favoritos #19

favoritos19

Esse livro maravilhoso, que é uma homenagem às mulheres mais importantes na ciência, que eu vi no Brain Pickings | Pratinhos lindos para guardar os anéis e outras bijous, lá do Muy Molon | Essa série absolutamente apaixonante de ilustrações de gatinhos da Ina Doncheva, indicação da Camis no Não Me Mande Flores | Essa toalha de mesa gracinha – e toda essa casa escandinava com mojo, no My Scandinavian Home

// Esse texto da miga Vaneça é uma das coisas mais bonitas e doloridas que eu já li: disclaimer: this person is going to ____ your life

// No fim, todas as crianças prodígios se tornam adultos normais, com margem de erro de 1,37% para mais ou para menos: a Odhara, na Revista Pólen, explicando lindamente porque a gente se frustra tanto quando chega à vida adulta e vê que ninguém é realmente especial.

// Ando tentando (sem sucesso) me organizar com um Bullet Journal – bujo, para os íntimos. Não que eu já não seja organizada em agendas, bloquinhos, google agenda e o cacete, mas você já viu comoélindoobujo? Não? Então veja essa materinha do Buzzfeed e sofra comigo: 25 Satisfying Bullet Journal Layouts That’ll Soothe Your Soul

vai ficar tudo bem

Tá tudo meio estranho. Se você me perguntar, não é nada pessoal, assim, a vida anda muito bem, obrigado, se fomos pontualmente pensar. Mas tá tudo meio estranho. As coisas andam meio embolotadas, meio devagares, meio estafantes. O que podia ser uma tarefa simples vira um monstrão envolvendo mil pessoas e seus dramas, e os dramas se entrelaçam, e as pessoas se desentendem, e todo mundo parece predisposto a ser rude e violento e discutir ao invés de ouvir. Tem raiva. Tem peso.

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Tá tudo meio estranho e difícil, não tá? Parece um eterno mercúrio retrógrado – e tá tudo tão estranho que eu nem leio mais o horóscopo. Nem sei o que Susan Miller quer dizer a respeito com medo da decepção ou da verdade, já nem sei mais direito. Agosto é sempre meio confuso, meio longo. Ninguém nunca tem dinheiro, já percebeu? E tem tanta coisa acontecendo o tempo todo. Parece que nunca acaba. Parece que nunca para.

Os últimos dias foram meio catárticos, assim, e parece que tudo explodiu – e vieram coisas boas e coisas ruins com os pedacinhos que saíram voando. Primeiro vieram, não sei muito bem em que ordem, uma edição da newsletter da Nath e esse post da Nambs: os dois falando sobre gratidão. Porque a gente reclama, a gente se sente perdido, vazio, mas a gente raramente agradece pelas coisas legais, né? Depois, foi essa edição da newsletter da Aline Valek, sobre conselhos bons que a gente recebe na vida. Eu fiquei com vontade de copiar o tema – e talvez ainda role, mais pra frente – mas um trocinho me pegou mais rápido: Compartilhe o que te inspira, não o que te causa raiva.

No final das contas, é o que eu acabo fazendo aqui. Já adotei há algum tempo a postura de que não vou ficar dando ibope pra matéria zoada, campanha maluca, post bizarro – passei a compartilhar mais gatinhos, mais bonitezas, mais iniciativas legais. A real é que cansei do Facebook e acabei trazendo pra cá muita coisa que postava lá, e ó, tô felizona com isso. Mas esse conselho abriu uma portinha que foi escancarada quando outra amiga, nesse mesmo site feicers aí que eu num gosto, compartilhou essa imagem:

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É simples, quase bobinha, né? Uhum. Cê faz tudo o que tá aí pra você, direitinho?

Hum.

Essa imagem na real me abriu um sorrisão de ver que, calma, tá tudo bem. Que a gente se preocupa demais com o macro, com o futuro, com os planos, com os amanhãs, mas na real, às vezes a gente só precisa parar um pouquinho e tomar um copo de água ou lavar o rosto. Num é? E aí, igualzinho quando a gente ouve uma palavra pela primeira vez e dez minutos depois todo-mundo-no-mundo-inteiro-usa-aquela-palavra, eu fui devastada por posts e imagens e gente e amor em formato de self care.

