diarin

diarin #7 – so far so good

A pergunta que eu fiz no último diarin continua reverberando: devo eu ter uma newsletter? Devo eu ter uma newsletter e o blog? Como faz pra ter mais essa responsabilidade? Vocês leriam? O que vai acontecer com a gente?

Continuam sendo questãs. Sem respostas. Por ora, seguimos.

O que eu posso dizer é que faz tempo que eu não venho aqui contar da vida, não é mesmo? Eu reparei principalmente porque tenho uma cacetada imensa de série pra falar pra vocês assistirem e, sem or, isso não para. E eu ia fazer um textão pós-carnaval, já que é quando o ano começa, mas depois do carnaval tem meu aniversário e só então o ano ganha algum movimento então cá estou eu, seguimores.

TÔ ASSISTINI
Categoria Assisti e foi gostosinho:
 Apartment 23 (don’t trust the bitch…) foi bem divertida e a Krysten Ritter é realmente incrível, mas nada emocionante; The New Normal é beeem bonitinha, engraçadinha e tem personagens cativantes, mas também tem um personal tão horrível e odioso que eu acho que esqueceram de colocar o aviso de “isso é uma piada não é legal ser assim”;  Please Like Me começou sendo meio aaaaah e tá me ganhando aos poucos, que puta série fofinha; Santa Clarita Diet se você embarcar no nonsense e ignorar as nojeiras, é beeeem engraçado e nunca antes na história desse país um casal representou a mim e ao boy tão bem; a segunda temporada de Mozart in the Jungle é bem delicinha e eu não consigo tirar os olhos do Gael? Sim; a segunda temporada de Transparent continua uma porrada atrás da outra, mas eu acho que tá perdendo o foco principal? Sim também.

Categoria Minha série minha vida em ordem de alucicrazy que eu fiquei: American Crime Story: People X O.J. Simpson, porque eu absolutamente amo histórias de crimes e amo histórias de julgamento. QUE PUTA SÉRIE. Que atuações, que roteiro, que desgraçadinha da cabeça que eu fiquei quando terminei. Vejam.; Desventuras em Série, eu não saberia dizer nada racional sobre essa série. É terrível, é horrorosa, só acontece coisa ruim, é tudo o que eu queria ter produzido em toda a minha vida, não vejam <3; Crazy Ex-Girfriend;

Fora isso e Fora Temer, é claro, vai ter textão sobre os filmes do Oscar. Ou não. Essa é a Isadora 2017 se eu for eu vou, vamos ver.

TÔ LENI
Cara, então. Eu tenho medo de contar isso publicamente porque grandes migas e grandes leitoras e Lorelai Gilmore amaram este livro, mas devo confessar que achei Wild/Livre uó. Chato. E entediante. E eu acho que talvez não entendir. Eu não entendir se é uma história sobre a travessia/caminhada em si, eu não entendir se é uma história de epifania pessoal, de superação, eu não entendir. Eu só achei que não chegava a lugar algum nunca – mas talvez esse seja realmente o ponto, e eu só não esteja no melhor momento pra ler um livro assim. Podicê. Vou dar uma nova chance em breve. E ver o filme.

Daí eu comecei a ler O Conto da Aia, da Margaret Atwood, porque agora eu participo de um Clube do Livro, minha gente (tomamos chás e temos gatos sim), e indicaram essa leitura maravilhosa por lá. TÁ MUITO DAORA. É uma distopia num futuro não tão distante onde ocorreu um golpe de Estado e uma espécie de seita religiosa e ultra fundamentalista domina os rolês e quem sofre? Claro, nós, mulheres. COINCIDÊNCIA MORES? Vamos perguntar para um Xeroque Rolmes. Volto em breve com mais notícias.

