-la para sempre, eu coloco aqui em um Favoritos. É aqui que eu descubro novos sites e blogs que alimentam meu próprio Inoreader e assim vai nascendo todo um mundo bonito e sem golpe e de cores pasteis.

E vocês, como organizam suas leituras internéticas? Alguém me lê no Ino também?