A Sofia já deu dicas ótimas sobre a gente se amar um tiquinho, dividindo as sugestões entre cuidado energético e mágico e cuidado físico. Leiam, é ótimo. Eu também sempre recebo o conteúdo da Gala Darling, rainha-mór da vibe radical self-love – eu sou alucinada nesse mote do site, adorn yourself, adore your life <3 – que sempre me dão uns insights bacanas (e ela é divertidíssima no instagram stories, gente!). E, por último, o que me deu um estalo tipo “eita, tá todo mundo mal mesmo”, desgurpa Jout Jout, foi esse post lindíssimo no Hello Lolla, que é impossível de ler sem um sorriso no rosto.

Daí entre uma coisa e outra, o que eu fiz? Eu não sei como, eu não sei quando, eu não entendi direito de que maneira ainda, mas eu fiz um desenho. Um “desenho”, vai, um infográfico, olha que chique. Um mapa mental. Um lembrete do tamanho de um A4, to tamanho que tem que ser. Pra eu me lembrar, o tempo todo, que vai ficar tudo bem. E do que eu posso fazer pra me ajudar nesse processo, que às vezes é mais complicado, outras é menos, mas é sempre cansativo porque tudo é mais tentador: reclamar, chorar, gritar, berrar, falar que vai sair correndo. E, às vezes, pode ser mais simples.

Então, nessa vibe de compartilhar, eu tirei coragem sabe-seládeondemeudeus pra fazer isso aqui e postar para lembrar que…

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Vou postar aqui e sair correndo antes que eu me arrependa – já tô me arrependendo ¯\_(ツ)_/¯

Atualizando: durante essa mesma semana a Couth postou uma coisa maravilhosa da rainha Liz Gilbert, que a Anna Vitória fez o favor de me lembrar agora:

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go to the water – leiam <3

prove que você não é um robô

Toda vez que, no blog de vocês, aparece esse método novo de provar que eu não sou um robô – ô gente, que maravilhoso se fosse, pensa bem? – eu fico morrendo de medo, olhando pros lados, que percebam que na verdade eu não sei bem clicar em todos (todos todos, mesmo?) os quadrados que contém uma placa de trânsito (placa só, ali, onde tem desenhinho, ou vale também o poste que segura a placa?), as imagens que trazem fachadas de loja (e se naquele prediozinho tiver uma galeria dessas internas, tipo do Centro de São Paulo, que eu não esteja vendo? E se nela tiver todas as lojas do mundo? E se ali eu encontrar o brechó preferido da vida?), as fotos que mostram comida (se a gente tem fome de tanto, de feijão, farinha e de amor, vale o quê nessas horas?).

Tenho que acertar todos, ou 75% já me faz passar? Eu preciso gabaritar? E se o mouse tremer? E se eu, na pressa, pular? É muita pressão pra definir o nível de atenção, de humanidade, de certeza nessas escolhas completamente subjetivas sobre questões importantes da existência humana que, eu tenho certeza, se eu fosse um robô, saberia exatamente simular a quantidade de acertos e erros de cada imagem clicada pra te enganar. Ô se saberia.

É muita angústia prum comentário que nem sei ao certo se queria tanto assim fazer.

Se pá as pessoas deveriam vir com essa opção atachada assim na cintura, puxando feito um carrinho de mão de bagagem apodrecida, arrependimento e confirmação de humanidade. Você abre um espacinho e, pimba: prove que você não é um robô. Escolha aqui as partes de coração que contém sentimentos, é só clicar. Tem uma margem de erro de 15%, eu deixo, dou chance, abro espaço, afasto os móveis pro lado, até aquela cômoda velha que foi da vovó. Só não volta atrás. Se clicou, tá clicado, se achou que era placa de trânsito então era, se não tinha fachada de loja então não tinha, se não era de comer, não come, não morde. Só não volta atrás e prova que tem algo que bate aí dentro que não é de corda, não liga na tomada e não acaba a energia. Pode olhar pros lados, respira fundo e vai, só me prova que é de verdade, não precisa gabaritar.

meme escrito

ou Um dos posts que eu faria se conseguisse fazer o BEDA direitinho mas não consigo

Estamos aqui interrompendo o último dia de Olimpíadas – e agora, gent? – com o olho vermelho de tanto chorar pelo vôlei masculino – SERGINHO EU TE AMO – para responder esse meme fofo – a gente ainda fala “meme” pra esse tipo de coisa? – que a linda da Adri me indicou.