TÔ FAZENI
Olha. Eu não queria falar em voz alta pra não zicar. Ou talvez por não entender. Ou talvez por um minimozinho de vergonha. Mas pra vocês, assim, eu conto que, menina… Eu tô indo na academia. Eu tô indo na academia real oficial assim, eu tenho um treino, e eu tenho outfits, e as pessoas me chamam pelo nome e eu troquei bons quilos do meu peso por músculo – embora eu ainda ache que essa parte é mentira. E eu não confirmo nem nego que eu tenha comprado um pote de whey (vegano). Veremos.

Junto com isso eu decidi treat myself e fazer várias coisinhas entre chatinhas e legaizonas para cuidar de moá, como por exemplo ir ao dentista (tortura) e fechar um pacote de massagem de madame (legalzona). Obviamente que a partir de agora eu vou ter que viver até junho com 3 reais na conta, mas tamo aqui se sentindo linda, cheirosa e bem cuidada? Tamo.

Ah, e seguimos cada dia mais vegetarianinha, com muito amor, rumo à testemunha de jeovegan, mim aguardem.

OS TOMBO QUE EU TÔ LEVANI
Eu até que tô conseguindo com sucesso me manter em pé mas minha gente o que eu tô vendo de gente querida se estabacando não tá escrito, eu tô com o coração apertadinho, apertadinho </3 É difícil estabelecer aquele limite “não é problema meu, não pode me afetar tanto”, sabe? Acaba sempre ficando uma áurea meio bad pairando, como se a gente devesse estar fazendo mais. Dói.

Daí fora o país, fora o mundo e fora o quê? Vocês já sabem. Tem também que eu tô com uma alergia generalizada agudíssima e horrorosa desde, mais ou menos, novembro. Sim, novembro. Sim, ano passado. Uhum, faz uns 4 meses. É uma coisa linda que você começa a se coçar e a sua pele vai ganhando relevo e coloração avermelhada à medida que seus dedos a tocam e, basicamente, você vira uma lousa mágica. Já fui em mais ou menos todos os médicos do hemisfério sul e eles dizem que 1) não vomorre; 2) do mesmo jeito que ela aparece, ela vai embora; 3) não tem causa definida; 4) pode demorar até 1 ano pra passar. UM ANO TÁ MORES.

OS PULO QUE EU TÔ DANI
PULO GLITTER SAMBA CARNAVAL VEM VEM VEM GLITTER ATÉ 2018 VAMÔ.

E eu queria muito dar a notícia importantíssima life changing e absolutamente surreal pra mim de que eu, depois de 27 anos, finalmente consegui largar o vício em Afrin. É sério gente. Eu não uso mais Afrin. At all. Aquilo é uma desgraça e todo médico que eu ia me dizia que eu ia ter um avc por causa daquela merda. HOJE EU SOU UMA PESSOA LIVRE.

Vamo comemorar.

diarin #6 – continuamos por aqui por enquanto

Oi gent. Cês tão boa?

Venho cá eu depois de um sumiço programado e dolorido por meio deste vos questionar: devo eu ter uma newsletter? Eu devo ter uma newsletter e manter o blog? O que vocês pensam a respeito disso, meu povo? E sobre a vida? E o Universo e tudo o mais?

Pois bem, esses pensamentos têm assolado meus últimos dias. Rolou até uma conversa no tuínter em que digníssimas arrobas queridas da minha vida insistiram para que isso acontecesse, mas meu coração-flogão ainda me prende por aqui. Ou não? O que eu faria numa newsletter diferente daqui? Onde vocês estão?

São questões.

TÔ ASSISTINI
Categoria Assisti e foi gostosinho:
BlackishHow to Live With Your Parents (For The Rest of Your Life)How to Get Away With Murder, Black Mirror (defina “gostosinho”); Categoria Comecei e já abandonei: The Good Place (merece segunda chance), The Fosters, Paranoid, The ExpanseCategoria Assisti até o final por pura raiva e vontade de morrer: 3% – meu deus do céu que coisa ruim; Comecei detestando e terminei adorando: Westworld; Categoria Tamo assistindo: Designated Survivor sdds Jack Bauer, Brooklin Nine, This Is Us;

Fora isso, teve Gilmore Girls – Um Ano Para Recordar. Mas eu não sei falar sobre isso.

