Como eu me organizo financeiramente

OLHA ESSE POST.

Minha nossa senhora. Eu. Escrevendo esse post.

Um breve resumo da minha vida financeira: eu não tinha responsabilidade alguma até perceber que ter controle da sua vida financeira – leia: ter seu dinheiro para você fazer o que bem entender sem faltar nunca – é um dos maiores poderes que a gente pode ter. Não depender de ninguém, seja uma pessoa, um banco, uma instituição, é de uma liberdade incrível. É óbvio que 1) falo de uma posição extremamente privilegiada, empregada, CLT #sdds, em que me pagam mal porém direito, que não tenho filhos, que não tenho despesas com parentes doentes, ousseje, tatu dobem; 2) eu não tenho dinheiro para fazer tudo o que eu quero. Mas eu faço bastante coisa com o meu dinheiro.

Eu gosto de ter minha vida financeira planejada, em ordem e, de preferência, com uma previsão para dali 1 ano ou um pouco mais, porque isso guia meus planos, e me dá metas reais do que eu poderei estar fazendo nesse período. Mas, obviamente, esse meu planejamento vem da minha experiência turquíssima de vida, e eu continuo sendo de Humanas e nunca, nunquinha, vou entender porque a gente não pode simplesmente imprimir mais dinheiro quando algum estiver faltando. Nunca.

Partindo desse conhecimento hiper complexo de economia heh, vamos às minhas dicas para se organizar financeiramente.

  1. Eu anoto tudo o que ganho e tudo o que eu gasto: tá, eu não anoto absolutamente tudo – eu deveria, é importante, mas eu nunca lembraria de fazer isso. Mas eu anoto, sempre, todo mês, os gastos “fixos” e as compras “a compensar” (o famigerado cartão de crédito, mais sobre ele a seguir). Aluguel, contas (uma estimativa, pras que variam), gastos com gatos gatos com gastos, academia, pole dance, whey vegano risos, tudo vai pra planilha. Visualizar ali exatamente o dinheiro que você vai ter naquele mês te dá muito mais noção do quanto você tem para gastar.
  2. Eu uso praticamente só o cartão de débito: digo praticamente porque, infelizmente, a vida adulta me proibiu de continuar só no débito, às vezes a gente tem que passar no carnê das Casas Bahia, néam. Mas usar 99% o cartão de débito me ajuda a ter o controle real oficial de quanto dinheiro eu ainda tenho no mês. Sim, eu checo o app do banco quase todo dia, pra acompanhar. É importante. As compras de cartão de crédito entram na planilha ali de cima, sim, e vão sendo abatidas conforme as parcelas acabam. Esse jeito funciona muito bem pra mim porque eu nunca “deixo pro próximo mês” a não ser que seja uma compra grande (no cc), então, pra falar o português mais claro, se eu tenho 500 reais na conta, eu gasto 499 e FIM, nada de ficar no vermelho, nada de entrar nos juros, nunca.
  3. Eu guardo dinheiro todo mês: eu não guardo UM BAÚ de dinheiro todo mês, porque né mores, quem consegue hoje em dia? Mas eu guardo um tanto de dinheiro, sim, todo mês, nem que nos momentos mais apertados esse dinheiro tenha que ser menor que no mês anterior. Mas ter essa rotina cria o hábito mesmo, a gente se acostuma. Hoje, eu deixo essa transferência pra poupança programada – e anotada na planilha lá de cima! – assim isso se torna um “gasto mensal”, entra no planejamento. Sei que a poupança é um jeito bem tosco de investir seu dinheiro, mas enquanto eu não aprendo outros, pelo menos tá lá, guardadinho, o menino dinheiro. Recomendo fortemente: se tudo o que você puder guardar por mês é 50 golpinhos, guarde. Vai fazer diferença lá na frente.
  4. Extras são extras e essa é a parte mais difícil: cursos aaaaah meus cursos, viagens aaaah minhas viagens, reformas pra fazer sua parede cinza concreto queimado, esses “eventos” que demandam um bom dinheiro em situações específicas, isso são extras. E extras exigem medidas extraordinárias como: trabalhar mais #mandafrilas, vender coisas, trocar serviços, dar uns pulos, rodar umas bolsas. Por regra, essas coisas “grandes” eu sempre tento pagar antes do momento de uso, ou seja: se eu vou viajar, eu junto o dinheiro da viagem antes dela acontecer. O cartão de crédito fica “livre” pra surpresas, problemas e promoções no freeshop que.
  5. Cozinhem em casa cozinhem em casa cozinhem em casa cozinhem em casa: não de um jeito “economizem seu VR de 25 reais e vão conhecer o mundo”, porque né, minha gente, mas quem consegue cozinhar em casa sabe a diferença ABSURDA que isso faz, em termos de grana. Óbvio que não precisa ser sempre, óbvio que a gente vai pro bar comer uns queijo quente, óbvio. Mas, de verdade, a diferença é absurda. Ah, e não tenham carro 😉

Olha que adulta? Obrigada.

Eu não sou nenhuma especialista MESMO no assunto, mas conversando com os colhega, percebo que acabei criando um método que funciona bonitinho pra mim e, mesmo nos momentos de perrengue, dá pra aproveitar a vida bonitinho, comprando umas brusinha, pintando umas parede da cor da moda. Vou pensar até em criar uma consultoria “Como juntar 3 reais todo mês sendo jornalista em São Paulo”. Aguardem.

No mais, deletem esse meu post e foquem na coisa mais importante:

Beijos rycos de luz e desespero.