Ele consiste basicamente em uma dessas tags com perguntas de blogagem coletiva que eu acho demais, mas nunca tenho muita criatividade para responder, só que escrito. Daí vem o desafio: a minha letra. Sabe, eu gosto bastante da minha letra, acho que ela tem uma certa personalidade só que… Bom, vocês vão ver. Ela é meio difícil de entender. Os M, N e U são basicamente o mesmo emaranhado de traços pra cima e pra baixo, o que deixa palavras como comumente completamente incompreensíveis, e eu escrevo rápido suficiente pra quase nada fazer muito sentido. Adoro como, em ao menos uma coisa da vida, eu posso pagar de gênio indomável diferentão incompreensível, rebelde sem causa atormentado. Tenho certeza que, no futuro, quando lerem minhas listas de tarefas pra casa, certamente vão me colocar na lista dos gênios da beat generation. Aguardemos.

Jpeg

Eu respondi essas perguntinhas aqui:

01. Qual é o seu nome?
02. URL do seu blog
03. Escreva: ‘The quick brown fox jumps over the lazy dog’
04. Citação
05. Música favorita (no momento)
06. Cantor/Banda favorita (no momento)
07. Diga o que quiser
08. Indique 3 blogs

Queria que brincassem comigo a Vaneça, a e a Raqs – e quem mais quiser, claro! Me marquem pra eu ver 😉

domingo é um dia bunda #3

Eu preciso muito de silêncio (note to self: ainda preciso escrever sobre isso). E de organização. Isso não é uma coisa bonitinha e curiosa da minha personalidade: é algo que me derruba. Se eu fico dias sem rotina, tudo vira uma bagunça. Se tudo vira uma bagunça, eu me enfio no vórtice infinito do “não dá pra arrumar porque tá tudo uma zona”. Eu preciso de silêncio pra me organizar e de organização pra entrar no eixo.

Acordar às 9h num domingo silencioso, estar sozinha, tirar as caixas. Tirar todas as caixas. Tirar todas as coisas. Colocar tudo de volta, reorganizar, encaixar, guardar. Com sol, com gatos, minhas coisas. Por tudo em ordem.

Às vezes é só isso.

aquele do casamento

Então. Esse é o post do casamento. Sim, esse é o post do casamento. SIM GENT.

Olha, eu não sei muito bem o que escrever, então eu vou encher vocês de foto – que eu sei que na real é o que vocês querem, num é? Ninguém quer ficar aqui me ouvindo dizer que casar é muito legal, que todo mundo deveria fazer pelo menos uma festa (pode ser um aniversário, tá?) pra se celebrar. Pra estar com as pessoas que ama, com uma energia surreal de positiva, música boa pra dançar até o chão e champanhe servido no copo americano amor. Mas todo mundo deveria, viu? Faz bem pro coração.

Como eu tenho que escrever alguma coisa aqui, eu vou contar a história toda do rolê pra quem ainda não cansou de me ouvir sabe. Desde o começo, a gente decidiu “fazer tudo sozinho”. Entre aspas porque logo na primeira virada de esquina percebemos que, né, gente, não dá pra fazer tudo sozinho. Especialmente quando estamos falando pra uma festa que, embora não tenha sido grande, envolvia muita gente. Gente que precisava comer, beber, dançar, ter lugar pra sentar, fazer xixi, se proteger da chuva…

Muita coisa. Muita coisa. Coisa que você nem imaginava que existia. Coisa que você nunca tinha ouvido falar. A primeira coisa que a gente percebeu é que, pra ser do jeito que gostaríamos que fosse – 100% com a nossa cara, sem pacotes fechados – a gente teria que se dedicar muito à decoração que, como vocês devem ter percebido, é minha praia. Logo, num ia dar pra ninguém ficar pensando muito em comprar e organizar comida, local, dj, agendas, cadeiras. Não dava pra ficar pensando em como fazer a logística de levar tudo até um sítio lindo e distante de frente pra represa. E não dava, certamente, pra pagar alguém pra pensar em tudo isso pra gente.

Então 1) a gente colocou a mão na massa e 2) a gente contou com a ajuda dos amigos.

Escolhido o local – um bar/casa de eventos bem low profile, bem alternativo, perto do metrô e que aparentemente “não dá pra casar aqui”, como eu ouvi de algumas pessoas – também eliminamos a questão da comida, da bebida, do som, dos funcionários, do gerador, da tenda de proteção da chuva. Um preço bom e uma confiança meio louca em pessoas desconhecidas – que foram absolutamente incríveis e fizeram tudo ser impecável. Petiscos, cerveja, nada fancy, como a gente também não é.