E, no quesito cinema, foi um mês animadinho e cheio de coração quentinho, com Animais Fantásticos e Onde Habitam, o ótimo Doutor Estranho #cumberbitch e, em breve vai ter mais Star Wars pra deixar todo mundo feliz. #gratidão eu diria.

TÔ LENI
Elena Ferrante Elena Ferrante Elena Ferrante. Estou lendo Elena Ferrante. Quer dizer, acabou. Acabou o pesadíssimo A Filha Perdida, que desgraçou tudo da cabeça mesmo, e depois acabou História de Quem Foge e Quem Fica – terceiro livro aguardadíssimo da tetralogia, achei um pouco menos cativante que os dois primeiros, mas a história TÁ CADA VEZ MAIS TRETA SOCORR. Acabou e a gente ficou como? Desgraçada da cabeça. Daí resolvi ler O Ano Em Que Disse Sim, da marabijosa Shonda Rhimes que mulher – aproveitando a deixa de bichar (pesquisem) com a miga Analu, e descobrindo o inevitável, que eu sou horrível nisso. Mas tamo seguindo, e é engraçado e levinho e auto-ajuda, tudo o que precisávamos depois de desgraçar a cabeça com Elena Ferrante.

TÔ FAZENI
Basicamente, esse foi um mês dedicado a esse serzinho pretinho bonitinho pequenininho destruidorzinho de plantíneas aqui. Conheçam a Baunilha, nova integrante da República Comunista Bolivariana do Minhocão, vulgo casínea. Há algum tempo que pensávamos em adotar um gatíneo filhote e, bom… A gente viu a foto de uma bebê pretinha chama VANUSA na ong e no dia seguinte estávamos agarrados na bichinha. Claro que rolou uma adaptação treta por aqui, mas dessa vez, bem mais rápida: alguns uivados, alguma vingança contra os humanos, alguns dias me ignorando mais do que o normal, e agora voltamos à programação normal de amor e ronrons.

E um filhote. Gente, vocês já tiveram um filhote de gato em casa? JÁ? Vocês sabem o que é ter um bichinho do tamanho da sua mão dormindo em cima da sua cara porque não tem a menor noção de espaço? Caçando o próprio rabo por aproximadamente 15 minutos? Tentando pular em cima da cama e caindo no chão porque não alcança? Eu recomendo.

Esse foi um mês mais caseiro, com menos grana e menos motivação. Mas ainda deu pra ir assistir o ótimo Rocky Horror Show numa adaptação beeeem divertida, pertinho de casa e com uma amiga querida. Também, recomendo. Menos que filhote de gatinho, mas ainda assim, vale a pena!

Comprei um computador novo, que tá deixando minha vida internética mais interessante. Pra vocês terem uma ideia, meu computador antigo, além de uma mancha de 4 dedos no lado esquerdo da tela muito black mirror isso gent, não me permitia abrir um navegador + outro programa randômico como, por exemplo, o Word. Ou o Spotify. O Photoshop? Puf. Explodia. Então eu peguei todo o dinheiro que não recebi com o 13º e investi num bichinho novo prateado rapidinho cheio dos balangandã tecnológico com a assistente pessoal robô Cortana. Tô adorando.

OS TOMBO QUE EU TÔ LEVANI
Vai chegando o final do ano e a gente tá como? Cansada, exausta e tentando resolver as tretas da vida que não resolveu nos outros 11 meses e 12 dias. Uhum. E quanto mais treta a gente tenta resolver o que acontece? Aham, mais treta surge. A progressão é mais ou menos assim: tenta fechar uma das 3 contas no banco pra parar de pagar taxa desnecessária > Descobre mais 2 contas abertas > Pede pra fechar as 4 contas > Perde o RG na tentativa > Precisa do RG pra justificar o voto que não votou no 2º turno > Acha o RG > Perde a guia do exame > Pede o encerramento da conta empresa > Precisa do título de eleitor regularizado… E assim segue a vida.

