favoritos #21

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Essa livraria na Inglaterra, chamada Button & Bear, que meudeusdocéu | Eu sou muito apaixonada pela Rookie Mag e tudo o que ela produz, mas os kits de colagens ultimamente, olha… | Essas ideias para decorar a casa com fotos, simples e lindinhas, do Muy Molón | Não tenho palavras pra descrever esse móvel, apenas não tenho.

// Esse texto no Fake Doll sobre 8 mulheres que alcançaram o sucesso depois dos 30.

// A Ovelha Mag com dois artigos maravilhosos: A vida não é um miojo e Respira fundo, é ansiedade.

// Drufs, da Eva Furnari, é pra mim um dos exemplos mais incríveis de como a gente pode se reinventar sempre, ainda mais falando de literatura. A matéria é do Esconderijos do Tempo.

// 20 vozes femininas para 2017, do podcast Pop Don’t Preach, uma playlist especialíssima para se preparar para o ano que já já vem.

// Um texto lindo sobre um trabalho lindo: a Milena falando da Lora Mathis na Pólen, sobre softness como uma escolha, também, de revolução – uma das coisas que mais me tocam nos últimos tempos.

// Chimamanda Adichie, Gloria Steinem, Jon Meacham e Rashida Jones escreveram cartas de agradecimento e despedida à Michele Obama e nóis tá como? Isso mesmo chorando. Vi na newsletter maravilhosa da Anna.

diarin #5 – é isso aí

É isso aí, né gent? Tá tudo de cabeça pra baixo nesse mundo, só tem notícia ruim, mas se é isso aí que a gente vive, vamo fazer o quê? Vamo tentar aproveitar e tirar o melhor que dá, num é? É sim. Vamos repetir esse mantra até o final? Ô se vamos. Vamos evitar treta? Vamos também. Vamos consolidar o plano de nunca botar mais quianssa nesse mundo horrível? Uhum.

~De resto~ tá tudo bem, até. Talvez seja isso aí, num é? Umas crises dos 30 anos, umas deprês, uns finais de semana em pânico olhando pro teto, e outros que a gente produz-sai-darisada-bebe-dança e se sente muito, mas muito jovem, e um orgulho da própria casa e, no fundo, um olhar pra si discreto pensando que, talvez, o copo esteja bem perto ali do meio cheio, afinal. Ao menos, vamos tentar nos convencer disso diariamente.

Tô assistini

Rolou uma deprê depois do combo maravilhoso de séries de agosto-setembro? MININA. Que desespero. Daí começamos a atirar para todos os lados e baixamos (sim, isso ainda existe) 3 episódios de The Good Place, que tem tudo para ser uma das minhas séries favoritas pois Michael Schur – APENAS Parks and Rec, SNL e Brooklin 99, saidaqui – , se não fosse o fator eu tenho que baixá-la. Nesse meio tempo, teve também The Get Down, que é incrível, mas a essa altura vocês todos já sabem disso (assistam) e Luke Cage, que é bem boa, que glorifica a maravilhosa expressão qui homão da porra a cada frame, e afe, qui mulherão da porra também Rosario Dawson casa comigo.
Claro que eu não poderia deixar de brevemente falar aqui sobre a série que move a minha vida, que é Ru Paul’s Drag Race, na sua melhor versão: All Stars – basicamente, um novo reality com as melhores drags (que não venceram) das últimas temporadas. Eu só tenho uma coisa a dizer sobre isso:

Yekaterina Petrovna Zamolodchikova rainha da minha vida

Tô leni

ESTOU LENDO MEU DEUS ESTOU LENDO! Vocês ouviram isso? EU. ESTOU. LENDO.
Depois de um hiato de tanto tempo que não quero nem parar pra procurar, eu li um livro inteirinho, desses de gente grande, desses complexos e tudo, desses que deixam a cabeça da gente toda desgraçada. Tô orgulhosa de mim, mim deixem! A motivação pra isso foi, claro, a maravilhosa Elena Ferrante, que tanto faz quem é de verdade, contanto que a moça continue escrevendo assim. Porfa. Eu li, finalmente, História do Novo Sobrenome, que é a continuação da bendita da tetralogia napolitana. É maravilhoso? É. Vou fazer resenha? Cês têm toda uma magnífica internet beletrista que já fez isso por mim, procurem aí. A coisa é que o terceiro livro acabou de chegar da gráfica E NÃO CHEGA NA AMAZON e eu tou o quê? Isso mesmo, desesperada. Enquanto isso, resolvi ler o A Filha Perdida, que não tem nada a ver com a história, mas tem o mesmo estilo ferrante de ser. Vou desgraçar tudo? Vou. Mas pelo menos eu tô lendo, né gente. Vamos acompanhar.


