coisas da vida

as séries que eu estou assistindo – a compilação

the good wife

Fazia tempo que meu coraçãozinho não batia tão forte por episódios e mais episódios de uma dessas séries longas que só, com uma história central de um personagem tão cativante (com certeza tem um termo técnico pra isso, não é possível que todo mundo precise de 3 linhas pra descrever esse estilo). Meu. The Good Wife é a história da advogada Alicia Florrick. Muita gente começa a descrever a série do começo, quando Alicia era só uma esposa, esposa do promotor da cidade que foi pego num esquema de corrupção e usou dinheiro público paraaaaa… prostitutas, claro. Ele vai pra cadeia, ela fica do lado dele – COMO ASSIM ELA FICA DO LADO DELE!!!? calma. – e percebe que vai ter que voltar a trabalhar, depois de 13-14 anos sendo só uma desperate housewife, pra dar conta da vida e dos filhos. Daí que a história fala sobre a Alicia: sobre ela voltar à profissão, sobre ela se adequar aos tempos modernos, sobre a competição com os colegas mais novos, sobre ela ser uma puta advogada, sobre os casos, sobre os casos dela (os affairs mesmo), sobre ela ser mãe, sobre ela ser esposa, sobre as suas ambições.

É mágico. É mágico porque a gente consegue se identificar com a Alicia num nível muito íntimo basicamente porque: somos todas mulheres cheias de forças incríveis e fraquezas avassaladoras, e ela não esconde nenhuma das duas partes. É lindo. É sarcástico. É engraçado. VOCÊ SE MATA DE CHORAR. Que coisa mais linda essa série.

Como toda série dessas extensas – é muito parecido com House, por exemplo, em que o personagem central vai conduzindo também as histórias dos personagens secundários, e os episódios são quase que independentes, mostrando cada um, um caso – The Good Wife tem altos e baixos, temporadas mais ou menos incríveis, mas certamente regulares o suficiente pra você seguir até o final da sexta temporada aguardando ansiosamente, tipo MUITO, pela sétima. É lindo.

E sim, a Alicia é sim a Carol, de E.R.. Cada vez mais poderosa. Cada vez mais linda. Ai, ai, Alicia… E também temos Allan Cumming, Mr. Big e Michael J. Fox no elenco. Amor.

E por favor, leiam esse texto da Capitolina sobre a série, que é infinitamente melhor que o meu.

narcos

Jesus cristinho, né mores. Que coisa mais incrível. Fico muito feliz que a gente viva num mundo em que o Netflix analise todos os nossos desejos mais íntimos e transforme isso em uma série com direito a close nos pelos pubianos do Pedro Pascal e Wagner Moura falando espanhol – não critiquem o espanhol do moço, amiguinhos. Cês todos sabem que ninguém fala melhor que ele, nem depois de 3 tequilas. Não critiquem!

Bom, Narcos é a história do Pablo Escobar, um dos maiores traficantes que o mundo já viu, um dos homens mais ricos que o mundo já viu, uma dessas figuras controversas e meio apaixonantes, porém completamente malignas, que deixam a gente meio aicomoédifícilnãogostardevocêpablito. E a série faz a gente se enamorar instantaneamente, a começar por colocar Wagnercito com aquele ganho de peso que a gente adoooooram num ator para ganhar Oscar. Palmas. A produção é absolutamente impecável, o ritmo que a série tem é, sem sombra de dúvidas, empolgante e viciante (oi, Netflix, oi, Obama!), e as passagens pra Colômbia devem estar bombani nesse exato momento, porque eu quero ir pra lá ahora.

Que puta série. Que erro de conceito a gente estar apaixonado por um cara desses. Por que catzo teremos duas temporadas de uma história que a Wikipédia nos conta o final? Não sei. Quer dizer, eu sei, mas eu finjo que eu não sei como estamos sendo lindamente manipulados por mais uma empresa de comunicação gigantesca que faz a gente ter vontade de se afiliar a guerrilhas terroristas. Mas ah, ele é tão bonitinho hablando español!

tooooodos los lllllllllladosssssssh

wet hot american summer

Doente. Totalmente doente. Acho que essa é a resenha que eu faço da maioria das séries que eu assisto por motivos de: se você adivinhar o que eu curto numa série, te dou um gif doente. Heh. É claro que eu comecei a assistir isso por causa do elenco, que tem a deusa maior da minha vida, o Jason Schwartzman, o Christopher Meloni, o Paul Rudd, e mais um monte de gente da comédia doente que eu amo e que não sei o nome pois não importa – eu me refiro a eles como “aaaaah, é eleee!” e tá tudo bem. A premissa também é incrível, né, minha gente: é o primeiro dia no acampamento americano Camp Firewood, um desses tradicionaizões dos EUA, e a molecada está tentando se adaptar. Aquela apresentação, o reencontro entre as turmas dos anos anteriores, o menino tímido que não se enturma, a menina bonitinha por quem todo mundo se apaixona, no final do dia, vai rolar um musical de interação entre monitores e adolescentes… Aquela coisa que, quem já teve uma “turma de férias” alguma vez na vida, conhece bem. Só o que o elenco é uma mistura dessas pessoas citadas acima interpretando adolescentes e, bom, atores crianças/adolescentes. DOENTE.
Claro que tem muito mais no roteiro: tipo a jornalista que vai fazer uma matéria ~infiltrada~, fingindo ser uma das adolescentes do acampamento, tipo os romances, tipo as disputas e gincanas, tipo o estudante ~estrangeiro e diferente~… Tipo uma enorme piada sobre o cinema americano que a gente bem conhece. É hilário, eu juro. Especialmente quando tudo descamba pra uma viagem maluca sobre perseguição do governo, melecas de lixo radioativo e conspiração. SIM.
Não falei que era doente?
Existe um filme de 2001 com o mesmo nome que conta, adivinhem? O último dia no acampamento. E o elenco? É QUASE O MESMO MEU POVO. Corrão e assistão e me contem porque eu ainda não vi.

