diarin

diarin #5 – é isso aí

É isso aí, né gent? Tá tudo de cabeça pra baixo nesse mundo, só tem notícia ruim, mas se é isso aí que a gente vive, vamo fazer o quê? Vamo tentar aproveitar e tirar o melhor que dá, num é? É sim. Vamos repetir esse mantra até o final? Ô se vamos. Vamos evitar treta? Vamos também. Vamos consolidar o plano de nunca botar mais quianssa nesse mundo horrível? Uhum.

~De resto~ tá tudo bem, até. Talvez seja isso aí, num é? Umas crises dos 30 anos, umas deprês, uns finais de semana em pânico olhando pro teto, e outros que a gente produz-sai-darisada-bebe-dança e se sente muito, mas muito jovem, e um orgulho da própria casa e, no fundo, um olhar pra si discreto pensando que, talvez, o copo esteja bem perto ali do meio cheio, afinal. Ao menos, vamos tentar nos convencer disso diariamente.

Tô assistini

Rolou uma deprê depois do combo maravilhoso de séries de agosto-setembro? MININA. Que desespero. Daí começamos a atirar para todos os lados e baixamos (sim, isso ainda existe) 3 episódios de The Good Place, que tem tudo para ser uma das minhas séries favoritas pois Michael Schur – APENAS Parks and Rec, SNL e Brooklin 99, saidaqui – , se não fosse o fator eu tenho que baixá-la. Nesse meio tempo, teve também The Get Down, que é incrível, mas a essa altura vocês todos já sabem disso (assistam) e Luke Cage, que é bem boa, que glorifica a maravilhosa expressão qui homão da porra a cada frame, e afe, qui mulherão da porra também Rosario Dawson casa comigo.
Claro que eu não poderia deixar de brevemente falar aqui sobre a série que move a minha vida, que é Ru Paul’s Drag Race, na sua melhor versão: All Stars – basicamente, um novo reality com as melhores drags (que não venceram) das últimas temporadas. Eu só tenho uma coisa a dizer sobre isso:

Yekaterina Petrovna Zamolodchikova rainha da minha vida

Tô leni

ESTOU LENDO MEU DEUS ESTOU LENDO! Vocês ouviram isso? EU. ESTOU. LENDO.
Depois de um hiato de tanto tempo que não quero nem parar pra procurar, eu li um livro inteirinho, desses de gente grande, desses complexos e tudo, desses que deixam a cabeça da gente toda desgraçada. Tô orgulhosa de mim, mim deixem! A motivação pra isso foi, claro, a maravilhosa Elena Ferrante, que tanto faz quem é de verdade, contanto que a moça continue escrevendo assim. Porfa. Eu li, finalmente, História do Novo Sobrenome, que é a continuação da bendita da tetralogia napolitana. É maravilhoso? É. Vou fazer resenha? Cês têm toda uma magnífica internet beletrista que já fez isso por mim, procurem aí. A coisa é que o terceiro livro acabou de chegar da gráfica E NÃO CHEGA NA AMAZON e eu tou o quê? Isso mesmo, desesperada. Enquanto isso, resolvi ler o A Filha Perdida, que não tem nada a ver com a história, mas tem o mesmo estilo ferrante de ser. Vou desgraçar tudo? Vou. Mas pelo menos eu tô lendo, né gente. Vamos acompanhar.


Tô fazeni

Fiz os cursos todos que era pra ter feito, fiquei cheia de ideias, botei alguma em prática? Não botei. Mas tá tudo anotadinho aqui bonitinho, numa dessas listas infinitas que, meu deus do céu, que ansiedade 😀 Mas, falando em anotar, comprei um planner, desses bem do pinterest assim e, obviamente, estou apaixonada, anotando tudo, gastando meu salário em washi tape e adesivos sem propósito algum – em breve faço um post sobre ele aqui, meniiiiinas.
E bom, eu vou falar aqui que eu… Casei. Casei agora no civil, e pra não me prolongar muito: sim, gente, eu casei só agora no civil, meses depois da festa, e tá tudo bem, ninguém morreu. E foi ótimo! Teve decoração, teve brunch, teve look do dia, teve amor, teve uma viagem bem gostosa (e caótica!) pro Rio, que sim, continua lindo, continua sendo, fevereiro março.
E não deu muito pra efetivamente fazer coisas, foi mais um mês de resolver tretas e coisas boas, de dar corres, de receber, de sair. Não que eu esteja reclamando – mas já que estamos falando disso, adivinha quem está matriculada em uma assinatura mensal de cursos infinitos de artesanato e com alarmes de preços apitando cada vez que o preço de uma máquina de costura cai? Uhum.