Tô fazeni

Fiz os cursos todos que era pra ter feito, fiquei cheia de ideias, botei alguma em prática? Não botei. Mas tá tudo anotadinho aqui bonitinho, numa dessas listas infinitas que, meu deus do céu, que ansiedade 😀 Mas, falando em anotar, comprei um planner, desses bem do pinterest assim e, obviamente, estou apaixonada, anotando tudo, gastando meu salário em washi tape e adesivos sem propósito algum – em breve faço um post sobre ele aqui, meniiiiinas.
E bom, eu vou falar aqui que eu… Casei. Casei agora no civil, e pra não me prolongar muito: sim, gente, eu casei só agora no civil, meses depois da festa, e tá tudo bem, ninguém morreu. E foi ótimo! Teve decoração, teve brunch, teve look do dia, teve amor, teve uma viagem bem gostosa (e caótica!) pro Rio, que sim, continua lindo, continua sendo, fevereiro março.
E não deu muito pra efetivamente fazer coisas, foi mais um mês de resolver tretas e coisas boas, de dar corres, de receber, de sair. Não que eu esteja reclamando – mas já que estamos falando disso, adivinha quem está matriculada em uma assinatura mensal de cursos infinitos de artesanato e com alarmes de preços apitando cada vez que o preço de uma máquina de costura cai? Uhum.

Os tombo que eu tô levani

Estamos malhando, meu povo? E o verão? Ouié.
E vamos combinar que não tá fácil pra ninguém essa vida de instabilidade profissional, né, amigos. Se não é por nós – ousseje, se ainda estamos empregados – é por 80% dos coleguinhas que estão te pedindo ajuda/frila/arrego, é pelo standby assustador em que tudo está, é pela situação degradante que os amigos de profissão se encontram. Tá dureza. Não sou dessas catastróficas que acham que tudo está perdido (se for pra comentar “é a crise”, por favor, nem abre a caixinha), mas que tá dureza, está. E a gente segue se agarrando onde dá, né?

Os pulo que eu tô dani

Eu tô me esforçando bastante pra driblar aquele monte de coisa ruim e dar mais espaço pras coisas boas. O primeiro passo pra isso foi enfrentar um pouco toda a bichodomatice que me pertence e criar coragem pra (re)encontrar pessoas ótimas que cruzaram meu caminho e que eu tava perdendo a chance de abraçar, e também lugares ótimos que existem por aqui e que eu tava perdendo a chance de comer neles conhecer. Eu abracei muito catiorríneos e servi de colo pro melhor nenei do mundo. E meu cabelo continua gorgeous.

diarin05

a cidade. o rildi. as comida. os marido.

 

Então eu acho que é isso aí. Tá tudo bem, né?

 

domingo é um dia bunda #5

Eu ainda surto quando não tenho um plano. Seja o plano, detalhado, pra esse domingo ensolarado, seja um plano de vida que me coloque nessa ou naquela cidade definitivamente, nesse ou naquele país. Se eu paro pra pensar, é aquele vórtice infinito de medo paralisante misturado com a necessidade de me levantar agora e fazer algo – na maioria das vezes, algo equivocadíssimo.

A gente segue tentando encher os buracos, e os buracos são cada vez mais nítidos. Talvez a gente até tenha se acostumado com eles. Já não são tão escuros e gelados, vez ou outra, eu diria, são até um pouco aconchegantes. Buracos que dão aquela abraçada de leve, meio safada, mas também meio paternal, dizendo: vem cá, senta aqui, curte esse pedaço de tempo de fazer nada, curte esse dia que pedaço de dia que você vai nunca mais vai lembrar. E você vai jogando o jogo: esse eu não lembro, esse passa em branco, o próximo eu guardo, amanhã eu escrevo, eu fotografo, eu registro.