E tem o país né, gent. E tem o mundo. Que a gente finge que não tem pra não sofrer mais.

OS PULO QUE EU TÔ DANI
Minha gent, eu parei de comer carne. Tá, talvez seja muito cedo pra falar isso, “parei” assim, mas eu tô nesse processo. E olha, tá sendo bem sussa. Muito fácil de adaptar, muito gostoso de cozinhar, muito tranquilo de passar sem. Até agora, os problemas figuram em dois pontos bem específicos: salsicha (sim socorr) e shopping. Shopping é muito deprê se você não come carne, gente, só sobra aquele brócolis velho do Viena. Mas ok, fica como mais uma dica de detox, né. Se me tornarei uma pessoinha absolutamente vegetariana? Acompanharemos.

essa edição num tem foto bonitínea

 

E sobre a newsletter: esse não seria tipicamente um post de newsletter? Seria, não seria? Então, qual seria o post que deveria entrar aqui, no lugar dele? Nenhum? E morrer aos poucos? E a dificuldade de abandonar meu posto na internet que ocupo com tanto carinho desde… 2007? São mais questões.

Aguardo ansiosamente a enxurrada de respostas de vocês com a hashtag #ficaisa.

diarin #5 – é isso aí

É isso aí, né gent? Tá tudo de cabeça pra baixo nesse mundo, só tem notícia ruim, mas se é isso aí que a gente vive, vamo fazer o quê? Vamo tentar aproveitar e tirar o melhor que dá, num é? É sim. Vamos repetir esse mantra até o final? Ô se vamos. Vamos evitar treta? Vamos também. Vamos consolidar o plano de nunca botar mais quianssa nesse mundo horrível? Uhum.

~De resto~ tá tudo bem, até. Talvez seja isso aí, num é? Umas crises dos 30 anos, umas deprês, uns finais de semana em pânico olhando pro teto, e outros que a gente produz-sai-darisada-bebe-dança e se sente muito, mas muito jovem, e um orgulho da própria casa e, no fundo, um olhar pra si discreto pensando que, talvez, o copo esteja bem perto ali do meio cheio, afinal. Ao menos, vamos tentar nos convencer disso diariamente.

Tô assistini

Rolou uma deprê depois do combo maravilhoso de séries de agosto-setembro? MININA. Que desespero. Daí começamos a atirar para todos os lados e baixamos (sim, isso ainda existe) 3 episódios de The Good Place, que tem tudo para ser uma das minhas séries favoritas pois Michael Schur – APENAS Parks and Rec, SNL e Brooklin 99, saidaqui – , se não fosse o fator eu tenho que baixá-la. Nesse meio tempo, teve também The Get Down, que é incrível, mas a essa altura vocês todos já sabem disso (assistam) e Luke Cage, que é bem boa, que glorifica a maravilhosa expressão qui homão da porra a cada frame, e afe, qui mulherão da porra também Rosario Dawson casa comigo.
Claro que eu não poderia deixar de brevemente falar aqui sobre a série que move a minha vida, que é Ru Paul’s Drag Race, na sua melhor versão: All Stars – basicamente, um novo reality com as melhores drags (que não venceram) das últimas temporadas. Eu só tenho uma coisa a dizer sobre isso:

