3 coisas que me emocionaram de maneiras diferentes em momentos parecidos

// 01: Glow

Fazia bastante tempo que eu não via uma série assim, de uma vez só, alucinada pelo próximo episódio e maluca depois que terminou. Glow foi assim pra mim e não tem nenhuma explicação filosófica: uma história interessante, um visual incrível e uma boa dose de grl pwr. Fiquei completamente vendida. Glow são as Gorgeous Ladies of Wrestling, um grupo de atrizes selecionadas para um programa de luta livre na TV. Só de mulheres. Então você imagine aqueles clichês “não sabemos lutar, mas somos mulheres fortes e vamos aprender”, todos eles maravilhosamente colocados no meio de um monte de drama pessoal real oficial eu te entendo miga segura minha mão. E o figurino, gente? Vem comigo no figurino, mim dá uma polaina, vamo ser feliz de maiô cavado. Tudo isso com a estética e a trilha sonora INCRÍVEIS dos anos 80. Pode ser melhor? Não pode não.

// 02: Okja

Já falei aqui um pouco sobre a decisão de me tornar vegetariana, mas nunca fui atrás de assistir os famosos documentários que ajudam as pessoas a tomar essa decisão também (eu acho que vocês deveriam assisti-los! 😉 ). Daí que resolvi ver o tal do Okja que todo mundo estava falando sem muita pretensão e BAM. Eu acho que esse é um dos filmes preferidos da minha vida – não passa um dia sem que eu pense nele. A história parece simples e clichê: a ganância e o dinheiro versus a natureza e a simplicidade. E um bichão fofo e simpático pra deixar a gente mais sensibilizado. POIS É. A questão é que o bichão é a Okja, o vilão é a indústria alimentícia moderna e o capitalismo, e os mocinhos são essa maravilhosa criança coreana e um grupo ativista de libertação dos animais. Tudo isso com a estética alucinada do Bong Joon-Ho (eu não entendo nada de cinema, mas vocês viram Expresso do Amanhã? Vejam!) e a atuação da Tilda Swinton. É lúdico, é sensível, é bonito, e a gente termina do jeito que tem que terminar: se sentindo culpado, se sentindo pequeno, se sentindo assassino. E é bom que seja assim.

// 03: Francisco El Hombre

Chegou o dia niqui eu venho aqui neste sítio recomendar música? Uma banda? Brasileira? Atual.
Sim, senhores. Chegou este dia. Eu conheci Francisco el Hombre durante o alongamento em uma aula de dança (risos) e desde então ouço Triste, Louca ou Má todos os dias. Todos os dias. Já pensamos em tatuagens? Talvez. Já cometemos selfen com legenda filosófica-misteriosa? Certamente. Ouçam comigo e vejam esse clipe – sim, é gravado em Havana. Não, eu nunca tive nenhuma chance.