diarin

diarin #9 – alor alor grassazadeus

Olar minha gente.

Cês tão bonzinho?

Eu já nem sei o que mais falar sobre o fato de que estamos no mês de JULHO de nosso senhor Lula 2018. Apenas não sei. O que aconteceu de abril (abril!) pra cá, a não ser que Gretchen <3 que férias <3 que mais? Não sei. Mas então vamos por parte:

TÔ ASSISTINI
Vamos considerar que eu estive de férias, ok? Sem mais delongas fomos de Big Little Lies – que eu adorei, achei um suspense super bem construído e adorei cada uma das personagens como não adorava personagens totalmente diferentes de mim desde Desperate Housewives -; Terminamos a segunda temporada de Crazy Ex-Girlfriend, que vai se configurando como uma das minhas séries favoritas da vida real oficial; Não conseguimos passar por Dear White People o que, sim, diz muito sobre a gente, infelizmente; Nem tampouco por American Gods – por enquanto, mas daremos uma nova chance, já que Neil Gaiman merece tudo; Tivemos uma temporada redentora e maravilhosa de Ru Paul’s Drag Race nesse ínterim (uia) que aqueceu meu coração peludo com novas dúvidas de gênero ainda sem solução; Nos divertimos bastante com as novas temporadas de Unbreakable Kimmy Schmidt, ainda melhor que a anterior, e Master of None, tão sensível e divertida, mas que cagou grandão na personagem feminina dessa vez.

Agora uma grande pausa para falarmos em caps loka sobre uma obra de arte em formato de série que é The Handmaid’s Tale: falamos no famigerado abril que havíamos terminado a leitura (incrível) desse livro e BUM, veio a série. Que série, senhores. Que série. Que série linda, bem adaptada – beeeem diferente do livro e, ainda assim, ótima, bem desenvolvida e fiel – que fotografia linda, que trilha sonora incrível. Que série absolutamente necessária, inclusive. Que seriezona da porra, eu diria. Assistam. Serião.

TÔ LENI
Não estamos lendo nada por que, caros amigos? Porque eu terminei a maluca tetralogia napolitana da Elena Ferrante e estou o que? Morta. Passada. Enterrada. Morta mais uma vez. Eu não tenho a menor condição de falar nada além disso, só que fazia tempo que não ficava tão absorta em algo. Fiquei. Não sei sair. Alguém me ajuda? Estou em dúvida se leio mais livros da Ferrante agora, ou se tento me desvencilhar de uma vez. Alguém tem alguma recomendação de leitura pra me ajudar?

Ah, eu também li A guerra não tem rosto de mulher, da Svetlana Alexijevich, que é uma porrada tão grande que eu lia mais ou menos 3 páginas por dia pra conseguir sobreviver.

TÔ FAZENI
Eu tirei férias. Pela primeira vez na vida adulta eu tirei férias e realmente tirei férias, fiquei em casa 26 dos 30 belíssimos dias que a CLT (ainda me permite). 4 desses dias foram muito bem aproveitados em uma viagem que surpreendeu muito positivamente, embora simples, mas todos os outros diazinhos foram tirados para 1) descansar; 2) resolver tretas da vida; 3) descansar; 4) pensar na vida. O resultado eu posso dizer que foi bem mais positivo do que eu esperava, muito embora (claro), parece que foram 3 dias, e não 30. Estou com saudades? Estou com saudades. Todo dia. A cada minuto. Não vou dizer que fiz tudo o que queria, pois nem tretística quanto lazerzísticamente isso foi uma verdade, mas me fez repensar a vida.

E tamo como, gente? Tamo repensando a vida. Já parei pra pensar que vou mais a fundo aqui nessa reflexão, mas muito provavelmente eu não farei isso, então vou dizer que comecei, finalmente, a por na ponta do papel – do alto do enorme morro dos meus privilégios – as vantagens do bom e velho trabalhinho. Dói pensar nisso, porque a gente se cobra de todo o lado: pra fazer algo que ama, pra ser feliz fazendo o que ama, pra fazer algo pra pagar as contas, pra agradecer porque você tem e muita gente não tem, pra não reclamar de barriga cheia, pra se contentar com o que há… São tantas questões. Nenhuma conclusão. Só uma angústia constante que, minha gente, já já vai tirar até o CPF e título de eleitor.

