diarin

diarin #11 – segue o baile

Ainda bem que inventam memes novos pra gente poder usar no título do blog, não é mesmo?

Por aqui, já entramos naquela loucura de “o ano acabou” em que você quer fazer tudo o que não fez no ano inteiro em um final de semana, as pessoas que não se importaram com você o ano inteiro ressurgem e querem almoçar, os dinheiros entram no modo adeusanovelhofelizanonovo, e tá tudo bagunçado. Vamo. Que tá bagunçado, mas tá bom.

TÔ ASSISTINI

Quando vi todo mundo falando da nova temporada de Grey’s Anatomy entrei imediatamente na espiral de preguiça de ter que baixar episódios/ tá tudo igual/ a série deveria ter acabado há 5 temporadas, massssss é Grey’s Anatomy, é a Shonda, e tem o Owen e meu coração nunca superará séries médicas. Tal foi minha surpresa quando eu descobri que tinha esquecido de ver uma temporada inteira. Uma temporada inteira!!!!!!!!!!!!!!!!!!1. Foram dias intensos, e a 13ª é uma baita temporada, assistam. Ainda na preguiça de baixar os eps da 14ª. Sigo assistindo A Melhor Série de Todos os Tempos™ , também conhecida como Parks and Recreation, e já passamos por casamentos e gravidezes e eu amo tanto que nem sei. Intercalei tudo isso com a engraçadinha The Good Place, que é uma ótima maneira de passar o tempo e pensar em todas as merdas que fazemos em vida, risos. E, por fim, zeramos em dois dias de muita preguiça a incrível Mindhunter, que é tudo o que uma série precisa ter pra mim: serial killers, investigadores gatinhos, pesquisa científica baseada em psicologia e serial killers. Tão daora!

Também vi Mother – que primeiro eu não vi 1/3 do filme porque estava com medo, depois eu odiei 5 estrelas, depois eu odiei de verdade, depois eu passei uma semana pensando no filme, depois talvez eu tenha gostado, e hoje que acho que amei real oficial – e Blade Runner, o primeiro, pra depois ir ao cinema ver o novo (não fui ainda). Gostei mais da estética do que do filme em si – talvez esteja pensando em dar uma festa temática? Talvez.

E daí teve Stranger Things, e teve uma maratona entre rever a primeira temporada e começar e segunda que foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Eu sou completamente encantada com a primeira temporada dessa série, dos personagens à trilha sonora, 110% vendida para a Netflix que lê mesmo meus pensamentos mais profundos. E as playlists que Netflix + Spotify soltaram? Completamente vendida. A segunda temporada eu achei que perdeu um pouco do clima Conta comigo que eu achava tão legal, e apostou mais em referências a filmes de suspense/terror E Jurassic Park, risos. Gostei menos? Um tiquinho menos. UM TIQUINHO SÓ. Te amo, Eleven, te amo, Dustin <3

TÔ LENI

O Oceano no fim do caminho, era tudo o que eu precisa ler para lembrar porque eu gosto tanto de ler – e de escrever. Obrigada, Neil Gaiman. Também comecei o novo do John Green, Tartarugas até lá embaixo, que eu fingi que estava lendo porque precisava “ler algo mais levinho”, e acabei chorando feito a pessoa emocionalmente descontrolada que sou kkk. Risos. Que legal ver que a escrita dele só melhora, achei um dos livros mais legais que ele escreveu!

Comecei a ler As virgens suicidas e tá sendo uma leitura muito legal e diferente do que eu li esse ano – eu nunca vi o filme, então é tudo surpresa também. E, de repente, todas as mulheres da minha timeline resolveram ler Mulheres que correm com lobos e a notou isso também, talvez comecemos a ler este juntas, agora <3

TÔ FAZENI

Fez bem eu ter adicionado o campo As coisa que eu tô quereni no último #diarin porque criei uma espécie de registro físico que me ajuda a pensar em mim e nas coisas que seriam legais pra dar aquela sacudida na rotina bocó da vida. Daí que eu lembrei que estava bem a fim de voltar a fazer meus cursos sem propósito algum e resolvi fazer um curso de… costura! Ultimate Tia do Artesanato, sim senhores. E ainda é um curso ainda mais legal e hipster e tia do artesanato e vou largar tudo pra viver da minha arte porque é um curso de costura voltado para objetos de decoração de casa. Risos. Vocês me aguardem! Também assisti um curso de macramê na Eduk – vocês conhecem essa plataforma? É bem bacana! – e pretendo fazer coisinhas em breve. Hehe. Veremos.

