About Isadora Attab

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27 anos, SP. Gatos, plantas, decoração, DIY. Coisas bonitas e pipoca. Peixes-Sagitário-Leão. Escrevo porque sou preguiçosa demais pra desenhar.

Posts by Isadora Attab:

Agenda de papel, bujo/planner e google agenda

São inúuuuumeros os posts por essa internet que falam da organização do dia a dia usando as técnicas de Bujo – Bullet Journal – e com os famigerados planners, um mais lindo que o outro. Tem de todo o jeito, pra todos os gostos, tem gente que tem uma agenda (neste blógue usamos o termo AGENDA mermo) para cada área de vida, tem gente que coleciona. É uma coisa linda de se ver pra quem tem um TOC leve como o meu #monicageller.

No fim do ano passado/início desse comprei um planner. Uma coisa linda, de capa de couro, “cadernos” desmontáveis, totalmente personalizável. Não consegui me adaptar. Aquela agenda maravilhosa me perdeu numa linha tênue e desorganizada da minha cabeça entre o pouco espaço para escrever e os muitos espaços para preencher. Então, ao mesmo tempo em que eu não conseguia detalhar as minhas tarefas diárias nos espaços pré-estabelecidos, eu tinha que anotar na agenda a “coisa boa da semana” e os “objetivos do mês” e eu ficava como? Ansiosa e me sentindo pressionada.

Desgraçadinha da cabeça? Nunca disse que não.

Eis que encontrei – e deveria ter procurado antes – um belíssimo exemplar da Cícero em alguma livraria. Essa marca sempre me surpreende pelas coisas lindas, práticas e com um preço relativamente ok (eu disse relativamente), mas que sempre parecem atender exatamente o que eu tava pensando, e não tinha conseguido botar no papel ainda. Tcharam. A agenda é dividida em planner semanal – com bastante espaço! – na página da esquerda, com a semana completa (importantíssimo pra mim), e uma página em branco e pautada (eu preciso de pauta, minha letra não sabe existir sem pauta) na parte da direita. Perfeito!

É assim que eu me organizo semanalmente: de preferência aos domingos anoto todas as tarefas “a serem feitas”, não só as da semana, mas aquelas eternas, que estão sempre pendentes na vida – tento, na medida do possível, me dar o objetivo de resolver uma por semana, num ritmo não de muita cobrança, mas com alguma, pra nada ficar muito parado na vida. As tarefas que têm data definida pra acontecer e os eventos vão para a parte da esquerda, juntamente com os eventos pontuais (encontros, jantares, médicos, aulas), com alguma variação de dia, conforme a vida vai acontecendo.

Tentei organizar um esquema de cores para deixar os compromissos organizamos por temas, mas fui muito mal sucedida nessa tarefa, até porque carrego a agenda comigo pra onde vou, e não é sempre que tenho várias canetas coloridas à disposição. Também vejo que seria mais inteligente escrever à lápis na belezinha, pra evitar essa montoeira de branquinho (cês também falam “branquinho”?), mas não tem jeito, eu sou adepta da boa e velha caneta preta. Paciência, seguimos rabiscando tudo.

Das “técnicas” do Bujo eu tirei a lição de deixar um ícone diferente para tarefas – aquelas que devem ser feitas naquele dia, mas não em um momento definido – e outro para eventos, aqueles que têm horário, local, certinhos. Quando as tarefas são feitas, rabisco tudo com vontade: não tem nada melhor que um item riscado da lista, tem?

Durante as férias, como a lista de tarefas era maior – longuíssima! – e mais “duradoura”, preferi fazer num papel à parte, que fui movendo para cada semana que começava. As tarefas não tinham muita ordem pra serem feitas, e assim consegui ir acompanhando tudo com mais prazer: e ficou bem bonitinho! Coloquei sempre uma marcação colorida nos itens mais urgentes, e pintava, a cada dia, o que seria feito nele, com marca texto. Funcionou: talvez eu adote esse esquema pra vida, a partir de agora!

Além disso tudo, a Google Agenda é minha melhor amiga: é nela que eu anoto todos os compromisso que também estão na agenda de papel, só que com lembretes, afinal de contas, pisciana. Assim eles tocam no computador e no celular e me lembram que eu preciso acordar, viver e ir pros lugares, não apenas ficar olhando pra beleza dos compromissos anotados no papel. Nela eu também coloco os endereços completos de consultas e encontros, além de contar com a mãe Google pra me avisar até o horário certo que eu tenho que sair do trabalho pra chegar a tempo. Mãe Google te amo obrigada <3

E vocês, como se organizam? Usam esses métodos bonitos ou é tudo uma louca bagunça?

wishlist: decoração

Como eu disse nos posts de decoração anteriores, acabaram os cômodos fofos aqui de casa. Eu deveria ter economizado, feito em pedaços, focado em “cantinhos”? Deveria. Eu sirvo pra ser blogueira? Vocês já sabem. Então fiquem aqui com a minha maravilhosa wishlist de decoração pra tapar esse buraco – e caso alguma marca queira mandar alguma coisa aqui pra Santa Cecília as portas estão abertas.

