About Isadora Attab

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28 anos, SP. Gatos, plantas, decoração, DIY, gifs da Leslie Knope. Coisas bonitas e pipoca. Peixes-Sagitário-Leão. Escrevo porque sou preguiçosa demais pra desenhar.

Posts by Isadora Attab:

2017 sorrisinho smiley coração gratidão :)

Eita, 2017. Acabou, né?

Eu tenho até medo de falar que foi um ano bacana. Porque, no final, foi um ano bacana no meio de um ano bem maluco e difícil para 110% das pessoas e aí a gente fica pensando: mas porque que foi bacana mesmo? Rola aquele sentimento de retrospectiva e aí você vai tentando enumerar todas as coisas incríveis que fez pra dar valor especial àquele ano. 2015: montamos nossa casinha. 2016: casamos, viajamos. E 2017?

Pra escrever esse post eu estou rolando o feed do Instagram atéeeee o comecinho do ano. Pra ver o que eu fiz, o que eu documentei. E, antes que venha o questionamento “mas você vai se pautar pelas fotos de uma rede social?” eu já respondo: vou, vou sim. Da mesma maneira que a gente, antes, tirava fotos dos momentos especiais. Da mesma maneira que a gente queria registrar viagens, nascimentos, festinhas. Foi assim que eu aprendi nos últimos anos, mas nesse mais que todos, a documentar os grandes acontecimentos sim, mas também os pequenos. Olhar com mais carinho pro dia normal, tranquilinho, “sem graça”. Aprender a ver o bonito dentro de casa, na normalidade do “nada acontece”, nas coisas que a gente já tem – e não precisa ir além.

É difícil de registrar isso, o normal, o cotidiano. Parece que fica tudo igual, que não tem novidade. 2017 trouxe isso também: tudo bem ser tudo igual, tudo bem ser normal, tudo bem não estar em milhões de lugares e com milhões de pessoas diferentes. Talvez o que a gente precise seja mesmo de pouco, de poucos. Talvez o que a gente precise a gente já tenha, também.

Tivemos muitas plantinhasAndamos muito no Minhocão. Também andamos muito por São Paulo, essa cidade que cada vez mais me convence que é aqui que eu pertenço, e ainda quero andar bem mais. Nossa casinha está cada vez mais a nossa cara e cada vez mais aconchegante. Deu até pra tatuarSempre tem os gatos, eles, que me tranquilizam e me divertem tantoTeve carnaval, sempre podemos contar com o carnavalRolaram algumas viagenzinhas também. Alguns projetos saíram do papel e também foram novamente engavetados: e está tudo bem com isso. O blog, esse espacinho que eu tanto amo, teve um ano bem especial e lindo. Rolou um longo, demorado, dolorido e libertador processo de redescoberta pessoal, de amor próprio e do poder de rebolar a raba. Tiveram vários cabelinhos muito bons, e eu tô aqui, pensando já no próximo. Bebês nasceram! Isso dá uma esperança danada pra gente, né? E as amigas estão grávidas <3 E são tantos, tantos amigos incríveis! Amigos que vieram, novos velhos amigos, velhos amigos, de novo. E amigos partiram, literalmente, pra longe, e também no sentido de já não fazerem mais parte. Esses são os que mais doem, mas a gente aprende, a gente se fortalece, e segue em frente. E teve a gente, porque sempre tem a gente, a gente sabe.

É isso que a gente tem que se esforçar pra lembrar, sempre. Que não está tudo bem, é claro que não está, e entre uma coisa incrível e outra, um passeio bacana e um abraço gostoso, uma conquista e um prato de bolo, tem muita coisa. Tem muita coisa acontecendo no mundo, que derruba a gente; tem muita acontecendo com quem a gente ama, que a gente se sente impotente, tem muita coisa rolando dentro da cabeça e que aperta o coração, e a gente nem sabe o que fazer com isso. Uma coisa boa não apaga uma coisa ruim, mas o contrário também vale. Tudo isso aí em cima aconteceu, foi vivido, foi apreciado, foi sentido. Foram todos momentos felizes que a gente tem que sempre lembrar que podemos buscar, podemos nos entregar, podemos buscar, ainda que as coisas ruins existam. Ainda que nos forcem a nos sentir culpados. Ainda que tenhamos a tendência de nos justificar.