No mesmo dia, escrevi, revisei, editei as fotos e programei quatro – C.U.A.T.R.O. – posts para este famigerado blog que vocês leem neste momento. Orgulhousa. Lembro-me até do BEDA, sdds. Ah, eu também troquei o layout daqui e estou bem felizinha com o resultado, abrindo a página de 1 em 1 hora pra verificar que ficou deveras bonitinho meixmo. Não ficou? Saiam de vossos leitores de feed e me contem, por favor.

OS TOMBO QUE EU TÔ LEVANI

Tentando aprender que não importa tanto o que você tenta dar pras pessoas, por melhor que sejam as suas intenções. Elas precisam querer receber. Do contrário, você pode ser a melhor pessoa do mundo – e longe de mim ser – mas só vão enxergar o que querem. Por mais que doa. Dica da tia Isa: nunca cole porta-retratos na parede com fita dupla-face, amiguinhos. Na hora de tirar, o reboco vem junto.

Eu cancelei a academia e tô com um sentimento bem confuso a respeito. Por um lado, eu vou dormir realmente mais leve e menos preocupada/ansiosa com “tenho que acordar cedo pra ir naquele lugar horroroso do qual eu não gosto e odeio as pessoas” e “poxa, me dava tanto resultado”. Eu odeio essa expressão “dar resultados” porque chega desse utilitarismo nas nossas vidinhas horrorosas, mas era levar ver as pernocas ficando fortes. Sei lá. Quem sabe quando eu for uma dona de casa rica eu consiga voltar a ter uma rotina que inclua ir à academia pela tarde.

Ainda não fiz nem sequer o exame médico pra ir na piscina do Sesc novo #fail.

OS PULO QUE EU TÔ DANI

Como o último #diarin foi antes do feriado de setembro, não comentei por aqui sobre a viagem para Curitiba, porém fiz posts específicos sobre essa viagem gostosa. De lá pra cá, passeamos bastante por essa São Paulo maluca e apaixonante, mas também teve muito aproveitamento de casinha e preguiça e Netflix, do jeito que eu mais amo no mundo. Foram meses de muito rolê diferente com amigos e também um show incrível da minha banda mais amada e farofa, Aerosmith. Sigo firme e forme no pole, bastante satisfeita com a minha evolução.

Comprei uma máquina de costura e me inscrevi numa oficina de minas para aprender mecânica de bicicletas. Arrumei (mais uma vez) o escritório, os armários, a cômoda, o baú embaixo da cama. A paz que me dá saber que existem espaços arrumados em casa mesmo que eu não as esteja vendo? Vocês nem sabe. Preciso de mais arrumações.

Apesar de todos os pesares doloridos e muito, é engraçado que eu esteja tomando as porradas confortavelmente, como se fosse o que eu precisasse pra me encaixar em quem eu sou. Talvez eu não seja mesmo uma pessoa boa, ou tão boa quanto eu gostaria de ser, mas tô sacando isso numa posição bem confortável com a minha própria pele, em vários níveis diferentes. Será que é isso que chamam de amadurecer?

AS COISA QUE EU TÔ QUERENI

Que as coisas passem, logo. Passar um final de semana mergulhada até o nariz na piscina. Aproveitar o horário de verão.

Sigo querendo ser rica, ainda não foi possível. Minhas roupas seriam incríveis.

Ainda não é dezembro. Eita.

diarin #10 – exausta

​​S​erá que algum dia a gente vai parar de falar MDDC TÁ TUDO MUITO LOKO QUE ANO É HOJE ONDE NÓS ESTAMOS QUE QUE EU TO FAZENDO SOCORRO? Fica a dúvida.

