do coração

a gente muda

A gente reclama, né? Reclamar da modinha é a nova modinha, reclamar do textão é o novo textão, ô se a gente reclama. Ô geraçãozinha que adora viver de fiscal do quintalzinho alheio (é, não vai ter palavrão). E geraçãozinha que adora compartilhar uma modinha no Instagram também: e por que não, gente?

A gente reclama da Bela Gil. Reclama dos barbudos – e dos coques dos barbudos. Reclama de quem não come carne, de quem toma café orgânico, de quem faz barrinha de cereal com cereal de verdade. A gente reclama que todo mundo é fitness, que todo mundo corre, que todo mundo usa óculos de tartaruga, a gente reclama dos livros, dos filmes, a gente reclama da estampa do top cropped e da barriga de fora e do parto natural. A gente reclama, só reclama.

Eu não entendo pra que tanta reclamação.

Aqui dentro, eu só sou eternamente agradecida por essa geração cheia de modinhas e de reclamações. Foi por causa de enormes textões e acaloradas reclamações que muita coisa importante foi desconstruída por aqui. Que outras coisas criaram raízes aqui dentro e fazem mudinhas bem incríveis, modéstia à parte. Que eu descobri a força que nós temos juntas – e que devemos sempre ficar do lado umas das outras (e que o esforço é diário, e difícil, mas extremamente recompensador). Que o que a gente coloca dentro do corpo reflete diretamente no que a gente coloca pra fora dele. Que a gente tem que se conhecer bem mais e melhor do que fomos moldadas pra conhecer desde pequenas. Que bichinhos de quatro patas são, realmente, a melhor coisa da vida, e precisam da gente, mas que a gente precisa bem mais deles. Que a gente não precisa de tanto para se sentir bem – mas que faz parte de um processo desapegar e se olhar no espelho, encontrando cada coisa linda que todo mundo tem. Que a decoração fica bem mais bonita em branco, cinza e tons pastéis, e depois atulhada de coisas, e depois clean de novo, mas sempre cheia de amor.

A gente pega um pouco dali, um tanto de cá, e vai montando esse monte de coisa que forma essa parada de 1,5m, cabelos raspados e batom vermelho. A gente vai montando, tirando o crocs, pegando o tênis branco, jogando fora o cabelo lilás, adotando o platinado, rezando pra um dia gostar de correr, comprando a bicicleta que queria desde a adolescência. Fico me perguntando quando é que a gente para de reconstruir e só estabiliza, sedimenta, finalmente sossega.

Espero que nunca.

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fucking frenetic Furiosa

Eu não sei – e nem pretendo descobrir como – fazer resenhas de filmes e eu também ainda acho que falta muito pra eu conseguir falar de feminismo do jeito que eu quero aqui. Mas neste sábado eu assisti a Max Max: Estrada da Fúria no cinema e eu não consigo pensar em mais nada. Eu tentei bastante pensar direitinho no que o filme me fez sentir, mas basicamente tudo o que entendia era na esfera realmente das ~sensações~, muito mais do que apoiado em qualquer questão técnica, cinematográfica, ou mesmo de princípio/questões da luta pelos direitos iguais.

Basicamente:

  • Eu não me lembro do Tom Hardy no filme. E é o fucking Tom Hardy;
  • Eu nunca pensei que fosse gostar tanto de um filme que tem tipo, 3 diálogos;
  • Minha lente esquerda começou a dar ruim no começo do filme, e eu entrei no cinema completamente caolha. E eu saí com a absoluta certeza de ser a reencarnação moderna (ou pré-histórica?) da Furiosa caolha que termina o filme (se alguém me fala de spoiler aqui eu chuto o saco) pronta pra reinar absoluta;

Há muito, muito tempo, uma personagem feminina não conseguia me causar um sentimento tão forte de empatia, de identificação, e de putaquepariu quero ser igual a ela quando crescer. Nesse momento estou caçando uma festa à fantasia para ir de Furiosa. Se vocês souberem de alguma, por favor, me avisem – senão eu vou ser obrigada a ir no cinema novamente enfrentar os cosplays do Naruto vestida de mãe de todas as mães, Khaleesi do deserto, rainha absoluta dos menininhos desnutridos.

