aquele do casamento

Então. Esse é o post do casamento. Sim, esse é o post do casamento. SIM GENT.

Olha, eu não sei muito bem o que escrever, então eu vou encher vocês de foto – que eu sei que na real é o que vocês querem, num é? Ninguém quer ficar aqui me ouvindo dizer que casar é muito legal, que todo mundo deveria fazer pelo menos uma festa (pode ser um aniversário, tá?) pra se celebrar. Pra estar com as pessoas que ama, com uma energia surreal de positiva, música boa pra dançar até o chão e champanhe servido no copo americano amor. Mas todo mundo deveria, viu? Faz bem pro coração.

Como eu tenho que escrever alguma coisa aqui, eu vou contar a história toda do rolê pra quem ainda não cansou de me ouvir sabe. Desde o começo, a gente decidiu “fazer tudo sozinho”. Entre aspas porque logo na primeira virada de esquina percebemos que, né, gente, não dá pra fazer tudo sozinho. Especialmente quando estamos falando pra uma festa que, embora não tenha sido grande, envolvia muita gente. Gente que precisava comer, beber, dançar, ter lugar pra sentar, fazer xixi, se proteger da chuva…

Muita coisa. Muita coisa. Coisa que você nem imaginava que existia. Coisa que você nunca tinha ouvido falar. A primeira coisa que a gente percebeu é que, pra ser do jeito que gostaríamos que fosse – 100% com a nossa cara, sem pacotes fechados – a gente teria que se dedicar muito à decoração que, como vocês devem ter percebido, é minha praia. Logo, num ia dar pra ninguém ficar pensando muito em comprar e organizar comida, local, dj, agendas, cadeiras. Não dava pra ficar pensando em como fazer a logística de levar tudo até um sítio lindo e distante de frente pra represa. E não dava, certamente, pra pagar alguém pra pensar em tudo isso pra gente.

Então 1) a gente colocou a mão na massa e 2) a gente contou com a ajuda dos amigos.

Escolhido o local – um bar/casa de eventos bem low profile, bem alternativo, perto do metrô e que aparentemente “não dá pra casar aqui”, como eu ouvi de algumas pessoas – também eliminamos a questão da comida, da bebida, do som, dos funcionários, do gerador, da tenda de proteção da chuva. Um preço bom e uma confiança meio louca em pessoas desconhecidas – que foram absolutamente incríveis e fizeram tudo ser impecável. Petiscos, cerveja, nada fancy, como a gente também não é.

Depois, foi a hora de enfrentar alguns ~probleminhas de controle que meu não-diagnosticado mapa astral virginiano encontrou. Um dos padrinhos fez os bolos – um “falso”, de mesa, e red velvet no pote para os convidados -; uma das madrinhas fez a playlist insana que fez todo mundo dançar até doer (mesmo, doeu por dias); outra madrinha-irmã foi responsável por idas ao Ceagesp, 150 arranjos de flores, 100 suculentas e um buquê maravilhoso… Cada uma das madrinhas e dos padrinhos foi responsável por uma pontinha da arrumação, das caronas, dos carretos de 100 pompons de papel de seda, todo mundo acordou cedo NO DIA da festa pra arrumar o local. Sim, as nossas mãozinhas – as minhas também! – foram responsáveis por cada arranjo, cada vela, cada decoração, cada posicionamento das mesas.

Sim, a gente abriu mão de muita coisa. A gente abriu mão de casar ao ar livre e ter que se preocupar, sozinhos, com um milhão de coisas avulsas e o transporte delas. E a preocupação com o uber/táxi/gasolina dos amigos. A gente abriu mão de montar 18921626 projetos DIY (mas montamos outros 500) do Pinterest por não ter (ainda!) um galpão onde guardá-los. A gente abriu mão de muita coisa que faziam parte do sonho, e eu posso dizer com todas as letras pra você: eu só pensei nelas hoje, 2 meses depois, na hora de escrever esse post. Todas as memórias daquele dia são sorrisos, abraços, champanhe no copo americano e muito, muito amor.

Amor por todos os lados. Amor por ele. Amor pelo o que está por vir. Amor por cada um dos amigos. Amor por quem veio de outro Estado, de outros países. Amor por “fornecedores” – amigos disfarçados de fotógrafas, de artesãs, de donos de bar.

Ele não dobrou as mangas da camisa como eu pedi. A câmera, tão bonitinha, ficou lá derrubada porque alguém teve que sair correndo pra comprar pilha na hora. Saiu até na foto! Não teve aquelas toneladas de arranjos do meu tamanho (ainda bem). Nosso melhor amigo, que foi o cerimonialista – mas a gente prefere chamar de MC! – chamou o Bruno de Bruna na primeira frase. Eu errei a mão da aliança. Todo mundo riu um monte. Todo mundo trocou a energia boa que a gente emana quando está junto, que guia nossa vida, que é nosso objetivo de relacionamento a dois e com o mundo.

E num mundo todo torto que parece que não tem muita esperança, parece até bastante egoísta celebrar o amor dessa maneira, como se o que importasse fosse só isso. Mas, no final, é. São esses momentos que fazem a gente ter forças pra se erguer, pra lutar, pra brigar, pra falar, são esses momentos que fazem a gente ter orgulho de tudo o que foi construído, são essas pessoas que seguram tua mão, são essas risadas que te levam adiante.

E, claro: tem o champanhe.

Se fica uma lição de tudo isso, é: celebre. Se auto celebre, celebre seu amor, seus amigos, seus gatos, sua vida. Se junte com os que você ama – ainda que sejam eles dois ou três – e deem risada, dancem se forem de dançar, bebam se forem de beber, joguem pokemón (e me chamem) se forem dessas. Não “deixem passar” o que quer que seja, qualquer situação importante, por preguiça, por falta de confiança nos outros (viu, Isadora?), por falta de grana. Sejam vulneráveis. Amem. Vale a pena.

isa & bruno from KARINE BRITTO on Vimeo.

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Eu não poderia terminar esse post sem agradecer do fundo do meu coração pisciano cheio de amor a todos os fornecedores-amigos que toparam minhas loucuras e fizeram tudo ser perfeito (ai que blogayra, no próximo casamento quero publipost):

Fotos do amor: L’amourgraphy | Vídeo do amor: Karine Britto e Claudia Barros | Local da cerimônia, da festa, buffet, staff e Gigi-melhor-pessoa: Bambu Brasil Bar |  Lapela maravilhosa, bouquets de papel das madrinhas e amiga de carolina: Annita Loja | Cabelo e make bapho e amiga da vida: Paula Vidal | Madrinho e melhor doceiro de SP: Henrique Carrenho

Logo mais eu volto a ser azeda. Agora, sou só amor <3