Depois, foi a hora de enfrentar alguns ~probleminhas de controle que meu não-diagnosticado mapa astral virginiano encontrou. Um dos padrinhos fez os bolos – um “falso”, de mesa, e red velvet no pote para os convidados -; uma das madrinhas fez a playlist insana que fez todo mundo dançar até doer (mesmo, doeu por dias); outra madrinha-irmã foi responsável por idas ao Ceagesp, 150 arranjos de flores, 100 suculentas e um buquê maravilhoso… Cada uma das madrinhas e dos padrinhos foi responsável por uma pontinha da arrumação, das caronas, dos carretos de 100 pompons de papel de seda, todo mundo acordou cedo NO DIA da festa pra arrumar o local. Sim, as nossas mãozinhas – as minhas também! – foram responsáveis por cada arranjo, cada vela, cada decoração, cada posicionamento das mesas.

Sim, a gente abriu mão de muita coisa. A gente abriu mão de casar ao ar livre e ter que se preocupar, sozinhos, com um milhão de coisas avulsas e o transporte delas. E a preocupação com o uber/táxi/gasolina dos amigos. A gente abriu mão de montar 18921626 projetos DIY (mas montamos outros 500) do Pinterest por não ter (ainda!) um galpão onde guardá-los. A gente abriu mão de muita coisa que faziam parte do sonho, e eu posso dizer com todas as letras pra você: eu só pensei nelas hoje, 2 meses depois, na hora de escrever esse post. Todas as memórias daquele dia são sorrisos, abraços, champanhe no copo americano e muito, muito amor.

Amor por todos os lados. Amor por ele. Amor pelo o que está por vir. Amor por cada um dos amigos. Amor por quem veio de outro Estado, de outros países. Amor por “fornecedores” – amigos disfarçados de fotógrafas, de artesãs, de donos de bar.

Ele não dobrou as mangas da camisa como eu pedi. A câmera, tão bonitinha, ficou lá derrubada porque alguém teve que sair correndo pra comprar pilha na hora. Saiu até na foto! Não teve aquelas toneladas de arranjos do meu tamanho (ainda bem). Nosso melhor amigo, que foi o cerimonialista – mas a gente prefere chamar de MC! – chamou o Bruno de Bruna na primeira frase. Eu errei a mão da aliança. Todo mundo riu um monte. Todo mundo trocou a energia boa que a gente emana quando está junto, que guia nossa vida, que é nosso objetivo de relacionamento a dois e com o mundo.

E num mundo todo torto que parece que não tem muita esperança, parece até bastante egoísta celebrar o amor dessa maneira, como se o que importasse fosse só isso. Mas, no final, é. São esses momentos que fazem a gente ter forças pra se erguer, pra lutar, pra brigar, pra falar, são esses momentos que fazem a gente ter orgulho de tudo o que foi construído, são essas pessoas que seguram tua mão, são essas risadas que te levam adiante.

E, claro: tem o champanhe.

Se fica uma lição de tudo isso, é: celebre. Se auto celebre, celebre seu amor, seus amigos, seus gatos, sua vida. Se junte com os que você ama – ainda que sejam eles dois ou três – e deem risada, dancem se forem de dançar, bebam se forem de beber, joguem pokemón (e me chamem) se forem dessas. Não “deixem passar” o que quer que seja, qualquer situação importante, por preguiça, por falta de confiança nos outros (viu, Isadora?), por falta de grana. Sejam vulneráveis. Amem. Vale a pena.

isa & bruno from KARINE BRITTO on Vimeo.

*****

Eu não poderia terminar esse post sem agradecer do fundo do meu coração pisciano cheio de amor a todos os fornecedores-amigos que toparam minhas loucuras e fizeram tudo ser perfeito (ai que blogayra, no próximo casamento quero publipost):

Fotos do amor: L’amourgraphy | Vídeo do amor: Karine Britto e Claudia Barros | Local da cerimônia, da festa, buffet, staff e Gigi-melhor-pessoa: Bambu Brasil Bar |  Lapela maravilhosa, bouquets de papel das madrinhas e amiga de carolina: Annita Loja | Cabelo e make bapho e amiga da vida: Paula Vidal | Madrinho e melhor doceiro de SP: Henrique Carrenho

Logo mais eu volto a ser azeda. Agora, sou só amor <3