About Isadora Attab

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27 anos, SP. Gatos, plantas, decoração, DIY. Coisas bonitas e pipoca. Peixes-Sagitário-Leão. Escrevo porque sou preguiçosa demais pra desenhar.

Posts by Isadora Attab:

3 coisas que me emocionaram de maneiras diferentes em momentos parecidos

Glow

Fazia bastante tempo que eu não via uma série assim, de uma vez só, alucinada pelo próximo episódio e maluca depois que terminou. Glow foi assim pra mim e não tem nenhuma explicação filosófica: uma história interessante, um visual incrível e uma boa dose de grl pwr. Fiquei completamente vendida. Glow são as Gorgeous Ladies of Wrestling, um grupo de atrizes selecionadas para um programa de luta livre na TV. Só de mulheres. Então você imagine aqueles clichês “não sabemos lutar, mas somos mulheres fortes e vamos aprender”, todos eles maravilhosamente colocados no meio de um monte de drama pessoal real oficial eu te entendo miga segura minha mão. E o figurino, gente? Vem comigo no figurino, mim dá uma polaina, vamo ser feliz de maiô cavado. Tudo isso com a estética e a trilha sonora INCRÍVEIS dos anos 80. Pode ser melhor? Não pode não.

Okja

Já falei aqui um pouco sobre a decisão de me tornar vegetariana, mas nunca fui atrás de assistir os famosos documentários que ajudam as pessoas a tomar essa decisão também (eu acho que vocês deveriam assisti-los! 😉 ). Daí que resolvi ver o tal do Okja que todo mundo estava falando sem muita pretensão e BAM. Eu acho que esse é um dos filmes preferidos da minha vida – não passa um dia sem que eu pense nele. A história parece simples e clichê: a ganância e o dinheiro versus a natureza e a simplicidade. E um bichão fofo e simpático pra deixar a gente mais sensibilizado. POIS É. A questão é que o bichão é a Okja, o vilão é a indústria alimentícia moderna e o capitalismo, e os mocinhos são essa maravilhosa criança coreana e um grupo ativista de libertação dos animais. Tudo isso com a estética alucinada do Bong Joon-Ho (eu não entendo nada de cinema, mas vocês viram Expresso do Amanhã? Vejam!) e a atuação da Tilda Swinton. É lúdico, é sensível, é bonito, e a gente termina do jeito que tem que terminar: se sentindo culpado, se sentindo pequeno, se sentindo assassino. E é bom que seja assim.

Francisco El Hombre

Chegou o dia niqui eu venho aqui neste sítio recomendar música? Uma banda? Brasileira? Atual.
Sim, senhores. Chegou este dia. Eu conheci Francisco el Hombre durante o alongamento em uma aula de dança (risos) e desde então ouço Triste, Louca ou Má todos os dias. Todos os dias. Já pensamos em tatuagens? Talvez. Já cometemos selfen com legenda filosófica-misteriosa? Certamente. Ouçam comigo e vejam esse clipe – sim, é gravado em Havana. Não, eu nunca tive nenhuma chance.

diarin #9 – alor alor grassazadeus

Olar minha gente.

Cês tão bonzinho?

Eu já nem sei o que mais falar sobre o fato de que estamos no mês de JULHO de nosso senhor Lula 2018. Apenas não sei. O que aconteceu de abril (abril!) pra cá, a não ser que Gretchen <3 que férias <3 que mais? Não sei. Mas então vamos por parte:

TÔ ASSISTINI
Vamos considerar que eu estive de férias, ok? Sem mais delongas fomos de Big Little Lies – que eu adorei, achei um suspense super bem construído e adorei cada uma das personagens como não adorava personagens totalmente diferentes de mim desde Desperate Housewives -; Terminamos a segunda temporada de Crazy Ex-Girlfriend, que vai se configurando como uma das minhas séries favoritas da vida real oficial; Não conseguimos passar por Dear White People o que, sim, diz muito sobre a gente, infelizmente; Nem tampouco por American Gods – por enquanto, mas daremos uma nova chance, já que Neil Gaiman merece tudo; Tivemos uma temporada redentora e maravilhosa de Ru Paul’s Drag Race nesse ínterim (uia) que aqueceu meu coração peludo com novas dúvidas de gênero ainda sem solução; Nos divertimos bastante com as novas temporadas de Unbreakable Kimmy Schmidt, ainda melhor que a anterior, e Master of None, tão sensível e divertida, mas que cagou grandão na personagem feminina dessa vez.