TÔ ASSISTINI

Continuo assistindo Game of Thrones simplesmente por aquele mix de gargalhar de vergonha alheia + passar raiva até desligar a televisão a pauladas. O que fizeram com essa série? Quantos takes mais Danaerys vai ter que entrar montada no dragão? Por que o Bran não contou tudo o que ele sabia desde o começo? QUE RAIVA. Vi Atypical, uma gracinha de série sobre um garoto adolescente portador do transtorno do espectro autista, bem gostosa de assistir, da Netflix. Tomara que rolem outras temporadas! Também teve a esquisita The Leftovers, que tem uma das melhores primeiras temporadas que eu já assisti e tem o Justin Theroux, e depois vira uma piração complemente sem sentido, mas continua tendo o Justin Theroux, e ele deixa a barba crescer. ​Teve The Defenders, que eu consegui ver exatos 3 minutos de tão insuportavelmente chata, de resto só acompanhei os barulhos da Jessica Jones sendo maravilhosa enquanto escrevia os posts do BEDA. ​

Por fim, depois de tanta coisa marromeno, decidi tomar a coragem de assistir pela segunda vez a melhor série já feita na história da televisão: Parks and Recreation. Eu demorei pra fazer isso porque não queria passar de novo pela decepção pós Parks and Recreation, mas ela virá, e ela virá em breve. Por enquanto, estou aproveitando a alegria vestida de Tiger Woods tal qual Ron pós Tammy (os fortes entenderão).

TÔ LENI

Superamos Elena Ferrante? Não ​superamos Elena Ferrante, e lemos Dias de Abandono. Foi bom? Não foi bom não. Claro que não me refiro ao livro em si, que mais uma vez é excelente, mas eu tô cansada de apanhar dessa mulher, deus me dibre. MENTIRA ESCREVE MAIS ELENA TE AMO VOLTA. Depois disso eu só estava em condições de ler algo parecido com uma história dos Ursinhos Carinhosos, então matei em 3 dias o lindinho Quinze Dias, do Vitor Martins, leve, divertido, com um dos melhores protagonistas que você vai encontrar no seu caminho, e encantador. Mais importante que tudo, um livro cuidadosíssimo com as questões de representatividade que a gente tanto bate na tecla. E um abraço quentinho pra crianças dos anos 90, cheio de referências.

TÔ FAZENI

Parece que faz 18 anos que eu tirei férias. Tem horas que tudo acontece ao mesmo tempo, e todas as coisas que pareciam paradas voltam numa enxurrada maluca, né? Tô na pororoca do frila louco (amém senhor manda frilas manda jobs), tô trabalhando feito uma imbecil, tô querendo chorar em posição fetal, já não sei mais juntar duas frases. Tá compli. Especialmente porque eu tô começando a perceber que não é só o corpo físico que não tem mais o mesmo ritmo, mas o espiritual também RYSOS, a cabeça também. Pra quem fazia 3 turnos há uns anos, contando faculdade, trabalho e frilas, hoje mal consigo dar conta de 2. Mas vamoquevamo, que a gente agradece e toma uns guaraná, obrigada, manda frilas que a gente quer ir viajar.

OS TOMBO QUE EU TÔ LEVANI

 

Nessa confusão toda, joguei a alimentação e o exercício pras cucuia (ai que adulto) e tô assustadíssima com o que tá rolani aqui no corpitcho. Que dureza 🙁

OS PULO QUE EU TÔ DANI

Entre um trabalho e outro, quando eu não estou dormindo, até que estou dando belíssimos rolezinhos por essa cidade maravilhosa, maravilhosa sim, com pessoas ainda mais maravilhosas que me lembram, sempre, que o que importa é quem a gente tem. E a piscina do Sesc novo. É isso que importa nessa vida. MIM AGUARDEM NESSE HORÁRIO DE VERÃO ESTAREI INSUPORTÁVEL.

Sabe com o que eu também tô insuportável? Eu estou insuportável com a matéria que o Histórias de Casa fez aqui na casinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Sei nem o que dizer, gente, sei que tô muito feliz, que as meninas captaram tudo o que a gente quis passar/quer viver aqui dentro, que o mundo é lindo e vocês podem ver tudo o que eu ainda não tinha mostrado, com fotos bem mais lindas, lá no post. Nem os haters me derrubaram! Só amor e alegria, só.

E teve o BEDA. Vocês viram o BEDA? Que saudades do BEDA. Ai, ai.

AS COISA QUE EU TÔ QUERENI

Descansar. Arrumar a casa. Descansar. Dormir 1 final de semana inteiro. Descansar.
E fazer os cursos que eu queria fazer desde julho e ainda não fiz. E ser rica. E tomar sol na piscina do Sesc.