Os tombo que eu tô levani

Estamos malhando, meu povo? E o verão? Ouié.
E vamos combinar que não tá fácil pra ninguém essa vida de instabilidade profissional, né, amigos. Se não é por nós – ousseje, se ainda estamos empregados – é por 80% dos coleguinhas que estão te pedindo ajuda/frila/arrego, é pelo standby assustador em que tudo está, é pela situação degradante que os amigos de profissão se encontram. Tá dureza. Não sou dessas catastróficas que acham que tudo está perdido (se for pra comentar “é a crise”, por favor, nem abre a caixinha), mas que tá dureza, está. E a gente segue se agarrando onde dá, né?

Os pulo que eu tô dani

Eu tô me esforçando bastante pra driblar aquele monte de coisa ruim e dar mais espaço pras coisas boas. O primeiro passo pra isso foi enfrentar um pouco toda a bichodomatice que me pertence e criar coragem pra (re)encontrar pessoas ótimas que cruzaram meu caminho e que eu tava perdendo a chance de abraçar, e também lugares ótimos que existem por aqui e que eu tava perdendo a chance de comer neles conhecer. Eu abracei muito catiorríneos e servi de colo pro melhor nenei do mundo. E meu cabelo continua gorgeous.

diarin05

a cidade. o rildi. as comida. os marido.

 

Então eu acho que é isso aí. Tá tudo bem, né?

 

diarin #4 – e seguimos

Primeiramente vocês já sabem e fora isso, fora Temer. Segundamente seguimos por aqui, vivos, fortes e relativamente firmes tentando entender o que acontece nesse mundo.

Tô assistini

Eu ainda preciso escrever decentemente sobre Gilmore Girls e sobre o que significou assistir Gilmore Girls nessa fase da minha vida. Mas, sim, Gilmore Girls, e acabou e eu estou completamente devastada. Foram 7 temporadas de amor verdadeiro e hoje eu passo os dias gemendo Lorelaaaai baixo pelos cantos por ser uma menina má. Está triste.

Pra tentar compensar a falta que Lorelai me faz, eu resolvi embarcar em Stranger Things e superar meu medo pelo hype. Valeu a pena? Pra caralha. Passei medo? Muito. Ainda estou com medo? Demais. Levanto sozinha pra fazer xixi à noite? Nem que me paguem. Mas sim, Eleven e Dustin, meu coração é de vocês pra sempre. Assistam, sério. É maravilhoso. E eu quero reassistir todos os filmes incríveis dos anos 80-90 com a mesma vibe, mesmo sabendo que me cagarei por completo.

E Narcos voltou e eu tô aqui nos primeiros eps de norrotros e Pedro Pascal – o que equilibra minimamente meus terrores noturnos, if you know what I mean. Aguardemos, parece que tá bem boa a menina segunda temporada.

Tô leni

Outro textão to be aqui é a relação desse ano complicado com a minha falta de leituras. Falta de leituras means: eu não li nenhum livro. Nenhum. Livro. Desde maio, pelo menos, eu não consegui dar conta de nada, e olha que tivemos um Harry Potter (ruiiiiiim que dói meu deus que dor no coração – tá vendo, eu comecei algo…) nesse meio tempo. O boy tá tentando me convencer a ler Sandman, que por algum motivo misterioso eu ainda não comecei. Vamos ver.
Se eu tô me cobrando a respeito disso? Ô miga, cê num tem ideia.

