5 coisas que eu não dou a mínima

Eu comecei a ler essa tag no maravilhoso Girls With Style – que só gente linda respondeu, aliás, vão lá ver logo! – e vi que logo essa se espalhou por aí, fazendo bastante sucesso no #BEDA, achei tão bacaninha que resolvi guardar pra responder depois.

Adoraria responder todos esses itens com mensagens de “who gives a shit?” e “nossa olha como eu sou feliz sem ligar pro que os outros dizem”, mas pisciana, né, mores? Não vai acontecer. Então conheçam esses pontos graciosos da minha personalidade e do meu ~gosto pessoal~ que faz de mim uma ótima puxadora de assuntos em círculos sociais desconhecidos:

1 – Música “nova”, ou hype, ou indie, ou alternativa, ou como vocês queiram chamar

A cena é sempre a mesma: qualquer situação embalada por música, todo mundo começa a cantar, eu mexo os bracinhos no ritmo fazendo duckface sensual pra disfarçar que não sei a letra. Alguém percebe e fala: “mas Isa, é Sbrubles Brubles, a música do [insira aqui uma novela/série/clip] que tá passando, eu respondo com “ah, sei!”, volta pra duckface. Faço uma anotação mental “pesquisar Sbrubles Brubles” que dura mais ou menos até eu sentar novamente no computador e, bom, não, eu não pesquiso. Por isso, não dou a mínima pros seus ídolos atuais, suas músicas de balada (até porque, né gente, “balada”), seus festivais lotados de gente, carésimos e com disputas violentas para a compra de ingresso. Eu fico aqui, de boa, oscilando entre Bon Jovi e Aerosmith e tá tudo bem. Tá tudo bem!

Florence, você eu amo, me perdoa!

2 – Masterchef

Eu odiaria cair no clichê do “critico porque é modinha”, já que, GENT, trás mais modinha que tá pouco. Nunca vocês me verão usando um “mas só eu que não assisto esse tal de Masterchef” só para angariar uns “kkkk não eu também!”. Adoro uma modinha, amo tuitaço da modinha, sou maluca por fazer amigos da modinha e usar gifs da modinha para ilustrar meu dia a dia. Mas não, não ligo a mínima pra Masterchef. Além de não assistir TV, nada, nem o Twitter, nem vocês, nem o Fogaça, nem os deuses me convenceram de que valia a pena parar de ver The Good Wife para assistir o reality da Record (é da Record, né?). E eu amo séries, vocês sabem. Então, catzo, por que eu não me importei nem um pouco com isso? Só o tempo dirá. Um dos mistérios do Universo. Um caso para o Globo Repórter.

3 – O Adam Levine

Pode ser influência do item nº 1, pode ser uma simples questão estética, mas eu não faço ideia, do fundo do meu coraçãozinho Isadorístico, no que vocês enxergam nesse cara. Eu tentei, sabe. Eu fiz um estudo de caso: antes de fazer esse post comecei a ouvir todas as músicas que o Youtube selecionou pra mim, vi fotos, assisti vídeos dele em programas de TV, eu me detive especialmente na tal da foto sensualíssima do moço e: não. Can’t. Nadinha. É óbvio que ele é indiscutivelmente gostoso, mas gente, não. E a música? Não também. Next!

sorry, Adam

4 – Carros

Não é uma questão “nem ligo pro Camaro amarelo” ou “não me importo com marcas”. Mores: eu não sei porque vocês gastam tanto dinheiro com carros. Porque vocês se importam tanto com eles. Porque vocês relacionam aqueles troços a ícones de uma vida bem sucedida. Esses dias eu ouvi de uma amiga que “fulaninho desistiu de chamar cicraninha pra sair porque ele teve que vender o carro e ficou com vergonha” e a minha reação é WHAAAAT? Vocês estão ficando malucos? Essa é uma cena que só aconteceria em uma paródia mal feita dos anos 90 dentro da minha cabeça e, gente, ela existe MESMO? Vocês se endividam por conta de carros? Vocês pesquisam sobre carros? Vocês acham carros bonitos? Eu não consigo acreditar.

5 – O que você acha sobre o meu cabelo

Cara, então, eu vou tentar salvar esse post com um pouco de otimismo e empoderamento da minha parte e dizer, com todas as letras, que eu não me importo nem um pouco com o que você acha sobre o meu cabelo. Nem um pouco. Se você pensa que “é prático, né?” ou se você acha que “você faz essas coisas porque seu namorado deixa” (dái-me forças!), ou se você pensa que é uma fase que vai passar, se você sequer pensou em dizer que você acha que eu ficava melhor de cabelo comprido, ou que “olha que doidinha, a Isa”, ou qualquer coisa do gênero: vê eu te explicando os meus motivos pra fazer o que eu bem entendo com o meu cabelo? Vê? Não? Então.

 

Não me odeiem.