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E por favor, se vocês não entenderam nada do que eu disse aqui, ASSISTAM O FILME, e leiam depois essas coisas maravilhosas sobre ele:

facilita

não é fácil. já não é nada fácil. a gente já tem 1298 coisas diariamente lembrando a gente que não é fácil. então: não fode. não deixa acumular, não deixa chegar no limite – não deixa pra última hora. não fica remoendo a raiva, não deixa a raiva crescer, não alimenta os animais.

respira fundo.

não diz que não tem tempo, que não tem dinheiro, que é difícil de chegar. tempo a gente arruma, dinheiro a gente consegue, e tem jeito pra ir pra todo lugar. sonha. e peloamordedeus, põe o sonho no papel e vê como faz pra chegar lá. escreve, desenha, pinta, canta, dança, mas não fica parada, vendo o Netflix (mas veja o Netflix também). sai de casa. anda. não diz que não tem tempo, que não tem dinheiro, que é difícil de chegar.

para de reclamar.

reclama um pouquinho com quem sabe ouvir e chega. chega. bota a bunda pra se mexer. escreve num papel, na geladeira, no espelho, anota no celular, põe lembrete, baixa app. mas facilita. não deixa de fazer, de ser, de dizer. não-deixa-de-dizer. facilita, amiga. facilita que a vida já tá aí pra mostrar que não é fácil. a gente tem que nos dar a chance.

[lembrete diário]

piquenique de aniversário – festa em dobro

Cês devem estar me achando maluca – meu aniversário foi há mais de 1 mês e eu AINDA FALANDO DISSO. Chega, né, Isadora? Gente, a verdade é que tá rolando uma mudança maluca aqui na vida (dessas físicas, de casa, mesmo) e todo o meu mini-tempo útil está sendo utilizado para empacotar/enrolar/encaixotar/embalar coisas.

Mas como eu não quero deixar vocês sem atualizações aqui, resolvi relembrar esse dia lindo que foi mais um aniversário em dobro: aniversário pisciano meu e de uma das amigas mais importantes da minha vidinha, de quem, além de tudo, eu serei madrinha de casamento <3 Amor enorme, amor maior que tem.

E como a gente simplesmente AMA por a mão na massa e deixar as coisas com a nossa cara, bom… Enfrentamos a chuva de São Paulo, uma ida ~de leve~ à 25 de março e horas no mormaço que renderam uma magnífica insolação nas duas pra fazer esse piquenique pros amigos no Parque Villa Lobos. Resultado: comemoração do jeito que a gente queria, com gente muito querida e nem a chuva conseguiu atrapalhar!

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ganhamos esse naked cake INCRÍVEL da Bolo 22, que faz coisas deliciosas e lindas!

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O bolo de banana também é de lá 😉 As outras coisas nós fizemos em casa!

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Gostaram? 🙂

quase 26

E chegaram os 26. Quer dizer, ainda faltam uns dias, e esse ano não posso nem reclamar de nada, viu? Tô aqui quietinha aproveitando esse inferno astral maravilhoso – mesmo, sem ironias – só agradecendo e tentando não fazer muito escândalo sobre as coisas boas que os últimos tempos têm trazido. E acabou que os 26 estão chegando junto de um monte de mudanças dessas que tiram a gente da zona de conforto, assustam e deixam a gente com um medinho. A proximidade dos 30 (meu deus, escrever isso é aterrorizante!), umas reviravoltas, muitas coisas novas… Um medinho bom, eu diria, viu? No geral, uma sensação de que, finalmente, parece que tudo tá entrando no seu devido eixo, mesmo que demore um tempo pra eu me acostumar.

Daí que a Anna fez um post bem incrível sobre as 21 coisas que ela aprendeu aos 21 anos – MEU DEUS, 21 anos, sdds – e eu resolvi parar e fazer aquele balanço cheio de gifs incríveis, né? Não que eu tenha aprendido muita coisa ou possa dar conselho pra alguém. Deus, não. Mas vale como um exercício de coisas que eu sei que devem ser de uma maneira e tenho que me esforçar diariamente para colocar em prática, por mais difícil que seja, para o bem geral da nação. E vamos a elas:

mama Ru me ensinou tudo o que sei. vem comigo!

1. Seja gentil. Não interessa se você não concorda, se você não gosta, se você está certo e a pessoa errada. Seja gentil. Seja gentil por princípio, com o cobrador do ônibus, o médico mal-humorado, o SEO da empresa. Você nunca sabe como foi o dia da pessoa. Especialmente se você gosta de alguém: seja gentil. É mais exaustivo responder “affff que ridículo” do que um gracioso “ah, eu não sou muito fã, mas que legal que você curte!”, vai por mim.

2. Não seja idiota. Ser legal com as pessoas, gentil, não significa dar murro em ponta de faca com gente que te trata mal ou não merece. Eu sou a rainha da segunda chance: and that’s it, segunda chance. Acabou. Na primeira você assume que a pessoa fez cagada, a segunda já entra num outro mérito, de caráter. Continue tratando educadamente mas: não seja idiota. As pessoas são ruins mesmo.

3. É ok não fazer nada. A gente vive num mundo que todo mundo faz tudo ao mesmo tempo, e dá um certo desespero quando você está apenas em casa, de pernas pro alto, e não tem nada pra colocar no instagram. A gente se sente culpado, né? Gente, why? Fazer nada é incrível, ter tempo pra pensar, pra dormir, pra pensar mais, pra dormir mais… É melhor não ficar olhando tanto pra grama do vizinho.