As coisas não estão perfeitas, estão longe de estar. O mundo está uma completa bagunça, girando ao contrário, girando pra trás – parece que tudo o que conquistamos a duras penas está desmoronando, que nossas liberdades estão desaparecendo rapidamente e ninguém liga, que não faz diferença lutar. Mas a gente encontra quem lute essa longa e cansativa luta com a gente e, cada vez mais, sabe que existe, sim, um caminho certo pra estar. Um lado. Que posicionamento importa, sim, e muito. Que tudo o que vem acontecendo não é fictício e saí do âmbito dos princípios e passa a ser palpável: magoar os que nos são próximos, prejudicar os que a gente ama. Que as durezas da falta de dinheiro, do excesso de trabalho, da inversão dos princípios transforma as pessoas, faz com que esqueçam. E tudo isso faz a gente pensar também nas prioridades da nossa vida, nos nossos privilégios, em segurar a nossa onda.

Gratidão é por isso também. Pra gente lembrar de tudo o que a gente tem com a devida proporção e importância. E também lembrar de todas essas coisas quando a gente tiver tão cansado que parece que nada mais faz sentido. Isso realmente vai importar daqui a um ano? Esse é realmente um problema seu, ou é problema da outra pessoa? A gente se perde muito numa onda negativa de reclamações e auto depreciação, às vezes, o mundo (e a internet, eu diria!) faz isso com a gente. Mas é importante respirar. Olhar pra dentro, olhar pra fora, e voltar pra dentro. Gratidão também é isso aí: é pequenininha, é silenciosa, é reproduzindo o que a gente recebe – pro Universo, se você acredita, pras pessoas do teu coração, pras pessoas desconhecidas também.

É nesse momento do ano que a gente volta pra famigerada resolução de ano novo do ano passado pra ver se rolou alguma das coisas que prometemos – você lembra quais foram as suas? Eu não lembrava. Mas aí a gente agradece também por ter se importado a ponto de escrever aqui, e vem isso:

Por isso, eu vou me permitir fazer essa transição de uma maneira mais leve, sem cobranças, sem pressão – sem listas!. Aproveitar que cai tudo num sábado e não permite muita comemoração ou rituais de passagem pra ser essa a resolução: atenção diária ao que foi bom. Comemorações diárias. Celebrações diárias. Ser feliz todo dia sim – e respeitar os dias ruins também. […] E como eu ando nessas de não saber direito o que dizer, nem como, nem pra quem, eu queria deixar vocês com duas reflexões mais bonitas e completas que apareceram na minha vida essa semana, justo nela, toda complicada e cheia de problemas. A primeira é da Nath que, com as suas cartas, foi um dos pontos altos do ano, sempre pontual, sempre no timing certo: que o seu próximo ano seja repleto desses momentos que você quer registrar para guardar, postar, compartilhar. Porque a vida do instagram é, sim, muito maravilhosa e, no final das contas, a nossa vida é isso aí: um amontoado de bons momentos que a gente quer guardar pra sempre (em volta de um amontoado de momentos blé que a gente só esquece).

Uma das coisas que eu aprendi esse ano, aqui dentro, nesse processo de redescobrimento pessoal, é que a gente tem que parar de ser humildona – o que é bem diferente de ser humilde. Faz parte do mesmo sistema opressor e patriarcal que a gente tanto quer derrubar essa postura que adotamos meio que por instinto do “deixa disso!”, “são seus olhos!”, “imagina, eu não fiz nada!”. Eu fiz sim. Eu cumpri, direitinho, o compromisso que eu assumi comigo – a pessoa mais importante da minha vida. Eu disse pra mim que eu faria uma coisa e eu fui até o final e fiz, direitinho – com altos e baixos, como é tudo, mas eu fiz! Talvez até mesmo meio inconscientemente eu tenha liberado espaço na vida, na minha cabeça, até no meu corpo mesmo e no “espaço físico” que eu ocupo pra poder ser feliz, ser mais leve, compartilhar e guardar essa felicidade e me apropriar dela. Me apropriar de tudo o que eu sou, eu fiz, e eu lutei pra ter e pra fazer. Meu esforço, minha responsabilidade, minhas escolhas. Eu fui e fiz – ou não fiz, e aí foi por minha causa também. Fiz direitinho, igual eu mandei que eu fizesse aí em cima, ainda em 2016. Porque eu sou foda pra caralho, e eu reconheço isso.