Yekaterina Petrovna Zamolodchikova rainha da minha vida

Tô leni

ESTOU LENDO MEU DEUS ESTOU LENDO! Vocês ouviram isso? EU. ESTOU. LENDO.
Depois de um hiato de tanto tempo que não quero nem parar pra procurar, eu li um livro inteirinho, desses de gente grande, desses complexos e tudo, desses que deixam a cabeça da gente toda desgraçada. Tô orgulhosa de mim, mim deixem! A motivação pra isso foi, claro, a maravilhosa Elena Ferrante, que tanto faz quem é de verdade, contanto que a moça continue escrevendo assim. Porfa. Eu li, finalmente, História do Novo Sobrenome, que é a continuação da bendita da tetralogia napolitana. É maravilhoso? É. Vou fazer resenha? Cês têm toda uma magnífica internet beletrista que já fez isso por mim, procurem aí. A coisa é que o terceiro livro acabou de chegar da gráfica E NÃO CHEGA NA AMAZON e eu tou o quê? Isso mesmo, desesperada. Enquanto isso, resolvi ler o A Filha Perdida, que não tem nada a ver com a história, mas tem o mesmo estilo ferrante de ser. Vou desgraçar tudo? Vou. Mas pelo menos eu tô lendo, né gente. Vamos acompanhar.


Tô fazeni

Fiz os cursos todos que era pra ter feito, fiquei cheia de ideias, botei alguma em prática? Não botei. Mas tá tudo anotadinho aqui bonitinho, numa dessas listas infinitas que, meu deus do céu, que ansiedade 😀 Mas, falando em anotar, comprei um planner, desses bem do pinterest assim e, obviamente, estou apaixonada, anotando tudo, gastando meu salário em washi tape e adesivos sem propósito algum – em breve faço um post sobre ele aqui, meniiiiinas.
E bom, eu vou falar aqui que eu… Casei. Casei agora no civil, e pra não me prolongar muito: sim, gente, eu casei só agora no civil, meses depois da festa, e tá tudo bem, ninguém morreu. E foi ótimo! Teve decoração, teve brunch, teve look do dia, teve amor, teve uma viagem bem gostosa (e caótica!) pro Rio, que sim, continua lindo, continua sendo, fevereiro março.
E não deu muito pra efetivamente fazer coisas, foi mais um mês de resolver tretas e coisas boas, de dar corres, de receber, de sair. Não que eu esteja reclamando – mas já que estamos falando disso, adivinha quem está matriculada em uma assinatura mensal de cursos infinitos de artesanato e com alarmes de preços apitando cada vez que o preço de uma máquina de costura cai? Uhum.

Os tombo que eu tô levani

Estamos malhando, meu povo? E o verão? Ouié.
E vamos combinar que não tá fácil pra ninguém essa vida de instabilidade profissional, né, amigos. Se não é por nós – ousseje, se ainda estamos empregados – é por 80% dos coleguinhas que estão te pedindo ajuda/frila/arrego, é pelo standby assustador em que tudo está, é pela situação degradante que os amigos de profissão se encontram. Tá dureza. Não sou dessas catastróficas que acham que tudo está perdido (se for pra comentar “é a crise”, por favor, nem abre a caixinha), mas que tá dureza, está. E a gente segue se agarrando onde dá, né?

Os pulo que eu tô dani

Eu tô me esforçando bastante pra driblar aquele monte de coisa ruim e dar mais espaço pras coisas boas. O primeiro passo pra isso foi enfrentar um pouco toda a bichodomatice que me pertence e criar coragem pra (re)encontrar pessoas ótimas que cruzaram meu caminho e que eu tava perdendo a chance de abraçar, e também lugares ótimos que existem por aqui e que eu tava perdendo a chance de comer neles conhecer. Eu abracei muito catiorríneos e servi de colo pro melhor nenei do mundo. E meu cabelo continua gorgeous.

diarin05

a cidade. o rildi. as comida. os marido.

 

Então eu acho que é isso aí. Tá tudo bem, né?

 

diarin #4 – e seguimos

Primeiramente vocês já sabem e fora isso, fora Temer. Segundamente seguimos por aqui, vivos, fortes e relativamente firmes tentando entender o que acontece nesse mundo.