4. Dinheiro é energia, e energia tem que circular. É bacana guardar, poupar, pensar no futuro, mas é legal também investir no que você quer, seja um curso que vai te ajudar a conseguir uma posição mais bacana, seja um corte de cabelo novo que vai te fazer mais confiante. Claro que todo mundo sabe onde seu calo aperta, mas a gente não tem que se sentir culpado de gastar o dinheiro que ganhamos – ~honestamente, eu espero, néam, gente?

5. Toda forma de conhecimento é válida. Toda, gente. Sabe aquele curso de robótica que você fez na 5ª série? Guarda ele com amor. Você diz que nunca vai usar aquela fórmula de química, aquele estágio nada a ver, aquele curso que fez na empolgação? Alguma coisa você tirou de todos eles, tenha certeza. Ainda que seja a certeza de que você não quer NADA com aquilo: já é alguma coisa.

6. Estude. Começou o assunto de tiazona, mas gente, estude. Qualquer coisa: pode ser letra de música pra fazer lipsync na balada, não tem problema. Mas sente a bunda na frente do computador e leve a sério uma coisa que seja na sua vida. Estude e queira ser a melhor naquilo, a melhor na dublagem de Beyoncé, a melhor no bate cabeça. Saiba do que você está falando e fale com propriedade.

7. Ansiedade é um bicho do mal. DO MAL. Ela consome a gente, faz com que façamos coisas no impulso, na raiva, na loucura, não nos deixa dormir e faz a gente ganhar 4kg em uma semana. SOSSEGUE A PIRIQUITA. Tem hora que a gente tem que entregar pro universo, porque não dá pra ter controle de tudo. Planeje-se, organize-se, torça, mas é isso… Quando a gente deixa a coisa rolar sozinha é bom também, viu?

8. Você não perde mais 2kg em 1 semana como perdia quando tinha 20 anos. Nem tente.

9. Em compensação, você ganha 4kg em 1 semana com uma facilidade avassaladora. NÃO TENTE TAMBÉM.

10. Desapegar é preciso. Das coisas, das pessoas, do armário cheio de roupas. Já falei das pessoas? A gente gasta energia demais pensando e confabulando sobre as coisas que foram e poderiam ser, sobre o que o fulano está pensando. É preciso liberar espaço pras coisas boas chegarem na gente, e água parada dá dengue, né? Bota pra circular e desapega.

11. Enfrente seus medos. Nem vou falar de fobia de aranha ou medo de altura, porque né, a gente precisa é de psiquiatra. Mas aquele medo de começar uma coisa nova, de enfrentar determinada pessoa pra marcar sua posição, de entrar pra aula de dança mesmo sendo um poste. Aproveita aquela adrenalina que dá, a dor de barriga, respira fundo e vai-de-cabeça, sabe porque? Depois passa. Foca no “depois passa”, porque passa. Juro.

12. Faça as coisas. Não se arrependa de não ter feito, pelamordedeus, é a pior sensação. É claro que isso não serve praquelas desculpas esfarrapadas de gente mau caráter que diz que tá aproveitando a vida, hein? Mas o que eu conheço de gente que deixar de ir/fazer/curtir porque “e se eu não gostar?”, “e se não der certo?” e “e se não rolar?”. E daí? Pelo menos você vai ter feito.

13. Só você está preocupado com isso. Sabe, isso que você está pensando? Só você se importa. A outra pessoa? Puff, ela está bem. Então se preocupe, pense, queime uns neurônios, mas não dê mais peso, mais valor, do que VOCÊ merece. Não arraste mais o piano do que o necessário.

14. Você sempre vai achar que dá mais pras pessoas do que elas pra você. Sempre. Existem uns 2 ou 3 momentos em que você diz “ah não, acho que essapessoalindaaqui realmente me entende e me ama proporcionalmente”, mas é isso: 2 ou 3 segundos. E tudo bem: a gente tem que aprender que cada um tem uma prioridade, e a nossa prioridade tem que ser… a gente. Ou você taca um let it go e vive a vida mais leve, ou você vai sofrer. Eu sofro: mas tamo no caminho. #piscianosentenderão

15. Não perca seu tempo, nem o tempo dos outros, julgando as pessoas. É feio. É errado. Por mais estranho que te pareça o comportamento alheio, antes de pensar “gente, mas que…?”, pare e pense que aquela pessoa pode ser simplesmente feliz e satisfeita fazendo seja lá o que quer que seja que ela faz.

