do coração

#2

Tem dias que tudo é estranho, que nada serve, que nada encaixa, que a curva do braço esbarra na beira do peito, que tudo é grande demais feio demais desajeitado demais, que parece que você tá vestindo uma roupa apertada por baixo das suas roupas imensas que tentam te esconder por completo, que nada se encaixa, que tudo incomoda, que tua coluna tá torta, que tua espinha tá bamba, que tua cabeça pesa teus peitos teus pés escorregam teus pés doem.


~ arquivão das férias das coisas bonitas que nunca postei por motivo nenhum (mais aqui)

 

as fuck

A gente escolhe uns caminho que não têm volta, né? A gente escolhe, defende, se posiciona. A postura muda. Não emudece mais. A gente se posiciona e não leva mais desaforo, e não cai mais no “mas é o jeito dele” e no “deixa pra lá que nada vai mudar”. Tudo vai mudar. A gente se posiciona, a gente escolhe, muda a postura, a gente grita, a gente levanta, a gente bate tambor e bate bunda e bate cabelo. E não tem discussão ganha e não tem briga acaba, a batalha é todo dia – e quando cansa a gente se abraça e levanta. A gente escolhe uns caminhos que não têm volta e ainda bem.