Tô fazeni

Continuo fazendo umas coisas bonita ocasionalmente assim, mas nada muito produtivo, nada muito constante, nada que me dê muito orgulho. Até estou tentando, com relativo sucesso, tirar um projeto de longa data do papel de maneira mais efetiva (em breve, pequenos gafanhotos, em breve), mas por enquanto não é nada que dê pra falar: prazer, Isadora, jornalista (HAHAHAHA), editora-assistente e INSIRA AQUI SEU PLANO B QUE TE TORNA INCRIVELMENTE MAIS LEGAL E DESCOLADO. Ainda não. Vamos ver.

Agora que eu terminei de pagar os boleto mais pesados do casamento, viagem e coisa e tal, resolvi que poderia voltar a investir nuns cursos de humanas, tipo “escreve bonito”, “escreve pras quianssa”, “faz umas joia de material alternativo” assim. Nenhum deles começou ainda, mas veremos.

A real é que minha casa é muito maravilhosa para não ser usada e eu tenho passado cada minuto que posso, entre um impitima e outro, oscilando entre debaixo do cobertor + netflix e em cima do cobertor + netflix, dependendo da temperatura. E olha: vocês perceberam (VOCÊS PERCEBERAM NÉ?) que eu até escreve um tiquinho mais esse mês que passou? Uhum. Tô felizinha com essa perspectiva, de conseguir manter um ritmo, de conseguir botar pra fora.

Os tombo que eu tô levani

Eu. Não. Consigo. Me exercitar. Gente, o que acontece com a pessoa? Eu vou um, dois, três dias na bendita da academia e a minha vontade de morrer aumenta exponencialmente a cada uma – e nem é de “cansaço do treino”, é de falta de motivação pra viver mesmo. Que morte horrível. Eu já vi vídeo de blogayra fitness, já vi vídeo de blogayra não-fitness, já procurei dicas científicas, já tentei vídeos caseiros, juro que já gastei muito energia tentando descobrir comofas pra ter energia pra acordar cedo e fazer meia hora de caceta de esteira que seja e não consigo. Acho que estamos nos aproximando do momento de apenas aceitar esse fato e viver na casa dos 10kg acima do peso para todo o sempre e fim.

Os pulo que eu tô dani

Meu cabelo anda maravilhoso, cês viram? Tamo até fazendo selfens periódicas apesar do papo decorrente dos 10kg a mais e das espinhas decorrentes da vida que não perdoa. E eu gostei deveras da atualização do instagram (eu sei que faz mais de mês gente, EU SEI, vamo superar) de stories e tou postando uns videozin lá pra dizer que eu tou atualizada e condizente com a juventude que vocês acham que eu tenho.

Aliás, percebissesdia que a sociedade já não me classifica mais na categoria xóvens ou xuventudji e foi um baque, eu preciso dizer. Primeiro as enquete que te dão a opção 25 a 34, depois isso, que nem no maracatu abortista esquerdista ditadura gayzista sou mais um membro possível.

Estamos aguardando os primeiros sinais concretos do retorno de Saturno. Ansiosamente.

diarin

E como essa é a minha versão tímida e sem bolas de uma newsletter eu vou fechar esse post com o meme que tem me levado adiante em tempos de correr da poliça e brigar cas pessoa no site feicers:

harry_torrone

bejo amo vocês

diarin #3 – e tudo foi maravilhoso

Ano passado eu tirei um restinho de férias – tinha usado 15 dias pra viajar pra Cuba “fora de época”, então tinha mais uns diazinhos finais pra aproveitar – e não fiz… nada. Cheguei a dar uma passada na praia, mas foi meio estranho, voltei pra uma São Paulo em que fazia 35 graus e quis morrer durante todos os minutos que sobraram. Até comi umas coisa gostosa e vi umas coisa bonita, mas não foram assim, férias memoráveis.

Esse ano eu casei.

Minina, eu casei e fiz tudo aquilo que envolve casar – e talvez um pouquinho mais – desde uma festa que foi, sem dúvidas, o momento mais feliz da minha vida*, até uma lua-de-mel incrível, romântica, aventureira, em restaurante grifado e com comida de rua, com perrengue e com luxo, muito bacana mesmo. Eu também descansei, fiquei com os gatos, mudei todos os móveis da casa de lugar, arrumei os armários (desarrumei outros, desgurpa Marie Kondo), fiz minhas arte pra vender na praia, fiz vaso de planta bonito, até dei umas saidinhas com as amigas. Foi daora.