(no sentido horário)

// 01: parede geométrica de cor pastel, porque nunca dá pra ser hipster o suficiente, vocês não acham? Comecei a fazer algumas experiências na parede vazia do escritório e tô achando beeeem maravilhoso. Mostro o resultado aqui se ficar bom!

// 02: quadros e mais quadros, de preferência, em molduras bem lindas e adultas assim. Why so caro? Não sabemos. Mas tô sentindo bastante falta de mais arte aqui pelas paredes.

// 03: um dos meus primeiros pins na história da minha existência na internet foi esse carrinho. Na verdade, eu tenho uma foto de um carrinho desses, turquesa, salvo numa pasta avulsa do meu primeiro computador de mesa, aquele que fazia barulho pra conectar. A Nicas Rainha da Minha Vida importou um desses carrinhos de onde? Da Rússia. Meu sonho. Carrinho da IKEA meu amor.

// 04: cortinas fazem parte da categoria “muito dinheiro, pouca alegria”, porém já tá mais do que na hora de terminar de comprar as cortinas aqui pra casa. Queria assim, bem levinhas, só pra dar um charme.

// 05: pra quem disse que não tem mais espaço aqui em casa para colocar mais planta: quero uma árvore. Essa é uma Ficus lyrata e eu tô bem apaixonada.

// 06: um tapete enorme, bonito e aconchegante pra poder deitar no chão da sala com vinho e migas.

Sobre se amar

É um esforço diário.

Eu pensei em fazer esse post contando mais pessoalmente como foi a minha “trajetória” até esse momento de maior aceitação – maior, não total – mas nem bem comecei a escrever e percebi que eu não conseguiria falar disso. Posso dar detalhes de como fui uma criança adolescente gordinha, de como tive momentos ótimos com o meu corpo, de como não me lembro de ter tido 1 dia em que eu não me sentisse extremamente culpada de estar comendo X ou Y. Minha “história” não é novidade, não tem um momento de superação, não tem também um final feliz. Tenho, no final das contas, apenas a consciência de que é uma luta constante e diária, e que tá todo mundo aí esperando você cair. Torcendo pra você cair. Seja nas pessoas que te julgam pelo teu peso – o ganho, a perda, o jeito que ele está -, seja nas tuas neuras e julgamentos e comparações, seja no que você foi criada para ser e odiar e se odiar. Todo mundo joga contra. Você joga contra ao olhar no espelho e ao olhar pro lado constantemente, diariamente. E se num minuto se acha a mulher mais bonita do mundo, no seguinte tem vergonha de se olhar.

Essa consciência, saber da dificuldade, saber do desafio, já é um passo enorme. Um passo que faz com que eu me desafie e bote pra jogo muita coisa que nem ousava. Um passo que me faz me encarar de frente e falar “você vai lá fazer isso sim”. Vai postar foto, vai tirar a blusa, vai passar batom, vai dizer que é linda. E um passo principalmente na direção de nunca nunca nunca nunca mais deixar que esses sentimentos todos vão pra fora pra outra pessoa. Uma consciência tão minha e tão própria que vai só fazer com que as outras se sintam lindas. Maravilhosas. Que o discurso seja sempre o de reforçar que todo mundo pode o que quiser. Que nossos corpos são nossos, tão nossos, e que a gente tem que retomar o poder pra gente: meu corpo, minhas regras, meu sexo, minhas vontades. E a gente pode fazer o que quiser. Que cada marca que eu trago, cada dobra, cada banha, cada cicatriz, veio de uma parte da minha história, seja ela boa ou ruim, mas minha. Sua. Que é esse o meio que a gente tem pra existir nesse mundo da maneira mais brilhante e cheia de vida que a gente puder.

É um esforço diário e constante e dolorido, que a gente segue em frente até o dia que não seja mais. Ou que seja menos. É uma briga com nós mesmas pra sermos mais gentis, mais cuidadosas, que respondamos com a mesma certeza que dizemos: você é linda! Eu sou mesmo. Às vezes mais, às vezes menos. E tudo bem.

As 3 coisas mais constrangedoras pelas quais eu já passei

A vida só é suportável se a gente encher a cara souber dar risada da própria desgraça, não é mesmo, minha gente? É mesmo sim, segue a lista:

// 01: O dia que eu caí do palco no discurso de formatura

Na oitava série Isadorinha era uma aluna muito querida por todos e foi escolhida para fazer o discurso de formatura. Não só dizê-lo, como escrevê-lo. Isadorinha usou de toda sua habilidade letrística para tal feito, inclusive lançando mão da citação de Martin Luther King (deusa da apropriação cultural mim desgurpa) para um evento tão importante e que mudou os rumos da sociedade a partir de então. Isadorinha não só usou seus dotes literários como também seu conhecimento teatral para, como boa estudante tilelê que já era, propor um discurso meio jogral em que Isadorinha trocava de lugar com seu coleguinha de turma, e cada um recitava um trecho do discurso. Pois bem: na primeira troca de lugar o que Isadorinha fez? Isadorinha caiu feio bosta de cima do palco de 2m de altura. Feito bosta. Isadorinha pousou lindamente de pé (e de saltos), arrumou o capelo, voltou para cima do palco pela escadinha lateral e terminou o discurso como Beyoncé faria. No vídeo da formatura dá pra ouvir “oooooooh!” e o efeito especial de uma criança desaparecendo.