Histórias de Casa na casinha <3 | teve prantinha em dia de chuva só porque a foto tá bonitona | A Piscina do Sesc Novo | exausta

Ainda não é dezembro. Eita.

diarin #9 – alor alor grassazadeus

Olar minha gente.

Cês tão bonzinho?

Eu já nem sei o que mais falar sobre o fato de que estamos no mês de JULHO de nosso senhor Lula 2018. Apenas não sei. O que aconteceu de abril (abril!) pra cá, a não ser que Gretchen <3 que férias <3 que mais? Não sei. Mas então vamos por parte:

TÔ ASSISTINI
Vamos considerar que eu estive de férias, ok? Sem mais delongas fomos de Big Little Lies – que eu adorei, achei um suspense super bem construído e adorei cada uma das personagens como não adorava personagens totalmente diferentes de mim desde Desperate Housewives -; Terminamos a segunda temporada de Crazy Ex-Girlfriend, que vai se configurando como uma das minhas séries favoritas da vida real oficial; Não conseguimos passar por Dear White People o que, sim, diz muito sobre a gente, infelizmente; Nem tampouco por American Gods – por enquanto, mas daremos uma nova chance, já que Neil Gaiman merece tudo; Tivemos uma temporada redentora e maravilhosa de Ru Paul’s Drag Race nesse ínterim (uia) que aqueceu meu coração peludo com novas dúvidas de gênero ainda sem solução; Nos divertimos bastante com as novas temporadas de Unbreakable Kimmy Schmidt, ainda melhor que a anterior, e Master of None, tão sensível e divertida, mas que cagou grandão na personagem feminina dessa vez.

Agora uma grande pausa para falarmos em caps loka sobre uma obra de arte em formato de série que é The Handmaid’s Tale: falamos no famigerado abril que havíamos terminado a leitura (incrível) desse livro e BUM, veio a série. Que série, senhores. Que série. Que série linda, bem adaptada – beeeem diferente do livro e, ainda assim, ótima, bem desenvolvida e fiel – que fotografia linda, que trilha sonora incrível. Que série absolutamente necessária, inclusive. Que seriezona da porra, eu diria. Assistam. Serião.

TÔ LENI
Não estamos lendo nada por que, caros amigos? Porque eu terminei a maluca tetralogia napolitana da Elena Ferrante e estou o que? Morta. Passada. Enterrada. Morta mais uma vez. Eu não tenho a menor condição de falar nada além disso, só que fazia tempo que não ficava tão absorta em algo. Fiquei. Não sei sair. Alguém me ajuda? Estou em dúvida se leio mais livros da Ferrante agora, ou se tento me desvencilhar de uma vez. Alguém tem alguma recomendação de leitura pra me ajudar?

Ah, eu também li A guerra não tem rosto de mulher, da Svetlana Alexijevich, que é uma porrada tão grande que eu lia mais ou menos 3 páginas por dia pra conseguir sobreviver.

TÔ FAZENI
Eu tirei férias. Pela primeira vez na vida adulta eu tirei férias e realmente tirei férias, fiquei em casa 26 dos 30 belíssimos dias que a CLT (ainda) me permite. 4 desses dias foram muito bem aproveitados em uma viagem que surpreendeu muito positivamente, embora simples, mas todos os outros diazinhos foram tirados para 1) descansar; 2) resolver tretas da vida; 3) descansar; 4) pensar na vida. O resultado eu posso dizer que foi bem mais positivo do que eu esperava, muito embora (claro), parece que foram 3 dias, e não 30. Estou com saudades? Estou com saudades. Todo dia. A cada minuto. Não vou dizer que fiz tudo o que queria, pois nem tretística quanto lazerzísticamente isso foi uma verdade, mas me fez repensar a vida.

E tamo como, gente? Tamo repensando a vida. Já parei pra pensar que vou mais a fundo aqui nessa reflexão, mas muito provavelmente eu não farei isso, então vou dizer que comecei, finalmente, a por na ponta do papel – do alto do enorme morro dos meus privilégios – as vantagens do bom e velho trabalhinho. Dói pensar nisso, porque a gente se cobra de todo o lado: pra fazer algo que ama, pra ser feliz fazendo o que ama, pra fazer algo pra pagar as contas, pra agradecer porque você tem e muita gente não tem, pra não reclamar de barriga cheia, pra se contentar com o que há… São tantas questões. Nenhuma conclusão. Só uma angústia constante que, minha gente, já já vai tirar até o CPF e título de eleitor.