Sim, eu vou contar tudo pra vocês com detalhes. Mas não agora. Primeiro porque há uma ressaquinha espiritual rolando aqui, depois porque eu preciso falar sobre algum outro aspecto da minha vida antes que ache que agora acabaram todos os momentos incríveis da minha vida. Então vamoquevamo.

(Eu gostei muito de fazer essa newsletter que num é newsletter e eu não me sinto obrigada a escrever toda semana, e vocês?)

Tô assistini
Eu e todo mundo estamos assistini Orange is The New Black e Game of Thrones, né? Você também está? Claro que está. Não adianta dizer que não está, eu sei que está. Hunft. E tipo, o mais legal de acompanhar essas duas séries, pra mim, é ver como elas estão ~no compasso do seu tempo (eita) e acompanhando as tendências mundiais e ouvindo seus fãs. Ou seje: de olho no twitter. A evolução das duas é nítida e os caminhos que elas tomaram também. E o que isso quer dizer? GIRL POWER CARALEA SANSA STARK RAINHA DO MEU CORAÇÃO. Claro.

Também dei uma segunda chance pra Gotham – que é bem divertida! – e Sherlock – que eu já não aguentei uma vez e estou oscilando muuuuuito entre momentos bons e momentos de sono profundo. Vamos ver o que aparece por aí agora. Sugestões?

E daí que eu viajei e peguei mais ou menos umas 12 horas de vôo em que eu conseguir assistir  alguns filmes – títulos em inglês porque eu fui alfabetizada com a Sasha assisti tudo no original com dublagem em espanhol e tô com preguiça de procurar o nome em português, beijos Latam:

The intern: que comediazinha mais fofa e pra deixar o coração quentinho. Bocozinha dessas que a gente ama e tem vontade de virar amiga da Anne Hathaway. Eu amo como o Robert De Niro realmente se aposentou e resolveu fazer todos os filmes ruins que seu passado permite. Amo. É o que eu pretendo ser da minha vida. | How to be single: mixed feelings. Engraçadinha pero aquela forçadinha de barra pra ser mucho descolada, feministinha pero aquela cagação de regra pra agradar Hollywood, aquele meio termo que deixa a gente meio feliz, meio confusa de ter gostado. | This is 40 meu deus que filme ruim meu deus Paul Rudd por que meu deus.

Tô leni
HAHAHAHA. Next.

Não, sério, eu comecei a ler duas coisas: Garotos Corvos, por influência da Anna, e Pureza, do Jonathan Franzen, porque me incluíram em um clube do livro muito legal. Tipo coerência, né? I know. Li mais do que 20 páginas de cada um? HAHAHAHA. Ah, eu também li Salt, que porra, putaqueopariu, porra. Mas esse foi antes de tudo. E que porrada.

Tô fazeni
Olha, eu diria que ainda é cedo (cedo, cedo, cedo, cedo). Que eu ainda não comecei a pensar o que vai ser desse semestre, qual foi o balanço de 1 ano de trabalho, qual foi a reflexão dos 27 anos passado o susto. Eu preciso, sim, muito, arrumar alguma coisa pra fazer. Tô fazendo umas coisa bonita, mais livre pra pegar as coisas e botar a mão na massa com menos pressão, mais livre pra procurar uns cursos sem aquela obrigação de ter que ~servir pra algo, mas ainda sem saber muito bem o que fazer com tudo isso.

Os tombo que eu tô levani
Lembra que eu tava toda felizinha com o pilates? Fuén. Uma mistura de fatores professor insuportável e falta de dinheiro me fez desistir, outra mistura de fatores casamento e viagem e ceviche infinito me fez engordar loucamente em um mês, e uma terceira mistura de fatores socorro cicarelli me fez voltar pra boa e velha e horrorosa como eu odeio aquilo academia de sempre. Wish me luck. Eu odeio aquilo com todas as minhas forças, mas fiz um desses acordos ótimos que a gente faz consigo mesma que se eu conseguir emagrecer os quilos que preciso, ganho de presente uma aula de pilates topzera. Aguardemos.