Agora uma grande pausa para falarmos em caps loka sobre uma obra de arte em formato de série que é The Handmaid’s Tale: falamos no famigerado abril que havíamos terminado a leitura (incrível) desse livro e BUM, veio a série. Que série, senhores. Que série. Que série linda, bem adaptada – beeeem diferente do livro e, ainda assim, ótima, bem desenvolvida e fiel – que fotografia linda, que trilha sonora incrível. Que série absolutamente necessária, inclusive. Que seriezona da porra, eu diria. Assistam. Serião.

TÔ LENI
Não estamos lendo nada por que, caros amigos? Porque eu terminei a maluca tetralogia napolitana da Elena Ferrante e estou o que? Morta. Passada. Enterrada. Morta mais uma vez. Eu não tenho a menor condição de falar nada além disso, só que fazia tempo que não ficava tão absorta em algo. Fiquei. Não sei sair. Alguém me ajuda? Estou em dúvida se leio mais livros da Ferrante agora, ou se tento me desvencilhar de uma vez. Alguém tem alguma recomendação de leitura pra me ajudar?

Ah, eu também li A guerra não tem rosto de mulher, da Svetlana Alexijevich, que é uma porrada tão grande que eu lia mais ou menos 3 páginas por dia pra conseguir sobreviver.

TÔ FAZENI
Eu tirei férias. Pela primeira vez na vida adulta eu tirei férias e realmente tirei férias, fiquei em casa 26 dos 30 belíssimos dias que a CLT (ainda me permite). 4 desses dias foram muito bem aproveitados em uma viagem que surpreendeu muito positivamente, embora simples, mas todos os outros diazinhos foram tirados para 1) descansar; 2) resolver tretas da vida; 3) descansar; 4) pensar na vida. O resultado eu posso dizer que foi bem mais positivo do que eu esperava, muito embora (claro), parece que foram 3 dias, e não 30. Estou com saudades? Estou com saudades. Todo dia. A cada minuto. Não vou dizer que fiz tudo o que queria, pois nem tretística quanto lazerzísticamente isso foi uma verdade, mas me fez repensar a vida.

E tamo como, gente? Tamo repensando a vida. Já parei pra pensar que vou mais a fundo aqui nessa reflexão, mas muito provavelmente eu não farei isso, então vou dizer que comecei, finalmente, a por na ponta do papel – do alto do enorme morro dos meus privilégios – as vantagens do bom e velho trabalhinho. Dói pensar nisso, porque a gente se cobra de todo o lado: pra fazer algo que ama, pra ser feliz fazendo o que ama, pra fazer algo pra pagar as contas, pra agradecer porque você tem e muita gente não tem, pra não reclamar de barriga cheia, pra se contentar com o que há… São tantas questões. Nenhuma conclusão. Só uma angústia constante que, minha gente, já já vai tirar até o CPF e título de eleitor.

OS TOMBO QUE EU TÔ LEVANI
Eu voltei a trabalhar;
Minha alergia continua por aqui;
Achei que tinha embalado na academia, mas era mentira;
A crise com a vida segue belíssima. Dizem que está loira também.
(teve até problemas em escala, olha que beleza do design que eu sou minha gente)

OS PULO QUE EU TÔ DANI
Seguimos fazendo algumas coisas para nós mesmas, no caso umas atividadji muito maluca de se pendurar nas coisas enquanto estamos peladas (gostando cada vez mais e cotando a instalação de um pole na minha sala? Talvez).