Doente. Totalmente doente.

transparent

Que porrada. Essa série é totalmente necessária. Pode parecer só a história de um pai de família que se assume transgênero – sempre foi Maura, mas tinha que ser Mort -, o que já seria uma narrativa bem interessante por si só, mas é também a história de uma família com tudo o que ela tem de ruim, de egoísta, de “disfuncional”, de maluca. A maneira com que cada um dos três filhos reage à descoberta sobre o pai mostra bastante sobre a personalidade de cada um e a relação entre eles.
É uma dessas séries que força a barra pra você terminar pensando “porra, será que não tem ninguém decente?”, mas que também faz a gente refletir sobre o quanto a gente é escroto, mesmo quando esconde o quanto. Deu pra entender? É o que eu sinto assistindo Girls. “Porra, que mina mais egoísta, não é possível que ela ache mesmo que tudo gira em torno dela!”. Será que não? Acho que lá no fundo, a gente acha, a gente se identifica: mas também tentamos nos controlar, esconder, ser menos, não demonstrar. Faz sentido? Não sei. Mas vamos continuar essa resenha…
… Dai que, claro, tem a questão dos transgêneros e dos travestis – inclusive, de “rixas” entre grupos que a gente acha que “ah mas é tudo a mesma coisa” – cenas belíssimas sobre a descoberta do próprio corpo, da identidade, a atuação do Jeffrey Tambor, que é, sem dúvidas, o cara perfeito pra interpretar esse papel, e uma fotografia maravilhosa de deixar a gente meio sem ar.
É belíssimo e extremamente dolorido. Assistam.

veep

Confesso que não conhecia a série até o Emmy deste ano, apesar de ter 5 temporadas, e pra mim a Julia Louis-Dreyfus era a eterna Christine – não, eu não vi Seinfeld (podem me xingar), mas Veep é a comédia que estava faltando na minha vida nos últimos tempos. Absolutamente sarcástica e boca suja, a vice-presidente americana é, finalmente, uma mulher e, finalmente, a Christine, digo, a incrível Julia Louis-Dreyfus maravilhosa. Que coisa linda. Além de uma super série sobre a política norteamericana e seu bando de pataquada ridícula, é sobre as mulheres no poder, o poder das mulheres, a falta de poder das mulheres e ah…. Ah meu coraçãozinho dá pulinhos de alegrias irônicas com cada escolha de vestido presidencial.

E tem o Buster, gente. Vocês lembram do Buster? Sim, tem o Buster.

(E a menina do Meu Primeiro Amor e eu identifiquei ela de primeira, sim).

download

Em tempo: eu não sei porque eu ainda não falei de Grace & Frankie, que é uma delícia de série, engraçada na medida, dura na medida, um amorzinho desses de aquecer o coração. Eu também me perdi sobre um monte de comédia que assisti, tipo Louis, tipo Inside Amy Schumer, tipo Mindy’s Project – mas ainda quero escrever sobre as mulheres comediantes da minha vida. Porque eu fiz isso? Não sei. Acho que teve um período nublado e misterioso aí na minha vida que tudo foi meio confuso, né gent, mas quem nunca? O bom é que estamos voltando para a programação normal 🙂

Eu não acho nenhuma série ruim, né? Meu deus, que previsível.

5 Comments

  • Gabi

    estou sofrendo de um problema muito grave no que diz respeito à séries: fico com vontade de assistir todas, mas nunca passo do primeiro episódio. nada me fisga, nenhuma série me faz ter vontade de assistir tudo enlouquecidamente até ficar órfã. o que eu faço???
    vi o primeiro episódio de narcos e nunca mais, queria muito assistir the good wife, que parece ser incrível, mas fico com medo de pegar bode e largar. :/

  • Chell

    Pra ser sincera, eu tb acho que Narcos podia ter acabado na primeira temporada, massssss não reclamarei auhauah
    A série é muito boa mesmo =D

    E as outras, shame on me, não conheço =O

  • Camila Faria

    Veep me ganhou já nessa imagem aí do post ~ e eu adoro a Julia Louis-Dreyfus (eterna Elaine, para os fãs de Seinfeld). Transparent também está na listinha aqui (estou esperando novas temporadas, pra assistir tudo de uma vez).

    Não sei se vc curte séries “jornalísticas”, mas estou assistindo The Newsroom (http://www.imdb.com/title/tt1870479/), uma série sobre um telejornal que decide passar por uma “mudança moral”, é bem interessante e são só 3 temporadas.

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