coisas da vida

as séries que eu estou assistindo – edição de natal

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// JESSICA JONES: Meu super-herói favorito sempre foi o Wolverine (antes mesmo do Hugh Jackman, mas que benção esse homem existir) e nunca fui muito ligada em mais nada do universo Marvel, mas não poderia deixar o bafafá passar batido e lá fui eu, em um feriado chuvoso, assistir Jessica Jones. Claro que eu me apaixonei instantaneamente, o que foi bem surpreendente, já que eu também nunca fui muito fã da Krysten Ritter, a atriz que faz a personagem principal. A série, na real, é cheia de falhazinhas de roteiro, tem alguns personagens meio batidos, maaaaaaaaaaaassss… Jessica Jones. Que mulher fantástica. Netflix lendo nossos pensamentos e as vibes ~sociais~ do momento e transformando algo que poderia ser da mesma trupe nerd-machistinha de sempre em uma série sobre mulheres. Sobre ser mulher do jeito que der, sobre ser uma super-heroína, sobre relacionamentos abusivos, sobre ser amiga, sobre a vida. Ai que coisa maravilhosa.

Leia coisas melhores do que essa sobre a série aqui e aqui e aqui, no mínimo.

E tem o David Tennant. Eu não era da turma do David Tennant. Eu não assisto Dr. Who. Mas tem o David Tennant. Ele me obrigou.

// MASTER OF NONE: Conheci o Aziz Ansari em Parks & Recreation (amor eterno, amor verdadeiro), mas nunca achei muita graça no personagem escrachadão que ele fazia na série – exceto todas as cenas envolvendo treat yourself, que são as melhores do mundo. Já tinha ouvido falar bastante coisa boa do livro dele, o Modern Love, que ainda não li, mas está na lista, e mais ou menos ao mesmo tempo o Netflix anunciou a série do comediante… Fiquei meio reticente, mas nos primeiros quinze minutos eu já estava completamente ganha. Que. Série. Incrível.

Conta basicamente a história de um ator wannabe vivendo em Nova York e acompanha sua vida como filho de imigrante, vinte e poucos-trinta anos, empreguinho marromeno, vida amorosa marromeno, relação com os pais, com os amigos… Reconheceu? É uma série sobre uma geração. É tudo aquilo que Girls quer ser pra uma geração e se perde na falta de empatia com os personagens. (E eu amo Girls). Ah, e como deveria, Master of None toca nos pontos principais das relações modernas também no que diz respeito a gênero, feminismo, racismo, e mostra que dá pra ser muito engraçado e sagaz sem ser um completo imbecil.

Obrigada, Aziz, te amo <3

// BROADCHURCH: Já falei pra vocês que amo séries e filmes sobre serial killers? E sobre investigações policiais envolvendo assassinatos? Se isso não envolvesse de fato ser um policial, vocês podem ter certeza que eu ia dar um jeito de fazer isso da vida. Dessa vez, não foi essa paixão, mas outra, a que me motivou a assistir uma série da qual nunca tinha ouvido falar: a paixão sobre o David Tennant, que aqui é um investigador desses bem damaged, amargo e do jeito que a gente gosta que é chamado pra resolver um crime, a morte de um garotinho, numa cidade no litoral da Inglaterra chamada… Broadchurch.

Pausa pra lembrar daquele cenário MARAVILHOSO.

Daí que é isso. Mais pra vibe de The Killing do que pra um CSI, é um dramão sobre a vida das pessoas afetadas pelo assassinato: os pais, a família, os habitantes da cidade minúscula, a especulação, a traição, os dramas, já falei dos dramas? Tudo bem devagar e maravilhosamente bem construído. O ritmo é bem lento mesmo, mas te prende a cada minuto e tem o David Tennant. Já falei que tem o David Tennant? Ah tá.

Também assisti de novo Unbreakable Kimmy Schmidt, que é uma das séries mais incríveis que eu já vi na vida e merece ser vista uma vez por ano, mais ou menos <3

8 Comments

  • Clara Fagundes

    Obrigada, Aziz, te amo: taí uma frase que eu concordo, hahaha.
    Sobre Broadchurch, quem curte Dexter (euzinha), curtiria quanto, de 0 a 10? Porque cê com certeza viu Dexter, se gosta de série de serial killer, né.
    Jessica Jones será a minha próxima da lista, só não comecei porque eu sou DOENTE e quando gosto de uma série vejo 2, 3 dias seguidos até terminar. Nível: não dormir.

    P.S.: Tô amando o seu blog, acho que seríamos super bffs se nos conhecêssemos <3

    • Isadora

      Aziz <3
      Então, é diferente de Dexter: não é um serial killer, mas uma investigação longa sobre um assassinato específico. Vc chegou a ver The Killing? É bem parecido. E sabe o que lembra também? Livros policiais, até meio Agatha Christie assim, em que você passa o livro inteiro suspeitando de uma pessoa, e aí, de repente, tudo muda? É bem legal, vale a pena ver!
      Agora Jessica Jones.... CORRE CLARAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!

  • Anna

    Feliz que finalmente tenho algo a comentar num post seu sobre séries, além dos louvores costumeiros pra Amy Poehler. Achei que o trunfo de Master of None é ter o coração no lugar certo. Ela expõe as vulnerabilidades da nossa geração e não se acha especial demais, sabe? É uma das coisas que me incomodava em Girls, a síndrome do floquinho de neve. Por isso achei o episódio sobre os pais precioso, porque acho que um dos males de todo mundo que tenta traduzir essa geração é achar que a gente é muito especial e revolucionário e moderno e que a gente não tem nada pra aprender com nossos pais – embora estejamos 100% perdidos. Aziz abaixa bem a bolinha, e acho um seriado bem humilde, apesar da estética cool, dos apartamentos cheios de achadinhos, as roupas lindas, etc etc. Aquele episódio sobre assédio me deu vontade de encontrar um jeito de andar com aquilo pendurado no pescoço pra mostrar pras pessoas sempre que o tópico viesse à tona e alguém resolvesse falar bosta (sempre tem alguém que resolve falar bosta), e o finale bateu com força aqui com Aziz, Rachel, as dúvidas, Sylvia Plath e a figueira. Amei, quero mais.

    Sobre Jessica Jones: OBRIGADA POR FALAR DO DAVID TENNANT. Me sinto representada. Não sou de Doctor Who, até então só conhecia aquele gif dele na chuva, Kilgrave me dá MEDO, mas estou apaixonada??? Não sei administrar esses sentimentos e me sinto péssima, porque no meu Twitter as pessoas estão falando que começaram a detestar o ator porque o personagem é desprezível e eu tô totalmente apaixonada. Me ajuda, Isa. Já andei perguntando como faço pra começar a ver Doctor Who (não sei por que me parece uma série inteligente e nerd demais para alguém como eu) porque preciso de mais Tennant na minha vida. Talvez eu veja Broadchurch, e tô considerando também uma True Love, que eu vi uns episódios soltos no GNT uma vez. Drama, casamentos falidos, traições, TENNANT. Ai ai. E amei Jessica Jones, né? Terminei de ver hoje, ainda tô meio abalada e só sabendo sentir, mas que mulher.

    Você já viu Demolidor? Se passa em Hell’s Kitchen também e Jessica Jones faz referência a ela várias vezes, com personagens em comum e tudo. Eu abandonei na metade porque ela é bem violenta e pesada e eu passei 2015 com a cabeça fraca demais pra essas coisas, mas amei demais tudo que vi e maior gatinho o protagonista, recomendo muito.

    Beijos!

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