Os pulo que eu tô dani
Eu finalmente cortei/arrumei meu cabelo – tava naquela fase “deixa crescer pra ””fazer alguma coisa”” pro casamento” e foi a coisa mais bonita da minha semana. Olha só como tá lindo e divo. Num tá? E bom… É isso. Eu acho. Já já eu vou conseguir enxergar que mais que tem, num vou? Ô se vou. Wait for me.

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o dia <3 | a viagem | o gato | o cabelo (e a cara de sono)

Agora eu tenho que descobrir-escolher o que eu quero fazer da vida daqui em diante. Eita. Faço uma pós? Continuo a fazer cursos de artesanato como se eu realmente fosse vender miçanga? Adoto mais 5 gatos e fico de boas? Inauguro uma hashtag de projeto verão e fico rica vendendo meu corpinho? Veremos.

* Durante a viagem, num mercado de pulgas em Bogotá, havia uma família de nenéns catiorros muito nenéns e com muito frio e envoltos em um cobertorzinho e fazendo montinho neles mesmos para fugir do frio. Eu, obviamente, fui lá e mergulhei no meio deles e peguei um deles no colo e levantei ele na direção do meu rosto e ele mordeu meu nariz com aquela mordidinha banguela de filhote de catiorro. Desgurpa, mas esse foi o momento mais feliz da minha vida, o casamento foi daora até.

diarin #2 – socorr maio já é junho socorr

Gent. GENT. Tá corrido, néam? Vou ser dessas que fala O ANO TÁ VOANDO, mas migas, o ano tá voando. Não tá? Com certeza é porque eu tenho essa data muito importante marcada pra justamente a metade de 2016, claro, e eu tô fazendo tudo-tudo-tudo focada nela – o que farei quando ela passar? Não. Sei. Mas tá que tá uma loucurinha essa vida.

Sabe, eu tava aqui pensando com os meus botões – especialmente depois de um texto mega importante pra mim e que ninguém leu (SIM ESTOU MAGOADA LEITORES) – que, conforme passam os anos, o que ficam são as pessoas. E não é uma coisa assim “ah, o importante é ter amigos” ou “eu tenho os melhores amigos do mundo” (tenho alguns dos melhores, sim), mas, ao menos pra mim, o que ficam são as pessoas que a gente cruzou no caminho, saca? #isazen Tipo, eu tô aqui, casando, e falando com inúmeras pessoas avulsas: gente ~da internet que ~me acompanha há muito tempo, e deseja – e eu consigo sentir a honestidade disso – “tudo de melhor e muito amor”, ~fornecedores que são incríveis, e aparecem com coisas lindas, vibes boas, e te dão a certeza que vai ser tudo cheio de amor, a alegria visível das pessoas ao seu redor quando uma coisa legal assim vai acontecer… É lindo, sabia? Mesmo que haja alguns percalços e, always always always, as decepções, é claro, no geral, a vibe é aquela do meu primeiro ano da faculdade de jornalismo em que eu queria “ouvir histórias e conhecer pessoas”.

(Não que isso tenha dado muito certo, néam migos jornalistas, mas sigamos).

Mas tamo aí, curtindo umas vibes boas, dando risada da quantidade de approachs #noivafitness #bumbumnanuca que eu tô recebendo e miamando um tiquinho, porque é bom de vez em quando, né? Já que vocês gostaram do formato do post Diarin, segue abaixo comunicação att,

Tô assistini
Eu vi Girls e Broad City conforme o prometido, e não posso dizer de qual gosto mais, mesmo. Mas eu posso dizer que gostei muito desse texto do Girls With Style que fala que a diferença entre um e outro é o “levar-se a sério”, e acho que esse é o ponto mais importante de tudo: eu, que me identifico muito com a Lena Dunham, sou do time que diz “imagina não vamos nos levar a sério olha aqui estou até escrevendo sobre como meu emprego acabou com a minha criatividade” mas, na real, estou ali, me levando mais a sério que próprio emprego, tendo certeza que vou mudar uma geração com o meu textinho de merda. Broad City não: Broad City é sobre como é zoeira – e tudo bem! – ser xóvem. É uma delícia. Amo os dois. Sou Girls, mas queria ser Broad. E eu também vi mais uma temporada de Good Wife e, meu deus, que série maravilhosa, como eu te amo Alicia Florrick.