OS TOMBO QUE EU TÔ LEVANI
Eu voltei a trabalhar;
Minha alergia continua por aqui;
Achei que tinha embalado na academia, mas era mentira;
A crise com a vida segue belíssima. Dizem que está loira também.
(teve até problemas em escala, olha que beleza do design que eu sou minha gente)

OS PULO QUE EU TÔ DANI
Seguimos fazendo algumas coisas para nós mesmas, no caso umas atividadji muito maluca de se pendurar nas coisas enquanto estamos peladas (gostando cada vez mais e cotando a instalação de um pole na minha sala? Talvez).

Decidimos também por meio destes 28 anos sofrendo do mesmo mal o quê? Cuidar de vez da belíssima face eliminando as espinhas com aquele-que-não-pode-nomeado, o Roacutan. Pra quem não conhece, Roacutan é um remédio fortíssimo, desses que a gente precisa assinar “termo de compromisso”, que promete (e cumpre na maioria das vezes) eliminar as espinhas para todo o sempre. Ele é cheio de restrições, efeitos colaterais que vão de ressecamento total (sim, total. Sim, TOTAL. Isso aí mesmo que você tá pensando resseca também) do corpitcho, dores nas juntas, de cabeça e, em casos mais severos, desgraçamento geral da cabeça. Estou com medo? Estou sim. Mas estou também bem esperançosa com o tratamento e já MUITO feliz com os resultados da primeira semana de uso.

Também consertamos a vitrola que era dos meus pais e zeramos o bingo hipster indo a feirinhas de vinis. E agora eu tenho esse hábito caro de ouvir um vinil tomando um vinho. Que vergonha da minha pessoa, minha nossa. Meus filhos darão bastante risada.

AS COISA QUE EU TÔ QUERENI
Inaugurando esse novo campo marabrijoso aqui como uma espécie de resolução de ano novo permanente pra me ajudar naquela coisa de fazer as coisas por si mesma. Tô quereni intensamente para os próximos meses: voltar a fazer cursos “sem propósito pra mim”, esses de artchi, de artesanato, de tia tricoteira dos gatos, esses mesmos. E entender, junto que isso, que eu não preciso transformar tudo o que eu sei/gosto de fazer necessariamente em um trabalho. Tá?

as obra doida de inhotim. as maluquice que a gente anda fazendo. o gato de roupínea. os vinil hipster.

 

Certeza que, da próxima vez, já vai ser dezembro. Certeza.

diarin #8 – mddc 2017 segura a onda

Minha gente, quanto tempo, quanta coisa, minha nossa senhora de 2017. Parece que faz uns 4 anos que eu escrevi o último diarin. Março foi infinito, não foi? E agora a gente já tá em abril. Acabando a primeira semana. Eita.

Com a quantidade de feriado que esse mês vai ter – não que alguém aqui esteja reclamando! – já vimos o que vai acontecer, né? Trupicamo o dedinho do pé na beirada da cama e puf, cabô primeiro semestre. MINHA GENTE SOS.

TÔ ASSISTINI
Então, gente. Eu tô vendo Mad Men.

Muito provavelmente, até eu publicar esse texto já terei terminado. Muito provavelmente, até eu publicar esse texto estarei em posição fetal chorando de saudade de Peggy Olson. Que mulher, amigos. Que mulher. Que série, amigos. QUE SÉRIE. Eu sei que vocês haviam me avisado, eu sei que vocês tinham me sugerido, EU SEI MINHA GENTE. Desgurpa.

Eu tinha preguiça. Preguiça real oficial de ver, numa série, o que eu vivo mei que todo dia, não exatamente na minha profissão, mas nela também, mas com as pessoas ~do meu convívio. Eu tinha certeza que a bad ia bater. E bateu viu. Minhanossasenhoradadesconstrução, bateu forte. Bateu e ficou porque a cada episódio eu terminava com aquela sensação de “graças à deusa não é mais assim credo os anos 60 ah não veja bem é igualzinho ainda hoje em dia oi Zé Mayer seu escroto”. A sensação de “meu deus as pessoas morriam de trabalhar e não tinham vida e eram enganadas sobre aquilo ser bom e benéfico mas passou ah não pera oi Temer seu filho da puta”.

