30 antes dos 30,  do coração

as prantinha – conheça meu novo projeto!

Eu não vou nem começar a me explicar muito, senão eu desisto, como já desisti tantas e tantas vezes antes. Já são muitos anos que eu decido, compro, invento, invisto, preparo, monto e… guardo. Tudo. Tanta coisa. Seja o que for. Talvez seja a tal do Retorno de Saturno mesmo, talvez seja o país, talvez seja, finalmente, eu.

Resolvi jogar pro mundo umas coisas lindas do meu mundo, com amor, com carinho, com cuidado – com um monte de coisa pra ser ajeitada, melhorada, mas tá aí. Aceitando também as imperfeições. As minhas e as da vida.

Era a minha avó quem costurava, como tantas outras avós que eu tenho certeza que também costuravam. “Pra fora”, pro seu sustento, o complemento de um dinheiro que aparecia não se sabe bem de onde. Ela fazia as nossas roupas – que eu, como tantas outras adolescentes, tenho certeza, detestavam -, alguns brinquedos, todos os ajustes e eu me irritava quando ela dizia que não dava: faltava um equipamento, uma linha, uma atenção, a eficácia dos olhos que já não aguentavam mais tantos turnos. Ela nunca me ensinou, eu nunca me interessei, não lembro.

Era a minha avó também quem plantava, quem cuidava do jardim-corredor cheio de ervas e nomes de feitiços: pariparoba, boldo, cidreira, babosa. Que esmagava os caramujos com a parte de trás da colher depois da chuva, que arrancava as mudas com a força que eu não sabia bem de onde vinha, que plantava sementes mágicas, que me dava maracujá pra provar. Ela nunca me ensinou, mas ele sempre esteve lá.

As coisas afloram quando elas precisam transbordar. Hoje eu sou assim: traduzi em coisas bonitas um pouco do que tem aqui dentro. Veja se ecoa aí também: conheça as prantinha, meu projeto novo, um pouquinho do meu mundo pro seu! 🌿

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