Vi também Black-Ish, que é uma série engraçadinha de uma família negra rica nos Estados Unidos, cheeeeeeeeia de problemas, muito machista, mas, falando aqui da minha bela cadeira branca e privilegiada, que toca nuns pontos importantes para discutir racismo – se isso é válido para quem realmente importa, não sei, não posso dizer. Sei que tem essas crianças e eu estou com sérios problemas com essas crianças.

Ah e também teve a óooooooooooootema The Night Manager que é uma mini-série britânica <3 inspirada no livro do John le Carré <3 com o Hugh Laurie (SIM O HOUSE) <3 <3 <3 e o Tom Hiddleston (agora vejo o motivo de tanto) <3 <3 <3 que é um suspense <3 de investigação <3 e espionagem <3 <3 <3 e tem a Olivia Colman <3 que é a Ellie de Broadchurch <3 <3 <3 que tem o David Tennant <3 <3 <3 <3. Gente, sério, vejam, é curtinha e maravilhosa, e o Hugh Laurie é um ator impressionante.

Tô leni
Por increça que parível, eu realmente li o livro novo da Patti Smith, o Linha M, e conforme havia previsto uma síncope, síncope eu tive. É, sim, maravilhoso, como tudo o que essa mulher faz ou toca. É impressionante e inspirador. Achei melhor que o Só Garotos? Não achei. Mas fala sobre envelhecimento, sobre saudade, sobre perder coisas e sobre se encontrar em lugares, então, né geint, tô chorani só de lembrar. E eu também estou lendo Grande Magia, da Liz Gilbert, que é um quentinho no coração para pessoas criativas que acham que nunca serão boas o suficiente. Quando terminar, conto pra vocês!

Tô fazeni
Nem vou repetir aqui que tô fazendo os rolês do casamento porque já já vocês realmente param de ler tudo o que eu posto né (SIM EU ESTOU MAGOADA GENT). Mas tô. A boa notícia é que tá acabani! E que eu tô cada vez mais empolgada com trabalhos manuais e coisas artesanais e crochês e tricôs e vender minhas miçanga na Paulista. Wait and see.

Os tombo que eu tô levani
Passou inferno astral – não fiquei rica nem magra Susaninha, aiii Susaninha – e passou mais um mês depois do inferno astral, e eu ainda tô com graves problemas de comunicação. Quem me conhece sabe o quanto-isso-me-deixa-desnorteada, porque eu sou uma pessoa das comunicassaum, e não falo necessariamente só de trabalho. Mas tudo bem, há de passar, eu hei de conseguir voltar a falar com as gente tudo. Dizem que tem aí uns oito de dez/onze/doze/quantossão? planetas retrógrados e eu tô procurando nem saber quais são, ignorance is bliss, né. Inclusive vi esse livro aqui ontem e quase saí agarrada com ele da livraria – porque o outro tombo que tamo levani esse mês é a pobreza, essa que não desgruda da gente…

Os pulo que eu tô dani
Eu eu meu tênis novo estamos nos dando muito bem, obrigada. E eu tô muito orgulhosa em dizer que sim, eu voltei pra ioga E também estou fazendo aulas de pilates e estou a-man-do (a parte da pobreza tá aqui, amarradinha aqui, mas nem ligo). Que legal que é fazer uma atividade que te faz bem, né? Tô feliz também que estou bem disciplinadinha, indo todo dia, cedão, sem faltar – no pilates, a ioga eu sou meio várzea, mas estou tentando entender que preciso respeitar quando meu corpo não tá muito a fim. As coxa malhada já vieram? Não vieram. Queria? Queria muito, mais que #bumbumnanuca. Mas estamos trabalhando pra isso e pros braços da Michelle Obama. Se alguém tiver alguma dica, estamos aceitando.