Bateu a bad e bateu também a saudade porque, pra além de tudo isso, que puta coisa bem construída, que roteiro, que personagens. Update: ontem eu vi o último episódio e eu tô seriamente na bad aqui em casa, minha nossa senhora, que genial e que deprimente. Que série, minha gente.

E que homem – desgurpa, deusa.

Acabei não falando aqui sobre Crazy Ex-Girlfriend, o que foi uma grande falha – da qual eu não me redimirei HEHE. Então deixo o texto da Anna Vitória, no Valkirias, que com certeza é o texto mais completo e maravilhoso que vocês poderiam ler sobre essa série absolutamente maravilhosa.

TÔ LENI
Vou fingir que não entrei em um novo hiato pois tenho medo do que pode acontecer. Vou dizer apenas que terminei o famigerado o O Conto da Aia, da Margaret Atwood, e é muito maravilhoso/ assustador sim, leiam. Leiam muito, até porque vai ter uma série no Hulu – streaming que não tem no Brasil mas que a gente pirateia – que mais parece uma fanfic que eu criei na minha cabeça com Peggy Olson, Rory Gilmore e Pussey como personagens principais. Estamos ansiosas? Estamos.

Eu também li o Outros jeitos de usar a boca (ela só fala ou também beijaaaaaaaaa e essa boca aíiii? DESGURPA) da Rupi Kaur, que é uma porrada dessas de fazer a gente pensar em tatuar coisas e também sobre que catzo que eu não leio mais poesia.

TÔ FAZENI
Vamos por partes. Teve o carnaval que foi e bom e foi ruim, e eu fiquei doente, minando completamente a minha empolgação anual de um final de semana regado à catuaba. Claro que teve o pré-carnaval, que foi e sempre é ainda mais legal que o carnaval real oficial, e foi realmente muito bacana divertido socorro dor nas pernas ai que ressaca mim segura meu amor. Teve, teve sim. Teve fantasia legal, teve sair na rua só de maiô ainda não entendir como foi possível, teve muitos amigos e muita diversão. Mas acho que o espírito carnavalesco acabou sendo minado tanto pela Bad Real Oficial Geral Panorama Mundial quanto pela Bad Pisciana Interna 2017. Aquela, que você não sabe descrever, aquela, que você não se sente encaixada, aquela, que você deixa as pessoas, sempre elas, te afetarem com o individualismo, o egoísmo, a falta de noção de sempre. Aquela, que você fala “então foda-se todo mundo eu não quero mais saber de ninguém” – e sofre até hoje por eles.

Daí teve o meu aniversário. Lembra dele? Bom, a bad seguiu firmemente agarrada no menino aniversário, participando, basicamente, dos mesmos pontos de atrito: ninguém me ama, ninguém me quer, vou chorar na cama, foda-se todo mundo. É mentira. É um esforço monumental pra mim perceber que muita gente me ama me quer se importa SIM, esforço ainda maior valorizar essas pessoas. Mas eu tô no caminho. A dificuldade maior foi enfrentar o sentimento de ESSE PRECISA SER O MELHOR DIA DO MEU ANO e, bom. Cês imaginam a expectativa X realidade, né? A bad, ela não deixa a gente ver as coisas como elas foram de verdade. Teve um karaokê divertidíssimo com pessoas incríveis que estão sempre comigo. Teve A Bela e a Fera, meu deus, teve A Bela e a Fera. Teve minha casa com os amores da minha vida. Teve comida gostosa. Teve um tempinho de merda que me deixou cinza cinza cinza. Mas foi e foi bom. Eu queria ter viajado e sumido do mundo até ele passar? Queria. Eu fiz isso? Não fiz. Eu tô chateada e vou arrastar isso até ano que vem até eu esquecer disso e ficar em cima da hora e não conseguir de novo e a bad bater. Vou.

E teve a vida. Essas fases em que tudo-acontece-sempre-e-todo-final-de-semana-tem-coisa são sempre seguidos de momentos de descanso e calmaria, e eu estou aprendendo a valorizar estes – talvez, mais do que os outros. Eles são maravilhosos. Ficar em casa, arrumar a casa, cozinhar, sair pra comprar uma flor ou uma planta, ver um filme, brincar com os gatos. Só de falar já esquenta o coração. Só de falar mal posso esperar o próximo final de semana!

