amizade bloqueada

Talvez eu até já tenha escrito sobre isso. É, muito provavelmente isso já aconteceu antes. Porque, é claro, eu já fui feliz em algum outro momento da vida – mas isso vai e volta, e não por algum suspiro bipolar da minha parte, mas porque é a vida, né gente? E a vida é assim.

Mas a verdade é que a gente descobre os amigos na hora da felicidade. Quando as coisas estão calmas, quando a gente responde “tá tudo bem” mesmo, porque é assim que a vida está, e parece até que não temos mais assunto. Acontece. De vez em quando, mas acontece. Ainda que seja aquela felicidade besta de acreditar que tudo está dando certo, e vai continuar.

Ainda mais eu, que sempre tive inclinações pra blogueira Capricho – sem a menor vergonha de esconder. Eu acho que é isso que vocês chamam de Geração Y: eu compartilho, eu fotografo, eu escrevo, eu faço autorretratos em que pareço muito mais bonita do que sou, eu encho com fotos de gatos que nem me amam tanto assim. A internet me deixa à vontade. Vai saber.

E é aí que a gente descobre que é a vida real que incomoda. Que, em tempos de amizades virtuais e de cafés não tomados, o “dar unfollow” virou o antigo “xingar a mãe”. Eu notei quando passei a bloquear não os chefes antiquados ou a polícia do RH, nem os familiares carolas – mas os amigos. Porque felicidade incomoda, e é mais fácil reclamar que a vida não é perfeita do que explicar que ela está bem próxima de ser.