Tudo ainda te assusta, te enerva, te deixa o quê? É, ansiosa. Chegar antes – mas não antes o suficiente. Não saber quantas noites você vai ter que ficar fora. A lista interminável de coisas para comprar pra casa. Os quilos que não vão embora, por mais que você se esforce. A pele que não fica boa nunca. Não ter absolutamente nenhum controle sobre quem vai ficar na minha frente naquele show, o show, meu show. Ter a certeza, toda vez que sai de casa, que a gente perdeu uma briga importante e que estamos em minoria.

Tudo o que te acalma é cada vez mais nítido, também. Chacoalhar a cabeça e mandar fisicamente embora os pensamentos. Saber que vai acabar. Estar cada vez mais em paz com a pessoa que você escolheu ser. Se incomodar cada vez menos quando tentam te convencer que você está errada sobre essa pessoa. Os gatos. As escolhas. O sol que bate na janela no fim da tarde – mesmo de domingo. Escrever. Cantar sozinha pela casa. Qualquer coisa que eu faça com as minhas mãos. Terminá-las.

Falta muito, ainda. Falta mais calma, falta mais espontaneidade, faltam mais chacoalhões. Falta aquela casa pequena de dois andares cheia de plantas, dois ou três gatos, falta acordar cedo todo dia, incluir frutas na rotina. Falta entender, de uma vez por todas, que a vida é isso aí, e que tá tudo bem, e que a comanda individual dessa conta fecha – ainda que a do mundo esteja longe de fechar. E não é você que vai arrumar isso. E que, quem importa, fica. E que o que importa já está aí.

Eu ainda surto, mas cada vez menos.

meus lugares favoritos de SP

E cá estamos, acompanhando o resultado dessas eleições que meudeusdocéu, que medo. Apreensiva de verdade sobre como as coisas se configuram e torcendo pra que essas também sejam de mentira, como a que tivemos em 2014 pra presidente, né? ¬¬ Isso me fez pensar bastante no quanto eu gosto dessa cidade. Porra, eu gosto muito dessa cidade. Ela não é fácil, ela não é justa, ela é imensa e cheia, cheia, cheia de problemas, mas cara, como eu tenho carinho por ela ter me acolhido, por ela deixar a gente ser quem a gente quer ser (mesmo que a gente não saiba).

Passando um final de semana lá no canto de onde eu vim – que nem é tanto interior assim! – fiquei com saudade. Cheguei em casa e o Minhocão, dessa vez, não estava fechado: vi aqui da janela uma porção de carros pra lá e pra cá, no lugar das bicicletas e catiorríneos que costumo ver aos domingos. Da janela de casa, sabe? Tem muita gente que torce o nariz: como assim, você mora do lado do Minhocão? Como assim, você acha bonito ver o Centrão da janela? Essa cidade é mesmo muito doida e faz a gente aprender a ver beleza em tudo, no cinza, no concreto, no asfalto, em pequenas vitórias cotidianas. Quem falou bonito sobre isso foi a linda da Nicas, vocês já leram?

E como eu sei que muita gente tem curiosidade sobre os lugares que eu acabo visitando na minha rotina aqui pela região do Centro/Santa Cecília, resolvi fazer uma listinha rápida dos preferidos, aqueles que fazem parte quase que todo final de semana – porque a gente também pode ter comunidade mesmo no meio dos prédios, viu?

// Jardin Plantas e Flores + Jardin Cafeteria: assim que eu pisei nessa lojinha pela primeira vez sabia que não tinha mais volta. Era amor eterno, amor verdadeiro. A Jardin é uma lojita de plantas e flores (jura?) que fica na frente da pracinha da Biblioteca Monteiro Lobato, então, cesvejem, já começou difícil. E nessa onda de ser a louca das plantas, eu posso dizer com propriedade: são as bichinhas mais highlanders e bonitas que eu tenho – vencem, inclusive, as investidas do gato-vaca Raposo aqui de casa. Daí que além das plantinhas em si, além do gosto incrível pra itens de decoração e outras coisinhas que tem na loja, veio a ideia sensacional de expandir e criar o quê? Um café. é um dos ambientes mais aconchegantes que eu já conheci. E não posso terminar esse post sem dizer: comam o brownie (como também as empadinhas deliciosas, o pão de queijo, o cafezinho coado, os sucos, os bolos absurdos). Sério: comam o brownie.