OS TOMBO QUE EU TÔ LEVANI
Eu voltei a trabalhar;
Minha alergia continua por aqui;
Achei que tinha embalado na academia, mas era mentira;
A crise com a vida segue belíssima. Dizem que está loira também.
(teve até problemas em escala, olha que beleza do design que eu sou minha gente)

OS PULO QUE EU TÔ DANI
Seguimos fazendo algumas coisas para nós mesmas, no caso umas atividadji muito maluca de se pendurar nas coisas enquanto estamos peladas (gostando cada vez mais e cotando a instalação de um pole na minha sala? Talvez).

Decidimos também por meio destes 28 anos sofrendo do mesmo mal o quê? Cuidar de vez da belíssima face eliminando as espinhas com aquele-que-não-pode-nomeado, o Roacutan. Pra quem não conhece, Roacutan é um remédio fortíssimo, desses que a gente precisa assinar “termo de compromisso”, que promete (e cumpre na maioria das vezes) eliminar as espinhas para todo o sempre. Ele é cheio de restrições, efeitos colaterais que vão de ressecamento total (sim, total. Sim, TOTAL. Isso aí mesmo que você tá pensando resseca também) do corpitcho, dores nas juntas, de cabeça e, em casos mais severos, desgraçamento geral da cabeça. Estou com medo? Estou sim. Mas estou também bem esperançosa com o tratamento e já MUITO feliz com os resultados da primeira semana de uso.

Também consertamos a vitrola que era dos meus pais e zeramos o bingo hipster indo a feirinhas de vinis. E agora eu tenho esse hábito caro de ouvir um vinil tomando um vinho. Que vergonha da minha pessoa, minha nossa. Meus filhos darão bastante risada.

AS COISA QUE EU TÔ QUERENI
Inaugurando esse novo campo marabrijoso aqui como uma espécie de resolução de ano novo permanente pra me ajudar naquela coisa de fazer as coisas por si mesma. Tô quereni intensamente para os próximos meses: voltar a fazer cursos “sem propósito pra mim”, esses de artchi, de artesanato, de tia tricoteira dos gatos, esses mesmos. E entender, junto que isso, que eu não preciso transformar tudo o que eu sei/gosto de fazer necessariamente em um trabalho. Tá?

as obra doida de inhotim. as maluquice que a gente anda fazendo. o gato de roupínea. os vinil hipster.

 

Certeza que, da próxima vez, já vai ser dezembro. Certeza.

diarin #8 – mddc 2017 segura a onda

Minha gente, quanto tempo, quanta coisa, minha nossa senhora de 2017. Parece que faz uns 4 anos que eu escrevi o último diarin. Março foi infinito, não foi? E agora a gente já tá em abril. Acabando a primeira semana. Eita.

Com a quantidade de feriado que esse mês vai ter – não que alguém aqui esteja reclamando! – já vimos o que vai acontecer, né? Trupicamo o dedinho do pé na beirada da cama e puf, cabô primeiro semestre. MINHA GENTE SOS.

TÔ ASSISTINI
Então, gente. Eu tô vendo Mad Men.

Muito provavelmente, até eu publicar esse texto já terei terminado. Muito provavelmente, até eu publicar esse texto estarei em posição fetal chorando de saudade de Peggy Olson. Que mulher, amigos. Que mulher. Que série, amigos. QUE SÉRIE. Eu sei que vocês haviam me avisado, eu sei que vocês tinham me sugerido, EU SEI MINHA GENTE. Desgurpa.

Eu tinha preguiça. Preguiça real oficial de ver, numa série, o que eu vivo mei que todo dia, não exatamente na minha profissão, mas nela também, mas com as pessoas ~do meu convívio. Eu tinha certeza que a bad ia bater. E bateu viu. Minhanossasenhoradadesconstrução, bateu forte. Bateu e ficou porque a cada episódio eu terminava com aquela sensação de “graças à deusa não é mais assim credo os anos 60 ah não veja bem é igualzinho ainda hoje em dia oi Zé Mayer seu escroto”. A sensação de “meu deus as pessoas morriam de trabalhar e não tinham vida e eram enganadas sobre aquilo ser bom e benéfico mas passou ah não pera oi Temer seu filho da puta”.