OS TOMBO QUE EU TÔ LEVANI
A crise do “o que eu quero fazer da minha vida?” nunca passa, né? Quando você acha que ela deu uma estabilizada, acontece alguma coisa, aparece alguém, muda alguma coisa, ou simplesmente, nada muda, e aí ela volta e você fala: são 9, 10 horas do meu dia, e pra quê? Ao mesmo tempo, é difícil conseguir organizar as coisas fora dali, o tempo parece cada vez mais curto, a energia cada vez menor. Fora que a gente vai morrer trabalhando e, muito provavelmente, sem férias e sem VR, né, mores? Essa bad, ela sempre volta.

Minha alergia continua aqui, viu, firme e forte. Tá uma delícia. Eu só quero arrancar membros do meu corpo ocasionalmente, só.

OS PULO QUE EU TÔ DANI
Eu vou lhes dizer, amiguinhos, que finalmente eu tô entrando numa rotina que ~cuidar de mim~ está devidamente representada. Não é como se eu parasse diariamente para fazer tratamentos de beleza, longe disso, mas certamente fazer atividades físicas regulares (sim!), algumas menos, outras mais divertidas, e prestar atenção em certos cuidados, tipo, um creminho, um protetor solar, uma máscara de argila, têm surtido algum (mínimo, por enquanto) efeito e me deixado um pouco menos cabreira comigo mesma. Na verdade, é mais sobre a sensação de estar se cuidado do que com o resultado desse cuidado em si, é realmente uma coisa que eu faço por mim – com os meus dinheirinhos, com a minha falta de sono, com o meu mau humor matinal, mas é por mim e pra mim, então é legal. Bem legal. Recomendo.

Não me sinto nada assim, mas tinha que terminar esse post com esse gif, te amo Peggy sdds.

diarin #7 – so far so good

A pergunta que eu fiz no último diarin continua reverberando: devo eu ter uma newsletter? Devo eu ter uma newsletter e o blog? Como faz pra ter mais essa responsabilidade? Vocês leriam? O que vai acontecer com a gente?

Continuam sendo questãs. Sem respostas. Por ora, seguimos.

O que eu posso dizer é que faz tempo que eu não venho aqui contar da vida, não é mesmo? Eu reparei principalmente porque tenho uma cacetada imensa de série pra falar pra vocês assistirem e, sem or, isso não para. E eu ia fazer um textão pós-carnaval, já que é quando o ano começa, mas depois do carnaval tem meu aniversário e só então o ano ganha algum movimento então cá estou eu, seguimores.

TÔ ASSISTINI
Categoria Assisti e foi gostosinho:
 Apartment 23 (don’t trust the bitch…) foi bem divertida e a Krysten Ritter é realmente incrível, mas nada emocionante; The New Normal é beeem bonitinha, engraçadinha e tem personagens cativantes, mas também tem um personal tão horrível e odioso que eu acho que esqueceram de colocar o aviso de “isso é uma piada não é legal ser assim”;  Please Like Me começou sendo meio aaaaah e tá me ganhando aos poucos, que puta série fofinha; Santa Clarita Diet se você embarcar no nonsense e ignorar as nojeiras, é beeeem engraçado e nunca antes na história desse país um casal representou a mim e ao boy tão bem; a segunda temporada de Mozart in the Jungle é bem delicinha e eu não consigo tirar os olhos do Gael? Sim; a segunda temporada de Transparent continua uma porrada atrás da outra, mas eu acho que tá perdendo o foco principal? Sim também.

Categoria Minha série minha vida em ordem de alucicrazy que eu fiquei: American Crime Story: People X O.J. Simpson, porque eu absolutamente amo histórias de crimes e amo histórias de julgamento. QUE PUTA SÉRIE. Que atuações, que roteiro, que desgraçadinha da cabeça que eu fiquei quando terminei. Vejam.; Desventuras em Série, eu não saberia dizer nada racional sobre essa série. É terrível, é horrorosa, só acontece coisa ruim, é tudo o que eu queria ter produzido em toda a minha vida, não vejam <3; Crazy Ex-Girfriend;

Fora isso e Fora Temer, é claro, vai ter textão sobre os filmes do Oscar. Ou não. Essa é a Isadora 2017 se eu for eu vou, vamos ver.