Que em 2017 a gente seja isso então: que em 2017 a seja foda pra caralho e, principalmente, saiba reconhecer isso. Não interessa onde nem como: no seu trabalho, na sua vida pessoal, no seu relacionamento, nos seus estudos, no silêncio do seu quarto falando com as prantinha. Eu quero isso aí pra todo mundo, e me comprometo a ajudar, quem estiver aberto a receber essa ajuda, a chegar nesse reconhecimento. Que no ano novo a gente pense na tal lista de resoluções com foco exclusivamente no que fará um bem genuíno pra gente, e se relembre desse bem a cada nova semana, a cada novo mês, seja pra cumprir as metas, seja para trocá-las por outras mais importantes.

Me dá uma felicidade surpreendentemente palpável saber que sou dona de tudo o que me faz feliz. Dona no sentido de que são minhas conquistas, meus esforços, minha responsabilidade, minhas escolhas – veja aí em cima e repita comigo! E com isso vem também uma aceitação maior de que o mundo é composto por um milhão de outras coisas, acontecimentos, eventos, ocasiões que eu não tenho o menor controle. Que estão fora do meu alcance. E que eu não faço ideia de como lidar. Mas, como tudo é equilíbrio, a primeira parte faz com que eu aceite melhor a segunda. Cultivando meus portos-seguros, agradecendo por eles, respeitando cada uma das conquistas e dando seu merecido valor. Pra quando a vida chacoalhar a gente, a gente saber que vai passar, que está tudo bem, e que a gente pode reconquistar tudo de novo.

 

Eu realmente só tenho a agradecer. E compartilhar. E que o ano novo seja de cultivo das coisas boas, de apropriação das conquistas, de aceitação de quem a gente é e de agradecimento por tudo o que a gente tem. Ainda mais. Que seja nosso, e que a gente saiba disso!

favoritos #34

[no sentido horário]
A Pri Barbosa é uma das minhas ilustradoras favoritas, mas essa imagem – que está no seu lindo Calendário 2018 – eu tô tendo problemas reais para processar. Olha que coisa mais linda! | Acho que já deu a vibe do minimalismo, certo? Todos de acordo? Tá liberado colocar uma tapeçaria dessas na parede do home office? | POLÊMICA! A cor do ano da Pantone é o roxo Ultra Violet que deixa a Isadora de 17 anos extremamente feliz! No Follow the Colours tem mais explicações sobre a escolha, vai lá!  | Não sei direito porque sugiram na minha frente fotos do Jardín Etnobotánico de Oaxaca e eu só posso acreditar que é destino <3

// Começo e termino o ano enaltecendo a existência, a carreira, os textos, a música dessa mulher, então vem comigo nessa retrospectiva da Patti Smith, no Nexo;

// Tem um vídeo documentário sobre os 40 anos de Heroes, do David Bowie, narrado pela Florence Welch, e eu não sei porque não estamos, todos, falando disso no mundo;

// Às vezes eu acho que se encontrar sem aviso a Nuta na rua eu vou ter um piripaque. Queria ter 1/3 da clareza e da segurança na escrita que essa mulher tem para falar de assuntos tão importantes e tão duros: O que autoestima tem a ver com autocuidado, no maravilhoso GWS;

// Postei e saí correndo do dia: Por que as mulheres transavam melhor no Socialismo, traduzido por Adelaide Ivánova na série “é doutrinação esquerdista suficiente ou tá pouco?”, inventada e liderada por ela mesma HAHAHAH TE AMO;

// Se você ainda não baixou os planners mensal, semanal e diário – além de outros incríveis, tipo o para blog! do Não Me Mande Flores eu não sei como você está pensando em planejar seu ano. Sério, corre!

// Saiu a lista das mulheres mais inspiradores de 2017, do Think Olga, e além de começar a seguir um batalhão de mulheres fodonas, a minha alegria imensa de fazer um tiquinho parte dessa lista de estar entre o grupo lindo das Maravilhosas Corpo de Baile. Que incrível!

// Eu tenho muita dificuldade de falar sobre meu estilo, minhas escolhas no armário e “esteticamente”, então eu simplesmente vou lá e leio a Ana – e acho que faço isso desde…. sempre? Dessa vez ela pensou sobre a estética minimalista, as marcas e as mensagens que ela passam, além é claro do cabelo mais bonito de toda a ~blogosfera!