Decidimos também por meio destes 28 anos sofrendo do mesmo mal o quê? Cuidar de vez da belíssima face eliminando as espinhas com aquele-que-não-pode-nomeado, o Roacutan. Pra quem não conhece, Roacutan é um remédio fortíssimo, desses que a gente precisa assinar “termo de compromisso”, que promete (e cumpre na maioria das vezes) eliminar as espinhas para todo o sempre. Ele é cheio de restrições, efeitos colaterais que vão de ressecamento total (sim, total. Sim, TOTAL. Isso aí mesmo que você tá pensando resseca também) do corpitcho, dores nas juntas, de cabeça e, em casos mais severos, desgraçamento geral da cabeça. Estou com medo? Estou sim. Mas estou também bem esperançosa com o tratamento e já MUITO feliz com os resultados da primeira semana de uso.

Também consertamos a vitrola que era dos meus pais e zeramos o bingo hipster indo a feirinhas de vinis. E agora eu tenho esse hábito caro de ouvir um vinil tomando um vinho. Que vergonha da minha pessoa, minha nossa. Meus filhos darão bastante risada.

AS COISA QUE EU TÔ QUERENI
Inaugurando esse novo campo marabrijoso aqui como uma espécie de resolução de ano novo permanente pra me ajudar naquela coisa de fazer as coisas por si mesma. Tô quereni intensamente para os próximos meses: voltar a fazer cursos “sem propósito pra mim”, esses de artchi, de artesanato, de tia tricoteira dos gatos, esses mesmos. E entender, junto que isso, que eu não preciso transformar tudo o que eu sei/gosto de fazer necessariamente em um trabalho. Tá?

as obra doida de inhotim. as maluquice que a gente anda fazendo. o gato de roupínea. os vinil hipster.

 

Certeza que, da próxima vez, já vai ser dezembro. Certeza.

um balanço das férias

Cabô. Eu não vou me ater muito a esse fato – ao fato das férias terem acabado – porque a deprê, ela bate forte. Bate forte especialmente porque, depois de férias produtivas, gostosas e tranquilas em casa, a gente repensa muita coisa. Fazia muito tempo que eu não me dava esse tempo realmente de descanso, e vou dizer que recomendo fortemente pra todo mundo, viu. Viajar é, sim, uma delícia, mas que importante “colocar a vida em ordem” também. E repensar as coisas. E voltar.

(Ou não? Ou não. Será?).

Ainda na vibe namastê gratidão, venho aqui listar o saldo final desse mês lindo e produtivo, e me perdoar publicamente e individualmente pelo o que também não foi feito. Veremos, a segunda parte:

// Acordar cedo: entendo muito que ama acordar tarde – e eu sou mesmo apaixonada por dormir – mas acordar cedo me dá a sensação que o dia rende mais e que, de certa maneira, eu não apenas procrastinei. Obviamente que eu também acordei tarde em vários momentos, mas consegui, na maioria, manter uma rotina de sono boa – o que também significa que eu não virei mais a noite fazendo basicamente nada na internet, sdds juventude.

// Manter uma rotina de exercícios: muito fritness. O objetivo era “ir todo dia”, mas claro que isso não aconteceu. De qualquer maneira, consegui ir, pelo menos, 3 vezes na semana na academia per se, além de manter a frequência no pole dance e na dança. Ponto pra mim!

// Organizar uma lista de tarefas possível – e cumpri-la: ainda pretendo falar mais disso aqui (cês acham bacana ter uma categoria sobre “organização”?), mas eu funciono muito na base das listas de tarefas, e aprendi que ter uma lista possível é o primeiro passo para efetivamente realizar as atividades listadas. Criar coisas mirabolantes e irrealizáveis deixa a gente apenas frustrado, e impede que façamos mais. Ainda sobraram uns pontos, umas tarefas, umas coisas mais pradiante, mas quem não tem coisa pra resolver na vida, né?