TÔ LENI
Cara, então. Eu tenho medo de contar isso publicamente porque grandes migas e grandes leitoras e Lorelai Gilmore amaram este livro, mas devo confessar que achei Wild/Livre uó. Chato. E entediante. E eu acho que talvez não entendir. Eu não entendir se é uma história sobre a travessia/caminhada em si, eu não entendir se é uma história de epifania pessoal, de superação, eu não entendir. Eu só achei que não chegava a lugar algum nunca – mas talvez esse seja realmente o ponto, e eu só não esteja no melhor momento pra ler um livro assim. Podicê. Vou dar uma nova chance em breve. E ver o filme.

Daí eu comecei a ler O Conto da Aia, da Margaret Atwood, porque agora eu participo de um Clube do Livro, minha gente (tomamos chás e temos gatos sim), e indicaram essa leitura maravilhosa por lá. TÁ MUITO DAORA. É uma distopia num futuro não tão distante onde ocorreu um golpe de Estado e uma espécie de seita religiosa e ultra fundamentalista domina os rolês e quem sofre? Claro, nós, mulheres. COINCIDÊNCIA MORES? Vamos perguntar para um Xeroque Rolmes. Volto em breve com mais notícias.

TÔ FAZENI
Olha. Eu não queria falar em voz alta pra não zicar. Ou talvez por não entender. Ou talvez por um minimozinho de vergonha. Mas pra vocês, assim, eu conto que, menina… Eu tô indo na academia. Eu tô indo na academia real oficial assim, eu tenho um treino, e eu tenho outfits, e as pessoas me chamam pelo nome e eu troquei bons quilos do meu peso por músculo – embora eu ainda ache que essa parte é mentira. E eu não confirmo nem nego que eu tenha comprado um pote de whey (vegano). Veremos.

Junto com isso eu decidi treat myself e fazer várias coisinhas entre chatinhas e legaizonas para cuidar de moá, como por exemplo ir ao dentista (tortura) e fechar um pacote de massagem de madame (legalzona). Obviamente que a partir de agora eu vou ter que viver até junho com 3 reais na conta, mas tamo aqui se sentindo linda, cheirosa e bem cuidada? Tamo.

Ah, e seguimos cada dia mais vegetarianinha, com muito amor, rumo à testemunha de jeovegan, mim aguardem.

OS TOMBO QUE EU TÔ LEVANI
Eu até que tô conseguindo com sucesso me manter em pé mas minha gente o que eu tô vendo de gente querida se estabacando não tá escrito, eu tô com o coração apertadinho, apertadinho </3 É difícil estabelecer aquele limite “não é problema meu, não pode me afetar tanto”, sabe? Acaba sempre ficando uma áurea meio bad pairando, como se a gente devesse estar fazendo mais. Dói.

Daí fora o país, fora o mundo e fora o quê? Vocês já sabem. Tem também que eu tô com uma alergia generalizada agudíssima e horrorosa desde, mais ou menos, novembro. Sim, novembro. Sim, ano passado. Uhum, faz uns 4 meses. É uma coisa linda que você começa a se coçar e a sua pele vai ganhando relevo e coloração avermelhada à medida que seus dedos a tocam e, basicamente, você vira uma lousa mágica. Já fui em mais ou menos todos os médicos do hemisfério sul e eles dizem que 1) não vomorre; 2) do mesmo jeito que ela aparece, ela vai embora; 3) não tem causa definida; 4) pode demorar até 1 ano pra passar. UM ANO TÁ MORES.

OS PULO QUE EU TÔ DANI
PULO GLITTER SAMBA CARNAVAL VEM VEM VEM GLITTER ATÉ 2018 VAMÔ.

E eu queria muito dar a notícia importantíssima life changing e absolutamente surreal pra mim de que eu, depois de 27 anos, finalmente consegui largar o vício em Afrin. É sério gente. Eu não uso mais Afrin. At all. Aquilo é uma desgraça e todo médico que eu ia me dizia que eu ia ter um avc por causa daquela merda. HOJE EU SOU UMA PESSOA LIVRE.