16. Tente com todas as forças do mundo não dar tanta importância para o que os outros pensam de você. Essa é a coisa mais difícil da vida, eu acho. Enquanto eu não evoluo pra um plano astral superior, ando usando a técnica Jinx Monsoon de repetir incessantemente que eu não ligo. Toda vez que vou sentir aquela auto-vergonha, chacoalho a cabeça e penso em: pugs, pinguins, RuPaul’s Drag Race, gatinhos. É um começo.

17. Escolha suas brigas. Sabe isso que eu tô falando de energia? É tipo The Sims mesmo: a nossa barrinha vai diminuindo ao longo do dia, da semana, do então então, virge maria. Não vale brigar por tudo – mesmo que tenha muita coisa que mereça. Tente discernir o que vale a pena e concentre suas forças ali. E aí sim: vá até o final. Especialmente pra quem tem mania de comprar a briga dos amigos: segura, que a gente não guenta.

18. A vida não é fácil. Quando uma coisa estiver difícil, tudo vai parecer difícil. Quando parecer que as coisas estão se encaminhando pra algo bom, vão aparecer mais 3 opções igualmente boas. Você vai ter que tomar decisões e reclamar que “ah, nem quando as coisas dão certo elas dão certo de verdade”. PARA. Aceite isso e pare de reclamar: você pode escolher, você pode optar, a vida de 90% das pessoas é pior que a sua.

19. Divida os problemas. Pode ser a arrumação do seu quarto ou o seu projeto de uma vida inteira. Se  você está infeliz com 15 aspectos diferentes do seu mundo, faça uma lista e um ranking do que é mais fácil de resolver. Comece por aí. Elimine o que puder eliminar: vai te dar ânimo para seguir em frente.

20. Acredite nos seus instintos. ACREDITE NO SEUS INSTINTOS. Talvez essa seja uma coisa muito particular minha, mas a vida já me mostrou inúmeras vezes que tem alguma vozinha interior nesses 1,53m que sabe das coisas. Não fui com a cara dela? Hmmm… wait and see. Tá parecendo maravilhoso demais? Calma, respira e espera. Sentiu uma boa vibração vindo daquela direção ali? Vai em frente. Vai com cuidado, mas vai.

21. Cultive as coisas boas. Leva tempo. Paciência. Cuidado. Tipo uma plantinha. Faça isso com os amores que valem a pena, com as amizades que deixam o coração quentinho, com o trabalho que já te deu satisfação, com aquele canto da sua casa que merece uma atenção. Cultive plantinhas também. Isso de prestar atenção, cuidar, ver crescer, é lindo.

22. Por outro lado: as coisas acabam. Por mais que a gente se esforce, às vezes, elas acabam. É uma coisa difícil enxergam esse momento com clareza, e a gente acaba arrastando, se arrastando e arrastando os outros com essa tentativa de fazer as coisas durarem mais do que elas foram feitas pra durar. Entenda, desapegue e siga em frente. É claro que não é tão simples assim, mas também não precisa ser complicadíssimo.

23. A felicidade está nas pequenas coisas. Parece frase do Pequeno Príncipe, mas se a gente continuar a viver esperando o final da novela do Manoel Carlos, em que todos casam, têm filhos, ficam ricos, são felizes e FIM, puts, a decepção é muito maior. Conseguir ser feliz um pouquinho por dia é uma dádiva, viu? Minha técnica é: sempre registrar os bons momentos. “Quando a coisa apertar durante a semana, vou me lembrar desse cochilo de 1 hora com o gato ronronando na minha barriga”. Ajuda 🙂

24. Tudo o que vai, volta. Música do CPM 22? Versículo do Padre Marcelo? Não, é só a vida. Não vale a pena perder tempo planejando a sabotagem do coleguinha, a vingança, o empurrão acidental na escada. E é MUITO DIFÍCIL ver azinimiga tudo aí, sendo felizes, brilhando, sendo reconhecidas quando você deveria. Parece que nunca ninguém vai ver a real, né? Mas tudo chega no seu devido tempo e as coisas aparecem. Vai por mim.

25. Não tente mudar as pessoas. Não invista em algo pensando nisso. Veja bem: sim, as pessoas podem e, graçasadeus, elas mudam, mas isso não parte de você. Insistir, mostrar, brigar, tentar, amar… Isso não faz com que as pessoas mudem. Elas mudam sei lá porquê, e quando elas bem entendem. Condicionar sua vida a esse momento é só bobo da nossa parte.

26. A melhor estratégia, em todo caso, a qualquer custo é: rir de si mesmo. Quando dá medo, quando dá errado, quando parece que não tem saída, quando não tem fim. E quando dá certo. Quando a gente ri de si mesmo convidamos as outras pessoas a rirem com a gente. Mostra uma vulnerabilidade que aproxima, que acolhe e que aquece, e deixa a vida mais leve. Mesmo quando é pra fazer drama: que seja um drama mexicano 😉