Bateu a bad e bateu também a saudade porque, pra além de tudo isso, que puta coisa bem construída, que roteiro, que personagens. Update: ontem eu vi o último episódio e eu tô seriamente na bad aqui em casa, minha nossa senhora, que genial e que deprimente. Que série, minha gente.

E que homem – desgurpa, deusa.

Acabei não falando aqui sobre Crazy Ex-Girlfriend, o que foi uma grande falha – da qual eu não me redimirei HEHE. Então deixo o texto da Anna Vitória, no Valkirias, que com certeza é o texto mais completo e maravilhoso que vocês poderiam ler sobre essa série absolutamente maravilhosa.

TÔ LENI
Vou fingir que não entrei em um novo hiato pois tenho medo do que pode acontecer. Vou dizer apenas que terminei o famigerado o O Conto da Aia, da Margaret Atwood, e é muito maravilhoso/ assustador sim, leiam. Leiam muito, até porque vai ter uma série no Hulu – streaming que não tem no Brasil mas que a gente pirateia – que mais parece uma fanfic que eu criei na minha cabeça com Peggy Olson, Rory Gilmore e Pussey como personagens principais. Estamos ansiosas? Estamos.

Eu também li o Outros jeitos de usar a boca (ela só fala ou também beijaaaaaaaaa e essa boca aíiii? DESGURPA) da Rupi Kaur, que é uma porrada dessas de fazer a gente pensar em tatuar coisas e também sobre que catzo que eu não leio mais poesia.

TÔ FAZENI
Vamos por partes. Teve o carnaval que foi e bom e foi ruim, e eu fiquei doente, minando completamente a minha empolgação anual de um final de semana regado à catuaba. Claro que teve o pré-carnaval, que foi e sempre é ainda mais legal que o carnaval real oficial, e foi realmente muito bacana divertido socorro dor nas pernas ai que ressaca mim segura meu amor. Teve, teve sim. Teve fantasia legal, teve sair na rua só de maiô ainda não entendir como foi possível, teve muitos amigos e muita diversão. Mas acho que o espírito carnavalesco acabou sendo minado tanto pela Bad Real Oficial Geral Panorama Mundial quanto pela Bad Pisciana Interna 2017. Aquela, que você não sabe descrever, aquela, que você não se sente encaixada, aquela, que você deixa as pessoas, sempre elas, te afetarem com o individualismo, o egoísmo, a falta de noção de sempre. Aquela, que você fala “então foda-se todo mundo eu não quero mais saber de ninguém” – e sofre até hoje por eles.

Daí teve o meu aniversário. Lembra dele? Bom, a bad seguiu firmemente agarrada no menino aniversário, participando, basicamente, dos mesmos pontos de atrito: ninguém me ama, ninguém me quer, vou chorar na cama, foda-se todo mundo. É mentira. É um esforço monumental pra mim perceber que muita gente me ama me quer se importa SIM, esforço ainda maior valorizar essas pessoas. Mas eu tô no caminho. A dificuldade maior foi enfrentar o sentimento de ESSE PRECISA SER O MELHOR DIA DO MEU ANO e, bom. Cês imaginam a expectativa X realidade, né? A bad, ela não deixa a gente ver as coisas como elas foram de verdade. Teve um karaokê divertidíssimo com pessoas incríveis que estão sempre comigo. Teve A Bela e a Fera, meu deus, teve A Bela e a Fera. Teve minha casa com os amores da minha vida. Teve comida gostosa. Teve um tempinho de merda que me deixou cinza cinza cinza. Mas foi e foi bom. Eu queria ter viajado e sumido do mundo até ele passar? Queria. Eu fiz isso? Não fiz. Eu tô chateada e vou arrastar isso até ano que vem até eu esquecer disso e ficar em cima da hora e não conseguir de novo e a bad bater. Vou.

E teve a vida. Essas fases em que tudo-acontece-sempre-e-todo-final-de-semana-tem-coisa são sempre seguidos de momentos de descanso e calmaria, e eu estou aprendendo a valorizar estes – talvez, mais do que os outros. Eles são maravilhosos. Ficar em casa, arrumar a casa, cozinhar, sair pra comprar uma flor ou uma planta, ver um filme, brincar com os gatos. Só de falar já esquenta o coração. Só de falar mal posso esperar o próximo final de semana!