// 02: O dia que meu a sola do meu sapato descolou no meu primeiro dia de trabalho (da vida inteira)

Quando você está no seu primeiro dia de trabalho – estágio, no caso – da sua vida inteira, você não tem roupas. Até então você só usava tênis de corrida + uniforme, no máximo uma sandália da handbook de final de semana. Você não tem roupas. Você faz o quê? Você pega um sapato emprestado da sua mãe. Sapato esse que sua mãe usou quando? Antes de ficar grávida de você. O que acontece nesse cenário? No seu primeiro dia de trabalho da sua vida inteira você sai pra almoçar com a sua primeira chefe da vida inteira e a sola do sapato da sua mãe descola, cai, fica pra trás, sua chefe vê, e você tem que pedir pra ela entrar na Besni e comprar um sapato novo pra você porque, claro, você ainda não tem salário, já que esse é seu primeiro dia de trabalho da sua vida inteira. Não que a vida profissional tenha ficado muito diferente disso nos próximos anos

// 03: O dia que eu passei um dia inteiro berrando na classe que tinha algo cheirando ketchup, mas na real era só o meu cabelo que cheirava ketchup

Isadorinha ainda mais inha que a que caiu do palco passou por aquele momento constrangedor chamado piolhos. De alguma maneira que a minha excelentíssima mãe se pergunta até hoje, sim, eu peguei piolhos. E obviamente e desesperadamente comecei a tratar dos piolhos de todas as maneiras possíveis. Uma dessas maneiras era tomar banho com um xampu indicado pela médica que, segundo a própria, acabaria com os piolhos e NADA MAIS. E nada mais. Daí eu usei o xampu e saí de casa como boa pré-adolescente rebelde: de cabelos molhados amarrados no rabo de cavalo mais apertado possível. Cheguei na escola, soltei o cabelo e comecei completamente non related NOSSA QUE CHEIRO DE KETCHUP NOSSA ALGUÉM DERRUBOU KETCHUP NA ROUPA NOSSA MEU DEUS QUE CHEIRO DE KETCHUP GENTE CÊS NÃO TÃO SENTINDO O CHEIRO KETCHUP CHEIRO BEU TEUS KETCHUP. Claro que o cheiro era do meu cabelo e eu só percebi quando? Quando um coleguinha amigavelmente me avisou.

Bom é que agora eu sei que, quem voltar aqui, é porque me ama genuinamente, né? Amo vocês.

resumo da semana #2

Semana 2. Beda. Semana absolutamente insana no trabalho. Agosto. Um livro da Elena Ferrante. Planejando uma viagem. Saindo. Semana insana no trabalho. Eventos, despedidas, brigas, invejas, teorias da conspiração, tretas, muita confusão com essa galerinha que apronta demais. Beda.

Mais cansada que Lulu Gimenez.

Mas tenho que dizer que tô adorando tudo isso. Na semana que passou eu não tive muito tempo de acompanhar os blogs das amigas, o que me deixou profundamente triste, mas mantive o ritmo das postagens por aqui – sempre comemorando as pequenas vitórias, não é mesmo? Mas gente, tá tão legal. TÁ TÃO LEGAL.

// O que teve nesse cantinho cansado e orgulhoso: teve textinho falando sobre as coisas mais legais que eu já fiz até hoje nessa vidinha de minha deusa; teve crônica sobre vovó e jardins; teve tour da casa dessa vez pousando no nosso quarto; teve euzinha honrando meu sobrenome turco e falando sobre organização financeira; teve tag salvadora de pautas para vocês me conhecerem melhor; teve também uma belíssima pensata sobre academia.

// Fiquei tarada na ideia de fotografar estrelas, que o Lomogracinha ensinou a fazer nesse post ótimo;

// Adorei o post do Suspirare sobre as coisas que ela deixou de consumir e que ainda pretende deixar, é um alerta legal sobre o que podemos evitar e às vezes nem percebemos;

// Algumas migas estão fazendo um projeto chamado Day by day e eu tô apaixonada pelos textos do tema O melhor de mim, tipo o da Katarina e o da Karine.

// Amei a reflexão da Letícia sobre não saber dançar – será que não sabe?

FORÇA NESSA PERUCA GENTE. Falta só metade.

 

Eita.