Vamo comemorar.

diarin #6 – continuamos por aqui por enquanto

Oi gent. Cês tão boa?

Venho cá eu depois de um sumiço programado e dolorido por meio deste vos questionar: devo eu ter uma newsletter? Eu devo ter uma newsletter e manter o blog? O que vocês pensam a respeito disso, meu povo? E sobre a vida? E o Universo e tudo o mais?

Pois bem, esses pensamentos têm assolado meus últimos dias. Rolou até uma conversa no tuínter em que digníssimas arrobas queridas da minha vida insistiram para que isso acontecesse, mas meu coração-flogão ainda me prende por aqui. Ou não? O que eu faria numa newsletter diferente daqui? Onde vocês estão?

São questões.

TÔ ASSISTINI
Categoria Assisti e foi gostosinho:
BlackishHow to Live With Your Parents (For The Rest of Your Life)How to Get Away With Murder, Black Mirror (defina “gostosinho”); Categoria Comecei e já abandonei: The Good Place (merece segunda chance), The Fosters, Paranoid, The ExpanseCategoria Assisti até o final por pura raiva e vontade de morrer: 3% – meu deus do céu que coisa ruim; Comecei detestando e terminei adorando: Westworld; Categoria Tamo assistindo: Designated Survivor sdds Jack Bauer, Brooklin Nine, This Is Us;

Fora isso, teve Gilmore Girls – Um Ano Para Recordar. Mas eu não sei falar sobre isso.

E, no quesito cinema, foi um mês animadinho e cheio de coração quentinho, com Animais Fantásticos e Onde Habitam, o ótimo Doutor Estranho #cumberbitch e, em breve vai ter mais Star Wars pra deixar todo mundo feliz. #gratidão eu diria.

TÔ LENI
Elena Ferrante Elena Ferrante Elena Ferrante. Estou lendo Elena Ferrante. Quer dizer, acabou. Acabou o pesadíssimo A Filha Perdida, que desgraçou tudo da cabeça mesmo, e depois acabou História de Quem Foge e Quem Fica – terceiro livro aguardadíssimo da tetralogia, achei um pouco menos cativante que os dois primeiros, mas a história TÁ CADA VEZ MAIS TRETA SOCORR. Acabou e a gente ficou como? Desgraçada da cabeça. Daí resolvi ler O Ano Em Que Disse Sim, da marabijosa Shonda Rhimes que mulher – aproveitando a deixa de bichar (pesquisem) com a miga Analu, e descobrindo o inevitável, que eu sou horrível nisso. Mas tamo seguindo, e é engraçado e levinho e auto-ajuda, tudo o que precisávamos depois de desgraçar a cabeça com Elena Ferrante.

TÔ FAZENI
Basicamente, esse foi um mês dedicado a esse serzinho pretinho bonitinho pequenininho destruidorzinho de plantíneas aqui. Conheçam a Baunilha, nova integrante da República Comunista Bolivariana do Minhocão, vulgo casínea. Há algum tempo que pensávamos em adotar um gatíneo filhote e, bom… A gente viu a foto de uma bebê pretinha chama VANUSA na ong e no dia seguinte estávamos agarrados na bichinha. Claro que rolou uma adaptação treta por aqui, mas dessa vez, bem mais rápida: alguns uivados, alguma vingança contra os humanos, alguns dias me ignorando mais do que o normal, e agora voltamos à programação normal de amor e ronrons.

E um filhote. Gente, vocês já tiveram um filhote de gato em casa? JÁ? Vocês sabem o que é ter um bichinho do tamanho da sua mão dormindo em cima da sua cara porque não tem a menor noção de espaço? Caçando o próprio rabo por aproximadamente 15 minutos? Tentando pular em cima da cama e caindo no chão porque não alcança? Eu recomendo.

Esse foi um mês mais caseiro, com menos grana e menos motivação. Mas ainda deu pra ir assistir o ótimo Rocky Horror Show numa adaptação beeeem divertida, pertinho de casa e com uma amiga querida. Também, recomendo. Menos que filhote de gatinho, mas ainda assim, vale a pena!