OS TOMBO QUE EU TÔ LEVANI
A crise do “o que eu quero fazer da minha vida?” nunca passa, né? Quando você acha que ela deu uma estabilizada, acontece alguma coisa, aparece alguém, muda alguma coisa, ou simplesmente, nada muda, e aí ela volta e você fala: são 9, 10 horas do meu dia, e pra quê? Ao mesmo tempo, é difícil conseguir organizar as coisas fora dali, o tempo parece cada vez mais curto, a energia cada vez menor. Fora que a gente vai morrer trabalhando e, muito provavelmente, sem férias e sem VR, né, mores? Essa bad, ela sempre volta.

Minha alergia continua aqui, viu, firme e forte. Tá uma delícia. Eu só quero arrancar membros do meu corpo ocasionalmente, só.

OS PULO QUE EU TÔ DANI
Eu vou lhes dizer, amiguinhos, que finalmente eu tô entrando numa rotina que ~cuidar de mim~ está devidamente representada. Não é como se eu parasse diariamente para fazer tratamentos de beleza, longe disso, mas certamente fazer atividades físicas regulares (sim!), algumas menos, outras mais divertidas, e prestar atenção em certos cuidados, tipo, um creminho, um protetor solar, uma máscara de argila, têm surtido algum (mínimo, por enquanto) efeito e me deixado um pouco menos cabreira comigo mesma. Na verdade, é mais sobre a sensação de estar se cuidado do que com o resultado desse cuidado em si, é realmente uma coisa que eu faço por mim – com os meus dinheirinhos, com a minha falta de sono, com o meu mau humor matinal, mas é por mim e pra mim, então é legal. Bem legal. Recomendo.

Não me sinto nada assim, mas tinha que terminar esse post com esse gif, te amo Peggy sdds.

diarin #7 – so far so good

A pergunta que eu fiz no último diarin continua reverberando: devo eu ter uma newsletter? Devo eu ter uma newsletter e o blog? Como faz pra ter mais essa responsabilidade? Vocês leriam? O que vai acontecer com a gente?

Continuam sendo questãs. Sem respostas. Por ora, seguimos.

O que eu posso dizer é que faz tempo que eu não venho aqui contar da vida, não é mesmo? Eu reparei principalmente porque tenho uma cacetada imensa de série pra falar pra vocês assistirem e, sem or, isso não para. E eu ia fazer um textão pós-carnaval, já que é quando o ano começa, mas depois do carnaval tem meu aniversário e só então o ano ganha algum movimento então cá estou eu, seguimores.

TÔ ASSISTINI
Categoria Assisti e foi gostosinho:
 Apartment 23 (don’t trust the bitch…) foi bem divertida e a Krysten Ritter é realmente incrível, mas nada emocionante; The New Normal é beeem bonitinha, engraçadinha e tem personagens cativantes, mas também tem um personal tão horrível e odioso que eu acho que esqueceram de colocar o aviso de “isso é uma piada não é legal ser assim”;  Please Like Me começou sendo meio aaaaah e tá me ganhando aos poucos, que puta série fofinha; Santa Clarita Diet se você embarcar no nonsense e ignorar as nojeiras, é beeeem engraçado e nunca antes na história desse país um casal representou a mim e ao boy tão bem; a segunda temporada de Mozart in the Jungle é bem delicinha e eu não consigo tirar os olhos do Gael? Sim; a segunda temporada de Transparent continua uma porrada atrás da outra, mas eu acho que tá perdendo o foco principal? Sim também.

Categoria Minha série minha vida em ordem de alucicrazy que eu fiquei: American Crime Story: People X O.J. Simpson, porque eu absolutamente amo histórias de crimes e amo histórias de julgamento. QUE PUTA SÉRIE. Que atuações, que roteiro, que desgraçadinha da cabeça que eu fiquei quando terminei. Vejam.; Desventuras em Série, eu não saberia dizer nada racional sobre essa série. É terrível, é horrorosa, só acontece coisa ruim, é tudo o que eu queria ter produzido em toda a minha vida, não vejam <3; Crazy Ex-Girfriend;

Fora isso e Fora Temer, é claro, vai ter textão sobre os filmes do Oscar. Ou não. Essa é a Isadora 2017 se eu for eu vou, vamos ver.

