Organizando pra segurar a ansiedade

Não sei se é uma regra mas, pelo menos pra mim, ter o máximo de controle possível dos aspectos “fixos” da minha vida me ajuda bastante a dar aquela segurada na ansiedade. Isso porque todo o resto fica aquela bagunça, é? Então, eu tento deixar a parte adulta da vida certinha, para deixar o resto fluir com mais tranquilidade.

Já contei pra vocês alguns dos meus outros “métodos” de organização, mas acredito que o mais importante de todos eles seja, na verdade, e ideia de me organizar a ponto de poder me desconectar. Não tem truque aqui, mas, como a gente vive nessas condições malucas que vivemos, sobra o tempo de ~desconectar no final de semana, somente. E vamos ficar satisfeitos com eles, por enquanto. Basicamente, o que eu faço é:

  1. Descadastro o meu email do “spam legal”: spam moleque, spam do amor, ou seja, os emails das lojas que a gente costuma comprar coisas, de promoção, que deixam a gente tentado a consumir ainda mais, gastando nosso precioso dinheiro com coisas que não precisamos. De tempos em tempos, rola uma faxina do spam. Eu perco muita promoção legal? Perco. “Perco”.
  2. Limpo a caixa de entrada: eu uso a caixa de entrada do email da maneira mais primitiva possível, com “itens não lidos” como to-do list. Claro, que tá tudo cheio de categorias e tags e coisas, mas para deixar mais simples, o que está marcado como não lido é o que precisa ser resolvido-respondido. Tudo feito durante a semana pra nada ficar me atormentando nos momentos de netflix.
  3. Desativo as notificações do celular: ou a maioria delas, Facebook, Twitter, email. Infelizmente eu ainda não cheguei no ponto de desabilitar as notificações do Whatsapp, porque aparentemente essa é a única maneira de humanos se comunicarem hoje em dia, apesar do meu horror. Mas eu silencio, pra não ficar ali, me lembrando de sua existência o tempo todo.

O meu sonho é conseguir deixar o celular completamente de lado nos finais de semana e tempos livres, mas infelizmente ainda sou uma viciada nas coisas bonitas do Instagram – que, na maioria das vezes, me deixam MALUCAS também – e é com ele que fotografo e registro as coisas boas do dia. Que pena. Quem sabe um dia a gente entenda todo o mal que essa relação ansiosíssima e banhada em FOMO fez pra gente, né? Quem sabe.