// Parque Minhocão: chamem pelo nome social. É engraçado pensar como pode ter tanta vida num troço gigantesco de concreto e asfalto – e tem. Tem todo sábado e todo domingo e toda as noites. E deveria ter mais. É triste pensar na carência que a gente tem de espaços mais “adequados”, que fazem com que a gente precise amar tanto uma avenida ou um viaduto. Mas a gente ama. O Minhocão, que vira parque cheio de bicicleta, skate, patinete. Cheio de cachorro e criança. Com peça de teatro, com exposição, com todo tipo de esporte, com piquenique. Com uma luz que só tem lá. Com todo tipo de gente – com todo tipo de gente, do jeito que tem que ser uma cidade. Convivendo.

Parque Minhocão

meu coração é mudérno <3

// Parque da Água Branca: esse tá mais lá pra Pompéia/Perdizes que pro Centrão, mas considerando que eu chego com 5 minutos de busão, tá dentro. O Parque da Água Branca é o tipo de parque que eu gosto: que faz a gente esquecer da cidade. A começar que tem um monte de bichinho solto: galinhas, pintinhos, patos, tartarugas, gatos e até um ou outro macaquinho ocasional. É uma graça! (Mesmo pra quem morre de medo, não que eu seja uma pessoa dessas). É um parque bem cuidado, com um monte de espaços e atividades pra galera, e com uma feira de produtos orgânicos incríveis que acontece terças, sábados e domingos, das 7h às 12h. E ainda dá pra tomar um café delicioso por lá, também.

Parque da Água Branca

macaquíneo!

 
Se tiverem a oportunidade, visitem esses lugares – e me chamem pra comer um brownie!

desculpa

Às vezes dá merda.

A gente faz merda. A gente erra, sim, também. Na maioria das vezes a gente acerta, acreditem nisso: porque só na hora que a gente erra, de verdade, na moral, que dá pra perceber o quanto é ruim errar. Se fosse assim o tempo todo nem ia dar.

Acho que ninguém fala muito disso. A gente fala sobre amar, sobre trair, sobre se apaixonar, sobre ser feliz, sobre sofrer sofrer sofrer, ter o coração partido, a gente fala asneira sobre se relacionar, a gente fala da ex, a gente se declara pro atual, a gente chora as saudades, a gente conta, a gente inventa. Mas acho que ninguém fala muito sobre errar, assim, na primeira pessoa.

Eu procurei, ô se sim, pra alguém falar por mim, mas acho que não tem. Se tem, não achei. Deve ser porque é difícil admitir. Porque não fica bonito em texto. Porque é foda de poetizar. Na real, só dá pra colocar, assim: errei, desculpa. Foi na intenção de acertar. Foi porque eu não sabia o que fazer. Foi porque eu descuidei um pouquinho, um segundo, um milésimo. Foi por causa da ansiedade, do pânico, foi por conta do dia, dos astros, foram os hormônios, o céu. Não interessa, não.

Às vezes dá merda e a gente só tem que esperar. E torcer. Pro tempo, pras coisas, pra vida, pra saudade bater. Pra não ser esquecido. Pra não ser trocado (mas tem muita gente melhor, talvez você mereça mais…). Pra não ser apagado (mas tem muita coisa mais legal na sua vida, talvez seja melhor…). Pra distância não virar rancor (mas em mim ele cresceria, talvez eu nem seja tão legal assim…). Pra tentar reconstruir (sei lá em cima de quê).

Às vezes dá merda e a gente só pode torcer e ir usando todos os outros textos que fizeram sobre amor e sobre saudade e sobre paixão e sobre relacionamentos e sobre sobre sobre sobre corações partidos, porque não é só o crush que destrói a gente, não é só a cama que fica vazia, não é só o outro que vai embora, a gente também afasta.

Às vezes dá merda.

Desculpa.