// Fazer grandes nadas: grandessíssimos nadas. Acordar e matar a academia, ignorar a lista de tarefas, desligar o celular, reaparecer só de noite. Que importante que é isso, gente.

// Encontrar os amigos: eu queria demais cumprir esse tópico, e fico muito, muito, muito feliz em dizer que consegui cumprir com louvor. Claro que faltou muita gente, claro que eu deixei alguns amigos na mão (alour amigos de BH, me desgurpem, eu volto!), mas a sensação de ter tempo e disponibilidade pra um almoço, pra um café, uma conversa, é muito maravilhosa – e desencadeadora da bad ali de cima da gente não ter tempo de encontrar ninguém. Obrigada por não desistirem de mim, migos!

Claro que, no meio de tudo isso, eu também não fiz um monte de coisa. Coisas essas que também serão anotadas aqui para que elas entrem na lista mental de coisas a serem feitas mesmo que você não esteja de férias Isadora porque dá pra arrumar tempo é só você se organizar se vira mulher:

// Conhecer lugares novos: a desculpa “a rotina do trabalho” não cola mais, né? Eu ainda quero conhecer muito lugar diferente e novo aqui em São Paulo antes de desistir totalmente dessa cidade, e todo o tempo livre das férias não foi o suficiente pra me fazer levantar do sofá e ir, apenas. Vai entender. Quem sabe eu me animo pra me mexer mais nos próximos finais de semana?

// Fazer projetinhos DIY: esse me entristece bastante. Queria tanto, tinha tantos planos, tantas ideias pra por em prática. Nem sei dizer como não mexi em absolutamente nada, não encostei em nenhuma linha. Talvez a minha vontade pela ideia de fazer os projetos seja maior do que realmente a capacidade, a paciência, o start de fazê-los. A se pensar.

// Ler livros: eu li um livro absolutamente maravilhoso, uma das melhores leituras que já fiz talvez na minha vida – o último volume da tetralogia Amiga genial, da Elena Ferrante – e terminei um outro livro beeeeeem bom e difícil e porrada – A guerra não tem rosto de mulher, da Svetlana Alexijevich -, o que já é um saldo bem positivo, mas eu, ambiciosa que sou, achei que poderia ter aproveitado melhor meus momentos com mais livros.

No fim, considero o saldo positivo, positivíssimo – tanto que deixou com aquele gostinho que a vida, ah a vida, ela deveria ser assim sempre, né? Por que é tão difícil?

favoritos #28

favoritos28

Mais uma vez, eu, completamente encantada por papeis de parede maravilhosos | Queria tanto encontrar umas roupas assim aqui em São Paulo: confortáveis e diferentonas | Tô bem chatinha com meu ~home office (pode ainda chamar de escritório?) e esse, clean e bonitão, me deu umas ideias! | Ando bem maluquinha por pins e bottons, olha que demais esse!

// Cês já me conhecem bem, então imaginam o que foi pra mim essa matéria que une a Selvvva, loja incrível de plantinhas, e o Histórias de Casa? Vão lá ver logo: Plantas dentro de casa;

// O This German Life é o blog da Ana, brasileira morando na Alemanha. Eu tô sem ar com o post em que ela conta como foi seu primeiro dia das mães por causa desse jardim botânico na cidade de Erlangen. Vão ver!

// Jardins projetados por artistas euvomorremimsegurem, do ArtsyFrom Frida Kahlo to Claude Monet, 8 Artists Who Designed Enchanting Gardens;

// Please don’t cancel: Whenever I’m stepping up to a new challenge, my brain always tries to convince me to wait until “later.” My brain tries to convince me that I’m not “thin / fit / strong enough” yet, that I don’t have “enough time,” or that “next summer would be better.”;

// Completamente apaixonada por essa matéria: A Brief History of Drag in the Art World, do Artsy também;

// Na categoria autojabá, vocês viram meus últimos posts sobre viagem? Tem contando como foram os dias em Inhotim e Belo Horizonte!