TÔ LENI
Cara, então. Eu tenho medo de contar isso publicamente porque grandes migas e grandes leitoras e Lorelai Gilmore amaram este livro, mas devo confessar que achei Wild/Livre uó. Chato. E entediante. E eu acho que talvez não entendir. Eu não entendir se é uma história sobre a travessia/caminhada em si, eu não entendir se é uma história de epifania pessoal, de superação, eu não entendir. Eu só achei que não chegava a lugar algum nunca – mas talvez esse seja realmente o ponto, e eu só não esteja no melhor momento pra ler um livro assim. Podicê. Vou dar uma nova chance em breve. E ver o filme.

Daí eu comecei a ler O Conto da Aia, da Margaret Atwood, porque agora eu participo de um Clube do Livro, minha gente (tomamos chás e temos gatos sim), e indicaram essa leitura maravilhosa por lá. TÁ MUITO DAORA. É uma distopia num futuro não tão distante onde ocorreu um golpe de Estado e uma espécie de seita religiosa e ultra fundamentalista domina os rolês e quem sofre? Claro, nós, mulheres. COINCIDÊNCIA MORES? Vamos perguntar para um Xeroque Rolmes. Volto em breve com mais notícias.

TÔ FAZENI
Olha. Eu não queria falar em voz alta pra não zicar. Ou talvez por não entender. Ou talvez por um minimozinho de vergonha. Mas pra vocês, assim, eu conto que, menina… Eu tô indo na academia. Eu tô indo na academia real oficial assim, eu tenho um treino, e eu tenho outfits, e as pessoas me chamam pelo nome e eu troquei bons quilos do meu peso por músculo – embora eu ainda ache que essa parte é mentira. E eu não confirmo nem nego que eu tenha comprado um pote de whey (vegano). Veremos.

Junto com isso eu decidi treat myself e fazer várias coisinhas entre chatinhas e legaizonas para cuidar de moá, como por exemplo ir ao dentista (tortura) e fechar um pacote de massagem de madame (legalzona). Obviamente que a partir de agora eu vou ter que viver até junho com 3 reais na conta, mas tamo aqui se sentindo linda, cheirosa e bem cuidada? Tamo.

Ah, e seguimos cada dia mais vegetarianinha, com muito amor, rumo à testemunha de jeovegan, mim aguardem.

OS TOMBO QUE EU TÔ LEVANI
Eu até que tô conseguindo com sucesso me manter em pé mas minha gente o que eu tô vendo de gente querida se estabacando não tá escrito, eu tô com o coração apertadinho, apertadinho </3 É difícil estabelecer aquele limite “não é problema meu, não pode me afetar tanto”, sabe? Acaba sempre ficando uma áurea meio bad pairando, como se a gente devesse estar fazendo mais. Dói.

Daí fora o país, fora o mundo e fora o quê? Vocês já sabem. Tem também que eu tô com uma alergia generalizada agudíssima e horrorosa desde, mais ou menos, novembro. Sim, novembro. Sim, ano passado. Uhum, faz uns 4 meses. É uma coisa linda que você começa a se coçar e a sua pele vai ganhando relevo e coloração avermelhada à medida que seus dedos a tocam e, basicamente, você vira uma lousa mágica. Já fui em mais ou menos todos os médicos do hemisfério sul e eles dizem que 1) não vomorre; 2) do mesmo jeito que ela aparece, ela vai embora; 3) não tem causa definida; 4) pode demorar até 1 ano pra passar. UM ANO TÁ MORES.

OS PULO QUE EU TÔ DANI
PULO GLITTER SAMBA CARNAVAL VEM VEM VEM GLITTER ATÉ 2018 VAMÔ.

E eu queria muito dar a notícia importantíssima life changing e absolutamente surreal pra mim de que eu, depois de 27 anos, finalmente consegui largar o vício em Afrin. É sério gente. Eu não uso mais Afrin. At all. Aquilo é uma desgraça e todo médico que eu ia me dizia que eu ia ter um avc por causa daquela merda. HOJE EU SOU UMA PESSOA LIVRE.

Vamo comemorar.