Eu também ando comprando umas coisas bonita, ó:diarin02E vocês, que cês tão fazeni?

diarin #1 – hey março, venimim

Duas coisas me fazem escrever esse post: a vida, que anda mutcho doida, e esse post, que fala sobre newsletters, e minha atual paixão por newsletter e vontades de escrever newsletter e zero condições de me comprometer com isso agora. Entonces, já que eu não consigo escrever mais sobre as séries que eu estou assistindo nem sobre os livros que eu estou lendo ultimamente, resolvi fazer um outro formato de post que englobe (amo essa palavra) uma coisa meio diarinho, meio indicações, meio confissões, meio dia a dia. Mas, Isa, você já não faz isso em absolutamente todos os posts do blog? Eu poderia responder com MIM DEIXA QUE EU NÃO TO BEM MIM DEIXA à essa pergunta, mas vou apenas dizer que sim, porém it’s my party and I cry if I want to.

Obviamente essa ~série~ não vai ser semanal. Esse vai ser gigantão porque faz anos que eu não venho aqui contar oquiquitárolani, mas os próximos serão mais humildes. Eu acho. Ou não.

Tô assistini
// As séries: Making a Murderer me deixou maluca nos primeiros episódios e depois eu pensei seriamente em largar, pois não havia estômago pra continuar. Se vocês gostam de passar mal perante os absurdos da vida, assistam, é ótima. Mozart In The Jungle é toda inha: bonitinha, engraçadinha, fofinha, o Gael é aquela delicinha, mas não passa muito disso. Vou assistir a 2ª temporada? Claro. Love eu ainda não entendi se gostei ou não. Os personagens principais são detestáveis e têm aquela coisa tão insuportável que, vejam bem, parecem até muito reais – o que eu amo, por exemplo, em Girlsmas alguma coisa ali não me convenceu**. 
Ainda tem Girls e Broad City pra começar e eu tô neuvosa.
// O Oscar: na minha cabeça, O Regresso é um filme em que o urso mata o DiCaprio nos primeiros 10 minutos e as outras 2h50 é sobre ele voltando pro Vale Encantado com sua cria. Próximo. Garota Dinamarquesa é um filme lindíssimo e super delicado sobre… a esposa de uma transexual. É uma pena, porque o Redmayne poderia MUITO ~quebrar uns tabus~ se o foco do filme fosse esse, mas não é. Spotlight é foda, a história é incrível, mas né, filme de jornalista, não gente, não. Dos filmes do Oscar, achei A Grande Aposta o mais ousado, que conseguiu me prender apesar do tema insuportavelmente chato – e nem foi pelas explicações machistas com mina bonita, não. Perdido em Marte é absolutamente divertido e caxias como tem que ser. E Creed. CREED. Meu coração é eternamente do Stallone, mais do que eu gostaria de admitir. Mad Max tinha que ter levado tudo, sorry. As menções honrosas do prêmio do meu coração vão para O quarto de Jack, uma ótima adaptação de um livro ótimo e que tem esse garoto que eu não tô conseguindo lidar; a Gloria Pires e o Tom Hardy.

Tô leni
Cara, tá difícil. Vou te dizer que até pra academia (HAHAHAHA) levei o Kindle, mas obviamente não deu certo. O que não faz o menor sentido, já que o A Poderosa Chefona, o livro da Tina Fey que tem esse nome tenebroso, é absolutamente hilário e incrível. Assim que eu terminar, conto aqui pra vocês. E só. No final do ano passado/janeiro (janeiro não conta como 2016) eu terminei várias leituras importantes, tipo O Sol é Para Todos, finalmente – que realmente merece estar em todas as listas de “livros pra ler antes de morrer” – e o livro da Amanda Palmer. Eu ainda vou falar sobre o livro da Amanda Palmer. Muito. Mudou minha vida. Aguardem. Eu estou me guardando pra ler o Yes, Please! e o livro novo da Patti Smith. Prevejo uma síncope.