// Tudo isso aqui, repetir e repetir:

coloca intenção no que te faz – verdadeiramente – feliz. não mudes as tuas escolhas em função das necessidades alheias. faz mais por ti, para ti. quando te sentires sem fé, desmotivado ou desligado de tudo e de todos (até de ti mesma), estás no ponto certo, na hora certa e no lugar certo para mudar. agarra esse sinal. faz uma escolha corajosa: escolhe com o coração. desapega-te dos resultados. livra-te das expectativas. não fales: sente. faz-te esta pergunta: onde escolhes permanecer e onde escolhes sair? a primeira coisa que te vier à cabeça é a que o coração te quer mostrar. confia. confia. confia.

Tá acabando, ai ai ai. Cês tão felizes? ❤️

diarin #12 – então é natal

E o que a gente fez, não é mesmo? Na real, amigos, a gente fez bastante coisa. OLHA QUANTA COISA A GENTE FEZ. Olha por quanta coisa a gente passou nesse 2017 de meudeus. Nóis tá até cansada. Eita.

Eis que finalmente chegou dezembro no ritmo do ragatanga e eu nem sei direito por onde começar essa retrospectiva do ano. Então, vamos aos poucos, com a retrospectiva dos últimos tempos desde o último diarin.

TÔ ASSISTINI

Gente, cadê os grande lançamento, cadê a gente fazendo maratona, cadê a internet toda apaixonada por um personagem nem tão bom assim? Não sei. Minha vida entretenística anda meio monótona, com episódios picados de This is Us, Grey’s Anatomy, How To Get Away with MurderParks and Recreation. Todos legais, é claro, mas todos também que me deixam ansiosa de ficar esperando mais um episódio que só vem quando a Shonda voltar das férias – ou que eu já assisti. Olha. Antes disso teve Sinner, que eu não entendi porque vocês gostaram tanto, minha gente, achei tão chato, e Alias Grace QUE AÍ SIM MINHA GENTE, obrigada santa Margareth Atwood pelo mistério alcançado. Que daora. Que doidera. Que rápida 🙁

Como vocês podem ver, nada de muito emocionante. Deveria estar usando esse tempo pra ler os livros abaixo e parar de me sentir uma perdedora? Deveria. Segue:

TÔ LENI

Terminei de ler As garotas, da Emma Cline, e gostei bem mais quando parei de achar que seria uma história sobre o Charles Manson e entendi que era uma história sobre o grupo de mulheres que o seguia. Gostei, mas não amei. A leitura de As virgens suicidas não está andando, eu realmente estou perdida no ritmo deste livro, acho que vai ficar pra depois. Eu consegui pegar o The sun and her flowers, da Rupi Kaur, e devorar em uma sentada e estou aqui, pensando quais partes do corpo encaixam mais 5 ou 6 tatuagens novas. Como eu amo o que ela escreve, eu não entendo como vocês não gostam. Que coisa mais gostosa, dolorida, verdadeira de ler. É simples, esse é o problema de vocês?

Mas também não é como se eu tivesse conseguido começar a ler outra coisa, o que me deixa imensamente triste, já que meu desafio literário do ano está indo por água abaixo, parece. A chance de eu ler mais 2 livros nesses 20 e pouquinhos dias restantes é quase igual a chance do capiroto desvirar presidente, então… Se vale o registro, fica aqui a vontade de ler Fome, da Roxane Gay, e Mulheres que correm com os lobos, da Clarissa Pinkola Estés. Quem sabe acontece um milagre? Oremos.

TÔ FAZENI

Eu tenho tanto pra lhe falar mas com palavras não sei dizer como eu fico louca no final de ano meu deus do céu. Cês podem parar de marcar coisa em novembro e dezembro? Obrigada. Segue aquela sensação de “eu não tô fazendo nada”, porque realmente eu não tenho parado em casa pra fazer absolutamente nada, as prantinha tão gritando por socorro, a casa tá precisando de amor, a minha bunda tá pedindo por um sofá, mas ao mesmo tempo tem rolado tanta coisa na rua que eu precisei voltar nos registros pra sacar quais foram elas.