Tô assistini

Eu ainda preciso escrever decentemente sobre Gilmore Girls e sobre o que significou assistir Gilmore Girls nessa fase da minha vida. Mas, sim, Gilmore Girls, e acabou e eu estou completamente devastada. Foram 7 temporadas de amor verdadeiro e hoje eu passo os dias gemendo Lorelaaaai baixo pelos cantos por ser uma menina má. Está triste.

Pra tentar compensar a falta que Lorelai me faz, eu resolvi embarcar em Stranger Things e superar meu medo pelo hype. Valeu a pena? Pra caralha. Passei medo? Muito. Ainda estou com medo? Demais. Levanto sozinha pra fazer xixi à noite? Nem que me paguem. Mas sim, Eleven e Dustin, meu coração é de vocês pra sempre. Assistam, sério. É maravilhoso. E eu quero reassistir todos os filmes incríveis dos anos 80-90 com a mesma vibe, mesmo sabendo que me cagarei por completo.

E Narcos voltou e eu tô aqui nos primeiros eps de norrotros e Pedro Pascal – o que equilibra minimamente meus terrores noturnos, if you know what I mean. Aguardemos, parece que tá bem boa a menina segunda temporada.

Tô leni

Outro textão to be aqui é a relação desse ano complicado com a minha falta de leituras. Falta de leituras means: eu não li nenhum livro. Nenhum. Livro. Desde maio, pelo menos, eu não consegui dar conta de nada, e olha que tivemos um Harry Potter (ruiiiiiim que dói meu deus que dor no coração – tá vendo, eu comecei algo…) nesse meio tempo. O boy tá tentando me convencer a ler Sandman, que por algum motivo misterioso eu ainda não comecei. Vamos ver.
Se eu tô me cobrando a respeito disso? Ô miga, cê num tem ideia.

Tô fazeni

Continuo fazendo umas coisas bonita ocasionalmente assim, mas nada muito produtivo, nada muito constante, nada que me dê muito orgulho. Até estou tentando, com relativo sucesso, tirar um projeto de longa data do papel de maneira mais efetiva (em breve, pequenos gafanhotos, em breve), mas por enquanto não é nada que dê pra falar: prazer, Isadora, jornalista (HAHAHAHA), editora-assistente e INSIRA AQUI SEU PLANO B QUE TE TORNA INCRIVELMENTE MAIS LEGAL E DESCOLADO. Ainda não. Vamos ver.

Agora que eu terminei de pagar os boleto mais pesados do casamento, viagem e coisa e tal, resolvi que poderia voltar a investir nuns cursos de humanas, tipo “escreve bonito”, “escreve pras quianssa”, “faz umas joia de material alternativo” assim. Nenhum deles começou ainda, mas veremos.

A real é que minha casa é muito maravilhosa para não ser usada e eu tenho passado cada minuto que posso, entre um impitima e outro, oscilando entre debaixo do cobertor + netflix e em cima do cobertor + netflix, dependendo da temperatura. E olha: vocês perceberam (VOCÊS PERCEBERAM NÉ?) que eu até escreve um tiquinho mais esse mês que passou? Uhum. Tô felizinha com essa perspectiva, de conseguir manter um ritmo, de conseguir botar pra fora.

Os tombo que eu tô levani

Eu. Não. Consigo. Me exercitar. Gente, o que acontece com a pessoa? Eu vou um, dois, três dias na bendita da academia e a minha vontade de morrer aumenta exponencialmente a cada uma – e nem é de “cansaço do treino”, é de falta de motivação pra viver mesmo. Que morte horrível. Eu já vi vídeo de blogayra fitness, já vi vídeo de blogayra não-fitness, já procurei dicas científicas, já tentei vídeos caseiros, juro que já gastei muito energia tentando descobrir comofas pra ter energia pra acordar cedo e fazer meia hora de caceta de esteira que seja e não consigo. Acho que estamos nos aproximando do momento de apenas aceitar esse fato e viver na casa dos 10kg acima do peso para todo o sempre e fim.