Comprei um computador novo, que tá deixando minha vida internética mais interessante. Pra vocês terem uma ideia, meu computador antigo, além de uma mancha de 4 dedos no lado esquerdo da tela muito black mirror isso gent, não me permitia abrir um navegador + outro programa randômico como, por exemplo, o Word. Ou o Spotify. O Photoshop? Puf. Explodia. Então eu peguei todo o dinheiro que não recebi com o 13º e investi num bichinho novo prateado rapidinho cheio dos balangandã tecnológico com a assistente pessoal robô Cortana. Tô adorando.

OS TOMBO QUE EU TÔ LEVANI
Vai chegando o final do ano e a gente tá como? Cansada, exausta e tentando resolver as tretas da vida que não resolveu nos outros 11 meses e 12 dias. Uhum. E quanto mais treta a gente tenta resolver o que acontece? Aham, mais treta surge. A progressão é mais ou menos assim: tenta fechar uma das 3 contas no banco pra parar de pagar taxa desnecessária > Descobre mais 2 contas abertas > Pede pra fechar as 4 contas > Perde o RG na tentativa > Precisa do RG pra justificar o voto que não votou no 2º turno > Acha o RG > Perde a guia do exame > Pede o encerramento da conta empresa > Precisa do título de eleitor regularizado… E assim segue a vida.

E tem o país né, gent. E tem o mundo. Que a gente finge que não tem pra não sofrer mais.

OS PULO QUE EU TÔ DANI
Minha gent, eu parei de comer carne. Tá, talvez seja muito cedo pra falar isso, “parei” assim, mas eu tô nesse processo. E olha, tá sendo bem sussa. Muito fácil de adaptar, muito gostoso de cozinhar, muito tranquilo de passar sem. Até agora, os problemas figuram em dois pontos bem específicos: salsicha (sim socorr) e shopping. Shopping é muito deprê se você não come carne, gente, só sobra aquele brócolis velho do Viena. Mas ok, fica como mais uma dica de detox, né. Se me tornarei uma pessoinha absolutamente vegetariana? Acompanharemos.

essa edição num tem foto bonitínea

 

E sobre a newsletter: esse não seria tipicamente um post de newsletter? Seria, não seria? Então, qual seria o post que deveria entrar aqui, no lugar dele? Nenhum? E morrer aos poucos? E a dificuldade de abandonar meu posto na internet que ocupo com tanto carinho desde… 2007? São mais questões.

Aguardo ansiosamente a enxurrada de respostas de vocês com a hashtag #ficaisa.

diarin #5 – é isso aí

É isso aí, né gent? Tá tudo de cabeça pra baixo nesse mundo, só tem notícia ruim, mas se é isso aí que a gente vive, vamo fazer o quê? Vamo tentar aproveitar e tirar o melhor que dá, num é? É sim. Vamos repetir esse mantra até o final? Ô se vamos. Vamos evitar treta? Vamos também. Vamos consolidar o plano de nunca botar mais quianssa nesse mundo horrível? Uhum.

~De resto~ tá tudo bem, até. Talvez seja isso aí, num é? Umas crises dos 30 anos, umas deprês, uns finais de semana em pânico olhando pro teto, e outros que a gente produz-sai-darisada-bebe-dança e se sente muito, mas muito jovem, e um orgulho da própria casa e, no fundo, um olhar pra si discreto pensando que, talvez, o copo esteja bem perto ali do meio cheio, afinal. Ao menos, vamos tentar nos convencer disso diariamente.

Tô assistini

Rolou uma deprê depois do combo maravilhoso de séries de agosto-setembro? MININA. Que desespero. Daí começamos a atirar para todos os lados e baixamos (sim, isso ainda existe) 3 episódios de The Good Place, que tem tudo para ser uma das minhas séries favoritas pois Michael Schur – APENAS Parks and Rec, SNL e Brooklin 99, saidaqui – , se não fosse o fator eu tenho que baixá-la. Nesse meio tempo, teve também The Get Down, que é incrível, mas a essa altura vocês todos já sabem disso (assistam) e Luke Cage, que é bem boa, que glorifica a maravilhosa expressão qui homão da porra a cada frame, e afe, qui mulherão da porra também Rosario Dawson casa comigo.
Claro que eu não poderia deixar de brevemente falar aqui sobre a série que move a minha vida, que é Ru Paul’s Drag Race, na sua melhor versão: All Stars – basicamente, um novo reality com as melhores drags (que não venceram) das últimas temporadas. Eu só tenho uma coisa a dizer sobre isso:

Yekaterina Petrovna Zamolodchikova rainha da minha vida

Tô leni

ESTOU LENDO MEU DEUS ESTOU LENDO! Vocês ouviram isso? EU. ESTOU. LENDO.
Depois de um hiato de tanto tempo que não quero nem parar pra procurar, eu li um livro inteirinho, desses de gente grande, desses complexos e tudo, desses que deixam a cabeça da gente toda desgraçada. Tô orgulhosa de mim, mim deixem! A motivação pra isso foi, claro, a maravilhosa Elena Ferrante, que tanto faz quem é de verdade, contanto que a moça continue escrevendo assim. Porfa. Eu li, finalmente, História do Novo Sobrenome, que é a continuação da bendita da tetralogia napolitana. É maravilhoso? É. Vou fazer resenha? Cês têm toda uma magnífica internet beletrista que já fez isso por mim, procurem aí. A coisa é que o terceiro livro acabou de chegar da gráfica E NÃO CHEGA NA AMAZON e eu tou o quê? Isso mesmo, desesperada. Enquanto isso, resolvi ler o A Filha Perdida, que não tem nada a ver com a história, mas tem o mesmo estilo ferrante de ser. Vou desgraçar tudo? Vou. Mas pelo menos eu tô lendo, né gente. Vamos acompanhar.


Tô fazeni

Fiz os cursos todos que era pra ter feito, fiquei cheia de ideias, botei alguma em prática? Não botei. Mas tá tudo anotadinho aqui bonitinho, numa dessas listas infinitas que, meu deus do céu, que ansiedade 😀 Mas, falando em anotar, comprei um planner, desses bem do pinterest assim e, obviamente, estou apaixonada, anotando tudo, gastando meu salário em washi tape e adesivos sem propósito algum – em breve faço um post sobre ele aqui, meniiiiinas.
E bom, eu vou falar aqui que eu… Casei. Casei agora no civil, e pra não me prolongar muito: sim, gente, eu casei só agora no civil, meses depois da festa, e tá tudo bem, ninguém morreu. E foi ótimo! Teve decoração, teve brunch, teve look do dia, teve amor, teve uma viagem bem gostosa (e caótica!) pro Rio, que sim, continua lindo, continua sendo, fevereiro março.
E não deu muito pra efetivamente fazer coisas, foi mais um mês de resolver tretas e coisas boas, de dar corres, de receber, de sair. Não que eu esteja reclamando – mas já que estamos falando disso, adivinha quem está matriculada em uma assinatura mensal de cursos infinitos de artesanato e com alarmes de preços apitando cada vez que o preço de uma máquina de costura cai? Uhum.

Os tombo que eu tô levani

Estamos malhando, meu povo? E o verão? Ouié.
E vamos combinar que não tá fácil pra ninguém essa vida de instabilidade profissional, né, amigos. Se não é por nós – ousseje, se ainda estamos empregados – é por 80% dos coleguinhas que estão te pedindo ajuda/frila/arrego, é pelo standby assustador em que tudo está, é pela situação degradante que os amigos de profissão se encontram. Tá dureza. Não sou dessas catastróficas que acham que tudo está perdido (se for pra comentar “é a crise”, por favor, nem abre a caixinha), mas que tá dureza, está. E a gente segue se agarrando onde dá, né?

Os pulo que eu tô dani

Eu tô me esforçando bastante pra driblar aquele monte de coisa ruim e dar mais espaço pras coisas boas. O primeiro passo pra isso foi enfrentar um pouco toda a bichodomatice que me pertence e criar coragem pra (re)encontrar pessoas ótimas que cruzaram meu caminho e que eu tava perdendo a chance de abraçar, e também lugares ótimos que existem por aqui e que eu tava perdendo a chance de comer neles conhecer. Eu abracei muito catiorríneos e servi de colo pro melhor nenei do mundo. E meu cabelo continua gorgeous.

diarin05

a cidade. o rildi. as comida. os marido.

 

Então eu acho que é isso aí. Tá tudo bem, né?