Teve nascimento de nenei lindo, teve casamento dos amigo no ~interior, tiveram vários feriadinhos mini pra deixar a gente um pouco menos cansada e um pouco (bem pouco) mais preparada para dezembro, teve visita a uns lugares que a gente devia visitas há tempos, teve musical da Hebe HAHAHAHA SIM com mamãe, teve tatuagem e encontro com um monte de gente inspiradora, teve tudo isso sim, e mais um monte de coisa que não deu pra ir. E teve também a semana que eu encasquetei que teria ter uma parede verde em casa e fui lá e fiz o quê? Numa explosão de siricutico pintei o corredor inteiro de verde. Tá bem bom, não tá?

E tamo indo não só no pole, que continua lá com toda sua marabrijosidade, mas também no muay thai, que me faz chorar pensando em quantos infartos eu posso ter por minuto, mas MENINA A ENDORFINA? Ela existe, ela é real. Evita que eu assassine pessoas também.

OS TOMBO QUE EU TÔ LEVANI

Me bate uma bad tão grande nessa fase do ano, principalmente se não vou conseguir tirar uns diazinhos pra descansar, sabe? Antigamente eu ficava chateada se não tinha assim, uma mega festa de réveillon pra ir (ainda fico), mas nesses tempos eu queria mesmo era passar uma semaninha que fosse em casa, de boas, arrumando os armário e pintando umas paredes (mentira). Lendo os tais dos 3 livros, pensando na vida, reorganizando as ideias. Poderiam ser uns diazinhos na praia com a ajuda da água do mar pra recarregar? Com toda certeza. Mas nenhuma das duas opções será viável.

O que só emenda com aqueles velhos questionamentos do “o que eu tô fazendo com a minha vida?” e será que a vida é isso aí mesmo, ficar presa a uma coisa que, na maioria das vezes, é aquela obrigação besta e burocrática, e as partes ruins, os abusos, os desaforos, são maiores que tudo. Se a gente tem mesmo que aturar, já que tem tanta gente dando um braço por isso. Se a gente tem que aturar porque a vida é lá fora – mas se a gente não consegue aproveitar a vida lá fora por causa disso, e aí, como faz?

Inauguramos a sessão de terapia por aqui. Agora chega.

Eu também peguei uma gripe monstruosa que inutilizou uma semana inteira de compromissos, projetos, tarefas e encontros. Agora, no final do ano. Olha que alegria.

OS PULO QUE EU TÔ DANI

Não sei qual foi a conjunção dos astros responsável por isso, mas de alguma maneira cósmica-cármica, a minha persona internética HAHAHAHA está sendo levemente reconhecida nos últimos tempos. Menino instagram, que com todos os seus problemas, continua sendo meu cantinho do amor nessa internet complicated, tá cheio de coisa linda e gente nova: vocês já foram lá me ver? @is_adorable.

E daqui, do meu orgulhinho mais meu, um dos post dos mais gostosos de fazer foi parar até no Chata de Galocha, que a gente é fã desde que a gente era fã de todo mundo! Muito legal, não é? São pequenas coisinhas que deixam a gente feliz demais, ai ai <3

No mais, além da correria insana de eventos de final de ano, aquela época em que todo mundo parece que lembra que não fez nada o ano inteiro e precisa sair correndo, correndo, correndo loucamente, eu posso dizer que a sensação de finalmente estar um pouco mais em paz e confortável na minha própria pele é, sem dúvidas, impagável. Aparentemente a gente tem mesmo que apanhar bastante pra amadurecer – mas quando isso acontece, vem cheio de luz gratidão namastê.

O resto fica pra retrospectiva doismiledesespero que virá em breve, aguardem.

AS COISA QUE EU TÔ QUERENI

Um maiô. Entrar na piscina. Entrar no mar. Meudeusdocéu eu preciso entrar na água, passar uma tarde na água até as pontas do dedo enrugarem. Arrumar minha bicicleta e dar uns rolês. Quero me mexer. Quero saiiiiiiiir por aíiiiiii….

estamos tão ricas que agora temos vídeo, tá meubeim (só não sei como centraliza essa caraja).

Agora nóis só volta ano que vem. ANO QUE VEM MEU DEUS SOCORRINHO.

respiro

A gente tem que celebrar.