Os pulo que eu tô dani

Meu cabelo anda maravilhoso, cês viram? Tamo até fazendo selfens periódicas apesar do papo decorrente dos 10kg a mais e das espinhas decorrentes da vida que não perdoa. E eu gostei deveras da atualização do instagram (eu sei que faz mais de mês gente, EU SEI, vamo superar) de stories e tou postando uns videozin lá pra dizer que eu tou atualizada e condizente com a juventude que vocês acham que eu tenho.

Aliás, percebissesdia que a sociedade já não me classifica mais na categoria xóvens ou xuventudji e foi um baque, eu preciso dizer. Primeiro as enquete que te dão a opção 25 a 34, depois isso, que nem no maracatu abortista esquerdista ditadura gayzista sou mais um membro possível.

Estamos aguardando os primeiros sinais concretos do retorno de Saturno. Ansiosamente.

diarin

E como essa é a minha versão tímida e sem bolas de uma newsletter eu vou fechar esse post com o meme que tem me levado adiante em tempos de correr da poliça e brigar cas pessoa no site feicers:

harry_torrone

bejo amo vocês

diarin #3 – e tudo foi maravilhoso

Ano passado eu tirei um restinho de férias – tinha usado 15 dias pra viajar pra Cuba “fora de época”, então tinha mais uns diazinhos finais pra aproveitar – e não fiz… nada. Cheguei a dar uma passada na praia, mas foi meio estranho, voltei pra uma São Paulo em que fazia 35 graus e quis morrer durante todos os minutos que sobraram. Até comi umas coisa gostosa e vi umas coisa bonita, mas não foram assim, férias memoráveis.

Esse ano eu casei.

Minina, eu casei e fiz tudo aquilo que envolve casar – e talvez um pouquinho mais – desde uma festa que foi, sem dúvidas, o momento mais feliz da minha vida*, até uma lua-de-mel incrível, romântica, aventureira, em restaurante grifado e com comida de rua, com perrengue e com luxo, muito bacana mesmo. Eu também descansei, fiquei com os gatos, mudei todos os móveis da casa de lugar, arrumei os armários (desarrumei outros, desgurpa Marie Kondo), fiz minhas arte pra vender na praia, fiz vaso de planta bonito, até dei umas saidinhas com as amigas. Foi daora.

Sim, eu vou contar tudo pra vocês com detalhes. Mas não agora. Primeiro porque há uma ressaquinha espiritual rolando aqui, depois porque eu preciso falar sobre algum outro aspecto da minha vida antes que ache que agora acabaram todos os momentos incríveis da minha vida. Então vamoquevamo.

(Eu gostei muito de fazer essa newsletter que num é newsletter e eu não me sinto obrigada a escrever toda semana, e vocês?)

Tô assistini
Eu e todo mundo estamos assistini Orange is The New Black e Game of Thrones, né? Você também está? Claro que está. Não adianta dizer que não está, eu sei que está. Hunft. E tipo, o mais legal de acompanhar essas duas séries, pra mim, é ver como elas estão ~no compasso do seu tempo (eita) e acompanhando as tendências mundiais e ouvindo seus fãs. Ou seje: de olho no twitter. A evolução das duas é nítida e os caminhos que elas tomaram também. E o que isso quer dizer? GIRL POWER CARALEA SANSA STARK RAINHA DO MEU CORAÇÃO. Claro.

Também dei uma segunda chance pra Gotham – que é bem divertida! – e Sherlock – que eu já não aguentei uma vez e estou oscilando muuuuuito entre momentos bons e momentos de sono profundo. Vamos ver o que aparece por aí agora. Sugestões?