Tô fazeni
Eu ainda vou contar pra vocês direitin (ou não), mas é o seguinte: eu vou casar. Yey! Sim! E por uma série de fatores, mas que eu vou resumir aqui como pavor a casamentos tradicionais & falta absoluta de dinheiro, vamos fazer uma coisa ~alternativa. O que significa: vai ser pobrinha, mas vai ter amor, e vai ser do bem, e eu vou fazer cada um dos 1500 infelizes arranjos de suculentas que os convidados vão estragar quando estiverem bêbados. Vou. Fazer. Tudo. Sozinha. Então o que eu tô fazeni se resume a olhar o Pinterest como o DiCaprio olhava a estatueta do Oscar e chorar copiosamente com as festas de 100 mil dilmas que vocês dão. Mas vai passar.

Os tombo que eu tô levani
Tem fases na vida da gente que parece que você não acerta uma fucking frase com uma fucking pessoa, né? Tô nessas. De mandar beijo pro porteiro quando ele liga pra falar que a pizza chegou à jurar de pé junto pra chefe que você conferiu o arquivo antes de enviar e, claro, ter mandado um email sem nada anexado. Invejosos dirão que eu tô com a cabeça na lua, mas eu prefiro acreditar em inferno astral. Susaninha já disse que eu vou ficar rica-famosa-magra esse mês. Aguardemos.

Os pulo que eu tô dani
Eu prometi que eu ia ser uma pessoa mais ativa (não vou olhar o post de resoluções de ano novo, não, porque vou ficar deprimida, então comentem aqui se eu prometi isso publicamente ou não, por favor) e sair com os amigos, pessoas novas, pessoas-da-internet, fazer coisas, cursos, dar a cara à tapa. Tô fazeni. Tô completamente pobre, exausta e minha casa criou 3 gatos novos com os pêlos dos gatos antigos, mas tô feliz, cês são lindos, chega de me chamar pra sair que eu tenho arranjo de suculenta pra fazer. E eu fiz um workshop de bordado <3 E eu também comprei um tênis novo maravilhoso de presente-pra-mim-mesma de aniversário. E, enquanto eu escrevo esse post, tomei a decisão de voltar para a yoga. Aguardemos.

diarin01

o que deu pra decorar nesses dias

E vocês, o que cês tão fazeni? 🙂

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Agradecimentos especiais desse post:
Obrigada Nicas, de quem roubei descaradamente o formato de um dos seus últimos posts, DESGURPA; Vaneça, que segue enriquecendo meu vocabulário; e obrigada migas das newsletters, por me fazerem ver que a vida é diariamente muito daora, mesmo quando não é – agora a tem newsletter, run run run!

Pedido de desculpas especial desse post:
A todo mundo que tá comentando aqui e eu não consigo responder nunca/rapidamente: DESGURPA. Eu pretendo melhorar.

** Escrevi bosta sobre a série antes, na ansiedade de “ter que escrever algo sobre a série”. Antes eu tinha decidido deixar a asneira aí, pública, e fazer um mea culpa, mas achei melhor que a retratação tivesse um pouco mais de destaque. Não sei dizer se é porque been there, done that, se foi porque eu simplesmente caí no discursinho pré-fabricado que tentaram nos enfiar goela abaixo, ou apenas porque eu preciso ainda de muito, muito chão pra aprender, mas tinha apenas lidado com Love como “personagens chatos”. E não é isso. Por favor, leiam esse texto ótimo aqui e percebam os vários níveis em que essa série é errada. Errei, viu gente? Eu também já peguei esse boy. E não dá pra gente continuar agindo naturalmente e como se esse boy fosse cool. “E esse relacionamento todo errado onde um manipulador sem qualidade aparente seduz uma mulher fragilizada (que “só quer amar”) pra cagar na vida dela não é inédito, claro. Muitas de nós já passamos por isso. E isso também abre espaço para questionarmos como o amor se insere no nosso imaginário de mulheres. Mas não vi isso na série e, sinceramente, espero mais das minhas ficções. E não porque espero personagens perfeitas nem perfeitos, só espero não ver esse tipo de bosta sendo mostrada como algo bom. Algo cool.”