As coisas boas da vida, as pequenas, sempre elas. Uma boa notícia. Uma neném nova – é menina! – entre as amigas. Um bonde de bebês novos vem vindo. Um ingresso comprado, assim, bem besta. Uma boa notícia. Um almoço gostoso, um almoço saudável. Uma tarde de conversa e risada – ainda que virtual. Decidir pintar o corredor inteiro de verde escuro mesmo a casa inteira sendo clara. Pintar o corredor inteiro de verde escuro mesmo a casa inteira sendo clara. Os novos quadros a serem pendurados. As novas possibilidades.

O respirar fundo no meio do caos, o respirar no meio da raiva, sentir a raiva se dissipando, deixar pra lá.

O sábado cheio, cheio, cheio, os tantos amigos pra abraçar, os tantos eventos para comparecer, é tempo de desabrochar. O cansaço bom da gente que tem que descansar. O reconhecimento pequenininho, desses que vêm cheios de emoção de verdade, que fazem a gente ver o que importa, o que toca lá dentro, o que ilumina a gente. Os comentários. Os agradecimentos.

Um sorriso, e só.

A gente tem que respirar.

favoritos #33

[no sentido horário]

Normalmente coisas de cozinha não me emocionam, mas olhem esses potinhos!!!1 | Eu amei essa casa, mas eu definitivamente quero ser amiga dessa pessoa | As peças feitas com resina da Gabby D, especialmente essas todas com cores unicórnias | Os papeis de parede e outras estampas da designer Teresa Chan

// Sempre bom lembrar, nesses tempos nefastos, dessas cinco brasileiras que fizeram do corpo um instrumento artístico e político, na matéria da Revista Cult;

// A lindeza que é esse perfil da Joni Mitchell, na New Yorker, que lembra a gente quão revolucionário é se apaixonar e permanecer inteiro;

// Ainda no mesmo tema, o questionamento da maravilhosa ComumMundo interno e autonomia afetiva: como podemos ser mais livres? Assistam ao vídeo 🙂

// Quem está no ar, quem quem quem? O documentário Primavera das Mulheres, que acompanha o crescimento do feminismo em 2016, ano em que mulheres voltaram às ruas contra a cultura do estupro e os retrocessos nos direitos conquistados.

// As reflexões da Aline Valek sempre me acolhem, e dessa vez tem um combinho sobre criatividade que ó, até aqueceu aqui dentro: sobre cuidados com a nossa energia criativa; um anti-conselho para jovens escritores; e as armas das pessoas criativas;

// Esse texto da Anna Terra que eu poderia ter escrito: minha casa, minha energia; Destaco logo o primeiro parágrafo:

Sempre que eu vou me apresentar, seja numa palestra ou até mesmo pra explicar melhor quem eu sou e o que eu faço, começo dizendo: Meu nome é Anna Terra, eu sou dona de casa e mãe de bichos. Porque antes de qualquer posto profissional, eu sou isso. E digo que amo comida, viagens e faço uma caipirinha bem boa! 🙂 E eu sempre me orgulhei de dizer que sou dona de casa. E todo mundo que vem aqui diz que minha casa é minha cara, e eu fico toda besta sorrindo e achando isso o melhor elogio que meu cantinho pode receber.

// Por que tanta gente quer “morar no mato”?, com esse nome ótimo da ótima newsletter da Carla Soares, que é sobre gastronomia e mais um monte de coisa boa da vida, que é um alento, e também um alerta:

Estou ponderando todas essas coisas porque depois desse tempo experimentando a vida aqui ficou claro pra mim que não basta se mudar pra uma cidade menor pra resolver todos os problemas. A escala das cidades resolvemos trocando cidade gigantes por menores, e isso é muito relevante, mas a questão é que só isso não é suficiente. Ainda estaremos por demais dentro do sistema. É preciso tempo e paciência pra se ajeitar e encontrar aquilo que se deseja, ou realmente romper ainda mais com algumas coisas que esperam que sejamos e façamos. Por isso é que eu e meus amigos, mesmo morando num lugar com 75 mil habitantes, continuamos falando de ir “morar no mato”. Nas cidades maiores, as opções de resistir e fazer diferente são mais estranguladas, mas isso não significa que não seja preciso pensar nessa resistência em qualquer contexto em que a gente caminhe. Seja na capital, na cidade grande, ou até mesmo no meio do mato.

// O vídeo sobre carga mental da Hel Mother, que já foi quadrinho no facebook e textão em revista gringa, mas que tá aqui mais uma vez, tão explicadinho que até dói – dói, num dói?

Quanto link bão, né não?