do coração

#2

Tem dias que tudo é estranho, que nada serve, que nada encaixa, que a curva do braço esbarra na beira do peito, que tudo é grande demais feio demais desajeitado demais, que parece que você tá vestindo uma roupa apertada por baixo das suas roupas imensas que tentam te esconder por completo, que nada se encaixa, que tudo incomoda, que tua coluna tá torta, que tua espinha tá bamba, que tua cabeça pesa teus peitos teus pés escorregam teus pés doem.


~ arquivão das férias das coisas bonitas que nunca postei por motivo nenhum (mais aqui)

 

as fuck

A gente escolhe uns caminho que não têm volta, né? A gente escolhe, defende, se posiciona. A postura muda. Não emudece mais. A gente se posiciona e não leva mais desaforo, e não cai mais no “mas é o jeito dele” e no “deixa pra lá que nada vai mudar”. Tudo vai mudar. A gente se posiciona, a gente escolhe, muda a postura, a gente grita, a gente levanta, a gente bate tambor e bate bunda e bate cabelo. E não tem discussão ganha e não tem briga acaba, a batalha é todo dia – e quando cansa a gente se abraça e levanta. A gente escolhe uns caminhos que não têm volta e ainda bem.

28 quase lá

Me amar mais. Me amar. Me olhar no espelho e me reconhecer. E gostar de quem eu vejo. E querer ser mais. E sorrir. E deixar chorar. E tudo bem não querer ver ninguém. E fazer carão. E tirar nude. E dançar sozinha.

Aceitar que certos lugares não são seus. Aceitar que as pessoas, todas, não são suas. Se aceitar. Se permitir ir mais longe. Levantar do sofá. Pedir desculpas. Ler mais poesia. Escrever mais poesia.

IMG_20170311_133216_607Eu gosto muito muito muito muito do número 8, mas acho 28 um número tão feio. Credo. Vou me manter nos 27.