E daí que eu viajei e peguei mais ou menos umas 12 horas de vôo em que eu conseguir assistir  alguns filmes – títulos em inglês porque eu fui alfabetizada com a Sasha assisti tudo no original com dublagem em espanhol e tô com preguiça de procurar o nome em português, beijos Latam:

The intern: que comediazinha mais fofa e pra deixar o coração quentinho. Bocozinha dessas que a gente ama e tem vontade de virar amiga da Anne Hathaway. Eu amo como o Robert De Niro realmente se aposentou e resolveu fazer todos os filmes ruins que seu passado permite. Amo. É o que eu pretendo ser da minha vida. | How to be single: mixed feelings. Engraçadinha pero aquela forçadinha de barra pra ser mucho descolada, feministinha pero aquela cagação de regra pra agradar Hollywood, aquele meio termo que deixa a gente meio feliz, meio confusa de ter gostado. | This is 40 meu deus que filme ruim meu deus Paul Rudd por que meu deus.

Tô leni
HAHAHAHA. Next.

Não, sério, eu comecei a ler duas coisas: Garotos Corvos, por influência da Anna, e Pureza, do Jonathan Franzen, porque me incluíram em um clube do livro muito legal. Tipo coerência, né? I know. Li mais do que 20 páginas de cada um? HAHAHAHA. Ah, eu também li Salt, que porra, putaqueopariu, porra. Mas esse foi antes de tudo. E que porrada.

Tô fazeni
Olha, eu diria que ainda é cedo (cedo, cedo, cedo, cedo). Que eu ainda não comecei a pensar o que vai ser desse semestre, qual foi o balanço de 1 ano de trabalho, qual foi a reflexão dos 27 anos passado o susto. Eu preciso, sim, muito, arrumar alguma coisa pra fazer. Tô fazendo umas coisa bonita, mais livre pra pegar as coisas e botar a mão na massa com menos pressão, mais livre pra procurar uns cursos sem aquela obrigação de ter que ~servir pra algo, mas ainda sem saber muito bem o que fazer com tudo isso.

Os tombo que eu tô levani
Lembra que eu tava toda felizinha com o pilates? Fuén. Uma mistura de fatores professor insuportável e falta de dinheiro me fez desistir, outra mistura de fatores casamento e viagem e ceviche infinito me fez engordar loucamente em um mês, e uma terceira mistura de fatores socorro cicarelli me fez voltar pra boa e velha e horrorosa como eu odeio aquilo academia de sempre. Wish me luck. Eu odeio aquilo com todas as minhas forças, mas fiz um desses acordos ótimos que a gente faz consigo mesma que se eu conseguir emagrecer os quilos que preciso, ganho de presente uma aula de pilates topzera. Aguardemos.

Os pulo que eu tô dani
Eu finalmente cortei/arrumei meu cabelo – tava naquela fase “deixa crescer pra ””fazer alguma coisa”” pro casamento” e foi a coisa mais bonita da minha semana. Olha só como tá lindo e divo. Num tá? E bom… É isso. Eu acho. Já já eu vou conseguir enxergar que mais que tem, num vou? Ô se vou. Wait for me.

diarin03a

o dia <3 | a viagem | o gato | o cabelo (e a cara de sono)

Agora eu tenho que descobrir-escolher o que eu quero fazer da vida daqui em diante. Eita. Faço uma pós? Continuo a fazer cursos de artesanato como se eu realmente fosse vender miçanga? Adoto mais 5 gatos e fico de boas? Inauguro uma hashtag de projeto verão e fico rica vendendo meu corpinho? Veremos.

* Durante a viagem, num mercado de pulgas em Bogotá, havia uma família de nenéns catiorros muito nenéns e com muito frio e envoltos em um cobertorzinho e fazendo montinho neles mesmos para fugir do frio. Eu, obviamente, fui lá e mergulhei no meio deles e peguei um deles no colo e levantei ele na direção do meu rosto e ele mordeu meu nariz com aquela mordidinha banguela de filhote de catiorro. Desgurpa, mas esse foi o momento mais feliz da minha vida, o casamento foi daora até.